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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Portefólio | Diário Pessoal 3


Neste módulo foi abordada a questão da comunicação. Foram-nos apresentadas algumas estratégias para uma boa comunicação, assim como nos apresentaram aspetos importantes acerca do funcionamento da comunicação humana. 
Para reflexão deixaram-nos as seguintes perguntas:

E tu, como comunicas?
Que aspetos gostarias de melhorar na tua forma de comunicares?
Que qualidades destacas em ti quando comunicas?
Escutas bem quando o outro fala? És observador? Estás atento?
És muito impulsivo/a na hora de comunicar ou dás muitas voltas às coisas antes de dizê-las?

És empático? És assertivo?

Que qualidades achas que deve ter um bom orador? Tens-las? Como pensas que podes adquiri-las?

Preferes ouvir ou que te ouçam?

Sim, são muitas questões, mas vou tentar responder de forma breve a todas elas.
Eu sou uma pessoa muito tímida. Nem sempre a comunicação sai como quero. Quando estou numa situação de avaliação e de grande stress, tenho dificuldade em comunicar. Fico com a boca seca, a minha voz treme e em situações de simples interação social, quando não me sinto à vontade com o grupo de pessoas, tenho tendência a gaguejar. 
Com o tempo, há certas coisas que fui aprendendo a controlar, como por exemplo, fazer apresentações para grandes grupos. Hoje em dia é algo que faço mais facilmente. Sendo assim, gostava de ter uma comunicação mais assertiva e preenchida de confiança. 

Sou expressiva e consigo cativas as pessoas. Isto acontece mais em grupos pequenos e com pessoas com quem estou completamente à vontade, mas isso passa. 

Sou muito observadora, muito atenta e escuto muito bem aquilo que os outros têm para me contar. Quando precisam da minha atenção, têm-na de forma plena. Em comunicação gosto muito de estar com o outro e para o outro. 

Não sou impulsiva quando comunico. Normalmente penso naquilo que vou dizer, mas digo-o de forma direta e objetiva (vá por vezes divago, depende dos temas).

Um bom orador é aquele que, de forma assertiva e confiante, consegue passar uma mensagem de forma cativante e de fácil compreensão para quem está do outro lado a receber a informação. Eu acho que tenho algumas dessas qualidades, porém tenho plena consciência de que tenho de ir mais longe e melhor muitos aspetos. Penso que com as experiências que vou tenho, isso me ajudará a conquistar aquilo que me falta. Porém, a nível social tenho de arriscar um bocadinho mais e sair do meu grupo de conforto (é verdade, sou tipo urso da floresta que não gosta de grandes grupos e vive mais sozinho). 

Gosto de muito de ouvir e gosto que me ouçam. Gosto de uma comunicação bidirecional. Só com este tipo de comunicação crescemos enquanto seres humanos biológicos e sociais. Se ouvirmos, não nos permitimos o desenvolvimento de competências de argumentação e de comunicação verbal, se só gostarmos que os outros nos ouçam acabamos por desenvolver aspetos narcísicos que em nada contribuem para o nosso crescimento mental e social. 
Para a comunicação, quer como para tudo na vida, tudo deve ser q.b. A comunicação é muito importante para o ser humano, por isso devemos manter-nos em relação, ouvindo e fazendo-nos ouvir. Só assim construímos pontes sólidas que nos ligam aos outros.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Portefólio | Diário Pessoal 2


Estou um bocadinho atrasada nos meus diários, mas a vida tem-se colocado pelo meio e nem sempre tenho vontade de escrever.

No módulo 2 foram abordados os conteúdos relacionados com as nossas crenças. No fim, para refletir ficaram as seguintes perguntas:

Tens alguma ideia irracional? Como a enfrentas?
És uma pessoa racional ou emocional?
Consideras-te otimista, pessimista ou realista?
Marcam-te muito os fracassos?
Como vês o copo: meio cheio ou meio vazio?

Estas questões levaram-me algumas horas do meu tempo livro. Foi difícil pensar sobre elas e olhar para dentro de mim própria à procuras das respostas mais sinceras. 

Ideias irracionais, quem não as tem? As minhas estão muitas vezes relacionadas com as minhas relações interpessoais (pensar que pessoa X ou Y não gosta de mim, sem ter motivos concretos ou então ter motivos que são magicados pela minha cabeça tendo em conta alguma atitude da outra pessoa para comigo). Para além disso, sou muito cruel comigo própria. Não me acho suficientemente boa para algumas questões e levanto sempre mil e uma situações que me fazem pensar que alguém é melhor do que eu e que merece receber mais do que eu. 
Sinto muita dificuldade em lidar com estas ideias. Na minha cabeça, elas tornam-se racionais, consomem-me os nervos, deixam-me triste, zangada e frustrada... Isto faz com que me afaste das pessoas, faz com tenha diálogos mais azedos... É horrível porque fico numa tremenda sessão de mau estar. Ultimamente tenho tentado desconstruir estas ideias e mostrar a mim própria que elas não têm fundamento. Tenho procurado dar algum espaço a mim própria para não ficar absorvida por elas e não deixar que elas ocupem tudo à minha volta. 

