Mostrar mensagens com a etiqueta Nora Roberts. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Nora Roberts. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Opinião | "As Calhoun" de Nora Roberts

As Calhoun (Calhouns # 1, 2, 3 & 4)
Classificação: 3 Estrelas

Num só livro conseguimos ter quatro histórias que se encaixam e nos oferecem momentos descontraídos. Não foi dos melhores livros que li da autora, porém foi uma leitura leve, descontraída e que ajudou a que a minha mente desligasse dos problemas e do stress do dia a dia. 
No geral tem descrições do espaço muito boas, que deixam aquela pontinha de inveja por não podemos saltar diretamente para aqueles penhascos, ouvir as gaivotas e sentir o aroma do mar e das flores dos jardins que povoam aqueles espaços.  

(Escrevi uma opinião para cada livro da série que integra este livro. Foram escritas à media que ia lendo).

Cortejando Catherine - 3 Estrelas
Este é a história que inaugura o livro. Ao longo da história vamos acompanhando uma narrativa no presente e outra no passado. Infelizmente tem poucas páginas o que impede que as duas histórias cresçam de forma equitativa e que ganhem a intensidade necessária para me fazer vibrar mais com as personagens e com os acontecimentos. Comparativamente a outras obras da autora que já li, este parece ser um livro mais leve e ligeiro. 
Integrando um série é esperado que a narrativa vá crescendo ao longo da história. 

Um homem para Amanda - 3 Estrelas
Tal como senti com a história anterior, esta peca por tudo acontecer demasiado depressa. É tudo muito instantâneo entre as personagens e os acontecimentos precipitam-se. Não há espaço para o amor crescer e a relação se intensificar.
Tal como aconteceu com Catherine e Trent, Amanda e Sloan tiveram uma atração imediata, pincelada por toques místicos. Estavam destinados um ao outro e dá a sensação que bastou isso para caírem nos braços um do outro.   
Apesar desta minha pequena insatisfação, gostei ligeiramente mais do que o anterior e gostei dos momentos divertidos que vão existindo. Apreciei os pequenos relances de mistério e o meu fascínio pela história do passado aumentou. A história desta Bianca daria um bom livro.

Pelo amor de Lilah - 4 Estrelas
Até agora esta foi a história que mais gostei. Talvez se deva ao facto de a história do passado ter tido mais expressão e de se terem feitos avanços acerca da vida de Bianca. Desta vez, também fiquei mais convencida relativamente ao personagem masculino, Max. Achei-o mais interessante comparativamente aos personagens masculinos anteriores. Max trouxe um colorido diferente à história, mostra-nos outro tipo de abordagem ao amor (apesar de também ter aquela característica particular de ter sido instantânea).
Lilah é a mais mística das irmãs, mas tem a mesma relação parva com os homens. Estas irmãs parecem bipolares. Querem afirmar a sua independência e mostrar que não precisam de ninguém para as defender, mas basta um pouco de romantismo e charme por parte dos homens para elas se derreterem todas.
Cada vez mais o meu interesse cresce relativamente a Bianca, Christian e Fergus. Estes antepassados da família Calhoun são muito interessantes, cheios de mistérios e com uma história que merecia um livro só para eles. 

A rendição de Suzanna - 3 Estrelas
Este foi de todas as histórias aquela que estava a começar melhor. Toda eu me empolguei quando vi um Holt a não se derreter ao aparecimento de uma Calhoun... Como foi fácil enganar-me. É que meia dúzia de frases à frente, este Holt já só pensava em como seria perder-se num beijo e no corpo da Suzanna. Aqui acabou por não parecer assim tão estranho pois eles já se conheciam da adolescência.
Nesta história manteve-se o mesmo registo das anteriores: mulheres fortes que dizem querer uma coisa, mas mostram coisas diferentes e querem coisas diferentes e homens completamente rendidos à beleza ofuscante destas mulheres. Vale pela leveza da história, pelas paisagens e pelas expressões sensitivas que estão presentes neste livro, com mais destaque nestas duas últimas.
A história de Bianca foi concluída e adorei. O livro vale muito por esta história e pela forma como tudo é desvendado e encaixado no presente.

Penso que está será uma boa leitura para as vossas férias.

