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segunda-feira, 8 de julho de 2019

Opinião | "Desaparecidas" de Tess Gerritsen (Rizzoli & Isles #5)

Desaparecidas (Jane Rizzoli & Maura Isles, # 5)

Classificação: 5 Estrelas

A minha paixão pelos livros da Tess Gerritsen começou logo no primeiro livro que li. Uma escrita muito realista capaz de me transportar para cenários macabros e capazes de me revirar o estômago. A experiência profissional da escritora permite-lhe oferecer aos leitores descrições detalhadas e muitos precisas. Isto é uma excelente forma de conferir realismo às histórias e que, pessoalmente, me deixa mais agarrada à leitura. 

Um aspeto interessante neste livro é que a parte criminal aprece mais diluída permitindo que outros elementos narrativos ganhem espaço e ofereçam novos olhares e novas interpretações. Por isso, para aqueles leitores que não apreciem policiais marcados pelas investigações criminais, pela descrição de cenários de crime e pela descrição de autópsias este livro poderá ter a capacidade de lhes proporcionar uma boa leitura.
Tal como os anteriores há um crime para resolver, mas com contornos pouco marcados pelo sangue e por por mortes dolorosas. Para além disso, ao mesmo tempo que assistimos ao desvendar do mistério que é em si um crime, também temos uma agente da polícia a viver os momentos finais da sua gravidez e ao seu nascimento enquanto mãe. 
Se por um lado, os crimes nos levam a refletir sobre a prostituição, a forma como jovens inocentes são colocadas à disposição dos caprichos de homens com poder, por outro temos todos os desafios que a maternidade traz aos novos pais. Na minha opinião, a autora conseguiu um excelente equilíbrio entre estas duas dimensões da história. 

Foi muito interessante assistir aos dilemas da Jane e ver retratado naquelas páginas as grandes dificuldades que as mães e os pais passam nos primeiros dias de vida dos seus bebés. É claro que foram as dificuldades de Jane que ficaram mais nítidas. A questão das visitas, a delegação de tarefas, as saudades da atividade profissional e as questões sobre ser boa mãe no meio de hormonas instáveis foram algumas das problemáticas foram aspetos muito bem retratados através do comportamento da Jane. Acho que o livro acaba por passar uma mensagem muito importante sobre a maternidade e os seus desafios. Eu, que não tenho filhos, consegui perceber cada uma das dúvidas e cada uma dos medos de Jane. Assim como consegui colocar-me no papel dele e compreender as suas necessidades.
Ao longo destes episódios maternais, Gabriel aparece como um pai presente compreensivo mas também mais receoso. Passou a valorizar a própria vida e a vida daqueles que ama de um modo ligeiramente diferente. Estou muito curiosa para ler o livro seguinte e ver como é esta nova família se irá harmonizar.

Conhecer a Mila e a sua história mexeu-me com os nervos. Foi duro conhecer tudo aquilo a que foi sujeita. Há só ali um espaço temporal que não ficou muito claro para mim, porém não afetou a minha compreensão da história. A par da Mila temos a Olena, mais impulsiva, mais agressiva... Apesar de deduzir qual a sua história de vida, merecia um momento dela. Ela é uma personagem importante e foi a co-protagonista de um dos raptos mais interessantes e mais bem descritos com que já me cruzei no mundo literário. A sensação de aflição é horrível e a vontade de devorar as páginas para saber como tudo terminará é aflitiva.

Desaparecidas deu-me imensa vontade de ler. Fez-me aproveitar todos os momentos que tinha livres só para ler mais um pouco e ir desvendando a história.
Sofri horrores com aquele final. Foi muito angustiante, muito intenso e que me provocou calafrios.
Para quem gosta de mistério e não resiste a um bom thriller esta série, e em particular este livro, são de leitura obrigatória. Até agora, foi o livro da série que mais gostei. 

