Escreve-me...
Escreve-me...
Escreve-me! Ainda que seja só
Uma palavras, uma palavra apenas,
Suave como o teu nome e casta
Como um perfume casto d'açucenas!
Escreve-me! Há tanto, há tanto tempo
Que te não vejo, amor! Meu coração
Morreu já, e no mundo aos pobres mortos
Ninguém nega uma frase d'oração!
"Amo-te!" Cinco letras pequeninas,
Folhas leves e tenras de boninas,
Um poema d'amor e felicidade!
Não queres mandar-me esta palavras apenas?
Olha, manda então... brandas... serenas...
Cinco pétalas roxas de saudade...
Florbela Espanca
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Palavras Memoráveis
Não sei porque quis fugir, não sei porque já não te queria se um dia te quis tanto. As incompreensíveis armadilhas do amor, quem as sabe explicar. Um homem foge quando pensa que está a morrer. Preferia, se isso te consola, Laura, que fosses tu a abandonar-me. Havias de perceber que é humano, preferir ficar ferido a ter de matar.
Se te amava é porque em ti se confundiam a noite e a água.
Entrelaçavam-se, vamos dizer, em redor da tua cintura.
Eras líquida, serena. Uma tranquilidade escura que me obrigava ao tacto para te agarrar. Conseguir agarrar-te enfim.
Eu só mãos, tu líquida, fugidia, uma sombra que molha e escorre e ri, mais à frente. Tu a escapares.
Tu água.
Rodrigo Guedes de Carvalho, Mulher em branco
Um "Amo-te" universal
Dizem que hoje é o dia de celebrar o amor! Pergunto, só hoje? Na minha opinião não deveria haver dias para celebrar o que quer fosse... Devíamos todos os dias.
Não festejo o dia dos namorados, mas há uns (muitos anos) encontrei um artigo no jornal Correio da Manhã que guardei por achar engraçado. Há uns dias encontrei-o e decidi partilhá-lo com vocês.
Amo-te é uma expressão universal. Não há país no mundo cujo vocabulário não a inclua. Ainda que se ofereça à pessoa amada os mais diversos presentes, ela não ficará indiferente a esta expressão. Estas são algumas das fórmulas, cujo significado é o mesmo, para dizer do seu afecto à pessoa amada.
Ana behebik (feminino)
Grego actual S'ayapo (lê-se: sagapo)
Italiano Ti amo
Chinês Goa ai li (Amoy)
Ngo oi ney (Cantonês)
Dinamarquês Jeg elsker dig
Norueguês Eg elskar deg
Holandês Ik hou van je
Alemão Ich liebe dich
Sueco Jag aelsker dig
Coreano Tangsinul sarang ha yo
Japonês Kimi o ai shiteru
Espanhol Te amo
Filipino Mahal Kita
Irlandês Taim i'ngra leat
Russo Ya tyebya lyublyu
Correio da Manhã, 15 de Fevereiro de 1998
O amor é o tema para muitos escritores, músicos, pintores, cineastas.... É talvez o tema mais tratado a nível mundial. O amor é uma parte integrante da nossa vida. Além de expressar-se em diferentes línguas pode, igualmente expressar-se de diferentes formas. Nunca deixem passar a oportunidade de mostrarem o vosso amor àqueles que mais gostam.
Amei ontem, amo hoje, amarei amanhã!
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Palavras Memoráveis
As pessoas recebiam geralmente menos do que mereciam de coisas boas, e mais do que conseguiam aguentar das más.