Nota: Este livro foi-me cedido pela editora em troca de uma opinião sincera. 

quarta-feira, 1 de março de 2017

Opinião | "Um Mar de Rosas" de Nora Roberts (Bride Quartet #2)

Um Mar de Rosas (Quarteto de Noivas, #2)
Classificação: 3 estrelas

Já há muito tempo que não lia nenhum livro de Nora Roberts, e esta é daquelas autoras que sabe sempre bem ler. São leituras descontraídas e com muito romance. 
Pensando em todos os livros que já li da autora, este foi o que menos gostei. Considero que lhe faltou algum tipo de conteúdo e de enredo que me arrebatasse mais. É como se fizéssemos um bolo e nos esquecêssemos de algum ingrediente não muito importante. Conseguimos comer o bolo, e até gostamos, mas sentimos que falta ali qualquer coisa. Com este livro foi isso que senti. Estava lá o essencial, mas faltou qualquer coisa. 

Um dos aspetos que mais gostei foi da amizade entre as diversas personagens que compõem o livro. Nota-se que é sincera, verdadeira e cheia de coisas muito pessoais. Como já sabem, sou uma romântica que adora romance, porém as amizades e tudo o que elas envolvem é bem capaz de me deixar mais derretida do que alguns casais literários. 

Gostei de algumas características da Emma. Até certo ponto consegui identificar-me com ela (já agora acho que os pais dela mereciam um livro só deles) e perceber a sua mente mais idealista. Mas faltou qualquer coisa. Chega a uma altura em que fiquei um bocado farta de ler sobre flores e casamentos (e eu adoro flores). 

A sensação com que fiquei no fim da leitura é a de que autora não nos permitiu conhecer de uma forma profunda as personagens. Senti que foi tudo muito superficial. Pode ser um defeito meu. Tenho lido livros mais densos e repletos de pormenores no enredo e nas personagens que fazem toda a diferença. E como já há muito tempo que não pego em livros desta autora poderá ter influenciado. 

Sinceramente, esperava bem mais do livros. Queria mais pontos de conflito, pontos de interesse na estória e menos histerismo por parte da Emma nos momentos finais (é verdade, começo a ficar sem paciência para este tipo de atitudes de personagens femininas). 

Quero só agradecer à minha amiga C. o empréstimo. Não fosse eu ter ido dar aquela aula de Psicologia do Desenvolvimento e não teria "cravado" este e outro livro da estante dela. Ela ofereceu-me dormida e eu aproveito-me da estante dela. Obrigada querida, C. 

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Opinião | "A Chave da Coragem" (Key Trilogy #3)


A Chave da Coragem




Autora: Nora Roberts
Ano: 2011
Número de páginas: 268 páginas
Classificação: 4 Estrelas





Opinião
A Chave da Coragem é o último livro da trilogia As Chaves de Nora Roberts. Trouxe este livro ao mesmo tempo que o seu antecessor para poder ler a série quase de seguida.
Com o último livro ficamos a conhecer a história de Zoe, a mulher responsável de encontrar a última chave que permitirá libertar as almas das Filhas de Vidro. 

Zoe é uma mulher de coragem e desde o início que estava com curiosidade para saber o que é que o livro dedicado a ela lhe reservava. Ao longo destas páginas ficamos a conhecer tudo aquilo que Zoe teve de enfrentar até chegar ao momento em que se encontra. É uma ternura ver a relação que ela mantém pelo filho e força que ele fazia mover dentro dela em direção de uma mudança, na procura de um lugar melhor. E Zoe, sozinha, conseguiu oferecer a Simon o melhor que uma mãe poderia oferecer. 

A aventura da procura de chaves trouxe muitas coisas novas a Zoe, acima de tudo, ela ganhou um conjunto de pessoas que vieram alterar a sua vida emocional. Estas pessoas vieram-lhe mostrar a amizade, o carinho, o respeito, os momentos de brincadeira e o amor... E é neste amor que surge Brad, o homem que aparece para "incendiar" o coração de Zoe. Este homem tem um jeito muito particular de ser, o que vai amolecendo o coração desta mulher dura e destemida. 
Brad é engraçado, carinhoso e divertido. Facilmente chega ao coração de Simon e isso desarma Zoe de uma forma que nem ela própria esperava.

