quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Os motivos]


A Denise já recebeu mais um livro para fazer mais uma leitura no âmbito deste nosso projeto conjunto.
Desta vez foi muito fácil escolher o livro para lhe enviar. 

O escolhido foi:
Dias de Ouro (Edilean, #2)

Dias de Ouro
Jude Deveraux

Motivos
  • Possibilidade de continuar a série que começou o ano passado;
  • Penso que é um livro "saboroso" para ler nesta altura do ano;
Espero que gostes desta viagem ao passado, Denise. 
Não se esqueçam de passar pelo blog Quando se abre um livro e verem a reação da Denise. 

Opinião | "Para sir Phillip com amor" (Bridgertons #5)

Para Sir Phillip, Com Amor (Bridgertons, #5)

Classificação: 4 estrelas

Para sir Phillip com amor, quinto livro da série Bridgertons, ficamos a conhecer o futuro de Eloise Bridgerton.
Em comparação com os livros anteriores, o romance desenvolve-se de uma forma ligeiramente diferente dado as características do personagem masculino. 

Phillip é um homem viúvo, que vive com os seus dois filho. Um homem reservado, que vive com o nariz enfiado nas suas plantas... Pensei que fosse mais bruto do que aquilo que se assistiu logo no início do livro. É um homem com os seus fantasmas e que vê o seu comportamento condicionado por eles. É como se estivesse preso a algo que o tortura... Eis que chega Eloise Bridgerton para afugentar os fantasmas e abalar o presente de Phillip e da sua família. 

Adorei a Eloise, o seu espírito prático e aventureiro. Uma jovem que insistiu em construir algo para a sua vida e para a sua felicidade (devia inspirar-me na sua persistência e resiliência). Também foi muito positivo a mudança em termos de perfil do personagem masculino. Quebrou com a rotina do jovem libertino e que foge ao compromisso. 

Um aspeto menos positivo foi a forma como abordaram a saúde mental de Marina, primeira esposa de Phillip. Pelo que me foi possível entender ao longo da história, Marina sempre foi uma pessoa mais triste e reservada... Após o nascimento dos filhos, ela "tropeça" em direção a uma depressão pós parto. Infelizmente, a mensagem que passa é que Marina é a única culpada pelo seu estado mental. A autora oferece-lhe uma tonalidade muito negativista e, em alguns momento, sobressaem notas de culpabilidade pela doença que a afetou... Acho que esta questão deveria ter sido abordada de forma mais sensível, permitir que uma mensagem diferente acerca da doença passasse... No fundo, era importante não estigmatizar estas pessoas.

Tive muitas saudades das crónicas da nossa Lady Whistledon, mas por outro lado gostei da substituição que fizeram. Não tiveram o mesmo impacto, porém permite-nos conhecer um outro lado da nossa Eloise e perceber alguns aspetos que foram abordados no livro anterior.

O humo, o dinamismo da narrativa, a intensidade dos acontecimentos e a leitura compulsiva continuam a marcar a minha experiência com esta autora. 

Nota: Um obrigada muito especial à Marta do blog I only have pelo empréstimo deste livro.

Palavras Memoráveis

Boy, Child, Family, Female, Guardian, Kid, Male, Mom

As crianças procuram sempre os olhos dos pais para os verem por dentro.

Eduardo Sá, Más maneiras de sermos bons pais


segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Opinião | "As raparigas esquecidas" de Sara Blaedel (Louise Rick #7)

As Raparigas Esquecidas (Louise Rick, #1)

Classificação: 4 Estrelas

Em primeiro lugar quero agradecer à Topseller por tão gentilmente me ter cedido um exemplar e, assim, me ter proporcionado a oportunidade de me estrear com a autora.
Os thillers e policiais nórdicos têm conquistado muito terreno por terras lusas e consequentemente os leitores que apreciam este género literário. 
Eu sou uma dessas pessoas. Gosto deste género literário e este ano tem sido um ano rico em leituras deste género literário.

