Dado que iniciei a visualização desta série de filmes, fazia sentido para mim terminá-la. Tal como esperava, não encontrei nenhuma obra prima do cinema.
Toda a ação do filme afasta-se um pouco da narrativa do livro, mas é coerente com o filme anterior.
Foi um filme leve, com alguns momentos intensos entre o casal protagonista e que serviu o propósito de quebrar o tédio de uma tarde e entreter-me durante uma hora e alguns minutos.
Grey e Ana continuam igual a si mesmos. Um homem autoritário e uma mulher mais submissa e dependente do que aquilo que quer deixar transparecer para fora da tela. Ana é das personagens mais incongruente que encontrei quer no universo cinematográfico, quer no universo literário. Penso que a imagem que se pretendia dela é o oposto daquilo que ela deixa passar na tela, e o mesmo aconteceu no livro.
Para quem quiser desligar o cérebro dos stress do quotidiano, este filme ajuda. Comigo funciona! É um filme que não exige muito da nossa cognição e é fácil desligar da nossa vida e envolvermo-nos com a história simples que nos é apresentada.
Se bem se lembram, há umas semanas atrás lancei um passatempo para oferecer o livro O ano francês da autora Daniela Rodrigues. O passatempo terminou no passado dia 15 de Maio.
Foram 19 os participantes e a sorte calhou à participante número 6.
Que é a Ana Sofia.
Já contactei a vencedora e irei aguardar três dias pelo envio da morada. Se tal não acontecer, farei novo sorteio.
Era como se o corpo que ele pensava ter desocupado se estivesse a vingar, lembrando-lhe que ele era o seu único ocupante, o único ser a quem podia anunciar a sua existência através da sua capacidade de dor.
Eu sou bastante fã da Eurovisão e este ano, depois da vitória de Salvador Sobral no ano passado, vivi-a com um sabor especial. Como escrevi aqui este certame dá-nos a possibilidade de conhecer músicas para além daquela que nos chega com alguma frequência dos EUA e as culturas dos diferentes países participantes.
De uma forma geral, acho que a RTP fez um excelente trabalho na construção do público e no desenvolvimento dos espetáculos. Achei exagerado termos quatro apresentadoras, pois pareceu-me que tudo ia ficando demasiado disperso. De todas destaco Filomena Cautela e Daniela Ruah que foram aquelas que me pareceram mais à vontade e com uma presença especial nos momentos em que tinham destaque.
Vou começar pelo Festival da Canção, realizado em finais de fevereiro e inícios de março para a escolha da nossa representante nacional. Gosto bastante d'O jardim, mas a minha preferida era Só por ela interpretada por Peu Madureira.
O Jardim é uma música bastante bonita, com uma letra tocante e com um toque de modernidade que nos dica gravado na memória. Apesar de não a achar suficiente para ganhar, dada a qualidade de outras músicas a concurso, acho que o último lugar foi muito injusto. Se havia músicas superiores, também havia outras com menos qualidade que a nossa.
Assisti às duas semi-finais, sendo que foi a primeira que mais me fez doer o coração. Estavam lá grande parte das minhas preferidas e fiquei muito triste com a eliminação da Suíça e da Bielorrússia. Fiquei um pouco desiludida com a prestação da Bélgica e da Grécia. A Grécia tinha uma música com um dos poemas e sonoridades mais bonitos deste ano. O toque étnico associado à cadência do grego ofereciam uma misticidade à música que me deixava presa. Ouvia-a vezes sem conta. Chegou a palco e atuação falhou imenso. A voz estava completamente abafada pelo instrumental e o cenário tinha demasiados elementos distratores. Foi muito triste ver o quanto a atuação prejudicou a continuidade de uma música que era apontada como uma das favoritas à vitória. No vídeo que vos deixo têm a tradução da letra. Digam lá, não é um bonito poema?