A forma como a chave é descoberta é um bocado abrupta. Isso faz com que tudo em seguida seja estranho, pouco explorado e confuso. Acho que a autora foi parca nos detalhes no que toca a esta chave em particular. Foi um livro muito mais focado no romance e no crescimento da relação entre Brad e Zoe. 

Na minha opinião, de todas as mulheres convidadas a encontrarem as chaves, Zoe era aquela que mais afeição tinhas às Filhas de Vidro. É algo que passa de forma ligeira e superficial. Penso que um bocadinho mais de conteúdo em relação a este aspeto tornava o livro mais interessante.  

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Opinião | A chave do saber (Key Trilogy #2)


A Chave do Saber (Trilogia Das Chaves, #2)

Autora: Nora Roberts
Ano: 2010
Número de páginas: 269 páginas
Classificação: 4 Estrelas
Sinopse: Aqui

Opiniões
Após ter terminado a leitura do primeiro volume desta trilogia fiquei com vontade de continuar a série e ver até onde a autora nos levaria.
É certo que não adorei o primeiro volume, pois senti falta de algumas coisas, porém foi suficiente para me deixar curiosa para a leitura do volume seguinte e posso dizer que gostei muito mais deste.
A chave do saber é focado na Dana, a segunda mulher escolhida para encontrar a segunda chave. Dana é bibliotecária e uma apaixonada por livros. Na minha opinião a autora soube puxar bem este aspeto oferecendo-nos descrições engraçadas sobre a relação da Dana com os livros e com as quais muitos "livrólicos" se irão identificar (por exemplo a distribuição dos livros pela casa ou a quantidade de livros). 
Devido à toda esta paixão pelos livros, Dana pensava na possibilidade de a sua chave estar dentro de um livro. Não andou longe, mas a forma como ela a encontrou foi fantástica, inesperada e algo surpreendente.
Dana não andou sozinha nas suas descobertas! Jordan, o escritor revelação, desempenhou aqui um papel importante. Gostei de conhecer o passado deles, a forma como as coisas aconteceram entre eles, assim como a forma como o passado se encaixou com o presente para dar lugar a um futuro interessante e feliz.
O final foi mais desenvolvido o que o tornou mais interessante em comparação com o livro anterior. A própria forma como fomos conhecendo as personagens foi mais desenvolvida o que contribui para nos afeiçoarmos e aproximarmos das personagens.
Neste livro continuamos a acompanhar as outras personagens. Malory e Flynn que protagonizam o primeiro volume e Zoe e Vane que protagonizam o último volume. Este é um aspeto interessante da série, ou seja, a forma como assistimos ao crescimento da relação entre as personagens. 
Penso que estes livros podem ser lidos de forma independente. É fácil compreender a história, até porque vamos conhecendo alguns aspetos do livro anterior. Porém, o leitor, na minha opinião, perde um pouco o mistério e interligação de toda a história.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Opinião | A Chave da Luz (Key Trilogy #1)


A Chave da Luz (Trilogia das Chaves, #1)

Autora: Nora Roberts
Ano: 2010
Número de páginas: 448 páginas
Classificação: 3 Estrelas
Sinopse: Aqui

Opinião
Esta série já me tinha sido recomendada pelo bibliotecário por diversas vezes, mas nunca me tinha decidido a pegar nos livros para começar a ler.
Nora Roberts é uma autora de quem gosto particularmente. Oferece-nos histórias que facilmente cativam a nossa atenção com personagem por quem é fácil desenvolver um enorme espectro de sentimentos.
O livro A chave da luz mistura romance, mistério, lendas e fantasia. São bons ingredientes para um livro, porém a forma como a autora os operacionalizou é que foi um pouco superficial. Faltaram mais aspetos e pormenores acerca do mistério e da lenda que envolve as três chaves, faltaram mais momentos que aprofundassem as relações entre as personagens e a forma como o mistério foi resolvido por Malory foi apressado e com um conteúdo pouco esmiuçado. 
Penso que o Flynn merecia um pouco mais de destaque para conseguirmos compreender de um forma mais profunda a sua personalidade e a sua forma de agir perante os outros.
Eu sei que este é o primeiro livro de uma trilogia e que, por isso, é importante deixar algumas pontas soltas do mistério para que sejam desenvolvidas nos livros seguintes. Contudo, penso que neste livro poderia haver mais misticismo. Aguardo com alguma espetativa os volumes seguintes. Tenho muita curiosidade para saber mais sobre as duas próximas personagens femininas. 

