domingo, 1 de setembro de 2019
sábado, 31 de agosto de 2019
Opinião | "Como Não Morrer de Fome em Portugal" de Lucy Pepper
Classificação: 3 Estrelas
Quando iniciei a leitura do livro Como não Morrer de Fome em Portugal esperava encontrar um livro desinteressante que não me entusiasmasse. Como estava enganada ao deixar-me levar pelas ideias negativas que criei em volta deste livro. Eu estava completamente errada.
Gostei muito da forma como a Lucy foi expondo a sua experiência na adaptação a Portugal. Gostei da sua escrita objetiva e muito crítica, quer a aspetos culturais portugueses quer ingleses. Pareceu-me ser uma pessoa muito realista e capaz de analisar de forma coerente os meios onde se vê obrigada a interagir. Algumas passagens foram verdadeiros momentos humorísticos.
Através da visão da Lucy também pude refletir sobre a gastronomia portuguesa e os nossos costumes. Há aspetos que nos tornam peculiares e com uma identidade muito própria. Mas como a própria Lucy frisa sempre, não é algo negativo é apenas mais um aspeto ao qual é necessário criar adaptação.
Para além disso, a visão comparada com a realidade inglesa também mostra que os ingleses também são um povo com as suas singularidades.
Ler sobre comida escrito por alguém habituada a outro tipo de cultura gastronómica é uma oportunidade de refletir sobre aquilo que por cá se consome. A nossa obsessão pelos ovos, o cozido à portuguesa, o arroz doce, é super engraçado viajarmos pelas ideias da Lucy e perceber que de facto talvez estejamos a abusar dos ovos, da gordura e das receitas com alimentos transformados em algo pouco apelativo.
Gostei muito da escrita da Lucy e da forma descontraída como encarou a sua mudança para Portugal. Admirei a sua capacidade de se tornar um membro da comunidade e a gostei de conhecer as suas perceções relativamente ao povo português, ao povo inglês e aos i(e)migrantes.
quinta-feira, 29 de agosto de 2019
Opinião | "Perfume de Paixão"de Jude Deveraux (Edilean #4)

Classificação: 5/5 Estrelas
Já não pegava num livro da Jude Deveraux há dois anos. Geralmente são leituras que guardo para os meses mais quentes porque me fazem sonhar e me deixam mais descontraída. Este ano, depois de tantas situações stressantes que já tive merecia uma leitura assim.
Perfume de Paixão é um dos livros cuja ação decorre no passado. Através do livro fiquei a conhecer Cat, filha de Angus e Edilean (2º livro da série). É uma rapariga aventureira, cheia de garra e que me cativou logo desde o início. É uma personagem que tem tanto de doce como de divertido. Uma verdadeira amazonas com um toque de classe e sensibilidade.
A Cay junta-se Alex, um homem desprovido da sua liberdade. Este casal funcionou muito bem. Há química entre eles, há companheirismo e há amizade. Um casal literário que me encheu o coração e que me inundou de amor. Não sei como é com vocês, mas comigo, quando leio um livro com uma boa história de amor é como se tudo o que é positivo entrasse dentro de mim e me deixasse mais otimista e mais feliz. Para mim, este género de livros são uma excelente forma de quebrar com os pensamentos mais negativos.
Para além da diversão proveniente das interações entre Cay e Alex, o aparecimento dos irmãos de Cay foi também um momento com a capacidade de me arrancar umas boas gargalhadas. São divertidos, inteligentes e muito ternos e protetores com a Cay.
Ainda não escrevi sobre o Alex... Gostei dos muitos mistérios que foram construídos à sua volta. Gostei de o ver fraquejar perante uma Cay que lhe limpou o coração do passado e lhe ofereceu aquilo que amor deve oferecer a toda a gente.
Tal como nos livros anteriores, a autora apresenta uma escrita fluída e recorre muito ao discurso direto. Desta forma, eu nem dei pelo avançar das páginas e em pouco mais de 24 horas terminei o livro. A história viciou-me ao ponto de sentir dificuldades em largar o livro. Aproveitei todo o meu tempo livre para ler.
Na estante sobre apenas um livro desta autora e desta série. Não sei se ele resistirá até ao próximo Verão.
A Cay junta-se Alex, um homem desprovido da sua liberdade. Este casal funcionou muito bem. Há química entre eles, há companheirismo e há amizade. Um casal literário que me encheu o coração e que me inundou de amor. Não sei como é com vocês, mas comigo, quando leio um livro com uma boa história de amor é como se tudo o que é positivo entrasse dentro de mim e me deixasse mais otimista e mais feliz. Para mim, este género de livros são uma excelente forma de quebrar com os pensamentos mais negativos.
Para além da diversão proveniente das interações entre Cay e Alex, o aparecimento dos irmãos de Cay foi também um momento com a capacidade de me arrancar umas boas gargalhadas. São divertidos, inteligentes e muito ternos e protetores com a Cay.
Ainda não escrevi sobre o Alex... Gostei dos muitos mistérios que foram construídos à sua volta. Gostei de o ver fraquejar perante uma Cay que lhe limpou o coração do passado e lhe ofereceu aquilo que amor deve oferecer a toda a gente.
Tal como nos livros anteriores, a autora apresenta uma escrita fluída e recorre muito ao discurso direto. Desta forma, eu nem dei pelo avançar das páginas e em pouco mais de 24 horas terminei o livro. A história viciou-me ao ponto de sentir dificuldades em largar o livro. Aproveitei todo o meu tempo livre para ler.
Na estante sobre apenas um livro desta autora e desta série. Não sei se ele resistirá até ao próximo Verão.
terça-feira, 27 de agosto de 2019
Por detrás da tela | "Catch and Release" (2006)
Classificação: 6/10 Estrelas
No domingo tive vontade de ver um filme romântico. Fui à listagem dos que estavam disponíveis na televisão e a minha escolha recaiu no filme Catch and Release. O filme conta a história de Gray, uma mulher que perde o seu noivo. No dia em que se deviam estar a casa, Gray tem de assistir ao funeral do amor da sua vida.
Porém, até que ponto é que conhecemos a pessoa que temos ao nosso lado? É depois do funeral que Gray se vê confrontada com um conjunto de informações que abalam todas as suas certezas.
Nesta parte do enredo eu estava à espera de uma maior intensidade dramática. Esperava algo emocionalmente mais complexo, com maior tensão emocional e com acontecimentos mais significativos. Infelizmente acabou por seguir uma linha narrativa bastante previsível e sem a intensidade que eu estava à espera.
Pelo meio de todo o drama, Gray aproxima-se de Fritz, um dos melhores amigos do seu noivo. Previsivelmente, a paixão acaba por nascer. Não foi algo natural nem senti uma ligação especial entre eles. Em algumas situações do filme faltou um pouco de química ao casal.
O filme acabou por satisfazer a minha vontade. Sim, tive um filme romântico com drama (algo que gosto particularmente), mas não conseguiu produzir em mim o encanto suficiente. Para quem procura um filme ligeiro e capaz de entreter durante umas horas, este poderá ser uma boa escolha.
domingo, 25 de agosto de 2019
sábado, 24 de agosto de 2019
Opinião | "O Menino de Cabul" de Khaled Hosseini

