Na semana passada iniciei um curso sobre coaching. Já há algum tempo que andava interessada na temática e surgiu a oportunidade de fazer um online e de forma gratuita.
Até ao momento já fiz três módulos e estou a gostar, apesar de ainda me ser muito complicado integrar alguma informação.
O coaching é fortemente influenciado pela psicologia positiva e como continuo numa fase mais negra estou com algumas dificuldades em integrar na minha cabeça esta perspetiva.
Uma das atividades do curso é elaborar um diário pessoas com algumas reflexões. No final de cada módulo, deixam-nos algumas questões para refletirmos e escrevermos sobre elas. Assim, decidi enquadrar nas publicações do blog.
Estão à vontade para responder também.
Relativamente ao módulo 1 foram estas as questões:
O que é para ti a felicidade?
Pensa em ti, estás a passar por alguma crise, necessidade de mudança ou melhorar algo na tua vida?
No momento em que tens de tomar decisões, lutas ou foges?
Para mim, felicidade é uma sensação de bem-estar pleno em todas as áreas da tua vida. É sentires que pertences ao um lugar onde tenhas pessoas com quem possas partilhar momentos e situações.
Para além disso, felicidade é quando te sentes intrinsecamente bem contigo próprio(a), onde aprecies a tua própria companhia.
Penso que a felicidade é algo tão complexo que é complicado atingi-la de forma plena. Parece que haverá sempre alguma coisa que constituirá um entrave a essa plenitude.
Em muitos textos que lemos somos confrontados que a felicidade é o prazer com as pequenas coisas da vida. Contudo, muitas vezes me questiono: até que ponto é que elas são suficientes para preencher os vazios que outros elementos causam em ti próprio(a)?
Neste momento ando mesmo à procura dela. Parece-me que ela fugiu e se escondeu muito bem em alguma esquina da minha vida. Acho-a perita em esconder-se de mim, porque no momento em que parece que a estou quase a agarrar ela escorrega das minhas mãos como pequenos grãos de areia.
Neste preciso momento, aquilo que mais me angustia e mesmo esta necessidade de mudança e o melhorar algumas áreas da minha vida. O avançar da idade, a estagnação, o não alcançar de determinadas coisas que me fazem falta no sentido de manter a minha sanidade mental estão a dar cabo da minha resiliência e da minha capacidade de lutar. Sinto-me emocionalmente mais frágil, com menos motivação e farta de remar contra uma maré que teima em me empurrar constantemente para trás. Não está a ser nada fácil... Desde há cerca de 2/3 anos que as coisas teimam em não se manifestar de forma positiva. Não, não é tudo mau... Pelo meio há pequenas luzes de esperança que se vão mantendo a brilhar. São muito ténues, mas estão lá, só gostava que elas brilhassem mais e me invadissem de bem estar e realização.
Tomar decisões é, para mim, das coisas mais complicadas. Sou daquelas pessoas que pensa em prós, contras e coisas que tais. Não costumo fugir, fugir, mas reconheço que nem sempre dou luta (ou pelo menos a luta que merecia).
Acima de tudo falta-me assertividade, confiança e auto-estima para enfrentar as questões mais pessoais.