Nora Roberts, Jogo de Mãos
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Mulher em Branco - Opinião

Autor: Rodrigo Guedes de Carvalho
Ano: 2006
Editora: Publicações Dom Quixote
Número de Páginas: 295
Classificação: 1 Estrela
Desafio: De A a Z/ Ler em português de Portugal
Sinopse
Uma criança desaparece. Estava à guarda do seu pai. O choque da notícia atira a mãe para um abismo de amnésia. Sem memória, é incapaz de chorar um filho que não sabe que tem. Como podemos continuar a viver se caminhamos vazios. E há um homem que arranja uma amante enquanto visita a mulher no hospital. Ladrões que roubam cinzas de uma morta. Há as maldades desumanas do amor, um sopro pérfido que o diabo sussurra aos ouvidos. Em fundo, a irracional violência do divórcio. A bestialidade das palavras que atiramos uns aos outros como pedras. Uma mulher que espera ainda e sempre, à janela. Porque o coração é um bicho e não ouve. E uma pergunta a que não se ousa responder: Para onde vão os amores que foram um dia.
Opinião
O meu primeiro contacto com os livros de Rodrigo Guedes de Carvalho foi à cerca de 5 anos atrás quando recebi num aniversário o livro Daqui a nada. Não cheguei a acabar o livro. Tive muitas dificuldades em compreender tudo: a história, as personagens, os acontecimentos...
Entretanto uma colega falou-me muito bem deste livro e que tinha gostado muito. Bem, pensei que estava na altura de dar uma segunda oportunidade. Infelizmente senti os mesmo problemas, contudo desta vez consegui terminar o livro e percebi um pouco melhor aquilo que o escritor quis transmitir.
A sinopse está muito apelativa. No que me diz respeito, aguçou-me logo os sentidos. Porém, a forma como as coisas são concretizas e a forma como evolui a narrativa não foi capaz de me cativar o interesse. É de realçar que Rodrigo Guedes de Carvalho te uma forma muito própria de escrever e de desenvolver os acontecimentos. Por vezes não há pontuação, há parágrafos cortados e intercalados por comentários que aprecem entre parêntesis, repetições de palavras ou expressões e uma linguagem que me causa uma certa estranheza (uso frequente de palavrões e expressões um pouco rudes). Eu sei que este tipo de linguagem é comum no nosso quotidiano mas, pessoalmente, não gosto quando ela aparece de forma excessiva nos livros.
As temáticas abordas no livro são do meu interesse e facilmente despertam a minha atenção. Começamos por ter uma criança desaparecida, o Afonso (não consegui perceber a idade, mas penso que seria um dado importante), quando estava na companhia do pai, Paulo. Laura, a mãe, perde a memória após saber do desaparecimento do filho. Esta foi uma forma de protecção por parte do corpo de Laura em confronto com uma notícia chocante. Laura e Paulo são divorciados mas com uma relação muito mal resolvida. Senti falta de uma exploração mas minuciosa desta relação no livro. Aquilo que nos chega é, por vezes, confuso.
Uma outra temática foi a homossexualidade. Acho que neste caso, o autor foi um pouco mais feliz no desenvolvimento das personagens. Sérgio, o irmão de Laura, e Dulce, a irmã de Paulo, vivem atormentados pelo preconceito em relação à sua sexualidade. Confesso que um acontecimento particular na vida de Sérgio provocou-me arrepios. Apesar da brutalidade do acontecimento e da descrição que o acompanha sei que é algo mais comum do que aquilo que gostaria que fosse. A falta de respeito pelo outro e pelas opções dos outros causa-me muita irritação. Odeio quando vejo pessoas a olhar de lado para dois homens/mulheres que passam de mãos dadas. A mim são coisas que me passam ao lado. Pode causar-nos confusão visto ser algo que foge à norma do que é vigente na sociedade, mas isso não nos dá o direito de não respeitar as opções das outras pessoas.
Gostei de alguns momentos finais do livro. Mas ele acaba literalmente em branco. Não vou dizer mais sobre o final porque não quero estragar a surpresa a quem quiser ler o livro. No meu caso, foram determinados pontos que me motivaram para chegar ao final do livro e se vos revelasse o que é que quero dizer com o "terminar em branco" posso quebrar a vossa motivação e eu não quero que isso aconteça.
