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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Opinião | "A Lagartixa Manca e o Homem Desempregado" de Ana Luiz

A Lagartixa Manca e o Homem Desempregado

Classificação: 2 Estrelas

No final do ano passado li o conto Ashram desta mesma autora do qual gostei bastante. Por isso, foi com grande expetativa que parti para a leitura deste novo conto.
É um conto pequeno e pouco complexo, porém conseguimos retirar algumas reflexões, nomeadamente: o respeito pela natureza, sabendo apreciá-la nas suas diferentes dimensões; saber valorizar as nossas características mesmo quando elas nos afastam daquilo que é considerado "normal" no mundo que nos rodeia; a descoberta da felicidade nas mais pequenas coisas quando o mundo à nossa volta parece estar a desmoronar-se; e, por fim, a complexidade em torno das relações humanas (neste último ponto a minha reflexão vai para a situação do casal, a pouca cumplicidade e a comunicação que se começa a deteriorar com as situações menos boas da vida).

Apesar de me ter permitido refletir acerca destas questões achei o conto demasiado superficial e com uma narrativa muito rápida. Olhando para o conto anterior que li da autora e comparando-o com este, senti aqui falta de qualquer coisa que revele a verdadeira essência do trabalho da escritora. 

É uma leitura que aconselho, principalmente para quebrar com alguma monotonia causada pelas leituras mais densas e complexas. 

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Opinião | "Ashram" de Ana Luiz

Ashram
Classificação: 4 estrelas

Na semana passada cruzei-me com a opinião a este conto no blog da Silvéria. Não conhecia o conto nem a autora, mas as palavras da Silvéria deixaram-me com vontade de ler e ficar a conhecer. 
Eu gosto de ler novos autores e fazer novas descobertas, principalmente quando são autores lusos. É a nós, portugueses, que cabe valorizar o seu trabalho e empenho. 

Tal como a Silvéria fui pesquisar o significado da palavras ashram, pois não conhecia. É um título excelente para acompanhar um conteúdo brilhante e muito bem escrito.
Ao longo das páginas que compõem este conto vamos conhecendo a vida de um velho ermita que gosta de ouvir histórias daqueles a quem dá abrigo. É muito interessante a forma como a autora vai dando corpo aos visitantes e às histórias. 

A última história que nos é contada tem um leve acontecimento que remeteu a minha memória para um conto de Eça de Queirós do qual gosto muito, A aia. É uma semelhança muito ligeira, depois a história assume novos contorno até culminar num final inesperado e muito, muito interessante. 

Eu gostei muito do conto e da escrita da autora. O final é apetrechado do factor surpresa, fazendo referência a algo que gosto muito. 
Numa narrativa bem desenvolvida, organizada, compreensível e muito bem estrutura a autora Ana Luiz leva-nos numa viagem de descoberta e fascínio. Recomendo a leitura e espero conhecer mais trabalhos da autora.