terça-feira, 6 de março de 2018

Opinião | "A bela e o vilão" (Bridgertons #6)

A Bela e o Vilão (Bridgertons, #6)
Classificação: 4 Estrelas

Eu adoro a série Bridgertons. Adoro a forma leve, descontraída e divertida que Julia Quinn oferece às suas personagens e à forma como encadeia os acontecimentos.

Aqui ficamos a conhecer melhor Francesca. Apesar de partir para a leitura sabendo que ela estava viúva, em nada prejudicou o meu interesse e diversão com a leitura.
Sei que é um dos livros da série que não reúne muito consenso nos leitores, porém eu não senti grandes diferenças comparativamente aos livros anteriores.

Em termos de personalidade, a Francesca é das mulheres Bridgerton cm quem mais me identifiquei. O seu gosto pelo sossego, o ser mais reservada fez com que me sentisse mais próxima da personagem e me sentisse deliciada com as primeiras páginas do livros, que achei muito doces e cativantes.

Relativamente ao Michael, esperava mais dele enquanto vilão. Sinceramente, não encontrei nada que lhe valesse o rótulo quando comparo o seu comportamento com o dos homens anteriores da série. Este foi o aspeto que me desiludiu um bocadinho. Estava à espera de algo mais negro, mais intenso, com mais contornos de maldade.... Afinal, Michael era apenas um homem que precisava de esconder o seu amor e adoração por uma mulher que lhe estava inacessível.

Gostei bastante da interação entre Francesca e Michael, embora mais para o fim do livro senti falta de ver mais da amizade que sempre os uniu. A autora focou-se demasiado na paixão arrebatadora e deixou de lado os momentos que tornavam as interações entre os dois engraçadas e especiais. 

E, progressivamente, me começo a aproximar do fim da série. Isso deixa-me um pouco nostálgica. Gosto imenso da companhia destas personagens e fico sempre encantada com as histórias e os diálogos que arrebatadores desta escritora. 
Para quem gosta de livros deste género, acreditem que vale a pena apostar na leitura de livros desta série.

domingo, 4 de março de 2018

Por detrás da tela | "Titanic" (1997)

Leonardo DiCaprio, Kate Winslet, Kathy Bates, and Frances Fisher in Titanic (1997)
Classificação: 9 Estrelas

Finalmente, ao fim de tantos anos e ao fim de tantas vezes que apanhei o filme na televisão consegui ver o Titanic até ao fim. 
De todas as minhas tentativas, eu tinha adorado as partes que tinha visto. É uma história de amor intemporal, com atores que permanecem no meu imaginário de adolescente. 

De todas as vezes que revi, nunca me aborreceu. Acho que ligação entre Rose e Jack está muito bem construída e é enternecedora. E ver toda esta intensidade emocional contada ao fim de tanto tempo, faz com que a minha sensação de ligação ao filme e às emoções vividas sejam ainda maiores. Foram dois atores muito bem escolhidos e que conseguiram construir uma química entre eles muito especial, que dá imensa credibilidade à história e que faz com que a história de amor que eles interpretaram permaneça na nossa memória e fure as barreiras do tempo. 

Agora que tenho toda a dimensão temporal no filme, acho que só ficou uma coisinha por resolver. E, claro, gostava de saber mais da visa de Rose e de como ela viveu todos aqueles anos com aquele amor dentro do coração.

Fiquei, e sempre fica a cada nova visualização, encantada com as imagens do interior do Titanic, com o guarda roupa, com a banda sonora e com as magníficas interpretações do enorme conjunto de autores que compõem este filme. 

É daqueles que filmes que vou querer sempre rever. Que ficará na minha memória. Consigo imaginar-me bem velhota e a rever este filme com a mesma ternura e emoção com que o vejo agora. 