Relativamente à segunda semi-final o único que eu retiraria era a da Hungria e colocaria a Polónia. Não sou fã de metal, por isso não me faria diferença a sua presença ou não. Um dos meus favoritos era Alexander Rybak. Sou fã dele desde a sua vitória em 2009, e desde aí que acompanho as músicas que ele vai lançando. Não é um cantor com grandes dotes vocais, mas ganha pela sua simpatia e pelo seu enorme talento com o violino. Vi a visita que ele fez à Orquestra Metropolitana de Lisboa e acho que todos ganharam com a sua presença (podem ver aqui). Este ano trouxe-nos a música That's how write a song, uma música divertida, que nos deixa com vontade de dançar e com uns efeitos especiais em palco muito engraçados. Porém é inferior ao eterno Fairytale.
No domingo foi a grande final. Apesar de saber as favoritas nas casas de apostas estava à espera de algum tipo de milagre e que a votação se revelasse uma boa surpresa. Infelizmente, tal não aconteceu e acabou por ganhar a música Toy, da cantora Israelita Netta Barzilai. A primeira vez que a ouvi até achei piada, mas pela diferença dos efeitos vocais. Para além disso, acho que é uma música que funcionou muito melhor em estúdio do que ao vivo. A atuação é um pouco vazia e desprovida da intensidade que a gravação passa. Para além disso, é uma música que ao fim de algumas vezes a ouvi-la acaba por enjoar um pouco.
Entretanto descobri uma versão fabulosa. Essa não me canso de ouvir.
Como podem perceber não ganhou nenhuma das minhas preferidas. Para mim, ganharia uma música dos seguintes países: Lituânia, Estónia, França, Itália, Áustria ou Bulgária. Se tivesse de escolher uma destas, talvez a de Itália ganhe mais da minha simpatia.
Vamos ver que músicas nos surgem no próximo ano e como será um novo espetáculo. Já estou ansiosa por mais.
Não é fácil escrevermos sobre um livro do qual não temos uma visão menos positiva. Neste sentido, aquilo que pretendo com esta opinião é reunir um conjunto de aspetos que possam ajudar a autora na escrita de uma futura obra.
Em termos formais, a escrita é boa, apesar de ter pelo meio alguns floreados desnecessários e não encontrei erros ortográficos. Quando nos centramos na narrativa, tudo se afasta daquilo que se possa chamar um livro apelativo e com uma história com uma sequência compreensível.
Tudo é muito confuso, não há uma continuidade temporal que nos permita acompanhar os acontecimentos e as motivações por detrás dos mesmos. Foi muito difícil para mim perceber todo o contexto das personagens, de onde vinham, por onde iam e para onde iam. A certa altura, Carlota e Pierre aparecem à procura da meia irmã de Carlota, mas falta a contextualização dessa viagem. Nunca consegui acompanhar a relação de Carlota e Pierre. Começam por um relacionamento conflituoso e terminam apaixonados. Perdi-me nos meandros desta relação pois a autora não me mostrou como isso aconteceu. Não houve conversas, não houve troca de olhares, não houve mostra de gratidão quando o Pierre a ajudou no momento em que ela mais precisava.
As personagens aparecem sem grande contextualização. Parecem que caem ali de paraquedas e eu fiquei um pouco abanada com o contributo dos mesmos para o desenrolar da narrativa (aqui estou a referir-me ao tio que chegou do Oriente).
Se por um lado há personagens que aparecem assim, também há aquelas que desaparecem sem que eu perceba o momento em que isso aconteceu e como aconteceu. O irmão de Pierre, Albert, não teve o melhor comportamento, é certo, mas seria importante para a história percebermos tudo o que lhe aconteceu e para onde ele foi no final.
Sendo um livro de época, as referências históricas são muito limitadas. Existem algumas referências ao vestuário e algumas formas de comportamento, mas são tão esbatidas que me foi difícil contextualizar em que ano decorriam tais acontecimentos.
Depois é toda a forma como o livro está escrito. Há diálogos que não aprecem quando deviam aparecer, não há ligação entre os acontecimentos e as personagens não ganharam dimensão aos meus olhos, ou seja, há falta de boas caracterizações físicas e psicológicas das personagens.