As raparigas esquecidas é um livro que começa com um crime pouco complexo. Porém, à medida que vamos avançando na leitura conseguimos sentir a história a crescer. Tudo se torna mais complexo, aparecem mais personagens e é-nos apresentado um conjunto de contornos muito específicos. As personagens também se desenvolvem ao ponto de serem capazes de deixar transparecer outro tipo de emoções mais complexas e que oferecem maior riqueza à história.

Gostei bastante da dupla Louise e Eik. Ambos têm personalidades sombrias e tudo se vai encaixando e complementando.
Ao longo da leitura há certos aspetos que deixaram a minha curiosidade em ebulição. Eu queria saber mais sobre Louise e Kim, Queria esmiuçar sem piedade o passado desta agente. Para adensar ainda mais a curiosidade há uma situação final que me deixou em grande expetativa para o livro seguinte da série.
Este livro é o 7º livro de uma série e o terceiro de uma trilogia. Gostava muito que fosse publicada a partir do volume... Acho que há coisas que estão para trás que nos permitiriam outra compreensão do universo da personagem Louise.

Um aspeto que valoriza este livro é a região de Eliselund e a realidade da saúde mental entre os anos 50 e 80. O impacto deste tipo de doenças numa pequena comunidade está bastante bem enquadrado tendo em conta a época em que alguns factos ocorreram.

É certo que os crimes que vão aparecendo no livro não são muito chocantes. Contudo, são suficientemente complexos para nos agarrar à leitura e despertar curiosidade. Para além disso, a narrativa está muito bem organizada e os acontecimentos encadeados de acordo com uma sequência lógica.

domingo, 14 de agosto de 2016

Maratona Cineverão | Anna Karenina e A Bela e o Monstro


6º Filme 
Categoria: Adaptado livro
Classificação: 4 Estrelas

Li o livro Anna Karenina pela primeira vez em 2014. Foi uma leitura difícil, mas bastante agradável. Sei que há várias adaptações, mas tinha mais curiosidade em relação a esta porque tem sabia que tinha uma forma original de nos apresentar a história e porque tinha a Keira Knightley, uma atriz com a qual simpatizo, a interpretar Anna Karenina.

Relativamente à interpretação de Keira, fiquei bastante desiludida. A actriz não conseguiu passar a melancolia e aquele estado limite que a Anna do livro tem. Ou seja, o filme não possui a mesma carga emocional. Isto deve-se à fraca interpretação de Keira (talvez não tenha lido o livro). 

Quanto à forma como decidiram apresentar a história, eu gostei bastante. Conseguiram captar os momentos essenciais do livro. É muito complicado adaptar um livro tão grande, por isso acho que dentro dos possíveis conseguiram fazer um bom trabalho. 

Em termos de produção está fantástico. Um guarda-roupa soberbo, cenários lindíssimos e uma excelente banda sonora a acompanhar. 

Esta adaptação deixou-me com vontade de ver outras. 



7º Filme
Categoria: Décadas de 90 a 2010
Classificação: 4 estrelas

Eu sou uma nulidade no que toca à visualização dos clássicos da Disney. É algo que quero mudar, por isso aproveitei a maratona para ir juntando filmes à minha parca lista de filmes de clássicos da Disney.

A bela e o monstro é um filme simpático e que sabe sempre bem ver. 
Eu gostei bastante, até porque me sinto tão estranha como a Bela. É claro que é um filme com os seus momentos mais clichés, mas que não interferem negativamente na nossa satisfação em ver o filme.

É um filme para ver e rever porque nos faz sentir coisas boas. 

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Maratona Cineverão | Ida

5º Filme
Categoria: Filme Europeu
Classificação: 3 Estrelas

Ida é um filme polaco que nos conta a história de uma freira, Ida, que parte em descoberta do seu passado. 
A jovem Ida foi deixada num orfanato católico e sabe muito pouco das suas origens. Sabe da existência de uma tia e é, em conjunto com ela, que desvenda a história que a conduziu ao orfanato. 