Boas leituras e deixem-se invadir pelas palavras.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Jogo de Mãos - Opinião

Ano: 2008
Editora: Chá das Cinco
Número de Páginas: 432
Classificação: 5 Estrelas
Desafios: Reading Romances/ De A a Z
Sinopse
Com Jogo de Mãos, Nora Roberts revela-nos um mundo glamoroso onde a paixão e o mistério se entrelaçam e nada é o que parece.
Com Jogo de Mãos, Nora Roberts revela-nos um mundo glamoroso onde a paixão e o mistério se entrelaçam e nada parece o que é.
Opinião
Jogo de Mãos é um livro que fala de magia, amor, conquista, amizade, confiança e que me conquistou logo nas primeiras palavras. É um livro mágico que nos transporta numa viagem até ao mundo do ilusionismo e da família Nouvelle. O livro tem um dinâmica muito boa uma vez que não torna a leitura aborrecida. A cada capítulo somos confrontados com diferentes acontecimentos e com personagens muito bem construídas. Os ingredientes que serviram de estrutura à toda a narrativa estão muito bem construídos e desenvolvidos. A cada página lida a ânsia de ler a seguinte aumenta. Ficamos presos a estas personagens, ficamos presos às descrições dos espectáculos da família Nouvelle. As emoções que este livro sugere brotam muito facilmente no nosso coração. No fundo, somos arrastados na magia sensorial que este livro apresenta.
Max é o patriarca desta família. Um homem sensível, astuto e que emana um personalidade forte e marcante. Tem ao seu lado a sua elegante e sofisticada Lily e a sua filha Roxanne. Numa das suas muitas actuações conhece Luke e acolhe-o na família. Estes são as personagens centrais e é em torno delas que as coisas vão acontecendo.
Luke e Roxanne convivem desde criança. Por parte da Roxanne tornam-se facilmente amigos. Luke tem uma personalidade mais instável, infelizmente alimentada por passado torturante... Mas a vida é uma ilusão, e somos facilmente atingidos pela magia das coisas e esta relação evolui de uma forma muito engraçada e muito bem desenvolvida. As interacções entre estes dois são deliciosas. Arrancam-nos alguns sorrisos. Ambos astutos, inteligêntes, ambiciosos e com um enorme coração chocam com a mesma facilidade com que se adoram.
Max também me conquistou. A sua recta final no livro emocionou-me particularmente. Acho que lidar com a nossa própria degradação é angustiante. Sentir que nunca mais faremos aquilo que amamos e emergir num mundo à parte da realidade é angustiante quer para quem o vivência quer para os familiares que todos os dias se confrontam com o olhar vazio e a mente perdida. Tive muita pena de a última parte não conter mais informações sobre o Max.
Luke ausenta-se por uns anos, mas recebemos pouca informação daquilo que lhe aconteceu. Eu queria mais... Queria mais história, mais desenvolvimento... Acho que a escritora apressou um pouco os momentos finais, que apesar de emocionante deixaram aquela sensação estranha de vazio. As duas primeiras partes focadas no passado das personagens foi bem desenvolvido, carecendo apenas de uma melhor contextualização espacio-temporal para uma melhor compreensão do tempo e do espaço onde decorriam os acontecimentos (vi-me a fazer contas para saber em que ano estavam as personagens).
É um livro intenso e envolvente. Um livro que facilmente nos transporta para um contexto à parte daquele que é a nossa própria realidade. A magia das coisas é algo que activa positivamente a mente humana, que nos fascina. A vida é ao mesmo tempo magia e ilusão. Todos nós procuramos as coisas positivas, as coisas boas, mas muitas vezes estas não passam de meras ilusões que oferecemos a nós mesmos para lidar com uma realidade um pouco mais difícil que aquela que queríamos. Este livro deixam-nos um pouco dessa magia da vida que procuramos. É um livro que deixa saudades! Tão facilmente entramos nele e nos vemos envolvidos que é difícil largar uma narrativa que nos proporcionou bons momentos.
O que que sentiram desse lado com a leitura deste livro?
Boas leituras e deixem-se invadir pelas palavras!
Poetic Dreams
Atitude
Minha esperança perdeu seu nome...