Dependendo da situação posso ser racional ou emocional, mas sou mais emocional. Sou muito emotiva, sinto as coisas muito intensamente e quando me apelam ao meu lado emocional é muito complicado eu conseguir desligar-me das coisas. Quando exercia a minha atividade profissional procurei ser mais racional e prática, não podia carregar o mundo negro dos outros às minhas costas. É importante conseguir separarmos as coisas para não nos criar sofrimento adicional.

Já fui otimista. Aliás já fui muito otimista. Eu era sempre aquela pessoa que "empurrava" os outros para a frente. Já fui um pequeno furacão de entusiasmo e vontade de ir à luta e nunca desistir. Atualmente, sou mais pessimista e realista. Infelizmente, as últimas vivências pessoais têm-me retirado esta garra que sempre identificaram em mim. Sinto-me perdida, frustrada e, por vezes, triste. 

Isto já faz antever a minha resposta à pergunta seguinte. Sim, os fracassos marcam-me imenso. Principalmente, aqueles que têm acontecido nos últimos 3 anos. Quando era mais otimista, sempre que algo corria mal, carpia o que tinha a carpir (algo rápido), arregaçava as mangas e o furacão voltava a ganhar força. Agora... É muito difícil para mim erguer-me e seguir em frente. (Ando uma chata, resingona e negativista do pior -  ou seja, estou muito difícil de aturar).

Para terminar, e por tudo o que fui expondo, o meu copo anda mesmo meio vazio. Resta-me a leve esperança de o querer encher e vê-lo novamente a transbordar. 

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Portefólio | Diário Pessoal 1



Na semana passada iniciei um curso sobre coaching. Já há algum tempo que andava interessada na temática e surgiu a oportunidade de fazer um online e de forma gratuita.
Até ao momento já fiz três módulos e estou a gostar, apesar de ainda me ser muito complicado integrar alguma informação. 

O coaching é fortemente influenciado pela psicologia positiva e como continuo numa fase mais negra estou com algumas dificuldades em integrar na minha cabeça esta perspetiva. 

Uma das atividades do curso é elaborar um diário pessoas com algumas reflexões. No final de cada módulo, deixam-nos algumas questões para refletirmos e escrevermos sobre elas. Assim, decidi enquadrar nas publicações do blog.

Estão à vontade para responder também.

Relativamente ao módulo 1 foram estas as questões:

O que é para ti a felicidade?
Pensa em ti, estás a passar por alguma crise, necessidade de mudança ou melhorar algo na tua vida?
No momento em que tens de tomar decisões, lutas ou foges?

Para mim, felicidade é uma sensação de bem-estar pleno em todas as áreas da tua vida. É sentires que pertences ao um lugar onde tenhas pessoas com quem possas partilhar momentos e situações. 
Para além disso, felicidade é quando te sentes intrinsecamente bem contigo próprio(a), onde aprecies a tua própria companhia. 
Penso que a felicidade é algo tão complexo que é complicado atingi-la de forma plena. Parece que haverá sempre alguma coisa que constituirá um entrave a essa plenitude.
Em muitos textos que lemos somos confrontados que a felicidade é o prazer com as pequenas coisas da vida. Contudo, muitas vezes me questiono: até que ponto é que elas são suficientes para preencher os vazios que outros elementos causam em ti próprio(a)?
Neste momento ando mesmo à procura dela. Parece-me que ela fugiu e se escondeu muito bem em alguma esquina da minha vida. Acho-a perita em esconder-se de mim, porque no momento em que parece que a estou quase a agarrar ela escorrega das minhas mãos como pequenos grãos de areia.

Neste preciso momento, aquilo que mais me angustia e mesmo esta necessidade de mudança e o melhorar algumas áreas da minha vida. O avançar da idade, a estagnação, o não alcançar de determinadas coisas que me fazem falta no sentido de manter a minha sanidade mental estão a dar cabo da minha resiliência e da minha capacidade de lutar. Sinto-me emocionalmente mais frágil, com menos motivação e farta de remar contra uma maré que teima em me empurrar constantemente para trás. Não está a ser nada fácil... Desde há cerca de 2/3 anos que as coisas teimam em não se manifestar de forma positiva. Não, não é tudo mau... Pelo meio há pequenas luzes de esperança que se vão mantendo a brilhar. São muito ténues, mas estão lá, só gostava que elas brilhassem mais e me invadissem de bem estar e realização.

Tomar decisões é, para mim, das coisas mais complicadas. Sou daquelas pessoas que pensa em prós, contras e coisas que tais. Não costumo fugir, fugir, mas reconheço que nem sempre dou luta (ou pelo menos a luta que merecia).  
Acima de tudo falta-me assertividade, confiança e auto-estima para enfrentar as questões mais pessoais.