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segunda-feira, 11 de março de 2013

O quarto mágico - Opinião


O Quarto Mágico

Autor: Sarah Addison Allen
Ano: 2008
Editora: Quinta Essência
Número de Páginas: 278
Classificação: 5 Estrelas

Sinopse
Três mulheres inesquecíveis moram numa cidade onde tudo, ou quase tudo, pode acontecer: Josey, a viciada em doces, esconde um segredo no roupeiro; Della Lee, a fugitiva, tem uma costela de Némesis e duas de fada madrinha; e Chloe, a apaixonada pela leitura é perseguida por livros.

Josey Cirrini tem a certeza de apenas três coisas na vida: o Inverno é a sua estação preferida; está perdidamente apaixonada; e um doce sabe muito melhor quando degustado na privacidade do seu esconderijo secreto. Enfrentando uma vida triste, o seu único consolo é a pilha de doces e romances a que se entrega em todas as noites... até que descobre que no roupeiro se esconde Della Lee Baker. Fugindo a uma vida de má sorte, Della Lee decide ajudar Josey a mudar de vida. E, em breve, a jovem renunciará às guloseimas e descobrirá que, mesmo sem elas, a vida pode ser doce.
Influenciada por Della Lee, Josey trava amizade com Chloe Finley, uma jovem que é perseguida por livros que surgem inexplicavelmente nos mais variados lugares e com uma resposta para quase tudo.
À medida que Josey se atreva a sair da sua casca, descobre um mundo onde a cor vermelha tem um poder surpreendente e o amor pode surgir em qualquer altura. E isso é só o início...

Terna e com um toque de magia, esta é uma história encantadora sobre a amizade e o amor - e sobre as surpreendentes e mágicas possibilidades que cada novo dia nos reserva.

Opinião 
Ao abrir estas páginas os leitores entram, mais uma vez, no mundo mágico de Sarah Addison Allen. Através das palavras da autora, somos convidados a acompanhar três mulheres diferentes e, ao mesmo tempo, com destinos que se acabam por cruzar. Della Lee decide que está na altura de fazer Josey, uma rapariga de 27 anos, a viver os seus sonhos para além das paredes do seu roupeiro. É nesta abertura ao mundo, patrocinada por Della Lee, que Josey conhece Chloe uma rapariga que atravessa um período complicado e que os livros estão a tentar ajudá-la a resolver.

Este é  terceiro livro da autora que leio. Depois do meu primeiro contacto com "O jardim encantado" do qual gostei muito e de uma leitura  que classifico de mais amena de "O feitiço da lua", surge "O quarto mágico" que me proporcionou bons momentos. Até ao momento, é o livro da autora  que mais preencheu as minhas medidas. É um livro muito doce e que apela aos sentimentos. Leva-nos a acreditar que estamos sempre a tempo de aprender, de perdoar e de alcançar a realização dos nossos sonhos. Com este livro sentimos que nunca é tarde para nada na vida. 

Gostei de todas as personagens. Acho que cada uma contribui de forma significativa para o desenvolvimento da narrativa. Contudo, Josey e Chloe marcam-me mais significativamente, uma vez que me identifiquei bastante com eles. Eu sou, um pouco, o somatório destas duas almas literárias. São duas mulheres agradáveis e que evoluem ao longo do desenvolvimento do livro. Aprendem a viver com aquilo que são e com aquilo que têm. Após resolverem os seus próprios segredos conseguem passar para o outro patamar da vida.

Este livro mantém-se fiel ao estilo da escritora. A magia que torna as suas histórias mais coloridas, os segredos que dão uma tonalidade colorida à leitura e o amor ou que desperta ou que se solidifica com o passar do tempo. Ou seja, é todo um conjunto de ingredientes que prende o leitor ao livro. Este livro é um verdadeiro conto de fadas pincelado com um toque de magia!