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Opinião | "Duplo crime" de Tess Gerritsen (Rizzoli & Isles #4)

Duplo Crime (Jane Rizzoli & Maura Isles, #4)
Classificação: 5 Estrelas

Quando este livro me chegou às mãos fiquei logo entusiasmada para o começar a ler. É uma série da qual gosto particularmente. É uma série policial, misturada com boas doses de suspense e mistério. Tenho um fascínio especial pelas análises aos locais de crime, a investigação criminal e o detalhe técnico da descrição das autópsias. Estas são características muito particulares desta série e reconheço que poderão não ser do agrado de todos os leitores.

É ingrato escrever uma opinião para este livro. Tenho de ter cuidado naquilo que escrevo, pois até aquilo que me parecem simples pormenores, poderão estragar a leitura de quem pega nestes livros para ler. Penso que, o grande interesse deste género de livro é saber o menos possível e aventurar-se na leitura.

Este é o quarto livro da série e dirige o seu foco para a personagem da Maura. No fundo, todas as coisas que irão acontecer, terão como ponto de partida a vida passada de Maura.
Neste enorme foco sobre a médica-legista, a nossa polícia Jane Rizzoli acaba por ir para segundo plano. Fiquei um pouco triste porque queria ter acompanhado mais da sua vida pessoal e de como esta a lidar com todos os desafios que descobri nos livros anteriores.

Achei muito interessante como as coisas foram emergindo. Consegui ficar presa a tudo e a minha curiosidade aumentava a cada página lida. E o mais cativante de tudo é descobrir a forma engenhosa como, a partir de um crime, se desenlaça uma teia de situações que me deixaram rendida à mestria e inteligência da autora para tecer uma história assim.

A cada livro que leio da série, reforço o meu gosto por ela. Com este meu gosto crescente, tenho uma enorme vontade de conhecer mais livros.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Opinião | "A Pecadora" de Tess Gerritsen (Rizzoli & Isles #3)

Classificação: 4 estrelas

A cada livro que vou lendo desta série, cada vez mais fico apaixonada pelas personagens e pelos enredos que vão sendo construídos.
Ao contrário dos dois livros anteriores, que estavam mais focados em Jane Rizzoli, este destaca mais Maura, a médica legista. Assim, paralelamente a todos os acontecimentos relacionadas com a parte criminal ficamos a conhecer o interior daquela a quem chama Rainha dos Mortos.

A parte criminal do livro continua a manter a mesma qualidade. A forma pormenorizada com que tudo é descrito torna esta série uma das melhor que já li. Para além deste cuidado em nos dar todos os pormenores, a autora constrói uma narrativa cheia de pontas soltas que no fim se unem numa teia com sentido. A "teia" final deste livro não foi das melhores, principalmente quando comparado com o segundo livro da série. Acho que ficaram coisas por explicar e explorar. Foi um final e um desenlace apressado.

Gostei muito de assistir às mudanças emocionais de Jane Rizzoli ao longo do livro. Acho que este foi um crime que a fez pensar na sua própria vida e nas decisões que precisa de tomar. Adoro a Jane e a sua personalidade. Maura também é especial, mas sinto-me mais próxima de Jane. Bem, no fundo aquilo que eu sinto é que tenho características das duas.

É uma série que pretendo continuar.

Opiniões a outros livros da série:

quarta-feira, 2 de março de 2016

Opinião | "O Aprendiz" de Tess Gerritsen (Rizzoli & Isles #2)

O Aprendiz (Rizzoli & Isles, #2)
Classificação: 5 estrelas

O Aprendiz foi o primeiro livro que a Denise me enviou este ano para o nosso projeto conjunto do Empréstimo Surpresa. 
O ano passado estreei-me com esta autora também por conta da Denise e foi uma leitura que adorei. Esta conseguiu superar a leitura anterior, ou seja, ainda gostei mais deste livro do que do anterior. 

Este livro traz-nos de volta a detetive Jane Rizzoli assim como o criminoso do livro anterior. Foi como se entre eles dois ficassem algumas pontas soltas, alguns elos de relação que precisavam de ser refinados. 
Mas antes Jane tem de aprender a lidar com um novo criminoso, criminoso esse que gosta de imitar o nosso Cirurgião. Ele desperta os fantasmas e o lado mais sombrio da nossa detetive. É um jogo psicológico muito bem estruturado e delineado que nos prende e enfeitiça à medida que vamos lendo sobre os crimes, que vamos assistindo ao desconforto de Jane e à sua luta interna entre o emocional e o racional. 