Fechei meu sonho, para chamá-la.
A tristeza transfigurou-me
como o luar que entra numa sala.
O último passo do destino
passará sem forma funesta,
e a noite oscilará como um dourado sino
derramando flores de festa.
Meus olhos estarão sobre espelhos, pensando
nos caminhos que existem dentro das coisas transparentes.
E um campo de estrelas irá brotando
atrás das lembranças ardentes.
Cecília Meireles, Viagem
Minha esperança perdeu seu nome...
Fechei meu sonho, para chamá-la.
A tristeza transfigurou-me
como o luar que entra numa sala.
O último passo do destino
passará sem forma funesta,
e a noite oscilará como um dourado sino
derramando flores de festa.
Meus olhos estarão sobre espelhos, pensando
nos caminhos que existem dentro das coisas transparentes.
E um campo de estrelas irá brotando
atrás das lembranças ardentes.
Cecília Meireles, Viagem
27º Maratona Literária - Especial de Carnaval
Daqui a umas horas dá início mais uma maratona literária!
Esta é uma maratona semana que começa dia 9 de Fevereiro às 00h00 e termina dia 17 de Fevereiro às 23h59.
Nesta maratona gostava apenas de superar o número de páginas lidas na maratona anterior.
Neste momento, os livros que estão disponíveis para ser lidos são os seguintes:



Desejo uma boa maratona a todos os participantes e para quem quiser participar pode ainda inscrever-se aqui.
Boas leituras :) e deixem-se invadir pelas palavras!!!
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Palavras Memoráveis
Quando era pequena costumava pôr sal em cima das lesmas. Gostava de vê-las dissolverem-se diante dos meus olhos. A crueldade é sempre um pouco divertida até nos apercebemos de que estamos a magoar alguém.
Uma coisa é ser-se um totó quando ninguém nos presta atenção, mas na escola, isso significa que nos procuram intensivamente. Somos a lesma, e eles têm o sal na mão. E não possuem consciência.
Há uma palavra que aprendemos em estudos sociais: sadismo. É quando gostamos de ver alguém sofrer. No entanto, a verdadeira questão é porquê? Acho que em parte se trata apenas de instinto de sobrevivência. E em parte porque um grupo fica mais coeso quando se junta contra um inimigo. Não importa que esse inimigo nunca tenha feito nada para nos prejudicar - temos apenas que fingir que detestamos alguém ainda mais do que nos detestamos a nós próprios.
Sabem porque é que o sal tem esse efeito nas lesmas? Porque se dissolve na água que faz parte da pele de uma lesma, de forma que a água no interior do seu corpo começa a sair cá para fora. Também resulta em caracóis e em sanguessugas E em pessoas como eu.
Na verdade resulta com qualquer criatura com uma pele demasiado fina para se defender a si própria.
Jodi Picoult, Dezanove Minutos
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Palavras Memoráveis
O meu erro foi pensar que as crianças eram como as árvores. Que se as podasse um bocadinho cresciam mais doces.
Joanne Harris, Cinco quartos de laranja
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Selo 10 - 2013 Literário

Em primeiro lugar gostaria de agradecer à Mónica do A Thousand Lives, ao José d' O blog de um tal José e à Ghost Reader do blog Ghost Reader pela oferta deste selo.
O objectivo deste selo prende-se com o incentivo à leitura e vem acompanhado de três regras muito simples:
- Indicar, no mínimo, dois livros que gostaste de ler em 2012 (sem limite máximo);
- Indicar pelo menos três livros que pretendes ler em 2013 (sem limite máximo);
- Oferecer este selo a mais 10 pessoas de forma a dar continuidade a este projecto.