Deixem-se invadir pelas palavras. Boas leituras.
Silvana



domingo, 27 de janeiro de 2013

O Feitiço da Lua - Opinião



Autor: Sarah Addison Allen
Ano: 2010
Editora: Quinta Essência
Número de Páginas: 241
Classificação: 3 Estrelas
Desafio: De A a Z...
                           Reading Romances
Sinopse
No seu mais recente romance mágico, Sarah Addison Allen convida-nos a visitar uma pitoresca cidade do Sul dos Estados Unidos onde duas mulheres bem diferentes descobrem como encontrar o seu lugar no mundo, por mais deslocadas que se sintam.

Emily Benedict vai para Mullaby, na Carolina do Norte, na esperança de resolver pelo menos alguns dos mistérios que rodeiam a vida da mãe. Porém, assim que Emily entra na casa onde a mãe cresceu e trava conhecimento com o avô, cuja existência sempre desconhecera, descobre que os mistérios não se resolvem em Mullaby, são um modo de vida: o papel de parede muda de padrão para se adequar ao estado de espírito do ocupante do quarto, luzes inexplicáveis dançam pelo quintal à meia-noite, e uma vizinha, Julia Winterson, cozinha esperança sob a forma de bolos, desejando não apenas satisfazer a gulodice da cidade mas também reacender o amor que receia ter perdido para sempre. Mas porque desencorajam todos a relação de Emily com o atraente e misterioso filho da família mais importante de Mullaby? Ela veio para a cidade a fim de obter respostas, mas tudo o que encontra são mas perguntas.
Um bolo de colibri poderá trazer de volta um amor perdido? Haverá mesmo um fantasma a dançar no quintal de Emily? As respostas não são nunca o que esperamos, mas nesta pequena cidade de adoráveis desadaptados, o inesperado faz parte do dia-a-dia.

Opinião
Este foi o segundo livro que li da Sarah Addison Allen e foi de encontro às minhas expectativas... Um romance preenchido por recantos de magia, mistério, amor, amizade, reencontros... É uma leitura muito leve e agradável que nos transporta a lugares mágicos, a personagens muito únicas e muito próprias. Contudo, queria mais deste livro... senti que a autora poderia dar mais ao leitor, em vez de o deixar pela superficialidade. Na minha opinião, a narrativa do livro beneficiaria se fosse mais esmiuçada. Acho que falta mais enredo, falta mais actividade para as personagens, falta um maior desenvolvimento do final, e também penso que o livro merecia outro final (a não ser que o livro tenha continuação).

A sinopse é excelente, por isso conseguem perceber muito bem a história a partir daí. Gostei muito de todas as personagens. Todas elas têm um papel importante na narrativa, contudo, e como já referi anteriormente, mereciam mais destaque no livro. Gostaria de saber mais sobre a mãe de Emily, dos acontecimentos que marcaram a vida de Julia e Sawyer, e da história familiar do Win. 

O mistério em torno dos membros da família de Win é muito engraçado, mas acho que seria ainda melhor se fosse mais aprofundado, se a autora criasse mais situações em que ele era visível, se houvesse mais história por detrás de toda esta magia.  

O final não cria muitas surpresas aos leitores. É uma narrativa aberta (que eu, por acaso, gostaria de ver fechada e desenvolvida, porque a Júlia merecia!!) que dá espaço ao leitor para imaginar o restante. Neste sentido acho que este livro carece de um livro de continuação para dar a conhecer a história da personagem que entra no último capítulo e desenvolver aquele tão aguardado reencontro.   

A capa é muito bonita e o título brilha no escuro. 