sábado, 3 de março de 2018

Resumo do mês | Fevereiro

Fevereiro é um mês pequeno. Os dias sucederam-se uns aos outros com uma pressa estranha de chegar a Março. Talvez queira ver a primavera. Fevereiro teve tantos os dias cinzentos como os dias de sol, porém, nas minhas leituras ganharam os dias cinzentos. Comecei com nuvens e a caçar a cabeças (O caçador de cabeçasJo Nesbø). Foi uma leitura um tanto ou quanto enublada, com algumas abertas e que transformou num dia sol surpreendente quando cheguei às últimas páginas. Valeu a pena vencer as nuvens de partes mais arrastadas para chegar a um final surpreendente e que dificilmente esquecerei. Enquanto um novo estado de tempo não se instalada, tive ainda tempo para um breve reencontro com um amor adolescente (O encontro - Virgílio Ferreira). Foi um encontro não planeado. Mas soube bem. Foi como encontrar um velho amigo com quem já não falávamos há muito tempo e sentir que a essência da pessoa permaneceu inabalável. Este reencontro foi uma tentativa vã de amenizar os estragos temporais que se iriam seguir. O cinzento deu lugar ao negro e vi-me arrastar numa leitura cheia de relâmpagos (Orbias: As guerreiras da deusa - Fábio Ventura), com muitos aguaceiros de frustração pelo meio e a sensação de que me arrastava por uma estrada interminável onde a tempestade não dava tréguas. Todo este mau tempo literário deixou-me cansada, precisava de sol, de algo que iluminasse o meu coração. Não encontrei a Bela e o Vilão (A bela e o vilão - Julia Quinn) que o título e a sinopse prometiam. Cruzei-me antes com um história de amor intensa que fez o sol voltar ao meu coração enquanto a chuva lá fora se fazia notar na janela do meu quarto.

A Bela e o Vilão (Bridgertons, #6)                      Orbias - As Guerreiras da Deusa (Orbias, #1)
           

quinta-feira, 1 de março de 2018

Palavras Memoráveis

Laila sabe que as orações são a maneira de Aziza se manter agarrada a Mariam, a sua maneira de a conservar por perto ainda mais um pouco, antes de o tempo seguir o curso e lhe arrancar Mariam do jardim da memória, como uma erva puxada pelas raízes.

Khaled Hosseini, Mil sóis respolandecentes

Fevereiro | Quem chegou?

Mais um mês findou e chegou a altura de vos mostrar que livros chegaram aqui a casa.

Presente
No início do mês, um encontro com uma amiga minha trouxe-me este livro até à minha estante. Não conhecia nada acerca dele. Vamos lá ver se me surpreende.

O Historiador

Troca
A minha primeira troca deste ano. Um livro que estou com muita curiosidade para ler.

Sem medo do destino (D.C. Detectives #1)


Biblioteca
Precisei de ir à biblioteca escolher um novo livro para o meu projeto Português no masculino. Desta vez escolhi este livro de José Luís Peixoto. 

Morreste-me

Oferta
Decidi utilizar os pontos de um site onde preencho questionários para mandar vir um livro. E que livro me chegou aqui a casa...
Diz-me Quem Sou

Conhecem algum destes livros?
O que é me têm a dizer sobre eles?

Português no Masculino | Autor de Março

Amanhã damos as boas vindas ao mês de Março. A chegada do novo mês é sinónimo de escolher um novo autor.
Até agora, as leituras para este projeto não têm sido muito gratificantes, mas vou sempre a tempo de ser surpreendida.

Este mês vou arriscar num autor que já tentei ler e tive de abandonar.

E o autor é:
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José Luís Peixoto

Em 2011/2012 tentei ler o livro Cemitério de pianos e devo ter conseguido ler umas 10 páginas e acabei por desistir. Não estava a conseguir sentir-me ligada à história e às personagens. Era tudo demasiado confuso.
Não será esse o livro que irei ler. Escolhi um mais pequeno para ver se a experiência é diferente. A minha escolha recaiu sobre o livro Morreste-me.

Morreste-me

Espero ter uma boa leitura e quebrar com a sequência de más leituras com este meu projeto.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

ACMA | Os lugares obscuros das tradições e dos costumes


Durante o mês de Fevereiro, o projeto ACMA desafiou-nos a pensar e escrever sobre tradições e costumes. Inicialmente, pensei em escrever sobre como estes dois elementos tão característicos da comunidade funcionam como uma forma de aproximar as pessoas. Porém, a minha personalidade identifica-se muito mais com os lugares obscuros e sou um pouco anti-tradição e anti-costumes

Eu sou um pouco “ursa”. Tenho uma personalidade introvertida, gosto do silêncio e sou extremamente pacata. Por isso, “fujo” de grandes grupos de pessoas, de festas, de confusão e barulho. Enquanto toda a gente anda a brincar ao Carnaval eu prefiro fazer outras coisas. Não me identifico com o espírito aventureiro e extrovertido daqueles que se entregam às folias e tropelias de festas e romarias.