Classificação: 5 Estrelas
Depois de ter lido Mil Sóis Resplandecentes fiquei com vontade de ler mais livros de Khaled Hosseini. É um autor com uma escrita muito bonita e com histórias duras e que me permitem conhecer uma realidade completamente diferente da que eu conheço.
Já há algum tempo que andava atrás d' O Menino de Cabul na biblioteca. Assim que o apanhei, trouxe-o... Mas devia antes tê-lo comprado, assim como o Mil Sóis Resplandecentes. Gostei tanto dos dois que gostaria de os ter na minha estante.
Chorei com O Menino de Cabul. Foi uma história que mexeu com a minha sensibilidade. Eu já sou sensível por natureza, mas quando uma história aborda assuntos relacionados com as crianças sinto o eu coração a quebrar mais facilmente.
O nosso narrador é Amir. Um pré-adolescente afegão que lutava pelo afeto e reconhecimento do pai. Ele sentia que nunca era suficientemente bom aos olhos do pai. Para agravar a situação o talento dele estava um pouco longe das expetativas paternas. Tudo isto moldou imenso a sua personalidade e condicionou a forma como ele decidi lidar com Hassan.
Hassan era o seu amigo mais fiel. Que fazia qualquer coisa por ele. Um doce de miúdo e de pessoa. Infelizmente pertencia a uma classe social inferior e isso fazia com que Amir, por vezes, fosse um pouco cruel.
Pelo meio surge um pré-adolescente tirano, Assef. Um miúdo que, aos olhos da nossa sociedade, é um delinquente. Uma personagem muito bem construída, que me ofereceu umas valentes náuseas. É daqueles miúdos odiosos que só estão bem a fazer mal aos outros. É duro assistir ao seu comportamento. As atitudes dele para com Amir e Hassan ofereceram-me momentos de leitura muito duros. Hassan fez-me chorar... Chorei de revolta, chorei pelo sofrimento dele, chorei pela injustiça de tudo...
Mas o mundo é curioso... E, tal como na vida real, há pessoas que são capazes de nos surpreender. Hassan é feito de bondade e de amor. E é um material tão sólido que ele consegue sempre ver para além do comportamento menos positivo daqueles que o rodeiam. Ameio o Hassan, mas sofri muito com o percurso de vida dele.
Amir também me fez sofrer, porque transformou as coisas boas dele em comportamentos tóxicos e isso consumiu-lhe o amor e a amizade. Acho que a Soraya e o Sohrab ajudaram Amir a se perdoar, a perdoar o seu passado e mostrar-lhe o lado bom do ser humano. A Soraya mostrou-lhe que podemos usar as nossas capacidades em favor do outro, ajudando o outro a superar as suas fragilidades. Sohrab ajudou Amir a organizar as emoções do passado, ajudou-o a ser forte, mostrou-lhe que é bom dar de nós aos outros, quando tudo é feito de forma positiva.
Rahim Khan é uma personagem que eu considero muito importante na história. Ele representa o lado paternal orgulhoso na vida de Amir. Rahim oferece a Amir o amor e o reconhecimento pelas suas capacidades, acabando por colmatar um pouco as falhas paternas. É alguém que conhece Amir muito bem e conseguiu sempre ver mais além ao ponto de conduzi-lo da melhor forma possível.
É uma história com muitos contornos tristes. Há passagens que são de uma brutalidade capaz de me sugar as palavras e a alegria.
Apesar de toda a dureza da história, eu acho o livro maravilhoso e com uma escrita extremamente cativante. Quero muito ter os livros do autor. Li-os porque existem na biblioteca, mas gostei tanto das histórias que, um dia, gostaria de os adquirir para a minha biblioteca pessoal.
O nosso narrador é Amir. Um pré-adolescente afegão que lutava pelo afeto e reconhecimento do pai. Ele sentia que nunca era suficientemente bom aos olhos do pai. Para agravar a situação o talento dele estava um pouco longe das expetativas paternas. Tudo isto moldou imenso a sua personalidade e condicionou a forma como ele decidi lidar com Hassan.
Hassan era o seu amigo mais fiel. Que fazia qualquer coisa por ele. Um doce de miúdo e de pessoa. Infelizmente pertencia a uma classe social inferior e isso fazia com que Amir, por vezes, fosse um pouco cruel.
Pelo meio surge um pré-adolescente tirano, Assef. Um miúdo que, aos olhos da nossa sociedade, é um delinquente. Uma personagem muito bem construída, que me ofereceu umas valentes náuseas. É daqueles miúdos odiosos que só estão bem a fazer mal aos outros. É duro assistir ao seu comportamento. As atitudes dele para com Amir e Hassan ofereceram-me momentos de leitura muito duros. Hassan fez-me chorar... Chorei de revolta, chorei pelo sofrimento dele, chorei pela injustiça de tudo...
Mas o mundo é curioso... E, tal como na vida real, há pessoas que são capazes de nos surpreender. Hassan é feito de bondade e de amor. E é um material tão sólido que ele consegue sempre ver para além do comportamento menos positivo daqueles que o rodeiam. Ameio o Hassan, mas sofri muito com o percurso de vida dele.
Amir também me fez sofrer, porque transformou as coisas boas dele em comportamentos tóxicos e isso consumiu-lhe o amor e a amizade. Acho que a Soraya e o Sohrab ajudaram Amir a se perdoar, a perdoar o seu passado e mostrar-lhe o lado bom do ser humano. A Soraya mostrou-lhe que podemos usar as nossas capacidades em favor do outro, ajudando o outro a superar as suas fragilidades. Sohrab ajudou Amir a organizar as emoções do passado, ajudou-o a ser forte, mostrou-lhe que é bom dar de nós aos outros, quando tudo é feito de forma positiva.
Rahim Khan é uma personagem que eu considero muito importante na história. Ele representa o lado paternal orgulhoso na vida de Amir. Rahim oferece a Amir o amor e o reconhecimento pelas suas capacidades, acabando por colmatar um pouco as falhas paternas. É alguém que conhece Amir muito bem e conseguiu sempre ver mais além ao ponto de conduzi-lo da melhor forma possível.
É uma história com muitos contornos tristes. Há passagens que são de uma brutalidade capaz de me sugar as palavras e a alegria.
Apesar de toda a dureza da história, eu acho o livro maravilhoso e com uma escrita extremamente cativante. Quero muito ter os livros do autor. Li-os porque existem na biblioteca, mas gostei tanto das histórias que, um dia, gostaria de os adquirir para a minha biblioteca pessoal.
quinta-feira, 22 de agosto de 2019
Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Livro Recebido]