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Opinião | A pousada no fim do rio


A Pousada no Fim do Rio

Autora: Nora Roberts
Ano: 2010
Número de páginas: 384 páginas
Classificação: 3 Estrelas
Editora: Saída de Emergência
Sinopse: Aqui

Opinião
Eu gosto muito de ler Nora Roberts. Ela consegue entrelaçar um conjunto de ingredientes que têm a capacidade de me fazer apaixonar pelos seus livros. Romance, mistério, suspence... Pequenos apontamentos de humor e boa disposição nas personagens. 
Apesar deste livro reunir todos estes ingredientes, a forma como a história foi conduzida não me convenceu. Não me senti muito conectada à história, ao local onde tudo se passou, nem sequer às personagens.

Olivia e Noah são o casal protagonista deste livro. Houve momentos de interacção entre eles que gostei muito. Contudo, outros tantos me pareceram artificiais, precipitados e muito apressados. No fundo, a paixão que nasceu entres os dois na idade adulta é demasiado instantânea. É certo que há um conjunto de situações passadas que estimulam o nascimento do amor entre os dois. Porém, quando se encontram numa fase já adulta as coisas acontecem quase instantaneamente. Não considero que o desenvolvimento de Olivia ao longo dos anos fosse congruente com tudo o que a personalidade e as crenças dela envolviam.  Eu sei que não temos muita informação relativa a seis anos da sua vida, e isso seria importante para percebermos a Olivia do presente. Há também umas particularidades no romance destes dois que, para mim, também não fizeram muito sentido e que acabou por dificultar a minha empatia com a história.
Acho que também houve um exagerado número de descrições sobre a natureza. Por vezes, apeteceu-me saltar essas descrições à frente porque já me estavam a aborrecer.

O final é o típico dos livros de Nora Roberts: revelador e apressado. Revelador no sentido em que  os dá o desfecho de todo o mistério que vai pautando o livro. Pessoalmente, não gostei destas revelações, apesar de considerar parte delas algo possível de acontecer [Início Spoiler] condenação de uma pessoa inocente [Fim Spoiler], uma outra parte achei irreal [Início Spoiler] o  verdadeiro criminoso não revelar nada da sua verdadeira natureza ao longo de vinte anos [Fim Spoiler]. Tal como muitos outros livros que já li da autora, no final tudo acontece demasiado depressa, sem tempo para apresentar os factos de forma mais ponderada e emocionante. 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Opinião | O coração do Mar (Gallaghers of Ardmore #3)


O Coração do Mar (Trilogia Irlandesa #3)



Autora: Nora Roberts
Ano: 2006
Número de páginas: 288 páginas
Classificação: 3 Estrelas
Editora: Saída de Emergência
Sinopse: Aqui




Opiniões
De todos os livros de Nora Roberts que li, este foi aquele que menos gostei até ao momento. A embirração começou logo no início e fez questão de se manter até ao final.

O Coração do Mar é o 3º livro da série Gallaghers e apesar de eu não ter lido os anteriores não interferiu na compreensão do conteúdo deste livro.
Aquilo que menos gostei foi mesmo o casal principal: a Darcy e o Trevor. Foi um casal com quem não simpatizei nada, porque a autora deu-lhes uma personalidade que a mim não me cativou. Foi tudo muito físico e isso fez com que faltasse alguma emoção e sentimento. Neste sentido, achei que o romance foi pouco emocionante e não me conquistou.

Este livro tem alguns momentos de magia. Gostei desta parte e de toda a lenda que lhe está associada. Gostei também do paralelismo entre a história de amor do passado e aquela que estava a acontecer no presente. Contido, o casal do presente não esteve à altura de mostrar o valor do amor e dos sentimentos a ele associados. Quando se aperceberam foi tudo demasiado apressado e a autora nem deu ao leitor tempo para que ele se apercebesse das coisas.

Nos momentos finais ainda me ri um pouco com a bebedeira de Trevor, mas de resto considero que foi um livro bastante "morno".

