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sábado, 4 de julho de 2015

Opinião | A ilha dos desencontros


A Ilha dos Desencontros





Autora:
Anita Shreve
Ano: 2011
Número de páginas: 240
Classificação: 2 Estrelas
Sinopse: Aqui






Opinião
Este foi mais um livro que li no âmbito do projeto conjunto que tenho com a Denise do blog Quando se abre um livro. Um dos motivos pelos quais a Denise me enviou este livro era possibilitar-me fazer "as pazes" com esta autora. E, em parte, conseguiu! Consegui gostar mais deste livro que que aquele que li anteriormente.

A ilha dos desencontros apresenta-nos duas histórias em dois momentos temporais distintos. Um no passado e outro no presente. No início, a forma que a autora escolheu para integrar partes da história passada no momento presente é muito confusa. Como não deixa nenhum separação física, nem nenhuma outra indicação, quando dava por mim já estava na parte da história do passado em Jean narrava situações do crime que marcou aquelas ilhas há muitos anos atrás, e que ela estava a investigar.  

Focando-me no presente e na história de Jean e todos aqueles que faziam parte do seu círculo, tenho a dizer que em alguns aspetos a história é pouco clara. Penso que tal se deveu ao facto de a autora querer que as coisas fossem indutivas para o leitor, mas comigo não funcionou muito bem. Esta forma usada pela autora, o leitor acede a poucas informações, não nos é dado muito sobre as características e modos de vida das personagens. Fica sempre no ar um clima de dúvida e mistério, que me deixava sempre com mil e uma hipóteses na cabeça. Se houve momentos que até gostei, por outro lado existiram outros que me deixaram um pouco frustrada e desiludida. Essa desilusão foi maior com o final do livro, no desfecho da história de vida de Jean. 

Paralelamente à história de Jean, temos a história de Maren. Maren é uma mulher norueguesa que depois do casamento parte com o marido para os EUA. Tal como a parte que descrevi anteriormente, esta é também muito intuitiva, mas possuiu mais mistério. Desde cedo que desconfiei quem era o/a responsável pelas mortes das mulheres, porém os motivos são mais difíceis de identificar. Achei a Maren uma mulher estranha e com uns padrões relacionais também eles estranhos. Não simpatizei com ela, e nem sei bem o porquê. Aqui não senti tanto a falta de uma narrativa tão desenvolvida, porém, no final precisava de alguns dados que me permitissem saber como é que a Maren, o Evan e John terminaram daquela forma. 

Outro aspeto que fiquei sem entender foi qual a relação entre os dois momentos da narrativa. Era só uma questão de investigação? O que é aproxima estas duas histórias??? Dúvidas, dúvidas e mais dúvidas... Fiquei sem entender.

Em conclusão, posso dizer que, em parte, fiz "as pazes" com a autora uma vez que gostei mais de ler este livro o que acabou por me deixar o sentimento de querer ler mais algum livro dela. Sentimento que não surgiu quando li o primeiro livro. 

Obrigada pelo empréstimo, Denise!

domingo, 27 de maio de 2012

Opinião - A casa na praia



Autor: Anita Shreve
Ano: 2008
Editora: Edições Asa
Número de Páginas: 270
Classificação: 3/6

Sinopse
Quando casou, Sydney estava perdidamente apaixonada pelo marido Andrew, um piloto de aviões carismático e aventureiro. Mas o medo de o perder num acidente de aviação quase a leva à loucura, deixando-lhe apenas uma alternativa: o divórcio.
Quando voltou a casar, Sydney acreditou que nada tinha a temer, afinal Daniel era um jovem e pacato médico. Mas o destino prega-lhe uma partida, e o seu segundo marido morre subitamente no hospital onde trabalha.
Desencantada e sem rumo, a jovem viúva aceita um emprego de Verão na magnífica costa de New Hampshire.
O que ela não podia imaginar era que o amor ainda lhe reservava grandes surpresas.
Envolvida num surpreendente triângulo amoroso feito de velhas rivalidades e segredos amargos, é obrigada a ver para além das aparências e a questionar as suas opções do passado.
Porque o coração obedece a regras indecifráveis, Sydney descobrirá por si própria que amar é o maior e o mais compensador de todos os riscos...

Opinião
Confesso que espera mais deste livro. Fui arrastada por uma sinopse que se revelou um tanto ou quanto insuficiente acerca das palavras que as páginas deste livro encerravam.

Foi o primeiro livro que li da autora e não fiquei muito convencida. Acho que a base da estória é boa, contudo a autora quando a construiu não o fez de modo a agarrar o leitor. Simplesmente as palavras não são capazes de nos amarrar a atenção por longos períodos de tempo. É uma narração lenta e pouco dinâmica.

Esperava mais da personagem principal, Sydney. Esperava que a autora tivesse descrito, com mais pormenor e oferecesse a esta personagem mais carisma e a descrevesse de modo a que os leitores se identificassem com ela. Eu não me senti ligada a esta personagem. Gostei de algumas passagens do livro protagonizadas por ela, contudo era muito parada, sem características marcantes.

O triângulo amoroso que se formou com o desenrolar da estória, também se revelou pouco credível. As páginas dedicadas a esta fase da narrativa não revelaram a intensidade necessária que me fizesse sentir amor, carinho e admiração entre aqueles personagem. Parecia algo frio, tal como o cenário da casa da Praia que ia sendo descrito. Por estranho que possa parecer, enquanto lia o livro e as descrições da casa e da paria não conseguia sentir aqueles calor agradável que normalmente estas descrições me fazer sentir, por outro lado imaginava sempre um lugar frio, sem sol, mesmo no pico de Verão. Acho que isto é uma boa metáfora para a minha relação com o livro. Penso que estas sensações estão relacionadas com o fato de não me sentir cativada pelo livro.

Embora a minha opinião sobre o livro não tenha sido muito calorosa, considero que existe pontos positivos e que para grande infelicidade minha, não foram correctamente agarrados pela autora. Um deles é o nível intelectual baixo da jovem que Sydney vai tomar conta no Verão e da relação de extrema protecção que os pais assumem nesta jovem. Esta protecção não permite que a jovem partilhe as suas ideias e vai-se mostrando uma personagem reservada e misteriosa ao longo do livro. Não consegui perceber muito bem quais as reais dificuldades da jovem e em que medida isso a afectava. Daquilo que percebi não me pareceu nada significativo. Apenas não conseguia atingir os elevados patamares que os pais tinham para ela. A autora deveria ter sido mais clara nesta situação, até porque permitiria uma maior compreensão da extrema protecção que os pais exibiam.

A homossexualidade foi outros dos temas abordados no livro e que considerei bastante positivo. Neste caso, a autora desenvolveu mais o tema tornando-o mais esclarecedor.

A sensação que fica no final da leitura é uma sensação de que falta qualquer coisa que faça atribuir algum sentimento a este livro. Falta-lhe algo que o faça permanecer na nossa memória por tempo indetermidado. Falta-lhe aquele "tempero" que o torne memorável.

Boas leituras