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terça-feira, 2 de julho de 2013

Predestinado (Ordem das Trevas # 1) [Opinião]


Predestinado (Order of Darkness, #1)

Autor: Philippa Gregory
Ano: 2012
Editora: Civilização Editora
Número de Páginas: 312 páginas
Classificação: 3 Estrelas  

Livro ganho num passatempo do blog Segredo dos Livros, a quem desde já agradeço. 

Sinopse 
Estamos em 1453 e todos os sinais apontam para que o fim do mundo esteja iminente. Acusado de heresia e expulso do seu mosteiro, Luca Vero, um atraente jovem de 17 anos, é recrutado por um misterioso estranho para registar o fim dos tempos por toda a Europa.
Obedecendo a ordens seladas, Luca é enviado a cartografar os medos da Cristandade e a viajar até à fronteira do bem e do mal. Isolde, de 17 anos, abadessa, está presa num convento para impedir que reclame a sua enorme herança. Quando as freiras ao seu cuidado enlouquecem com estranhas visões, sonambulismo e exibindo estigmas, Luca é enviado para investigar e todas as provas incriminam Isolde.
No pátio do convento constrói-se uma pira para a queimar por bruxaria. Forçados a enfrentar os maiores medos do mundo medieval – magia negra, lobisomens, loucura – Luca e Isolde embarcam numa busca pela verdade, pelo seu próprio destino e até pelo amor, enquanto percorrem os caminhos desconhecidos até à personagem histórica real que defende as fronteiras da Cristandade e detém os segredos da Ordem das Trevas.

Opinião
 Predestinado é o primeiro livro da série Ordem das trevas e o segundo livro que leio desta autora.
Apesar de ainda não me ter tornado fã da autora, confesso que gostei mais deste livro do A Rainha Vermelha, o primeiro livro que li.

Neste livro é-nos narrada a história de Luca Vero, um jovem incumbido pelo Papa para desvendar aspectos que coloquem em causa a cristandade dos homens. A sua primeira missão é descobrir o que se passa num convento para que algumas freiras entrem num estado de loucura. É durante esta missão que conhece Isolde e Ishraq, duas jovens que depois de desvendado este mistério se juntam ao grupo de Luca. 

Gostei muito da personagem Ishraq. Um jovem inteligente, perspicaz e muito corajosa. Acho que ela é muito misteriosa e que nos próximos volumes da série poderá ser uma grande revelação. 

Os dois companheiros de Luca são, também, muito importantes no desenrolar da narrativa. Têm personalidades distintas, mas que acabam por se completar uma com a outra e ambas com a personalidade de Luca. Freize, dotado de uma forte sensibilidade, é capaz de olhar para além daquilo que é óbvio, por outro lado temos o Peter, um jovem objectivo e muito pragmático.

Apesar de não ter adorado o livro fiquei com alguma curiosidade em relação aos volumes seguintes. Esta curiosidade advém do motivo de querer saber qual o rumo das personagens e quais os próximos mistérios a serem resolvidos. 
Será que Isolde e Luca acertam as suas "agulhas"? O que vai acontecer a Ishraq? Será que também ela sucumbe ao poder do amor e entrega o seu coração a alguém? Será que Isolde recupera aquilo que perdeu? Estas são apenas algumas das perguntas que coloquei a mim própria com o final da leitura!

Deixem-se invadir pelas palavras!
Boas leituras!
Silvana  

domingo, 24 de março de 2013

A Rainha Vermelha (A Guerra dos Primos #2) [Opinião]


A Rainha Vermelha (A Guerra dos Primos, #2)

Autor: Philippa Gregory
Ano: 2011
Editora: Civilização Editora
Número de Páginas: 408 páginas
Classificação: 3 Estrelas
Desafio: Novos autores / De A a Z...