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

[Opinião] A Villa


A Villa



Autora:
Nora Roberts
Ano: 2009
Editora: Chá das Cinco
Número de páginas: 416 páginas
Classificação: 3 Estrelas
Sinopse: Aqui




Opinião

Já andava com algumas saudades de ler Nora Roberts. E neste período de vida em que me encontro, fazia-me mesmo falta uma leitura mais descontraída e que não exigisse tanto de mim.

Tal como previa, A Villa foi uma leitura agradável e cativante. Porém, em comparação com outros livros da autora não teve uma narrativa tão intensa. Passo a explicar, senti falta de uma análise mais profunda das problemáticas, algumas personagens mereciam um pouco mais de protagonismo e o final não devia ter sido tão apressado (parece que os finais apressados são do agrado da autora).

Um dos aspectos que mais gostei foi a mudança que a autora provocou nas personagens ao longo do livro. A introdução de alguns acontecimentos provocou mudanças boas e significativas em todas as personagens. Penso que esta mudança foi mais notória em Pilar. Relativamente à Sofia e ao Tyler a autora vai mostrando aos leitores algumas mudanças, contudo senti falta de mais cenas e momentos onde estas mudanças fossem assinaladas. 

Quem já leu outros livros da Nora Roberts sabe que ela gosta de "apimentar" as suas histórias com um pouco de mistério e este livro não foi excepção. Porém, considero que foi um mistério pouco intenso, não me despertou muita curiosidade. Penso que merecia outro tipo de exploração e profundidade. 

Em conclusão, posso dizer que foi uma boa leitura apesar de já ter lido da autora mais intensos e cativantes. 

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

[Opinião] Onde Caem os Anjos


Onde Caem os Anjos

Autor: Nora Roberts
Ano: 2009
Editora: Saída de Emergência
Número de páginas: 416 páginas
Classificação: 4 Estrelas

Sinopse
Reece Gilmore foge de um passado traumático como única sobrevivente de um crime brutal em que viu todos os seus amigos morrer. Um dia chega a Angel's Fist, um lugar idílico rodeado por belas montanhas, e decide aceitar um emprego no restaurante local como cozinheira.
Reece cedo encanta os locais com os seus dotes de culinária. Afinal de contas, era uma famosa chefe de cozinha na Costa Leste, mas continua atormentada pelo crime de que foi vítima, e luta constantemente contra os pesadelos que a assombram. Até que um dia é a única testemunha de um novo homicídio...
Sendo tão frágil e dada a ataques de pânico, ninguém na cidade parece acreditar em Reece a não ser Brody, um irascível e atraente escritor de policiais. E quando uma série de eventos perigosos tornam claro que alguém está a tentar enlouquecer Reece e a eliminá-la do caminho, ela terá que confiar em Brody, e em si própria, para descobrir se existe ou não um assassino em Angel's Fist.

Opinião
Nora Roberts conquistou-me com o livro Jogo de Mãos e desde aí é sempre com um enorme gosto que leio os livros dela. Nos seus livros, mistério e romance aliam-se de forma a cativar o leitor e a deixá-lo envolvido com a história.

Gostei muito do livro Onde caem os anjos. Esta é mais uma leitura agradável com um mistério que eu não conseguir resolver, mas que não era assim tão complicado de lá chegar. 

Reece é uma mulher que tem de dar continuidade à sua vida depois de um acontecimento traumático. Porém, na última cidade onde se instala a sua frágil condição emocional é abalada. Gostei bastante desta personagem! A autora conseguiu dar-lhe uma essência que a tornou real aos meus olhos pela sua aproximação com a realidade. Identifiquei-me com alguns aspectos da personalidade de Reece, nomeadamente no comportamento metódico e na forma como ela se refugia no trabalho para diminuir os níveis de ansiedade provocados por outro tipo de problemas e o facto de não procurar nos outros sentimentos de pena para com algo que nos provocou um enorme sofrimento. 

Brody deixou os meus sentimentos em relação a ele em dúvida. No geral, posso dizer que até gostei dele, mas há certos aspectos que me faziam pensar Mas em que mundo é que vives?. Das coisas que mais gostei foi a forma como ele interagia com Reece, Toda esta interacção pautou-se por momentos engraçados, bonitos e emotivos. Porém, ele tem algumas atitudes pouco congruentes com aquilo que vou ficando a conhecer dele. Apesar disso, no final conseguiu fazer com que me esquecesse do que ele andou a fazer de menos bonito.