A Daniela já se encarregou de me enviar a minha próxima leitura.
Desta vez eu pedi-lhe uma leitura fora da minha zona de conforto.
Eis a escolha dela...
Cinder
Marissa Meyer
Por acaso desconfiei que fosse este livro que a Daniela me iria enviar.
Apesar de ele fazer parte de um género que geralmente não leio, este até tinha interesse em ler. Achei piada foi ao aviso que vinha escrito no post-it. A carinhosa mensagem da Daniela para mim foi "Tu pediste! Agora não me venhas choramingar!" (Ela já sabe que eu tenho um feitio complicado no que toca aos livros... E talvez a muitas outras coisas da vida).
quarta-feira, 21 de agosto de 2019
Por detrás da tela | "Chernobyl" (2019)
Classificação: 10/10 Estrelas
Tudo o que eu possa escrever sobre a minha experiência durante a visualização desta mini série será insuficiente. Acredito que vocês só conseguirão perceber tudo se a virem.
Apesar do pouco conhecimento cinematográfico que detenho, acho que está série está muito bem construída. Há uma coerência na forma como os acontecimentos são apresentados, é muito realista e a banda sonora acompanha na perfeição a carga dramática que cada cena pretende passar.
O acidente na central nuclear de Chernobyl é um elemento marcante na história mundial. Acho que foi a verdadeira caixa de pandora no que toca ao conhecimento das reais consequências que uma catástrofe desta natureza acarreta. Apesar de se conhecerem os perigos, confrontá-los na realidade oferece uma maior consciência.
O terceiro episódio é particularmente duro pela forma realista com que nos mostra os efeitos da radiação no corpo humano. Eu fui apanhada de surpresa com as imagens. Senti-me um pouco nauseada com o que vi. Contudo, o impacto psicológico acompanhou-me em todos os episódios. Foi emocionalmente dura assistir a algumas situações.
É uma série cruel, e que nos traz parte da realidade que aquelas pessoas viveram. Deve ter sido horrível. Acho que por muito que tente imaginar, não consigo chegar perto da que realmente sentiram.
Infelizmente acho que há um aspeto da série que ainda hoje se mantém. Esta catástrofe ainda tem muito por explicar. Interesses políticos, mentiras, omissões estão por detrás dela. Ainda hoje muitos são os interesses políticos que condicionam alguns acontecimentos. E o que perdura nos dias de hoje é o descrédito que os políticos e os governos dão aos cientistas. Aqui na série percebeu-se muito bem que muitas vezes os interesses políticos se sobrepunham ao conhecimento científico.
É revoltante perceber que há investigação de qualidade que não é considerada por aqueles que tomam decisões em função de um povo. E é esta falta de trabalho articulado que muitas vezes resulta em catástrofe. E nem precisamos de recuar muito no tempo, nem ir a outros países, para perceber que o poder político tem em muito pouca conta a produção científica (basta pensarmos nos incêndios, nas derrocadas em pedreiras e já conseguimos perceber de que forma é que os órgãos políticos consideram a investigação realizada). Isto, para mim, é grave. É grave porque muitas investigações resultam de investimento público, é grave porque eles produzem conhecimento que contribui para uma melhor compreensão dos acontecimentos e é grave porque se ela fosse considerada provavelmente evitaríamos algumas decisões estúpidas.
É um acontecimento muito recente e com marcas que ainda perduram até aos dia de hoje. E que espero que tenha contribuído para que se tenham tomado medidas concretas para evitar este tipo de catástrofes.
Há dias vi no telejornal e li numa publicação da internet que se fazem visitas guiadas à cidade. Há algo nestas visitas que me deixa um pouco assustada e não é apenas pelos níveis de radiação (que até parecem que estão em valores aceitáveis). Ver fotografias daquela cidade, com elementos que se mostram tão próximos da minha realidade deixam-me um pouco apreensiva e triste. Eu não sei se teria coragem para visitar Pripyat e Chernobyl. Pripyat é uma cidade fantasma e causar-me-ia muita impressão ver tudo o que ficou para traz e com elementos e objetos tão próximos da minha realidade. É bem provável que saísse de lá e passasse uns quantos dias assombrada pelos pesadelos.
Por várias razões, acho que é uma série que merece ser vista, pensada e discutida.
segunda-feira, 19 de agosto de 2019
Opinião | "O Ano da Dançarina" de Carla M. Soares