Livros que gostei de ler em 2013
- A rapariga que roubava livros (Markus Zusac)
- Inverso (Liliana Lavado)
- Procuro-te (Lesley Pearse)
- Um longo caminho para casa (Danielle Steel)
- Mensagem do Vietname (Danielle Steel)
- O primeiro dia (Marc Levy)
- A primeira noite (Marc Levy)
Três Livro que pretendo ler em 2013
- A filha do capitão (José Rodrigues dos Santos)
- Orgulho e preconceito (Jane Austen)
- Mulher em branco (Rodrigo Guedes de Carvalho)
- Predestinado (Philippa Gregory)
(Não vou indicar mais nenhum, porque aqueles que eu costumo visitar já receberam este selo)
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Cinco quartos de laranja - Opinião

Autor: Joanne Harris
Ano: 2001
Editora: Asa
Número de Páginas: 320
Classificação: 3 Estrelas
Desafios: Novos autores / De A a Z
Sinopse
Quando a minha mãe morreu, deixou a quinta ao meu irmão Cassis, a fortuna da adega à minha irmã Reine - Claude, e a mim, a filha mais nova, deixou-me o álbum. Uma distribuição de riqueza e um pouco desigual.
E, como Cassis dizia sempre, eu era a preferida.
Framboise regressa à pequena cidade onde nasceu, na província francesa, e abre um restaurante que rapidamente se torna famoso, graças às receitas de um velho álbum que pertencera à sua mãe. Essa espécie de diário contém igualmente uns estranhos apontamentos cuja decifração lançará uma nova luz sobre os acontecimentos dramáticos que marcaram a sua infância nos dias já longínquos da ocupação nazi. A Framboise restam as recordações dos sabores e sentimentos da sua infância numa França marcada pela dor e pela penúria da guerra, mas também a memória do episódio que marcou a vida da família e constituiu, para ela, a perda definitiva da inocência. Agora, sem que se faça anunciar, a hora de enfrentar a terrível verdade chegou.
Entre passado e presente, a história de Framboise impregna as páginas com os aromas, as cores e sabores da vida no campo e, tal como as receitas que lhe couberam em herança, traz-nos à memória a liberdade e a audácia da infância.
Um livro para ser saboreado.
Opinião
Eis que o meu primeiro contacto com Joanne Harris não se tornou numa relação de dependência, e fiquei triste com tal facto. Acho que tinha as expectativas um bocadinho elevadas para os livros desta escritora. Depois de muito ouvir falar dela, de ler diversos comentários aos seus livros, depois de ter visto o filme Chocolate uma vontade enorme de ler Joanne Harris me perseguia o meu espírito literário. Infelizmente esta leitura foi um pouco penosa de se fazer. A leitura de algumas partes confesso que me dava sono, principalmente na parte inicial do livro, depois as coisas foram-se desenvolvendo, os acontecimentos passaram a ter algum dinamismo e a leitura foi-se levando.
Na minha modesta opinião, considero que o início do livro é um pouco confuso e massudo. Os acontecimentos não são bem esmiuçados e as coisas parecem ficar um pouco no vazio. No fundo, falta acção.
Ao longo de todo o livro os acontecimentos vão-se alternando entre presente e passado, conferindo o dinamismo necessário para ir captando a nossa atenção. Contudo, muitas coisas são referidas de forma superficial sem que se esgotem, na sua totalidade os assuntos em causa. É um livro muito narrativo em que a presença de poucos diálogos não facilita o envolvimento do leitor com a narrativa.
Relativamente as personagens não consigo descrever nenhuma emoção que me tenha ligado a elas. Todas elas me foram indiferentes, não despertaram em mim nada... Acho que carecem de um pouco de personalidade e de garra. Nem mesmo irritação sentia quando previa que aquilo que eles estavam a fazer não iria correr bem. Tive foi imensa pena de o Paul, amigo de Framboise, não ter mais destaque no livro. Fiquei curiosa por saber o que lhe tinha acontecido no período em que eles estiverem sem se contactarem.
Sendo um livro com uma narrativa localizada no período da Segunda Guerra Mundial, esperava um melhor enquadramento. Mais descrições dos cenários de guerra, o que movia as pessoas a ter determinadas atitudes, mais descrições sobre o modo de vida da maior parte das família nessa época... Acho que estes aspectos iriam favorecer o livro, no sentido que iriam despertar um maior interesse do leitor.