Então comecei a pensar no drama das pessoas que têm uma personalidade semelhante à minha. Uma personalidade onde as tradições e costumes grupais desenvolvem um lado obscuro na nossa mente e nos fazem sentir em completa frustração. É muito difícil ser a “ovelha negra” num grupo de pessoas extrovertidas, porque nem sempre as pessoas compreendem a nossa sensação de desconforto em multidões e festas animadas.

Outro lado obscuro das tradições e dos costumes é quando os mesmos colocam em risco a saúde e a vida de quem os pratica. No início deste ano, uma aldeia de Portugal foi internacionalmente noticiada devido a uma tradição do dia dos Reis, em que crianças eram convidadas e incentivadas a fumar. Este é daquele tipo de tradições inconsequentes e que não acarretam elementos positivos à vida das pessoas. Senão vejamos, quantas são as iniciativas anti-tabaco desenvolvidas na escola e nos cuidados primários de saúde? Quantas vezes tentamos sensibilizar as nossas crianças e jovens para os malefícios do tabaco? No fundo, é uma tradição que está carregada de incongruência e de riscos a longo prazo nos comportamentos saudáveis destas crianças. Não acredito na teoria da população daquela aldeia, em que afirmam que aquele é um comportamento circunscrito àquele dia.

Para terminar, quero ainda escrever sobre as tradições académicas. Fui praxada, mas não praxei. A minha experiência em relação à minha praxe não é positiva nem negativa. Foi um dia indiferente que não teve grande impacto em mim. Felizmente que não me colocaram a fazer coisas muito estranhas ou rebuscadas, caso contrário sentir-me-ia mal. Porém, agora não sei se a minha opinião se mantém neutra em relação às praxes. Ultimamente tenho visto situações que me causam algum mal-estar, como por exemplo, a necessidade dos alunos mais velhos se fazerem notar pelo seu poder e soberania. Não que estejam a fazer nada de muito grave aos caloiros, mas não gosto do poder intimidante da voz e das ordens que dão aos alunos do primeiro ano. Sinto-me sempre muito estranha ao ver estas situações e, lá no fundo, não me iria sentir muito bem a fazer aquilo no meio de uma rua cheia de gente.

Apesar da grande euforia que possa estar associada às tradições e costumes de uma comunidade, há pessoas que não se encaixam nesta filosofia o que pode traduzir-se em tristeza, aborrecimento, frustração… Acima de tudo devemos ter a capacidade de respeitar o lugar do outro, as suas necessidades e os seus interesses pessoais. Desta forma, não devemos impor a ninguém nem as nossas tradições e costumes pessoais nem os que fazem parte da comunidade que integramos. E claro, cada pessoa deverá ser livre de criar as suas próprias tradições pessoais e costumes, sem pressões ou imposições. O que interessa é que estas sejam fonte de prazer pessoal e social.

Se quiserem fazer parte deste projeto, basta falarem com a Ju, através do seguinte email, acma.cultura@gmail.com. O projeto também está presente no facebook, através da página que podem consultar aqui.



Lista de criadores:





terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Opinião | "Orbias - As Guerreiras da Deusa" (Orbias #1) de Fábio Ventura

Orbias - As Guerreiras da Deusa (Orbias, #1)
Classificação: 1 Estrela

Esta leitura foi um verdadeiro desespero. Nunca mais lhe via o fim e fui insistindo porque queria terminar um livro que é de um autor nacional e está integrado no meu projeto de Português no masculino. Caso não tivesse estas motivações acho que ao fim de 50 páginas já estava a arrumar este livro para o lado. 

Quem me segue há algum tempo e já sabe dos meus gostos literários poderá estar a pensar Ah, implicaste com o livro porque é fantasia. Até poderia ser, mas eu consigo ler fantasia e até gosto de alguns autores. É certo que não é o meu género de eleição, mas consigo apreciar os livros da Juliet Marillier, gostei muito de betar os livros da Liliana Lavado. No fundo, tudo depende da forma como me consigo envolver com a história e as personagens.

A este livro falta o essencial para que me sentisse cativada. Concretamente, não preencheu os requisitos mínimos.
1) Estilo de escrita: Muito infantilizada, diálogos quase inexistentes e um exagero na forma de nos contar os factos. É um livro onde tudo nos é contado e nada é mostrado. São páginas e páginas de texto onde são descritos os mundos, aquilo que as personagens veem e aquilo que fazem. Não há espaço para nos mostrar emoções e interações. Este aspeto torna o livro demasiado aborrecido e que faz com que a leitura se arraste. 