É um filme bastante pequeno, por isso não dá para explorar muito. É possível constatar que tudo na produção é muito simples. O vestuário, a forma como o filme é filmada, a banda sonora são minimalistas, porém não retiram o interesse que está singela história nos consegue oferecer. 

Eu gostei mas senti falta de uma maior exploração de tudo o que foi aparecendo no filme. Queria saber mais sobre o passado da tia de Ida. Soubemos o essencial para perceber a forma como ela se comportou ao longo de todo filme, bem como o final que lhe foi oferecido. Porém acho que seria uma personagem tão interessante devido à sua complexidade emocional e à sua personalidade muito característica que merecia um maior relevo.

A Ida surpreendeu-me. Depois de algumas escolhas e comportamentos que ela teve sempre pensei que iria escolher um futuro diferente para si. Mas quando as últimas imagens do filme estavam a fui apanhada um bocadinho de surpresa.

Recomendo o filme. 

Palavras Memoráveis


Alguém sábio me disse uma vez que escrever é perigoso, pois nem sempre conseguimos garantir que as nossas palavras sejam lidas com a mesma entoação com que foram escritas.

Jojo Moyes, A última carta de amor

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Opinião | "A grande revelação" de Julia Quinn (Bridgertons #4)

A Grande Revelação (Bridgertons, #4)
Classificação: 4 Estrelas

A grande revelação é o quarto livro de uma série que se tem mantido divertida, leve, bem disposta e que nos permite quebrar com momentos de leituras mais densas. Cada vez mais vou admirando a forma como a autora Julia Quinn consegue dar um toque de um humor e construir narrativas sólidas e cativantes. 

O título, por si só, é já um grande spoiler daquilo que poderão encontrar nestas páginas e isso irritou-me ligeiramente. 
Penelope Featherington e Colin Bridgerton são os grandes protagonistas deste livro. Continuamos a ter a presença das varias personagens do clã Bridgerton, mas o grande destaque é para Colin e para a descoberta do amor. 

O tipo de romance que acompanha estas páginas é muito semelhante aos livros anteriores. No fundo, os contornos acabam por ser os mesmos, apenas mudam os acontecimentos e as interações entre as personagens. Assim, podemos dizer que mantém a mesma essência desta série: uma escrita leve, dinâmica e cativante pincelada com um toque de humor muito característico.

A grande revelação que se faz neste livro deixou-me algo surpreendia, porque não estava à espera da pessoa que a protagonizou... Aliás, em alguns aspetos nem me fez muito sentido e pareceu-me um pouco estranho que essa personagem assumisse tal papel. 

Por fim, acho que foi um final abrupto e apressado... Senti que faltou ali qualquer coisa que tornasse aquele final mais composto e satisfatório. 


Nota: Um grande obrigada à Marta do blog I only have (que tem estado muito parado) pelo empréstimo do livro.

sábado, 6 de agosto de 2016

Maratona Cineverão | Em parte incerta

4º Filme
Categoria: Mistério
Classificação: 3 Estrelas

Li o livro Em parte incerta em 2015 e fiquei com alguma curiosidade em ver o filme. 
A minha relação com o livro foi surpreendente. Foi uma leitura que me marcou devido à genialidade da escritora. 
Obviamente que esta minha experiência com o livro aumentou as expetativas em relação à adaptação cinematográfica.

Apesar de ter gostado do filme, sinto que não gostei tanto como a maioria das pessoas. Para além disso, o filme não conseguiu oferecer-me o efeito surpresa que o livro me proporcionou. 

A atriz Rosamund Pike, que interpretou o papel de Amy, não conseguir construir a personalidade da personagem da mesma forma que acontece no livro. Na minha opinião, era importante que a actriz tivesse acentuado a dualidade da sua personalidade de acordo com o momento do filme. 