Por exemplo, na página 45:
- Teremos de parar um pouco, aqui os cavalos estão a precisar de descanso. Não importa aos senhores, pois não?
Só no final da fala é que que percebi que era o cocheiro, porque não nos é dada essa indicação.
E depois, continua assim:
Importava. Contudo, que poderiam eles fazer? Pierre saiu do coche para falar com o cocheiro, para saber quanto tempo seria necessário guardar até os cavalos estarem de novo prontos para partir. - Bem, senhor, então... Os animais têm de comer, que o que não lhes falta é bebida! (...)
Em vez de termos uma resposta de Pierre, como seria normal, temos uma intromissão do narrador e voltamos ao diálogo. Na minha perspetiva ficaria melhor assim:
- Importa sempre um pouco. - Pierre soltou um suspiro aborrecido. - Estamos com pressa de chegar ao nosso destino, mas de nada nos serve uma parelha de cavalos cansados e com fome, só nos atrasaria mais. Tem ideia de quanto tempo será necessário para termos os cavalos prontos? - Talvez uma hora e meia senhor, e estaremos prontos para avançar. - o cocheiro fez um pequeno aceno de cabeça e retirou-se para tratar dos cavalos.
(ATENÇÃO, não sou nenhum supra sumo da escrita, porém os anos de leitura têm-me mostrado o que funciona e o que não funciona num livro.)
Acho que melhor recomendação que posso deixar à escritora é para ela ler muito. Acredito que para crescermos enquanto escritores temos que ser bons leitores. Ao lermos bons livros conseguimos perceber como funciona a sua estrutura, as interações das personagens e a forma como os acontecimentos têm de ser encaixados numa narrativa coesa e compreensível.
Nota: Este livro foi-me disponibilizado pela editora em troca de uma opinião honesta.
Cruzei-me com Deborah Smith o ano passado, com o livro Doces Silêncios. Sempre me tinham falado bem desta escritora e a vontade de ler algo dela começou a crescer dentro do espaço literário existente no meu coração.
E foi assim que me cruzei com uma história apaixonante e intensa que me foi apresentada com uma escrita simples e muito cativante.
O que esperar para este Regresso a Casa?
Para esta leitura espero uma história mais intensa que a do Doces Silêncios. Sinto isso depois de ter lido a sinopse e pressinto que é um livro mais cheio de segredos e fantasmas do passado que é preciso conhecer e espantar no presente.
Espero solidificar a minha relação com esta autora ao ponto de querer continuar a conhecer o seu trabalho.
****
Sinopse
Ursula Powell acaba de regressar à pequena cidade da Georgia onde nasceu e passou a infância ao saber da morte súbita do pai, com quem há muitos anos cortou relações. Porém, e apesar das décadas de ausência, o destino arranjou maneira de a pôr frente a frente com os fantasmas que deixou para trás, nomeadamente a estranha escultura de ferro encomendada a um desconhecido artista nova-iorquino e que toda a vida ela culpou pelos males que se abateram sobre a sua família. Mal ela sabe que essa peça vale agora uma autêntica fortuna e que o filho do escultor, Quentin Riconni, tudo fará para a readquirir.
Das paisagens acidentadas dos Apalaches aos ateliers de Brooklyn, duas pessoas que o destino se encarregou de juntar e cujo encontro mudará para sempre a vida de ambos, lançando uma nova luz sobre o passado e revelando o verdadeiro poder do amor.
Sobre a autora
Deborah Smith é uma das autoras americanas mais lidas em todo o mundo: a sua obra já vendeu mais de três milhões de exemplares. Nomeada para diversos prémios importantes, como o RITA Award da Romance Writers of America e o Best Contemporary Fiction da Romance Reviews Today, foi distinguida com o Prémio de Carreira atribuído pela Romantic Times Magazine. No catálogo da Porto Editora figuram os seus romances A Doçura da Chuva, Segredos do Passado, O Café do Amor, Milagre e Doces Silêncios que obtiveram assinalável êxito junto dos leitores portugueses.