Classificação: 5 Estrelas
O Ano da Dançarina foi uma leitura maravilhosa. Daquelas que me completa os sentidos e me enche a alma de energia positiva.
Eu adoro a escrita da Carla. Mesmo quando há algo na história que não gosto ou com que simplesmente não me identifico tanto, a leitura continua a ser bastante prazerosa por que as palavras têm uma espécie de magia que me encanta e me liga ao livro.
Este livro, para mim, conseguiu reunir tudo. Por um lado encontrei o encanto de uma história bonita e cheia de acontecimentos inesperados, por lado tudo tudo me foi dado a conhecer através de uma dança de palavras muito bem coreografada.
Assim que comecei a ler facilmente viajei no tempo. Entrar nestas páginas é respirar o ambiente de 1918. No livro povoam muitos elementos que me permitiram ver com clareza tudo o que vivia nessa época. Achei que algumas referências aparecem um pouco forçadas ao longo da narrativa, mas na sua maioria foram pertinentes e permitiram-me sentir uma boa contextualização da época e da agitação que se vivia num Portugal marcado pela participação na Primeira Guerra Mundial e pela instabilidade política.
São poucos os livros que li que se debruçam sobre este período histórico. Eu sou, por natureza, muito curiosa. Com os anos e com o amadurecimento passei a apreciar de forma especial os romances históricos. Saciam a minha curiosidade, permitem-me visitar outras épocas e outros costumes e deixam-me bonitas histórias de amor que a minha alma romântica recordará até eu ser bem velhinha. E neste livro vivem todos estes aspetos que foram tão bem desenhados pela mão da Carla. Quando mais leio dela, mais sinto que o dom dela centra-se neste género literário. Ainda me falta ler O Cavalheiro Inglês, mas adorei o Alma Rebelde e os momentos do passado descritos no livro A Chama ao Vento foram a parte que mais gostei do livro. Por tudo isto, acho que a Carla tem mão para este escrever este género.
Afinal, o que é que esta história pode oferecer aos leitores? Para mim, há muitos pontos de interesse. O Nicolau traz-nos as dificuldades de sobreviver ao pós-guerra. Só muitos anos mais tarde se começou a falar em Stress Pós Traumático, mas de certeza que ele já estava presente. Pelas mãos da Carla e através da pele de Nicolau, consegui perceber bem o que a guerra faz a quem dela faz parte. Um homem interessante, cheio de ângulos muito bem explorados no livro e que protagoniza uma das histórias de amor mais bonitas do mundo literário que eu já conheci.
Para além de Nicolau, toda a sua família tem um contributo muito importante. Todos os seus irmãos têm as suas particularidades, mas eu tenho que destacar Bernarda. Uma mulher à frente do tempo e a quem a família alimenta os sonhos. Adorei-a desde o primeiro momento em que apareceu. Amei o espírito livre dela e gostava de ter a sua audácia. É fiel e a amizade que constrói com Cecília teve um enorme significado para mim. Talvez porque tenha olhado para elas duas e identificar tudo aquilo que eu valorizo e respeito numa amizade.
Também a Cecília me ficou no coração... Mas é algo que terão de descobrir com a leitura. É forte, inteligente, sensível e reúne um conjunto de aspetos que a tornam especial.
São todas estas personagens que dão corpo a uma sem fim de acontecimentos que me marcaram a leitura. Não há lugar para aborrecimentos! Eu não tive tempo para isso. O livro tem a dinâmica necessária capaz de me deixar presa às personagens, aos momentos e amor que brota no meio do desespero.
No fim só queria ter a oportunidade de abraçar todas as personagens. Perante esta impossibilidade só me restou fechar o livro, abraçá-lo, fechar os olhos e sonhar com toda a energia positiva e de esperança que recolhi do livro.
É com orgulho que escrevo sobre ele. Esta obra representa o que de melhor se faz a nível da literatura nacional. Para todos aqueles que gostam de históricos, corram para ler este livro. Todas as vossas expetativas serão superadas.
domingo, 18 de agosto de 2019
quinta-feira, 15 de agosto de 2019
Empréstimo Surpresa | Empréstimo Surpresa [Desafio]

Desafio para o livro “Deixa-me Odiar-te”, de Anna Premoli

Recomendações
Quando precisaste de uma leitura leve e descontraída, eu encontrei o livro ideal para ti.
Agora serás tu a ajudar estas personagens fictícias a encontrarem a sua próxima leitura. Conhece cada uma delas e recomenda um livro que te pareça o ideal. Quem sabe se não estarás também a dar boas dicas para os teus leitores.
Rita – 15 anos, está a passar por um período difícil desde o divórcio dos pais. É curiosa, embora um pouquinho introvertida, e adora estar no quarto a reviver as aventuras das suas personagens.
Foi um pouco difícil escolher um livro para Rita, porque não sei muito sobre o tipo de livros que gosta de ler e a sua maturidade para os ler. Como é adolescente a viver um período complicado, pensei numa leitura descontraída e com algum romance à mistura. Acho que Já te disse que te amo? poderá ser um livro descontraído para a Rita (espero que ela seja uma adolescente que gosta de um bom romance). Para além do amor na adolescência, pelo que li da sinopse, o tema do divórcio também está presente na história e poderá ajudá-la a pensar melhor sobre o assunto e a acalmar as suas angústias.

Márcio – 36 anos, trabalha com números mas adora um bom romance de espionagem. Mas cuidado! Embora ele adore ação, não suporta sangue nem mortes violentas.
Dados os interesses do Márcio, eu recomendar-lhe-ia o livro O Espião Português de Nuno Nepomuceno. Do que me lembra da minha leitura é um livro com muita ação, espionagem e sem grande violência.

Adriana – 43 anos, é pasteleira e adora árvores genealógicas. Oferece-lhe um livro com histórias familiares e ela tornar-se-á a tua melhor amiga!
Teria muitas sugestões para dar à Adriana. Vou focar-me no seu interesse sobre sagas familiares e recomendar-lhe o livro O Jardim das Flores de Pedra de Deborah Smith.

Carla – 27 anos, trabalha em atendimento ao público e está sempre a imaginar diferentes formas de matar pessoas. Mas não te apoquentes, ela é um doce de pessoa. Não tenhas medo de lhe recomendar o livro mais sangrento que conseguires encontrar.

João – 9 anos, ainda está a descobrir o mundo da literatura. Gosta muito de animais e de matemática, mas detesta o cor-de-rosa. Certamente gostará de qualquer recomendação que lhe dês.

terça-feira, 13 de agosto de 2019
Opinião | "Pura Malícia" de Jill Mansell

Classificação: 2 Estrelas
Pura Malícia marca a minha estreia com os livros de Jill Mansell. Peguei neste livro porque continuava com vontade de ler um livro divertido e que me arrancasse algumas gargalhadas. Infelizmente os minhas necessidades não foram satisfeitas.
Quase tudo neste livro foi aborrecimento. Páginas e páginas sem aspetos relevantes para a história, uma suposto casal amoroso sem nenhuma química ou capacidade de me pôr o coração a palpitar. Sinceramente, eu estava à espera de um enredo mais envolvente e cativante, mas dei por mim a arrastar a leitura, por vezes um pouco desmotivada porque sentia que estava num livro sem ação.
As primeiras páginas fizeram-me acreditar que me iria rir imenso com Maxine, uma rapariga de espírito livre que tinha uma maneira muito própria de ver a vida. Tem algumas passagens mais divertidas mas, na generalidade é uma personagem sem vida e sem brilho. Fica apagada pelo seu desejo incansável de sucesso e pelo seu jeito um pouco estranho de se relacionar com as pessoas.
Janey, a irmã de Maxine, foi a personagem que mais gostei. Merecia mais no livro, merecia brilhar mais. Tem uma história de vida com imensas potencialidades, porém é explorada de forma deficitária e a escritora tornou-a demasiado crédula e ingénua. Acho que ela poderia ter absorvido outro tipo de características tornando-a numa personagem com carisma e capaz de me encantar e marcar.
Por fim temos o Guy e todas as mulheres que giram em torno deste Deus Grego cobiçado por um número infinito de senhoras vazias e ocas que me fizeram revirar os olhos a cada salto agulha que soava no chão, a cada limar das unhas... Toda esta superficialidade que surge nas mulheres com que Guy vai mantendo as suas aventuras amorosas chegou a irritar-me. É um aspeto que se estende por demasiadas páginas, acabando por tornar a leitura repetitiva e aborrecida.
Os filhos de Guy acabam por salvar um pouco a história. São duas crianças cheias de vida que deixam a sua marca na vida de algumas personagens. A mãe de Maxine e Janey e o pai de Guy também me ofereceram bons momentos de leitura. Trouxeram-me situações atípicas e ligeiramente divertidas.
Como estava à espera de outro tipo de leitura não sei muito bem se deva apostar noutro livro da escritora. Se alguém desse lado for fã da escritora e tiver uma boa sugestão para mim, por favor, deixe nos comentários. Pode ser que tenha um livro capaz de fazer rir e divertir.
domingo, 11 de agosto de 2019
sábado, 10 de agosto de 2019
Por detrás da tela | "All of my heart" (2015)
Classificação: 8/10 Estrelas
All of my heart é uma típica comédia romântica. Há um homem, uma mulher, com estilos e formas de ver a vida diferentes e que, por um acaso do destino acabam a partilhar uma casa.
Após este golpe do destino sucedem-se momentos cómicos, momentos mais dramáticos e os acontecimentos reveladores de que, afinal, a outra pessoa significa mais do que aquilo que inicialmente pensavam.
Não é um filme cheio de surpresas nem revelações. É um filme divertido e descontraído que sabe bem ver numa tarde quente de Verão.
Tem um final previsível, como a maior parte destes filmes, mas não me retirou nem a diversão nem o prazer de assistir ao desenrolar dos acontecimentos.
Já vi que o filme tem continuação, assim como foram feitos filmes especiais a partir desta história e destas personagens. Como gostei muito deste, quero ver todos os filmes com estas personagens e aproveitar para me divertir um pouco.
sexta-feira, 9 de agosto de 2019
Opinião | Deixa-me Odiar-te de Anna Premoli