2) Personagens: são de revirar os olhos. Não estão desenvolvidas e aquilo que nos é mostrado é um comportamento pouco adulto, onde não se sente a responsabilidade que começa a assentar sobre os seus ombros e que conhecem-se hoje e amanhã, de forma quase transcendente e sem que isso seja mostrado ao leitor, se tornam os melhores amigos. As paixões assolapadas e pouco contextualizadas também figuram nestas páginas. Tudo aquilo que as envolve não me fez sentir absolutamente nada por elas. Foram-me indiferentes e não permanecerão na minha memória.

3) Narrativa: Poderei reconhecer alguma originalidade e esforço em nos apresentar algo diferente no que respeita à fantasia, porém a forma como o autor concretizou tudo à volta da sua ideia esfumasse na forma aborrecida com que nos expõem os factos. O livro é narrado na primeira pessoa, a duas vozes, ou seja, são duas as personagens com voz ativa. Ao longo do livro grande parte dos capítulos é narrado por Noemi, contudo há outros narrados por Lorelei e, às vezes, tornou-se confuso fazer esta passagem (apesar de o autor no inicio do capítulo colocar o nome da personagem a quem ele pertencia). 

A forma como tudo se desenvolve acaba por ser desinteressante muito pela forma simplista com que o texto é narrado. Até poderia ter sido uma leitura interessante se houvesse atitudes mais maduras e congruentes das personagens, ou seja, que as personagens agissem de acordo com a maturidade e responsabilidade que lhes passou a ser exigida. 

Dada esta má experiência não pretendo ler o livro seguinte. Não fiquei com o mínimo interesse de saber o que irá acontecer a estas personagens. Tenho a certeza que, daqui a uns dias, nem me lembrarei de nada que figure no livro. 
Penso que o publico mais juvenil poderá gostar um bocadinho mais do livro. A linguagem simples e os comportamentos típicos destas idades poderá aproximar mais o livro desse público. 

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Por detrás da tela | "The girl on the train" (2016)

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Classificação: 5/10 Estrelas

Este filme poderia ser descrito através de uma única palavras: aborrecido. Passado um quarto de hora após ter iniciado a visualização já estava deserta para que acabasse (ainda dormitei pelo meio e tive de retroceder para apanhar o que tinha perdido). 

Quando li o livro já não o tinha achado uma maravilha literária. Não foi um livro marcante e senti, também, algum aborrecimento na leitura. Apesar destes sentimentos menos positivos em relação à leitura acalentei a esperança de que o filme me pudesse cativar mais e oferecer-me uma perspetiva diferente. 
Infelizmente, esta minha esperança ficou desfeita nos primeiro minutos do filme. É uma narrativa que se arrasta, sem grande ênfase nos mistérios que envolvem as personagens (mesmo sabendo o que ia acontecer devido ao livro, não senti que o filme deixasse transparecer mistério e expetativa, é tudo demasiado dúbio, sem garra) e as interpretações são fraquinhas. Esperava melhor de Emily Blunt como Rachel, esperava ver mais conteúdo. Tudo foi passado de forma rápida e sem transmitir qualquer tipo de intensidade. 

A fotografia também não tem grande qualidade e a banda sonora é pouco notória. Penso que isto também dificulta a minha ligação ao filme. Na minha opinião, toda a envolvência dos cenários e da música oferecem muito aos filmes e à forma como eu me relaciono com eles.

É um filme que não pretendo rever. 

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Palavras Memoráveis

Recordou-se de Nana ter dito um dia que cada floco de neve era um suspiro soltado por uma mulher magoada algures no mundo. Que todos os suspiros subiam para o céu, se reuniam em nuvens e depois se desfaziam em minúsculos pedaços, caindo silenciosamente sobre as pessoas cá em baixo.
Em lembrança do que sofrem as mulheres como nós, dissera ela. De como suportamos silenciosamente tudo o que nos cai em cima.
Khaled Hosseini, Mil sóis respolandecentes

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Top 5 Wednesday | Romances

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Já há muito tempo que não fazia um TOP 5 WEDNESDAY. Muitas vezes via os temas, mas passava-me fazer o post. Outras vezes não conseguia fazer o top porque não me sentia à vontade com a categoria.
Esta semana pedem-nos para escolher o nosso TOP 5 de romances. Este é o mês do amor, por isso tem a sua lógica. Para mim vai ser difícil escolher apenas 5. Serão os primeiros que me surgirem em mente.