Nesse momento eu sabia que tinha falhado numa parte fundamental de ser pessoa, que me permitiria fechar-me tanto ao longo dos anos, ficara tão singularmente focada, que perdera a capacidade de me conectar com as pessoas. E, por sua vez, as pessoas tinham perdido o desejo de se conectarem comigo.
No meu caso, ler livros deste género costuma ser sempre uma aposta segura. Acordo com o Marquês veio reforçar esta minha opinião e deu-me a conhecer uma nova autora que me deixou cm vontade de explorar outras obras da sua autoria.
Com uma escrita simples, diálogos intensos repletos de emoções e momentos divertidos, este livro ofereceu-me uma excelente leitura e levou-me a adotar um comportamento que há muito não tinha. Pela primeira vez em meses, vi-me a ler o livro devagar para poupar o livro e, assim, conseguir prolongar a leitura e não me desfazer das personagens tão cedo.
Sophia Talbot e Rei são as duas personagens centrais deste livro. Por um lado temos uma jovem que chegou à aristocracia por meios menos convencionais, e por outro temos um aristocrata de puro sangue azul que se dedica a arruinar a reputação das boas mulheres da sociedade. Ambos têm muitas coisas que os afastam, mas há uma que os aproxima: a forma como veem a alta sociedade.
Parecem mesmo uma dupla improvável, ambos com personalidades muito fortes e que me conquistaram logo nas primeiras páginas. Assisti a uma relação que cresceu e se foi transformando em algo muito positivo para os dois. Senti que a ligação foi aumentando de intensidade à medida que se iam conhecendo, deixando-me o coração derretido sempre que tinham conversas mais profundas e que exploravam o lado mais privado de cada um.
Para quem, como eu, é fã deste género de livros, tenho a certeza de que o Acordo com o Marquês deixará marcas positivas na memória daqueles que se aventurarem a lê-lo. E, claro, ficarão extremamente curiosos e em pulgas para acompanhar as histórias das restas Borralheiras dos ésses.
No meu caso, o livro ficará na estante para que, em momentos mais tristes, o possa folhear, abri-lo e ler algumas partes que me animem.
Nota: Este livro foi-me disponibilizado pela editora em troca de uma opinião sincera.
Terminada a leitura é altura de responder ao desafio proposto pela Denise. Este terá uma resposta bem simples. Espero que esteja há altura daquilo que a Denise esperava que eu fizesse.
Clube de leitura
Estás a trabalhar num hospital psiquiátrico e pedem-te que substituas a colega responsável pelo Clube de leitura que ocorre todas as semanas.
Quando lá chegas, encontras um pequeno grupo à tua espera. Nas mãos, têm um exemplar do livro “Confissões”, cuja leitura vão iniciar muito em breve.
Olhas ao teu redor e constatas que conheces todos aqueles pacientes:
A jovem mãe demasiado zelosa que sufocou a própria sobrinha;
O adolescente que gosta de brincar com o fogo e que se mostra muito influenciável;
O esquizofrénico que acredita que é um vampiro e que assassinou uma mulher para lhe beber o sangue.
Durante uns segundos, acreditas que este não será o livro mais adequado para lerem em conjunto. Mas tens de decidir rápido, ponderar os prós e os contras. O que deverão fazer: abraçar este livro ou escolher outra leitura?
*****
Tomei a decisão rapidamente e de uma forma muito fácil. Com cuidado, expliquei-lhe que aquele livro não era o ideal para eles tendo em conta os desafios atuais que a vida lhes ofereceu. É um livro que aborda temáticas complexas e que poderá contribuir negativamente para as emoções de cada um.
Assim, a primeira coisa a fazer na sessão será, em conjunto, ver um livro que seja mais adequado às necessidades emocionais de cada e os ajude a dominar os monstros interiores que teimam em deixá-los.
Março tinha sido um mês de leituras sangrentas. Foi demasiado crime para um mês só. Assim, ao iniciar Abril a minha vontade era ler daqueles romances capazes de nos provocar uma diabetes literária. As leituras, tal como em tudo na minha vida, não correram de acordo com aquilo que eu tinha idealizado.