Classificação: 5 Estrelas
Devorei este livro em poucos dias. Andava com uma enorme necessidade de ler um livro descontraído, que me fizesse rir e com um bom final feliz. A Daniela satisfez esta minha necessidade ao enviar-me um livro capaz de preencher os requisitos de uma leitura agradável.
Deixa-me Odiar-te é a história de Jennifer e Ian, dois colegas de trabalho que partilham, inicialmente, uma certa animosidade. Divergências, afirmação profissional e visões diferentes adensam o conflito e eles cortam relações... Até um cliente exigir o trabalho dos dois. A partir daqui começa um desfilar de acontecimentos divertidos, que me arrancaram um sem fim de gargalhadas.
Ian reúne todos as condições que o excluem da lista de relações da Jennifer... Porém é engraçado assistir ao longo do livro que apesar das diferenças muitas coisas os aproximam. Ambos são inteligentes e apreciam o desafio mental que cada um desperta no outro. É este desafio mental que os leva a conversas e reflexões mais profundas e que são capazes de lhes mostrar que ali poderá existir qualquer coisa bonita e especial.
Muitas opiniões alertam para a previsibilidade do livro e destacam isso como um aspeto negativo. Eu não encaro assim. Eu sabia que o livro iria ter um final feliz e deduzia como tudo iria terminar, mas isso jamais estragou a minha experiência de leitura. Acho que o mais importante é ir apreciando, aos poucos, todos os acontecimentos caricatos que fazem rir, deixar que o coração se derreta naquelas cenas em que Jennifer e Ian conseguem deixar as discussões de lado e deixar que a diversão tome conta da leitura, abandonando o aborrecimento por já se saber como tudo irá terminar. Ou seja, o saber antecipadamente a forma como tudo iria terminar não me aborreceu em nada nem estragou a diversão e encanto que esta leitura me proporcionou.
É o livro ideal para todos os leitores que apreciam uma boa comédia romântica. Por todos os momentos alegres que pautam o livro, considero que é uma leitura ideal para combater aqueles sentimentos mais negativos e pessimistas. Toda a história é potenciadora de pensamentos positivos, alegre, descontraído... Um verdadeiro antidepressivo em forma de livro.
quarta-feira, 7 de agosto de 2019
Leituras de Verão | A sugestão... da Daniela
Na semana passada deixei-vos 5 sugestões de livros para ler no Verão! Nesse mesmo post deixei um formulário para que vocês me deixassem as vossas sugestões. A Daniela, do blog Quando se abre um livro, deixou-nos a sua sugestão e os motivos.
É uma boa sugestão para o Verão porque...
Eu também ainda não li este livro, por isso também não vos posso escrever muito sobre ele. Também tenho uma certa curiosidade em ler. Para quem já o leu, o que têm a dizer?
O livro que a Daniela sugeriu como leitura de Verão foi:
Chama-me Pelo Teu Nome
André Aciman

Recomendaram-me este livro (que tenho na estante para ler), dizem que é ideal para o verão, por isso vou tentar lê-lo neste mês de agosto. Fica a sugestão para os leitores, embora ainda não posso dizer se a leitura vale a pena. :)
Não se esqueçam de me deixar as vossas sugestões... Basta preencherem o seguinte formulário.
terça-feira, 6 de agosto de 2019
Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Os motivos]

Eu e a Daniela estamos a aproveitar esta altura mais descontraída e sem tantas exigências para dar um avanço neste nosso desafio. Por isso, outro livro da minha estante já viajou até à Daniela.
Desta vez deixei a escolha do livro ao critério dos leitores.
Fiz uma lista com alguns livros da minha estante e disponibilizei um formulário na Drive e através do Instagram, onde coloquei as capas dos livros.
Na Drive, obtive 7 votos. O livro mais votado foi "Acordo com o Marquês" com 3 votos.
No Instagram saiu vencedor o livro "Acordo com o Marquês"de Sarah MacLean com 2 votos. Com um voto cada tivemos "A Imperatriz Romanov" e "O Tempo de Dizer Adeus".
Como podem perceber pela soma dos votos, o livro que enviei para a Daniela foi...

