
Classificação: 5 estrelas
Depois de um mês (menos um dia) a acompanhar os acontecimentos que se desenrolaram nestas páginas, sinto alguma dificuldade em colocar por palavras aquilo que senti com a leitura e palavras que façam justiça à grandeza desta obra.
Neste livro tudo nos é apresentado ao pormenor. A autora consegue detalhar com grande precisão tudo o que se vivia na época histórica que serve de pano de fundo ao desenrolar da ação narrativa. Em certos momentos, ficava exausta com a leitura e com tantas descrições, mas sei que a autora procurou caracterizar o melhor possível tudo o que rodeava aquelas personagens para que pudéssemos interpretar e compreender o seu comportamento.
Assim, no contexto histórico da Guerra Civil Americana, Margaret Mitchell traz-nos uma narrativa que espelha, sem filtros, os contornos da sociedade Americana, a vida dos escravos, as divergências políticas ao mesmo tempos que a preenche de personagens cheios de particularidades que as tonam inesqueciveis para os leitores.
Ao ler o livro, senti que autora queria dar-nos a conhecer a realidade nua e crua daqueles tempos. Não se preocupou em construir e embelezar personagens para que elas se mostrem melhores aos olhos dos leitores. No fundo, procurou oferecer-nos personagens reais, com diferentes particularidades e personalidades para que se tornassem vivas para nós.
Não simpatizei nada com a Scarlett (porque tenho muita dificuldade em lidar com pessoas egoístas), mas considero-a como uma das personagens mais bem conseguidas, tal como Rhett Butler.
Scarlett é uma menina/mulher egoísta, senhora do seu nariz e com um amor desmedido por um homem que nada tem que ver com ela. Mas como é orgulhosa, faz trinta por uma linha para ficar mais próxima dele. Acho um bocado doentio este amor. Porém, mais para o fim do livro, penso que estejamos mais na presença de uma mulher ferida e orgulhosa que não aceita uma recusa. Esse orgulho não lhe permite ver e abraçar outras situações.
Nem sempre gostei da forma como ela se relacionava com Melanie. São o oposto uma da outra. Por vezes, gostava de ver mais atitude e assertividade por parte de Melanie, mas a personalidade dela foi construída com base na ingenuidade e bondade o que faz com que ela seja um bocado cega perante as "farpas" egoístas de Scarlett.
Apesar de tudo, acho que a autora construiu tudo em volta delas de forma a que elas se possam complementar em alguns aspetos. E este cuidado da autora faz com que a forma como elas vão crescendo e evoluindo ao longo da narrativa se torne interessante.
E enquanto a sociedade vive tempos de Guerra e ora pelos seus militares, Rhett é suficientemente inteligente para saber lucrar com esta situação, ao mesmo tempo que o seu olhar sagaz sabe analisar a verdadeira essência desta Guerra. Para além disso é o único que conhece a verdadeira personalidade de Scarlett e vai "brincando" com isso ao longo do livro. Ao contrário de Scarlett, gostei de Rhett. Penso que a inteligência e a sinceridade dele me conquistaram. Ele define-se como um homem egoísta, mas eu não o consegui ver como tal. Na minha opinião, penso que é egoísta no que toca aos negócios, mas trata sempre as pessoas de forma delicada e atenciosa (pode estar a ser falso, mas não me pareceu). Aquilo que me irritou nele, é que ele devia ter sido mais direto com a Scarlett e fazer com que aquela cabeça mudasse um bocadinho. Espero que o segundo volume me traga isso.
É uma obra tão vasta e cheia de contornos, que é muito difícil conseguir colocar em palavras tamanha densidade. Acho que é preciso ler para se compreender a magnificência deste livro. O tamanho assusta, a densidade da história condiciona o ritmo de leitura, porém não deixa de ser um prazer conhecer cada recanto de Tara, cada drama exagerado de Scarlett, cada comentário certeiro de Rhett e chegar a um final que nos surpreende. Sim, a atitude de Melanie e de Scarlett na fase final do livro foi uma surpresa enorme e que me deixou muito curiosa para ler o segundo volume desta saga.