Sinopse
Num livro de conspiração, paixão e ambição sem limites, a autora de bestsellers Philippa Gregory dá vida à história de uma mulher orgulhosa e determinada que acredita que só ela, pela sua religiosidade e linhagem, está destinada a moldar o curso da história.

Herdeira da rosa vermelha de Lencastre, Margarida vê as suas ambições frustradas quando descobre que a mãe a quer enviar para um casamento sem amor no País de Gales. Casada com um homem que tem o dobre da sua idade, depressa enviúva, sendo mãe aos treze anos. Margarida está determinada a transformar a sua vida solitária num triunfo. Decide fazer com que o seu filho suba ao trono da Inglaterra e ao jovem rapaz. Ignorando herdeiros rivais e o poder desmedido da dinastia de Iorque, dá ao filho o nome de Henrique, como o rei, envia-o para o exílio, e propõe o seu casamento com a filha da sua inimiga, Isabel de Iorque.

Acompanhando as alterações das correntes políticas, Margarida traça o sei próprio caminho com outro casamento sem amor, com alianças traiçoeiras e planos secretos. Viúva pela segunda vez, Margarida casa com o impiedoso e desleal Lorde Stanley, e o seu destino passa a depender da sua vontade. Acreditando que ele a vai apoiar, torna-se o cérebro de uma das maiores revoltas, sabendo sempre que o filho, já crescido, recrutou um exército e espera agora pela oportunidade de conquistar o prémio maior.

Opinião
A Rainha Vermelha é um livro que nos dá a conhecer a vida de uma nobre inglesa que luta com todas as suas armas por um lugar, para a sua linhagem, no trono de Inglaterra. É uma mulher curiosa que agiu em consonância com a sua época. Não foi uma figura que me cativou nem que me causou admiração com o seu sofrimento e com as suas batalhas. Acho que devemos analisar este livro à luz do tempo histórico em que o enredo se desenvolve para conseguirmos digerir melhor os acontecimentos, nomeadamente: um casamento muito precoce de Margarida e uma gravidez aos treze anos.

Margarida afirmava-se uma mulher de Deus em que a sua principal vocação seria uma vida entregue a religiosidade. A mãe tinha outros planos para ela e o que Margarida fez foi reenquadrar este chamamento de Deus. É certo que para uma mulher tão ligada às causas de Deus se mostrou um tanto ou quanto ambiciosa em relação ao futuro do seu filho, futuro este que se tornou numa obsessão. 

É um livro com um início um pouco saturante, na medida em que somos arrastados por páginas em que as palavras não nos despertam muito interesse nem nos cativam para a leitura. Confesso que foi necessária persistência para me fazer avançar. Penso que esta minha fraca relação com o início do livro se deve ao facto de não estar muito familiarizada com todas as questões históricas que envolvem a corte inglesa e as divisões entre as casas de Iorque e de Lencastre. 

Porém, com o evoluir dos acontecimentos e com o aumento da minha compreensão por tudo aquilo que envolvia o livro, o meu interesse aumentou. Sensivelmente a partir de metade do livro, a narrativa desenvolve-se mais rapidamente e são-nos apresentados acontecimentos marcantes que influenciam o rumo das personagens. O final do livro foi algo que também não me deixou satisfeita. Tanta coisa foi feita, tantas traições aconteceram para no fim nos deixarem daquela forma. Estava à espera de um desfecho mais pormenorizado em que a narrativa fosse concluída de uma forma apoteótica. 

Para finalizar apenas queria chamar a atenção para um facto presente na sinopse que poderá conduzir os leitores em erro. Segundo a sinopse, Margarida toma as rédeas do seu destino quando se casa pela segunda vez, mas tal aspecto está errados. O segundo casamento foi ainda planeado pela sua mãe, após enviuvar novamente e já sem a presença da sua mãe, Margarida estuda as possibilidades que tem à sua frente e, pela primeira vez na sua vida, toma decisões por ela própria.

Deixem-se invadir pela palavras e boas leituras.
Silvana