Nunca antes me tinha acontecido, mas fiquei super incomodada com o filme. Quando terminei de ver estava mal disposta e com dores de cabeça. Isto aconteceu, porque a dada altura do filme comecei  a ficar muito irritada com aquilo que estava a ver. Faltou alguma dimensão às personagens de forma a torná-las credíveis aos nossos olhos. É importante que à medida que vamos vendo um filme, nos esqueçamos que aquilo são personagens interpretadas por outras pessoas. Mas isso eu não consegui sentir com este filme. Faltou alguma naturalidade e mesmo a relação entre as personagens não foi muito eficaz.

Ben Affleck no papel de Nick também não convenceu.

O filme é bastante fiel ao livro e penso que foi isso que não contribuiu para uma relação muito positiva entre mim e o filme. O facto de ter lido antes o livro não permitiu que o factor surpresa se mantivesse. Eu sabia o que ia acontecer e com quem, e isso fez com que o filme não causasse tanto impacto em mim. 

Quem já viu o filme, o que é que acha? 
A leitura do livro (para quem leu antes de ver o filme) interferiu na forma como vocês assistiram e assimilaram o filme? 

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Livro Recebido]


Este meu projeto conjunto com a Denise do blog Quando se abre um livro, continua a correr muito bem e já recebi mais um livrinho (que por acaso já comecei a ler).

Desta vez, a Denise escolheu enviar o seguinte livro:

Um estranho em casa
Patrícia MacDonald

Nunca tinha lido nenhum livro da autora, nem tive curiosidade em saber sobre as suas obras. Por isso, quando recebi o livro não tive nenhum tipo de reação muito efusiva. Espero gostar da leitura.

Não se esqueçam de passar pelo blog Quando se abre um livro para conhecerem os motivos que levaram a Denise a enviar-me este livro. 

Alguém já o leu? Conhecem a autora? Contem-me tudo nos comentários.  


Palavras Memoráveis



Mas percebi, no meio daquele caos, que ter alguém que nos compreenda, que nos deseje, que nos veja como uma versão melhor de nós próprios é o presente mais maravilhoso de todos.

Jojo Moyes, A última carta de amor

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Quem chegou? | Julho

Este foi um mês mais calmo no toque a livros que vieram aterrar aqui em casa.
Este mês tenho apenas um para vos mostra.

Passatempo
Não Digas Nada

Assim, em julho ganhei o livro Não digas nada de Mary Kubica num passatempo promovido pelo blog Quando se abre um livro
Fiquei bastante contente, uma vez que é um livro que tenho bastante interesse em ler.

Opinião | "A livraria" de Penelope Fitzgerald

A Livraria
Classificação: 1 Estrela

A livraria é o primeiro livro que leio da autora Penelope Fitzgerald e foi uma das minhas piores leituras até ao momento.

Vai ser muito complicado escrever uma opinião, porque são poucas as recordações que tenho da história. Sei que ocorreram alguns conflitos, há um problema inicial que condiciona o livro e há a solução final. Isto deve-se ao facto de ser um livro muito confuso, aborrecido e desinteressante. 
A relação difícil com este livro advém das suas características da narrativa e da forma como está escrito. Assim, somos confrontados com uma escrita pouco cativante aliada a uma narrativa pouco empolgante.

Do meu ponto de vista, mudando a forma de escrever e criando mais situações de interesse e conflito, o livro poderia tornar-se mais apelativo. 
Para além disso, a autora deveria recorrer a uma escrita que mostrasse mais o que acontecia na vida exterior e interior das personagens, em vez de se limitar apenas a contar o que se ia passado. As personagens também mereciam uma maior caracterização.

É um livro que facilmente se apagará da minha memória. Não me marcou e não compreendo o facto de ele ter sido vencedor de um prémio. É um livro muito fraco em todos os elementos que compõem a história do livro. 

Quem tiver uma visão diferentes, por favor, partilhe. Gosto de conhecer outros pontos de vista.