Assim, no contexto histórico da Guerra Civil Americana, Margaret Mitchell traz-nos uma narrativa que espelha, sem filtros, os contornos da sociedade Americana, a vida dos escravos, as divergências políticas ao mesmo tempos que a preenche de personagens cheios de particularidades que as tonam inesqueciveis para os leitores.
Ao ler o livro, senti que autora queria dar-nos a conhecer a realidade nua e crua daqueles tempos. Não se preocupou em construir e embelezar personagens para que elas se mostrem melhores aos olhos dos leitores. No fundo, procurou oferecer-nos personagens reais, com diferentes particularidades e personalidades para que se tornassem vivas para nós.
Não simpatizei nada com a Scarlett (porque tenho muita dificuldade em lidar com pessoas egoístas), mas considero-a como uma das personagens mais bem conseguidas, tal como Rhett Butler.
Scarlett é uma menina/mulher egoísta, senhora do seu nariz e com um amor desmedido por um homem que nada tem que ver com ela. Mas como é orgulhosa, faz trinta por uma linha para ficar mais próxima dele. Acho um bocado doentio este amor. Porém, mais para o fim do livro, penso que estejamos mais na presença de uma mulher ferida e orgulhosa que não aceita uma recusa. Esse orgulho não lhe permite ver e abraçar outras situações.
Nem sempre gostei da forma como ela se relacionava com Melanie. São o oposto uma da outra. Por vezes, gostava de ver mais atitude e assertividade por parte de Melanie, mas a personalidade dela foi construída com base na ingenuidade e bondade o que faz com que ela seja um bocado cega perante as "farpas" egoístas de Scarlett.
Apesar de tudo, acho que a autora construiu tudo em volta delas de forma a que elas se possam complementar em alguns aspetos. E este cuidado da autora faz com que a forma como elas vão crescendo e evoluindo ao longo da narrativa se torne interessante.
E enquanto a sociedade vive tempos de Guerra e ora pelos seus militares, Rhett é suficientemente inteligente para saber lucrar com esta situação, ao mesmo tempo que o seu olhar sagaz sabe analisar a verdadeira essência desta Guerra. Para além disso é o único que conhece a verdadeira personalidade de Scarlett e vai "brincando" com isso ao longo do livro. Ao contrário de Scarlett, gostei de Rhett. Penso que a inteligência e a sinceridade dele me conquistaram. Ele define-se como um homem egoísta, mas eu não o consegui ver como tal. Na minha opinião, penso que é egoísta no que toca aos negócios, mas trata sempre as pessoas de forma delicada e atenciosa (pode estar a ser falso, mas não me pareceu). Aquilo que me irritou nele, é que ele devia ter sido mais direto com a Scarlett e fazer com que aquela cabeça mudasse um bocadinho. Espero que o segundo volume me traga isso.
É uma obra tão vasta e cheia de contornos, que é muito difícil conseguir colocar em palavras tamanha densidade. Acho que é preciso ler para se compreender a magnificência deste livro. O tamanho assusta, a densidade da história condiciona o ritmo de leitura, porém não deixa de ser um prazer conhecer cada recanto de Tara, cada drama exagerado de Scarlett, cada comentário certeiro de Rhett e chegar a um final que nos surpreende. Sim, a atitude de Melanie e de Scarlett na fase final do livro foi uma surpresa enorme e que me deixou muito curiosa para ler o segundo volume desta saga.
Olá Silvana,
ResponderEliminarJá vi o filme há alguns anos, mas adorei! Tanto que andei muito tempo à procura dos livros e finalmente já os tenho nas estantes =)
Gostei muito da tua opinião e assim já vou preparada para ser uma leitura mais exigente e que exige mais concentração. Mas acho que vou adorar =)
A ver se pego neles em breve ;)
Beijinhos
Olá Tita,
EliminarEu nunca vi o filme. Primeiro vou ler o segundo volume e depois é que pretendo ver.
Não devem ser muito fáceis de arranjar. :( Eu trouxe da biblioteca e o mesmo vai acontecer com o segundo volume.
Sim, este é daqueles livros que deve ser saboreado.
Fico a aguardar a tua opinião.
Beijinhos
Fiquei curiosa :)
ResponderEliminarBlog LopesCa | Facebook
Ainda bem! Espero que um dia pegue no livro para ler.
EliminarObrigada pela visita.