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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Gritos do Passado (Patrik Hedström #2) [Opinião]


Gritos do Passado (Patrik Hedström, #2)

Autor: Camila Läckberg
Ano: 2010
Editora: Dom Quixote
Número de Páginas: 430 páginas
Classificação: 4 Estrelas

Sinopse
Numa manhã de um Verão particularmente quente, um rapazinho brinca nas rochas em Fjällbacka - o pequeno porto turístico onde decorreu a acção de A Princesa de Gelo - quando se depara com o cadáver de uma mulher. A polícia confirma rapidamente que se tratou de um crime, mas o caso complica-se com a descoberta, no mesmo sítio de dois esqueletos. O inspector Patrick Hedström é encarregado da investigação naquele período estival em que o incidente poderia fazer fugir os turistas, mas, sem testemunhas, sem elementos determinantes, a polícia não pode fazer mais do que esperar os resultados das análises dos serviços especiais. Entretanto, Erica Falk, nas últimas semanas de gravidez, decide ajudar Patrick pesquisando informações na biblioteca local e novas revelações começam a dar forma ao quadro: os esqueletos são certamente de duas jovens desaparecidas há mais de vinte anos, Mona e Siv. Volta assim à ribalta a família Hult, cujo patriarca, Ephraim, magnetizava as multidões acompanhado dos dois filhos, os pequenos Gabriel e Johannes, dotados de poderes curativos. Depois dessa época, e de um estranho suicídio, a família dividiu-se em dois ramos que agora se odeiam.

Opinião
Depois de ter lido o primeiro livro desta série estava com muita vontade de ler este segundo volume. Fiquei com algumas questões pendentes no final da leitura do primeiro livro e queria ver se encontrava as respostas neste. O facto é que as encontrei, porém não foi da forma que esperava.

Tal como o livro anterior, o crime, os suspeitos, as teorias elaboradas em torno de tudo o que diz respeito à situação criminal são elementos muito bons. Estão bem desenvolvidos e conseguem prender o leitor. Camilla apresenta-nos uma família cheia de "esqueletos no armário", com segredos que querem manter escondidos de forma a não perturbar a paz idílica que cada um pensa que vive. Esta falsa paz só é vivida por um parte da família, uma vez que há outra para quem os erros do passado ainda torna a vida presente um fardo pesado de levar.
Os avanços e recuos ao longo da investigação podem parecer confusos, mas no final tudo se mostra claro e compreensível. Na minha opinião, é este o aspecto que contribui para um maior envolvimento na história. 

Onde é que autora voltou a não criar tanto impacto? Nas relações das pessoas que não estão directamente envolvidas com a cena do crime. Erica e Patrik continuam a precisar de diálogos mais profundos, mais ainda devido ao espaço temporal que separa este segundo livro da série do primeiro. Foram várias as coisas que aconteceram na relação deles que ficaram camufladas. Falta interacção, falta diálogo sobre a relação.
O mesmo aconteceu com Anne (irmã de Erica). Tudo muito superficial, pouca abordagem ao nível da vida sentimental e pessoal de Anne. Acrescenta a isto, o facto de assuntos do primeiro livro não terem ficado devidamente esclarecidos.  

Um aspecto que gostei bastante foi a introdução das vivências de outros elementos da polícia. Já tinha surgido alguma coisa no outro livro, mas neste torna-se mais evidente. Fiquei triste com o facto da relação ente Martin e Pia não ter evoluído. Espero que no livro seguinte eles se entendam.

Gostei do final e apesar de o criminoso ser óbvio devido aos contornos que a narrativa vai assumindo (atenção deixa-nos confusos, mas o responsável está mesmo à frente dos nossos olhos), as motivações e tudo o que está por detrás do óbvio está muito bem construído. 
O final apressado de Erica e Patrick, assim como de algumas personagens da família Hult e da própria irmã de Erica é que não me convenceram. Veremos o que o próximo livro nos reserva.

Quero apenas referir que estes livros podem ler-se de forma independente. Talvez seja por isso que a autora não aprofunda as relações das personagens fixas. Assim, é mais fácil construir a narrativa e ajuda o leitor a acompanhar melhor os livros.