Sinto-me triste por não me ter identificado com o livro. Estava muito curiosa quando li a sinopse, pelo que a minha tristeza condicionou a minha leitura (muito lenta). Felizmente, a partir de sensivelmente metade do livro, os acontecimentos iam-se desenvolvendo com um ritmo mais intenso o que fez com que a pontuação que eu dei a este livro não fosse mais baixo.
Apesar desta experiência menos positiva com os livros de Joanne Harris não vou deixar de ler outros livros, até porque tenho alguma curiosidade em relação ao livro Chocolate porque gostei muito do filme.
Não sei qual a opinião desse lado, mas gostaria de saber quais as impressões que esse livro causou em vocês!
Deixem-se invadir pelas palavras. Boas leituras!
Selo 9 - Liebster Award
Quero agradecer à Mónica do blog A Thousand Lives a oferta deste bonito selo. Conheci o blog da Mónica recentemente, mas a partir do momento em que me cruzei com ele passo lá com regularidade. Diversidade literária e boas opiniões literárias são as principais características deste cantinho.
O Liebster Award é um selo criado com o intuito de promover e divulgar blogs com menos de 200 seguidores. As regras para a sua transmissão são:
- Lista com 11 factos sobre nós;
- Responder às 11 perguntas que nos atribuíram
- Nomear 11 bloggers com 200 ou menos seguidores, colocar o link dos respectivos blogs neste post e avisá-los/las sobre os prémios;
- Fazer 11 novas perguntas para esses mesmos bloggers.
11 actos sobre mim:
1. Nasci a 12 de Outubro de 1987, ou seja completei um quarto de século e vou, a grande velocidade a caminho dos 26 anos;
2. Tenho o Mestrado em Psicologia Clínica, sub-área de especialização sistémica, saúde e família... Ou seja sou psicóloga [Já posso afirmar que sou mesmo psicóloga uma vez que na semana passada recebi a confirmação de Membro Efectivo por parte da Ordem do Psicólogos Portugueses.];
3. Estou desempregada, mas com uma enorme vontade de trabalhar e de oferecer aquilo que aprendi... Quero oferecer os meus conhecimentos, a minha criatividade e a minha força de vontade a quem quiser olhar para o meu Curriculum Vitae e me der uma oportunidade;
4. Tenho uma paixão de coração pela cidade de Coimbra [local onde passei os melhores anos da minha vida e onde enchi o meu coração de fantásticas amizades];
5. Tirei a carta em 2009, mas por medo estive quase dois anos sem conduzir. Desde Julho do ano passado o medo foi ultrapassado.
6. Adoro o frio e o Inverno.
7. A minha viagem mais longa foi até França.
8. Participei/participo no projecto de leitores-Beta da fantástica escritora Liliana Lavado. Foi um desafio que entrei à um ano atrás e adorei... É uma experiência sublime! Só tenho de agradecer à Liliana Esta fantástica oportunidade.
9. Sou muito observadora, sossegada e tímida.
10. Já fiz alguns desportos radicais e gostei muito da experiência... Fazer slide sobre uma barragem é algo que nunca me vou esquecer.
11. Se eu pudesse, fundaria uma editora para dar voz e palavras a muitos escritores que apesar do talento não conseguem fazer chegar as pessoas os seus livros.
Respostas às perguntas da Mónica:
1. Quais os aspectos positivos e negativos que a criação do teu blog te trouxe?
Considero que o blog me trouxe apenas aspectos positivos. As pessoas que "conheci", a partilha de opiniões, o enriquecimento literário, o desenvolvimento ao nível da construção das minhas opiniões são apenas aqueles pontos que me consigo lembrar assim de imediato. Não consigo ver coisas negativas na criação de um blog deste carácter... Tem sido uma experiência única.