Dada a minha sede pelo amor literário, nada melhor do um beijo daqueles de soltar suspiros. Melhor ainda é quando esse beijo vem acompanhado de cenas de nos levar às lágrimas de tanto rir (Aquele beijo - Julia Quinn). Já foi tanto o açúcar que a Denise quis evitar uma crise de glicémia e obriga-me a voltar as cenas de crime. As cenas não tiveram a intensidade de outros ambientes de crime, acho que houve uma sobrevalorização dos criminosos e fiquei aborrecida com algumas coisas (Confissões - Kanae Minato). Eu sei, eu sei... Esta minha mania de pensar demasiado naquilo que leio e de racionalizar as situações nem sempre é saudável, mas não consigo evitar. Com este alinhamento literário e voltar a pequenas doses de açúcar. Sabemos o quanto o açúcar vicia e nos deixa a salivar perante a ideia de saborearmos uma pequena amostra de uma guloseima. Tem que ser com regra, por isso recorri aos contos (Uma amizade sincera, Duas histórias a meu modo e O meu primeiro beijo de Clarice Lispector) e deliciei-me com diferentes formas de amor. Bem, já que tinha quebrado com os meus desejos iniciais, por isso voltei ao crime. As cenas foram pouco entusiasmantes, talvez falte a Portugal daqueles seres avariados que são capazes de crimes que não lembram ao mais comum dos mortais (O homem que sonhava ser Hitler - Tiago Rebelo). O entusiasmo literário estava um pouco fragilizado, e claro, eu tinha que o fragilizar mais e meter-me a explorar um ano francês (O ano francês - Daniela Rodrigues) que de França não tinha nada. Estava em situação de fraqueza estrema, era urgente pegar em alguma coisa suficientemente doce para me animar o espírito, mal eu sabia que estava perante uma bomba calórica de açúcar (Acordo com o Marquês - Sarah MacLean). E aqui, chegada ao final do mês de Abril, lambuzei-me até à ultima página e fiz algo que já não fazia há muito: poupei a leitura para que o sabor durasse mais tempo.
É homem quando mata, é homem quem faz ou sofre injustiças; não é homem quem, perdida qualquer vergonha, divide a cama com um cadáver. Quem esperou que o seu vizinho acabasse de morrer para lhe tirar um quarto de pão está, embora sem qualquer culpa própria, mais afastado do modelo do homem pensante do que o pigmeu mais selvagem e o sádico mais atroz.
Capitães de Abril conta a nossa história. Conta a história daqueles que ousaram lutar pela liberdade, com valentia e respeito. Nunca tinha tido a oportunidade de ver este filme e, no passado dia 25 apanhei-o na RTP 1 e não o deixei escapar.
Ao longo do filme vamos conhecendo os acontecimentos e os heróis que no dia 25 de Abril de 1974 emergiram da escuridão do Estado Novo, libertar o povo da opressão e oferecer aquela manhã que todas as pessoas esperavam.
Adorei acompanhar o filme e as etapas mais marcantes desta revolução. Fiquei impressionada com a inteligência e coragem de Salgueiro Maia (que, infelizmente, acho que não teve o devido reconhecimento após o seu ato de coragem e nos anos subsequentes).
Acho que todos nós temos uma dívida de gratidão para com os Capitães de Abril. No meu caso essa gratidão foi ainda mais assegurada com o visionamento deste filme. Deve ter sido um dia único e inesquecível para todos aqueles que ocuparam as ruas da cidade de Lisboa, para todos os militares que acreditaram em Salgueiro Maia.
Este é daqueles filmes para ser visto mais do que uma vez, para que nunca seja esquecida esta luta e esta vitória com recurso a uma "guerra" pacífica.
Na minha opinião, esta revolução de Abril, tão bem ilustrada neste filme, é mais um dos aspetos que deve orgulhar-nos enquanto portugueses.