Acordo com o Marquês
Sarah MacLean
Passem pelo blog da Daniela para conhecer a reação dela a este livro.
segunda-feira, 5 de agosto de 2019
Pessoal | Nunca estamos preparados para dizer adeus...
14 de Outubro de 2004 - 2 de Agosto de 2019
Em Novembro do ano passado, o meu companheiro de quatro patas pregou-me um enorme susto. A sensação de perda eminente foi horrível. Cheguei a dar-lhe a medicação e alimentá-lo com uma seringa. Com alguma dedicação consegui que ele arrebitasse.
Ganhei esperança... Muita esperança. Passou o Natal e, para mim, aquele não seria o último. Ele era resistente e iria permanecer mais uns anos.
Fui demasiado otimista... De um dia para o outro, vi o meu cão idoso com alguma vitalidade a perder o equilíbrio, a voltar a ter convulsões. É horrível assistir ao sofrimento de um animal, porque ele não consegue verbalizar o que sente. O meu coração simplesmente ficou apertado. Foram dias maus. Ele esteve internado e voltou a casa, mas nesse mesmo dia ele ficou em estado vegetativo e em grande sofrimento. Foi o momento de deixar de ser egoísta e optar pela eutanásia.
Chorei imenso. Chorei porque não consegui viver os últimos dias dele com qualidade. Chorei porque até para receber a eutanásia teve de sofrer um pouco. É muito doloroso perder um companheiro que esteve tantos anos comigo.
É triste abrir a porta e não o ter ali a dormir a suas sestas. É um vazio enorme não ouvir o ladrar dele, nem o som das patinhas dele a andar pela tijoleira. É sentir que às refeições falta ali alguém, porque ele acompanhava-nos sempre enquanto almoçávamos ou jantávamos.
Ainda me lembro muito dele. Foi uma presença muito grande na minha vida. Quando estudava fora e vinha passar os fins-de-semana a casa, ele ficava imensamente feliz. No Inverno adorava ficar no sofá comigo enquanto via um filme. Passou muitas horas deitado e sentado ao meu lado enquanto eu lutava contra os demónios da tese de doutoramento. E há duas semanas, quando cheguei completamente exausta da defesa ele sentou-se ao meu lado para que eu lhe pudesse acariciar o pêlo e relaxar.
Jamais vou esquecer a forma como ele se deitava ao meu lado quando, em 2012, eu chegava a casa do trabalho e só chorava de frustração perante a exploração a que estava sujeita. Nos meus dias tristes ele simplesmente ficou ali, ao me lado, sem exigir nada.
Também me mordeu algumas vezes. Era um ser muito temperamental e nem sempre muito sociável. Era o estilo dele, e eu só tinha de o tentar respeitar. Apenas o desrespeitava quando o tinha de escovar, dar banho e cortar algumas partes do pêlo que estivessem num estado deplorável.
Durante dos dois primeiros anos de vida foi um traquinas. Tanto nos rimos à custa das tropelias dele e da sua necessidade em levar tudo o que apanhava para a sua cama.
Há três anos foi ele que descobriu onde estava a Pipoca, a nossa agapone, que fugiu da sua gaiola e foi parar no meio da erva. Ele viu-a a voar e levou-nos até ela.
Foi o meu primeiro cão. Aquele por quem fui responsável e a quem dei todo o amor que tinha. Dele recebi muito mais do que aquilo que lhe dei. Faz-me falta. Foram quase 15 de anos de muitos e bons momentos. Doeu imenso vê-lo agonizar e partir. Dadas as alterações neurológicas, a veterinária desconfia que ele tinha um tumor no cérebro.
Não sei se conseguirei ter outro cão. Ainda não há espaço emocional para acolher outro.
A Riscas, a gatinha que está na fotografia, ainda hoje entrou em casa a miar. Era a forma dela de chamar pelo amigo. Esta gata pertencia a uma vizinha que se mudou para umas ruas mais à frente. Vieram buscar a gata três vezes, mas ela acabava sempre por voltar para aqui. Acabamos por acolhê-la e ela construiu a sua amizade. Ela tem ajudado a preencher um pouco o vazio deixado pelo Tico...
Quero acreditar que ele foi para sítio melhor... Talvez esteja a correr pelos campos verdejantes e fazer amigos entre os gatos que por lá andam (ele sempre gostou mais de gatos do que de outros cães). Quero acreditar que, onde quer que ele esteja, esteja em paz...
domingo, 4 de agosto de 2019
sábado, 3 de agosto de 2019
Julho | Quem chegou?
Junho foi um mês de poucas entradas. Desta forma talvez consiga dar resposta a todos os livros que tenho para ler.
Compras
Por apenas 5,5€ consegui aumentar a minha coleção de livros de Deborah Smith. Ganhei um leilão e veio cá para casa o livro Segredos do Passado de Deborah Smith.

Empréstimo Surpresa
A Daniela também enviou mais um livro. Foi uma das minhas melhores leituras de Julho. Deixa-me odiar-te de Anna Premoli é um livro muito divertido e que me deixou feliz.

sexta-feira, 2 de agosto de 2019
Opinião | "Depois da Meia Noite" de Diana Palmer

Classificação: 2 Estrelas
Quando peguei neste livro sabia que não iria ler uma história inesquecível. Sabia que seria uma história simples e com alguma sensualidade à mistura.
A verdade é que não tenho muito a escrever sobre este livro. Foi uma leitura tão mediana que não deixou qualquer tipo de marca em mim.
Temos a história de dois homens com interesses políticos e que as circunstâncias os tonaram inimigos. Para complicar ainda mais estas relações a irmã de um deles apaixona-se pelo outro.
Partindo desta premissa, a leitura leva-nos por momentos de paixão (muito instantânea para o meu gosto), para intrigas e discussões e para um final onde tudo acaba bem.
Parece ser uma boa companhia para uma tarde de praia. Considero que este livro também pode ser um livro de transição, ou seja, um livro para ler depois de sairmos de uma leitura que nos esgota as emoções - assim diminuímos a probabilidade de arruinar uma leitura seguinte.
quarta-feira, 31 de julho de 2019
Top 5 | Leituras de Verão
Há pessoas que durante as férias gostam de ler livros com histórias divertidas, alegres e com finais felizes. No fundo, há quem procure livros que não exijam muito da nossa concentração nem ativem o nosso pensamento, levando-o para reflexões mais profundas.
É neste sentido que hoje quero deixar-vos 5 sugestões de livros para quem procura um livro descomplicado.
Verão da Riviera (Elizabeth Adler) - Este livro cheira a mar... Aliás todos os livro desta autora nos fazem desesperar por férias. Suspiramos por passar uns dias nos cenários que ela nos apresenta. Este em particular tem algum mistério, o que pode ser um ponto positivo para quem goste de um livro que espicace a curiosidade.
Dias de Ouro (Jude Deveraux) - Apesar de ser o segundo livro de uma série, podem lê-lo sem ler o primeiro. Estes livros podem ser lidos de forma descontinuada, pois a história é compreensível mesmo sem o conhecimento da história do livro anterior. Dias de Ouro é uma história de época. Tem momentos divertidos aliados a uma bonita história de amor. Um livro para nos fazer sonhar.
Sozinhos na Ilha (Tracey Garvis Graves) - Sempre que penso em férias e em mar lembro-me deste livro. Foi uma excelente surpresa. É uma história de sobrevivência com muito amor à mistura.
Verão em Edenbrook (Julianne Donaldson) - Este livro é um romance de época cheio de ternura. A história decorre no Verão e as descrições facilmente nos transportam para aqueles campos verdejantes e para os aromas do pomar.
Deixa-me Odiar-te (Anna Premoli) - Se querem um livro que vos faça rir do princípio ao fim, agarrem este. É maravilhoso! Diverti-me tanto com esta leitura. Uma história descontraída, feliz e com uma mensagem muito positiva e otimista.
Verão em Edenbrook (Julianne Donaldson) - Este livro é um romance de época cheio de ternura. A história decorre no Verão e as descrições facilmente nos transportam para aqueles campos verdejantes e para os aromas do pomar.
Deixa-me Odiar-te (Anna Premoli) - Se querem um livro que vos faça rir do princípio ao fim, agarrem este. É maravilhoso! Diverti-me tanto com esta leitura. Uma história descontraída, feliz e com uma mensagem muito positiva e otimista.