2. Qual o teu género literário favorito?
Não tenho um género literário favorito... Gosto de ler de tudo, porque acho que tudo contribui para o nosso conhecimento, experiência e aprendizagem. Ler proporciona-nos experiências únicas, viagens magníficas, por isso todos os géneros são importantes e eu, como curiosa que sou, gosto de ler um bocadinho de tudo.
3. Qual o pior livro que já leste?
Acho que esta é uma pergunta delicada... A nossa opinião é muito subjectiva, há livros que gostamos menos, livros que gostamos mais, mas tudo está relacionado com o nosso ponto de vista, com as nossas experiências, com os nossos sentimentos. Por isso, o pior para nós pode não ser de facto o pior. Um escritor, quando escreve, pensa sempre que está a fazer o melhor que consegue, está a por naquelas páginas aquilo que vagueia na sua mente e muitas vezes me pergunto "quem sou eu para dizer que este livro é pior livro que já me passou pelas mãos?". Neste sentido vou dizer um livro que gostei menos e não necessariamente o pior livro que já li. O livro que eu aponto é o Fazes-me falta de Inês Pedrosa.
4. Que escritor gostarias de um dia poder entrevistar?
Torey Hayden... Teria tanto a aprender com esta senhora.
5. Se pudesses viver a vida de uma personagem, qual seria?
Tenente Eve Dalas da série Mortal de J.D.Robb. Acho uma pessoa complexa, com um trabalho aliciante e com um marido fantástica. O facto de a narrativa se concentrar no futuro também desperta muito a minha curiosidade, gostava de viver naquele mundo.
6. Qual a tua colecção/saga literária favorita?
Aqui vou ter de identificar duas:
1. Série Mortal de J.D.Robb
2. Academia de Vampiros de Richelle Mead
7. Qual é o primeiro livro que te lembras de ler?
Anita e a prenda de anos.
8. Quantos livros tens na tua wishlist?
Não tenho wishlist :s
9. Quais os teus objectivos em termos de leituras e para o teu blog em 2013?
Em termos de leituras gostaria de cumprir o meu objectivo de ler 50 livros ao longo deste ano e cumprir todos os desafios literários a que eu aderi.
Em relação ao blog, apenas desejo que ele continue a crescer e que as pessoas sintam que é um bom lugar com boas opiniões. Gostaria, também, de dinamiza-lo mas ainda não sei bem como... Tenho de amadurecer a ideia.
10. Qual(is) o(s) livro(s) que gostarias que os teus (futuros e hipotéticos) filhos lessem?
Não sei... Acho que não vou interferir muito nas escolhas deles (caso os tenhas). Vou fazer como os meus pais fizeram deram total liberdade de escolha, nunca me obrigaram a ler nenhum livro. Acho que devemos dar essa liberdade para que eles próprios desenvolvam o seu espírito crítico.
11. O que gostas de fazer nos teus tempos livros para além de ler?
Ver séries, filmes... Adoro trabalhos manuais (ponto cruz, reciclagem, croché e agora ando a tentar fazer tricot, mas não está a correr muito bem :p)
Respostas às perguntas do José.
1. Quais são os teus hobbies?
Ler, escrever, actualizar o blog, fazer alguns trabalhos manuais, passear e ver televisão.
2. Qual o motivo que te levou a criar o blog?
Registar as minhas leituras, partilhar opiniões e escrever.
3. Há algum livro que consideres um guilty pleasure?
Não.
4. E um livro que toda a gente adore excepto tu?
Não me consigo lembrar de nenhum.
5. Existe algum livro cujo filme consideres ser melhor?
Sim, O véu pintado. A minha opinião ao livro pode ser lida aqui.
6. Se pudesses fazer parte de um livro, que tipo de personagem gostavas de ser?
Não queria ser uma boazinha nem nenhuma muito mazinha... Gostava de ser uma personagem feminina cheia de garra, lutadora, que persegue os seus ideais, que não se deixa pisar pelos outros, mas que não sobe na vida à custa dos outros.