Deixem-se invadir pelas palavras e boas leituras.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

A Princesa de Gelo (Patrik Hedström #1) [Opinião]


A Princesa de Gelo (Patrik Hedström, #1)

Autor: Camila Läckberg
Ano: 2009
Editora: Oceanos
Número de Páginas: 399 páginas
Classificação: 4 Estrelas

Sinopse
De regresso à cidadezinha onde nasceu depois da morte dos pais, a escritora Erica Falk encontra uma comunidade à beira da tragédia. A morte da sua amiga de infância, Alex, é só o princípio do que está para vir.

Com os pulsos cortados e o corpo mergulhado na água congelada da banheira, tudo leva a crer que Alex se suicidou. 

Quando começa a escrever uma evocação da carismática Alex, Erica, que não a via desde a infância, vê-se de repente no centro dos acontecimentos. Ao mesmo tempo, Patrik Hedström, que investiga o caso, começa a perceber que as coisas nem sempre são o que parecem. Mas só quando ambos começam a trabalhar juntos é que vem ao de cima a verdade sobre aquela cidadezinha com um passado profundamente perturbador…

Opinião
A minha leitura de policiais começou através de uma grande amiga minha. A J. é viciada em policiais e até há bem pouco tempo era o único género que ela lia. Foi engraçada a forma como o meu contacto com os policiais se iniciou. Ela emprestou-me um e disse que me tinha trazido algo para me impressionar (o livro foi o Postmortem de Patricia Cornwell ), mas tal não aconteceu. Não tinha achado o policial assim tão pesado como ela me fez parecer. Disse-lho, e então ela fez questão de me emprestar o policial que, até hoje, mais me impressionou em termos de originalidade dos factos, descrições capazes de originar náuseas e com um desenvolvimento narrativo viciante. E foi assim que me aventurei por este género literário do qual fiquei a gostar bastante. Por isso, sempre que surge uma oportunidade de ler, de forma a variar um pouco as minhas leituras, aproveito e deixo-me levar pelas palavras, elaborando as minhas próprias teorias e tentando criar a minha própria lista de suspeitos e identificar o responsável pelo crime. Se os policiais tiverem um bocadinho de romance à mistura ainda melhor!!!

Neste livro, A princesa de gelo, tem um crime que não é nada de extraordinário em termos de descrições macabras. Tem romance entre o policia Patrik e a pessoa que descobre o cadáver, Erika. Do meu ponto de vista, este romance merecia ser mais explorado. Carece de pontos de interacção e diálogos mais profundos  entre eles, diálogos que extrapolem a questão do mistério policial em volta de uma morte, para que seja possível conhecê-los um pouco mais para além do que é óbvio. Como o livro faz parte de uma série, fico a aguardar com expectativa o que é que os próximos livros nos reservam em relação a estes dois.

De todos os aspectos do livro, aquilo que mais gostei foi a teia relacional criada em termos da vítima mortal e de todas as outras personagens que compõem a história. Os segredos familiares, as omissões, as fugas, foram aspectos que sempre intrigaram os habitantes daquela localidade. Está tudo bastante bem construído e capaz de apanhar o leitor de surpresa (embora houve alguns aspectos, que por dedução foi fácil lá chegar).

No que diz respeito ao final da história houve aspectos que me deixaram insatisfeita. Ficaram algumas pontas soltas, nomeadamente a relação Erika / Patrik; Erika / Anna (irmã de Erika) e entre Anna / Lucas (marido de Anna). Mas como já referi anteriormente, este é apenas o primeiro livro da série, pode ser que os seguintes nos tragam mais desenvolvimentos.

Queria ainda destacar que gostei muito do título, da localidade e do país onde tudo aconteceu. Apesar de nunca ter visitado sou uma apaixonada pelos países nórdicos. Gostaria muito de os conhecer quer no Inverno quer no Verão. No Inverno por causa da neve e do frio (eu sei que é um frio cortante, mas isso não me demove); e no Verão para poder assistir ao sol da meia noite. Apesar de me ir sentir uma "anã" no meio daqueles "gigantes" nórdicos iria adorar poder visita cada um deles. Não vos consigo explicar este meio fascínio, talvez seja pela magia e pela paz que as imagens destas cidades me transmitem... No Verão são os verdes e no Inverno as pálidas paisagens brancas... Sim, sou uma fã do frio e do Inverno, mesmo que este seja rigoroso.

Deixem-se invadir pelas palavras e boas leituras.