Partilhem comigo outras leituras descontraídas para estes dias mais quentes :). Para a semana partilho aqui as vossas sugestões.
segunda-feira, 29 de julho de 2019
Opinião | "A Costureira de Dachau" de Mary Chamberlain

Classificação: 4 Estrelas
A Costureira de Dachau é o livro que nos conta a história de Ada Vaughn. Ada é jovem, ambiciosa e demasiado inocente. A conjugação destas características tornam-na numa personagem um pouco irritante e fizeram com que muitas vezes me enervasse com ela. Houve outras tantas vezes que me apeteceu saltar para dentro do livro e dar-lhe alguns abanões, principalmente porque percebemos que ela jamais irá aprender com os seus erros.
Ada tem um talento especial para a costura, mas um dedo podre no que toca às escolhas de pessoas para construir relações. São as escolhas e as pessoas a quem se vai associando que tornam o percurso dela doloroso e cheio de sofrimento.
Não é um livro comum relativamente ao tema da 2ª Guerra Mundial. A degradação humana que encontrei neste livro é um pouco diferente daquele que já encontrei em livros que decorrem neste espaço temporal. É diferente porque apesar de sentir pena por Ada, também me revolta imenso porque ela colocou-se a jeito daquilo que foi encontrar na vida. Uma sucessão de más escolhas conduziu-a por diferentes espaços durante a guerra, mas ela consegue superar as adversidades e a vida volta a dar-lhe uma oportunidade.
Pensei que no pós Guerra, Ada se comportaria de forma diferente. Acreditei que ela iria aprender com os erros do passado. Acho que ela tinha alguns problemas de inteligência, pois não conseguia antever consequências dos seus atos.
É um livro com descrições muito intensas. Tem cenas duras e capazes de produzir uma enorme angústia. As personagens estão bem apresentadas pois provocaram-me sentimentos, deixaram uma marca em mim.
O final do livro é dos mais inesperados com que já me cruzei. Um verdadeiro desespero!! Apesar de todas as más opções de Ada, o final que lhe foi reservado é injusto. Eu fiquei sem pinga de sangue, quando me apercebi do rumo dos acontecimentos. É um final forte e impactante e que, por muito tempo que passe, acho que irei sempre recordar.
A Costureira de Dachau é um livro com uma carga emocional muito dura e sem espaço para respirar e apreciar coisas positivas. É uma verdadeira amostra da podridão do ser humano, um retrato das pessoas que não olham a meios para atingir os seus fins e satisfazer os seus caprichos. Um livro que encaixará nas minhas memórias mais duras e tristes.
Nota: Este livro foi-me disponibilizado pela editora em troca de uma opinião honesta.
domingo, 28 de julho de 2019
sábado, 27 de julho de 2019
Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Livro Recebido]

Chegou mais um livro surpresa vindo da parte da Daniela.
O mês de Julho foi intenso para mim. Fechei o ciclo de doutoramento com a defesa! Estou cansada e um pouco perdida. É uma sensação de vazio um pouco intensa.
Por tudo isto pedi à Daniela um livro leve, divertido e que me fizesse rir. Queria ler uma comédia.
Eis que ela me surpreende com este livro...
Deixa-me odiar-te
Anna Premoli
Quando indiquei as características à Daniela, ela disse-me que tinha de ir buscar o livro a um armário, onde ele estava guardado. Inconscientemente, comecei a formular na minha cabeça que seria um livro bastante antigo. O envelope chegou e fiquei muito surpreendida e feliz quando abri o livro.
Passem na página do Quando se abre um livro para conhecerem os motivos do envio.
sexta-feira, 26 de julho de 2019
Opinião | "Ensaio sobre a cegueira" de José Saramago (Blindness #1)