Todo o contexto criminal, o papel da medicina legal, os profilers... Todos estes aspetos contribuem para dar um toque muito realista ao livro. A escritora é minuciosa e, através das palavras, desenha todos os cenários que tornam a nossa relação com a história mais próxima e mais íntima. As cenas de autópsias e de conversas entre os profissionais criminais estão muito bem conseguidas. A autora revela ter conhecimentos técnicos e científicos que conferem um toque muito realista ao livro e que desperta a curiosidade. Sei que a autora é médica, mas acho que em muitos outros aspetos descritos no livro advêm de um processo de estudo profundo sobre um conjunto de questões inerentes a uma investigação policial em que o criminoso é um serial killer complexo e sedento de sangue. 

Há personagens novas neste livro, assim como umas que transitaram do livro anterior. Dean é uma personagem nova e vem abalar a fortaleza que Jane sempre construiu à sua volta. Gostei da interação dos dois. Inicialmente, passavam a vida a avaliar-se a tentar decifrar os lugares mais sombrios de cada um. Aos poucos foram-se descobrindo e procuraram encaixar-se para trabalhar em conjunto e de forma mais eficaz. Demorou um bocadinho até eles construírem essa confiança mútua, mas quando ela apareceu deu um toque mais amoroso ao livro. 

Quanto ao final fiquei um bocado frustrada com o desfecho. Acho que queria mais. Queria mais ação, queria ter acompanhado todos aqueles momentos finais de forma mais pormenorizada, queria ver outro desfecho para o Aprendiz. Acho que queria ter mergulhado mais fundo naquilo que ele significava e naquilo que ele era e que não chegou a revelar. 
O cirurgião teve também também o seu momento e o seu fim... Será que ele ainda volta aparecer?

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Opinião | O Cirurgião (Rizzoli & Isles #1)


O Cirurgião (Jane Rizzoli & Maura Isles, #1)

Autora: Tess Gerritsen
Ano: 2006
Número de páginas: 334 páginas
Classificação: 4 Estrelas
Sinopse: Aqui

Opinião
Dando continuidade ao nosso projecto conjunto, a Denise do blog, Quando se abre um livro, decidiu enviar-me um policial. Obrigada, Denise!
Eu gosto de ler policiais, porém não o faço com muita frequência. Se querem saber os motivos, não os tenho para partilhar, uma vez que nem eu própria os sei.

O cirugião marcou a minha estreia com Tess Gerritsen e considero que foi uma excelente estreia. Gostei bastante do livro, muito em especial da forma clara, pormenorizada e sem rodeios usada pela autora para nos dar a conhecer o cirurgião e os seus crimes macabros.

Este é um policial onde nos é permitido acompanhar a investigação e o trabalho dos polícias. Neste sentido, aquela nossa curiosidade para tentar saber quem é o criminoso fica um pouco para segundo plano. Assim, torna-se mais estimulante acompanhar Rizzoli nos seus dramas enquanto mulher polícia e a forma como ela usa a sua inteligência. É agradável partilhar o profissionalismo de Thomas Moore, assim como o seu lado prático e curioso na forma como conduz as investigações. 

Um outro aspecto que destaco é a forma profissional como abordaram a questão da hipnose e das suas limitações. Gostei de ver falarem de hipnose de forma clara e realista.

À medida que acompanhava os passos destes profissionais a no minha curiosidade ia-se desenvolvendo. Pessoalmente, estava mais curiosa para conhecer as motivações do cirurgião para aquilo que ele fazia do que saber quem ele era. Quando cheguei ao fim fiquei um pouco triste e desiludida porque não consegui compreender na totalidade a mente do cirurgião. Houve ali qualquer coisa que me escapou. Por esta razão não dei as 5 estrelas.

Estou curiosa por conhecer mais livros da autora, em particular os livros que fazem parte desta série.