7. Se tivesses oportunidade de viajar no tempo, onde irias?
Regressaria aos tempos de universidade... Saudades =)
8. Que género de livro preferes?
(resposta em cima)
9. O que pensas do acordo ortográfico?
Posso compreender que a escrita tem de evoluir, mas não considero que esta seja a maneira mais correcta. Na minha opinião houve alterações (o caso do facto) que me deixam com um pé atrás e que retiram parte da essência a nossa língua portuguesa.
10. Se conseguisses ressuscitar um escritor, quem seria?
Só um??!! Teria alguns, mas em primeiro lugar seria Florbela Espanca para ver se ela conseguia ser um bocadinho mais feliz e acalmasse a sua constante insatisfação.
11. Existe algum livro cujo lançamento aguardes ansiosamente?
Não me lembro de nenhum em especial. Eu gosto de ler por isso enquanto um livro não chega às nossas prateleiras existem 1001 livros que merecem ser lidos.
Respostas às perguntas da Ghost Reader
1. Qual o teu sítio preferido para ler?
No meu quarto (é o local mais sossegado e não tenho televisão).
2. O que gostas de fazer nos teus tempos livres?
Já respondi em cima.
3. Se pudesses escolher um super-poder qual seria? Porquê?
Esta é complicada!! Mas talvez a possibilidade de ler pensamentos e interferir nesses mesmo pensamento, alterá-los de acordo com aquilo que seria o melhor para a pessoa... Iria dar cá um jeito!!!
4. Se pudesses tornar-te nalguma personagem, qual seria? Porquê?
Já respondi uma semelhante em cima.
5. Qual o primeiro livros que te lembras de ler?
Também já respondi anteriormente.
6. Se tivesses de descrever a tua vida em três palavras, quais seriam?
Serenidade, Amizade, Introspecção.
7. Qual a música que mais te caracteriza?
Esta é muito difícil porque depende da altura em que estamos, e daquilo que estamos a sentir. Mas talvez a música Noite de Bernardo Sassetti (cliquem no nome da música e desfrutem).
8. Qual a tua profissão de sonho?
A que escolhi, psicóloga, apesar de todas as vicissitudes, mas não sou fundamentalista e gostava de experimentar outras coisas, como por exemplo bibliotecária, algum tipo de trabalho numa editora relacionado com a revisão de livros. Uma minha outra paixão é a investigação, adoraria trabalhar nesta área, porque não há melhor meio de aprendizagem e de acesso a conhecimento.
9. Se pudesses ir a qualquer lado sem te preocupares com nada, onde irias?
Londres para fazer uma visita a uma amiga minha da qual já estou cheia de saudades.
Disney Land Paris pela magia que se sente só de ver fotografias.
10. Qual o teu mundo mágico/ tempo histórico preferido? Porquê?
Anos 20 do século XX. Os loucos anos vinte onde as mulheres conquistaram muitos dos seus direitos, época da história em que viver Pessoa e Florbela Espanca. Os anos da alegria, do consumismo da emancipação feminina!
11. O que mais gostas em ti? O que menos gostas?
Aquilo que eu mais gosto é do meu olhar. O que menos gosto da minha altura, gostaria de ser mais alta e deixar o meu mísero 1,54.
E entrego este selinho a alguns blogs que adoro visitar e que acho que mereciam ter bem mais do que 200 seguidores:
· Ler(-te)
As minhas perguntas para os blogs que nomeei:
1. Quais os principais motivos da criação do blog?
2. Já choraste com um livro? Qual?
3. Já te riste com um livro? Qual?
4. Qual foi o livro que mais te marcou?
5. Que livro gostarias de ver adaptado ao cinema?
6. Se tivesses oportunidade de entrar num livro e mudar o seu final, qual seria?
7. Que livro marcou o teu gosto pela leitura?
8. Qual a personagem que mais te irritou? Porquê?
9. Se tivesses oportunidade de escrever um livro qual o género literário optarias?
10. Porque é que os livros são tão importantes para ti?
11. Que livro me aconselharias a ler? Porquê?
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