Amor à Primeira Vista (Kendrick/Coulter/Harrigan, #2) Orgulho e Preconceito Verão em Edenbrooke (Edenbrooke, #1) És o Meu Segredo Doces Silêncios

Tentei escolher livros em que a tónica principal fosse o romance e o amor. Haveria outros tantos para aqui nomear, estes foram assim dos primeiros que me lembrei assim que pensei em amor, relações amorosas e romance. 
Já leram algum?
E vocês, quais os vossos romances preferidos?

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Desafio]



Um novo serial killer!

Este desafio seguirá a mesma base imaginativa dos anteriores.

Depois de teres colocado questões à autora, de te teres tornado amiga dela e de a ajudares a escolher o casting para um filme, chegou agora o momento de a ajudares numa das suas próximas obras.

Ela precisa de ideias para um novo serial killer que começou a aterrorizar as pessoas. Ajuda-a a definir o perfil desse criminoso. É homem ou mulher? Ataca de dia ou de noite? Que género de vítimas escolhe? É cuidadoso ou desleixado? Que motivações poderão estar por detrás dos seus crimes? Quem será a próxima vítima?


O novo criminoso será uma mulher com cerca de 40 anos que ataca homens entre os 35-40 anos que sejam suspeitos ou acusados de violência doméstica.
Não tem hora certa para atacar. A hora é aquela que lhe é mais favorável. Ela conquista as vítimas, usa truques de sedução e ataca-os quando eles menos esperam e sem lhes dar tempo para reagirem. No fim, corta-lhes o pénis e deixa o resto do corpo intacto.
Ela é cuidadosa e meticulosa. Todos os crimes são muito planeados e estruturados. Tem sede de vingança. Quer vingar todas as mulheres que sofrem ou sofreram agressões físicas, emocionais e psicológicas às mãos de um homem. Em cada homem que mata vê o rosto do pai e do marido, ambos homens violentos e que já não estão neste mundo. Desapareceram sem deixar qualquer rasto. Será que é esta a mulher que está por detrás destes desaparecimentos? Será que foram estes desaparecimentos que motivaram esta necessidade de atacar estes homens? São aspetos que a autora terá de desenvolver de acordo com aquilo que a sua imaginação ditar. 



sábado, 17 de fevereiro de 2018

Por detrás da tela | "O Pianista" (2002)

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Classificação: 10 Estrelas

Já há muito tempo que queria ver este filme. Eram vários os motivos que alimentavam a minha curiosidade: 1) É um filme em que a ação decorre durante a 2ª Guerra Mundial; 2) Muitas pessoas mo recomendavam; e 3) Tinha um pianista (admiro pianistas).

Muitos pensarão, é mais um filme sobre judeus massacrados pelos alemães e em que pudemos ver a sua vida miserável em campos de concentração. Mas pensarão errado. Este filme vai mais longe e mostra-nos outras formas de sofrimento. Sim, assistimos à miséria, ao comportamento bárbaro de soldados para com seres humanos como eles e ao desespero de quem não tem justificações para tanta crueldade. Para além destes aspetos, este filme traz-nos outra perspetiva. A perspetiva da bondade. Afina, no meio de tanto cinzento, existem pequenos rasgos de luz que resistem à crueldade e acabam por iluminar o caminho dos que sofrem. 

Este filme ofereceu-me uma nova visão da vida nos guetos. Um filme que é uma verdadeira lição de vida na luta pela sobrevivência e em como podemos ajudar. 

O filme é pautado por interpretações soberbas, claro que com um grande destaque para o ator Adrien Brody que interpretou de forma magnífica o papel de pianista. Todas estas interpretações ganham ainda uma maior dimensão pois são acompanhadas por uma banda sonora cheia de bom gosto.

Este é daqueles filmes para rever. Um filme que nos deve acompanhar ao longo da vida e para ser mostrado a gerações mais novas. O poder doentio que marcou o flagelo da 2ª Guerra Mundial e as atrocidades que foram cometidas não podem ser esquecidas. Devemos aprender com a história e com os erros cometidos. Este género de filmes é super importante para não esquecermos esses erros.