Classificação: 4 Estrelas
Tenho de admitir que sempre tive alguns preconceitos com os livros de Saramago. Pelo que ouvia outras pessoas falar, por aquilo que me diziam... De mãos dadas com os preconceitos andava o medo. Sim, eu tinha medo de pegar nas obras do autor e odiar. Senti que não seria algo muito justo de se escrever, ainda por cima sobre um autor vencedor de um prémio Nobel.
Não foi uma leitura fácil. Aqui vejo-me obrigada a concordar com a Célia Loureiro. Tal como ela, acho que a escrita é uma verdadeira floresta de silvas. É genial a forma como ele articula discurso direto com indireto, mas inicialmente foi penoso para mim. Senti algumas dificuldades em adaptar-me. A partir do meio do livro, as coisas ficaram melhores. Já conseguia acompanhar melhor a história, mas a estranheza continuava lá.
A história foi uma boa surpresa. Acho que é um daqueles livros capazes de inspirarem boas discussões em torno das interpretações que surgem desta leitura. À medida que ia lendo, dava por mim a pensar no quão bom seria ter o meu professor de Português do secundário a analisar esta obra.
Senti-me intrigada por tanta coisa que aconteceu neste livro. Em muitos momentos pensei em Saramago e em que é que ele estaria a pensar quando escreveu aquela cena. Queria conhecer as motivações pessoais por detrás da ficção.
Achei interessante a ausência de nomes das personagens. Não sei se é prática comum do escritor, mas aqui fez todo o sentido. Nesta história, aquilo que interessava eram as características das personagens. Interessava conhecer as suas motivações, as suas dificuldades... Era importante perceber de que forma elas passavam a lidar com a sua nova situação.
Muitas partes do livro eu interpretei como uma crítica à sociedade. A forma como os cegos viviam na clínica onde foram isolados é uma pequena amostra daquilo que nós, cidadãos, vivemos em liberdade. Há sempre aqueles que se aproveitam dos mais fragilizados, há aquele que no meio de toda a cegueira social consegue ver mais além e orientar de forma positiva os outros, há aqueles que se sentem simplesmente perdidos e desamparados e há outros que nasceram para serem lideres.
A imundice, a sujidade e as necessidades fisiológicas básicas são tão bem descritas que me causaram repulsa. Cheguei a sentir-me verdadeiramente enjoada com algumas situações.
Quero ler mais livros de José Saramago. Penso que com o hábito me consigo adaptar a escrita. Que livro do autor recomendam para uma próxima leitura?
Muitas partes do livro eu interpretei como uma crítica à sociedade. A forma como os cegos viviam na clínica onde foram isolados é uma pequena amostra daquilo que nós, cidadãos, vivemos em liberdade. Há sempre aqueles que se aproveitam dos mais fragilizados, há aquele que no meio de toda a cegueira social consegue ver mais além e orientar de forma positiva os outros, há aqueles que se sentem simplesmente perdidos e desamparados e há outros que nasceram para serem lideres.
A imundice, a sujidade e as necessidades fisiológicas básicas são tão bem descritas que me causaram repulsa. Cheguei a sentir-me verdadeiramente enjoada com algumas situações.
Quero ler mais livros de José Saramago. Penso que com o hábito me consigo adaptar a escrita. Que livro do autor recomendam para uma próxima leitura?
domingo, 21 de julho de 2019
quinta-feira, 18 de julho de 2019
Por detrás da tela | "As Pontes de Madison County" (1995)
Classificação: 8/10 Estrelas
As Pontes de Madison Couty é um filme com uma intensa e bonita história de amor. É uma história intemporal que queremos guardar no coração e recordá-la ao longo dos tempos.
Não foi um filme que me conquistou logo do início, muito porque não concordo com traições.
O filme começa com os filhos mais de Francesca Johnson, interpretada por Meryl Streep, a tratarem do seu funeral. Através do testamento e de algumas coisas que Francesca deixou, os filhos vão desfiar uma parte oculta da vida passada da mãe.
A partir daqui vamos viajando no tempo para conhecer o que se passou na vida desta mulher. O passado começa por demonstrar a insatisfação de Francesca com a sua vida familiar monótona e pouco estimulante. O marido e os filhos viajam e ela acaba por ficar sozinha durante uns dias. Logo após a partida da sua família, Francesca conhece Robert Kincaid, uma fotografo de uma revista que está na região para fotografar.
Comecei por ficar aborrecida quando percebi que o filme ia retratar uma situação de traição. Contudo, há medida que ia conhecendo mais da história de Francesca o meu envolvimento com o filme e com a história que contava começou a aumentar.
Para minha grande estranheza, comecei a sentir empatia pela Francesca. Eu também me sentiria morta se vivesse a vida dela. Atenção! Nada justifica uma traição. Consigo percebê-la, mas não a consigo aceitar na totalidade. Porém, quando me esquecia que era uma traição e me focava na interação entre Robert e Francesca ficava fascinada com a intimidade que existi entre eles, com o amor que facilmente partilhavam...
Ao longo daqueles dias, Francesca consegui expressar os seus sentimentos com Robert. Partilhou os seus sonhos, as suas angústias. Robert ouviu-a atentamente, valorizou-a e partilhou com ela as suas aventuras pelo mundo.
Contra tudo aquilo que ele esperava, acaba por se apaixonar verdadeiramente pela Francesca.
Há uma cena mais no final do filme é que me cortou a respiração. A tensão e o suspense criados é fenomenal. Fiquei ali na expetativa para saber quais as escolhas de Franscesca. Adorei a cena. Fiquei emocionada com a carga emocional que Meryl Streep ofereceu à personagem.
O fim é emotivo e espelha as diferentes formas do amor. Francesca amou o marido como sabia e podia. Porém, lá num lugar bem especial do seu coração também guardou o amor de Robert. E se em vida dedicou o amor ao marido, na morte ela quis partilhá-lo com Robert.
Uma das mais bonitas histórias de amor a que já assisti na sétima arte.
segunda-feira, 15 de julho de 2019
Opinião | "Em Nome do Amor" de Lesley Pearse

Classificação: 4 Estrelas
Li o primeiro livro de Lesley Pearse há mais de dez anos. Foi um presente de Natal e depois da leitura tornou-se num livro precisou. Fiquei fã da história e da escrita da escritora. Desde aí já foram vários os livros que li dela e grande maior parte deles ficaram-me na memória e no coração. Pensar em Lesley remete-me para histórias memoráveis, onde acompanhamos a vida de uma personagem de forma intensa e pormenorizada e onde o drama é usado de uma forma irrepreensível. Para mim, são poucas as escritoras que escrevem histórias dramáticas como a Lesley escreve.
Dada a minha obsessão com os livros da Lesley fiquei imensamente feliz quando recebi este livro cá em casa.
A história tem como espaço temporal os anos sessenta e retrata o contexto social e o lugar que as mulheres ocupavam na sociedade da época.
A nossa protagonista é uma jovem mulher, Katy, cheia de garra e que luta por aquilo que quer e defende com garra e perseverança aquilo em que acredita.
Para além de Katy há duas outras personagens femininas com um papel muito importante na história. Gloria e Edna são duas personagens secundárias que mereciam um livro só delas. Mereciam que as suas histórias de vida fossem contadas.
Katy sonhava com mais para a sua vida, mas quando o destino trocou-lhe as voltas e vê-se abraços com um problema para resolver. O pai é acusado de ser o responsável pelo incêndio na casa da Glória. Confiante na inocência do pai, acaba por se meter num grande sarilho.
Hilda, a mãe de Katy, é outra personagem feminina muito intrigante. Tem uma personalidade muito peculiar e que não mostra muita empatia por ninguém.
Este é um livro de personagens cheias de contrastes e recantos obscuros. Pessoalmente, o que mais gostei foi conhecer esses recantos desconhecidos e cheios de histórias ocultas. Foram esses recantos que me fizeram conhecer um bocadinho melhor as personagens e me trouxeram lembranças daquilo que é o estilo da Lesley.
Este livro careceu de profundidade. Faltou-lhe aquele toque de detalhe muito característico na forma de contar histórias desta escritora. Há partes muito apressadas, comparativamente a outros livros. Há determinadas cenas e personagens que mereciam mais protagonismo.
O epílogo ofereceu-me um vislumbre daquilo que foi o futuro de Katy. Porém eu não queria apenas o vislumbre, eu queria o pacote de experiências completo.
Apesar de ser um dos livros mais sintéticos da autora, mantém a mesma qualidade comparativamente a outros livros que já li da escritora, mantém a intensidade de emoções e a capacidade de nos contar uma história que ficará na minha memória.
Nota: Este livro foi-me disponibilizado pela editora em troca de uma opinião honesta.
domingo, 14 de julho de 2019
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