Deixem-se invadir pelas palavras! Boas leituras!

segunda-feira, 25 de junho de 2012

O Jardim Encantado - Opinião



Autor: Sarah Addison Allen
Ano:2007
Editora: Quinta Essência
Número de Páginas: 267
Classificação: 5/6
Sinopse
Num jardim escondido por trás de uma tranquila casa na mais pequena das cidades, existe uma macieira e os rumores que circulam de que dá um tipo muito especial de fruto. Neste encantador romance, Sarah Addison Allen conta a história dessa árvore encantada e das extraordinárias pessoas que dela cuidam...
As mulheres da família Waverley são herdeiras de um legado mágico - o jardim familiar, famoso pela sua macieira, que produz frutos proféticos, e pelas suas flores comestíveis, imbuídas de poderes especiais que afectam quem quer que as coma.
Proprietária de uma empresa de catering, Claire Waverley prepara pratos com as suas plantas místicas - desde as chagas que ajudam a guardar segredos até às bocas-de-lobo destinadas a desencorajar intenções amorosas. Entretanto, a sua idosa prima Evanelle é conhecida por distribuir presentes inesperados cuja utilidade se torna mais tarde misteriosamente clara. São eles os últimos membros da família Waverley - com excepção da rebelde irmã de Claire, Sydney, que fugiu da cidade há muitos anos.
Quando Sydney regressa subitamente a Bascom com uma filha pequena, a tranquila vida de Claire sofre uma reviravolta, bem como a fronteira protectora que erigiu tão cuidadosamente em redor do seu coração. Juntas uma vez mais na casa onde cresceram, Sydney reflecte sobre tudo o que deixou para trás ao mesmo tempo que Claire se esforça por sarar as feridas do passado. E em pouco tempo as irmãs apercebem-se de que têm de lidar com o seu legado comum para viverem as alegrias do futuro que se anuncia.

As mulheres da família Waverley têm um segredo...
Para elas, é uma maldição; para os vizinhos é apenas algo estranho; nós chamamos-lhe magia...

Opinião
Magia, sensações, mistério, amor, paixão... Estes são os principais ingredientes de um romance fresco e com cheiro a Verão. É uma leitura agradável que nos vai mantendo agarrados ao mistério que vai sendo construído ao longo do livro.

Todo o mistério gira em torno de uma família de mulheres, as Waverley e o seu jardim cheio de plantas comestíveis mágicas usadas para diferentes efeitos. Deste jardim faz parte uma macieira que encerra em si diferentes mitos narrados pela população da aldeia. Todos estes mitos, todo este mistério e magia que foi criada em torno da família das Waverley faz com que as pessoas se afastem delas. Assim, Claire, para não sofrer, sempre fugiu do amor não estabelecendo laços afectivos com ninguém exterior à família. Contudo, um vizinho que não conhece as estórias dos habitantes da aldeia acerca desta família encanta-se por Claire e arrebata-lhe o coração.

Sydney e Claire são irmão e, ao longo do livro, vão acertando as agulhas do seu relacionamento. Um relacionamento que nem sempre foi pacífico, com muitos desentendimentos, como muitas palavras que ficaram por dizer, por muitos momentos que ficaram por viverem, por diferentes formas de aceitar os mitos que iam sendo criados em torno desta família.

Cada uma das senhoras pertencentes à família Waverley tem um dom, uma característica especial. Gosto principalmente da tia de Claire e Sydney que tinha de oferecer presentes às pessoas e que mais tarde lhes iriam ser úteis em alguma coisa.

Na minha opinião, é um livro extremamente sensorial. Era frequente, à medida que a autora mergulhava em belíssimas descrições pelo jardim, sentir o cheiro das floras e os aromas que preenchiam o ar assim como sentir a brisa do vento a passar por nós como se nos beijasse. Considero que este poder sensorial do livro é um dos grande pontos fortes. É igualmente positivo a construção e desenvolvimento das personagens e os movimentos que elas vão fazendo ao longo do desenrolar da narrativa. Por outro lado, acho que a autora deveria ter desenvolvido mais alguns aspectos, nomeadamente: a infância de Sydney e Claire, os romance de Claire, o casamento falhado de Sydney e o final das personagens. Acho que a melhoria destes pontos traria  mais colorido ao livro.

Este foi o meu primeiro contacto com Sarah Allen. Convenceu-me e espero ler, em breve novas narrativas desta autora.

Boas leituras
Silvana