Se eu tivesse a oportunidade de falar com Nora Roberts, gostava de lhe perguntar o porquê de apressar tanto os finais. Confesso que me sinto irritada e frustrada com alguns dos finais dos livros da autora. Neste momento, este foi o que me deixou mais irritada. Fiquei triste com a forma como a situação terminou. Eu queria mais desenvolvimento, mais informação acerca das outras personagens perante a descoberta do mistério. Tal aspecto fazia sentido, porque ao longo do livro é dado bastante ênfase ao modo de vida nas cidades pequenas e na forma como todas as personagens interagem umas com as outras. 

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Mentiras Cruéis [Opinião]


Mentiras Cruéis

Autor: Nora Roberts
Ano: 2010
Editora: Chá das Cinco
Número de páginas: 432 páginas
Classificação: 4 Estrelas

Sinopse
Eve Benedict é a última das grandes deusas do cinema, uma sex symbol de voz sensual premiada com dois Óscares, quatro maridos e uma legião de amantes. Não há segredo ou escândalo que desconheça. Agora, Eve decidiu escrever as suas memórias - revelando tudo e expondo todos. Julia Summers é a biógrafa que Eve escolheu pessoalmente para relatar a sua história. Julia detesta o glamour de Beverly Hills, mas adora o seu trabalho - e o lar que construiu com o seu filho de dez anos que cria sozinha. Como poderia recusar esta oportunidade única? Mas o enteado de Eve, Paul Winthrop, desafiará a determinação de Eve em contar a sua história e a de Julia em preservar o seu coração. E à medida que Julia se apercebe até onde os inimigos de Eve estão dispostos a ir para que as suas memórias não sejam publicadas, também descobre que a deusa do cinema esconde um segredo terrível. Tão terrível que, mais do que mudar a vida de Julia, também lhe pode colocar um ponto final.

Opinião
Nora Roberts foi uma das autoras por quem me apaixonei no ano passado e não poderia ter começado 2014 com uma leitura tão agradável.

Mentiras Cruéis é um livro muito ao estilo de Nora Roberts. A autora traz-nos ao mundo glamoroso dos actores de Hollywood, às intrigas e mentiras que povoam este mundo.
Eve é uma mulher que conquistou o seu lugar no mundo do cinema e da representação à custa de muito esforço e sacrifícios. Farta de encerrar em si os segredos dos bastidores da sua fascinante vida, decide contratar Julia, uma escritora conceituada no mundo dos livros biográficos, para colocar no papel todos os acontecimentos da sua vida que acontecera à frente e por detrás das câmaras.

Julia é uma mulher desconfiada, distante daqueles que não conhece verdadeiramente, marcada por um passado difícil que a torna reticente na sua entrega aos outros.
Eve, com o seu modo muito característico de ser, consegue desarmar Julia e começa a construir com ela uma boa relação de amizade. Julia vê-se a baixar as defesas e a dar um pouco de si a Eve, ao mesmo tempo que se apaixona por Paul.

O livro está escrito de uma forma muito interessante e cativante. É fantástica a forma como Nora Roberts entrelaça as vivências, o passado e o mundo de Eve com o romance de Julia e Paul. Ao longo das páginas são muitos os segredos que vão sendo desvendados, uns mais impressionantes do que outros, mas todos dão ao livro um enredo que apaixona os leitores.

Eu gostei bastante do livro, mas não me surpreendeu da mesma forma do que já li anteriormente (daí só ter dado 4 estrelas). Há acontecimentos que nos apanham de surpresa, mas existem outros que são facilmente descobertos e não nos causam o impacto que nos faz abrir a boca de espanto.

Existem falhas na narração, nomeadamente incongruências temporais e acontecimentos que podiam ter aparecido no livro que foram deixados para trás. 
O final também foi pouco explorado, terminando de uma forma um pouco abrupta. Apesar deste aspectos menos positivos foi uma boa leitura.

Boas leituras e deixem-se invadir pelas palavras!

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Um Natal em Ardmore (Gallaghers of Ardmore #3.5) [Opinião]

Um Natal em Ardmore

Opinião
Este é um pequeno conto de Natal de Nora Roberts.
É um conto simples, em que a mensagem principal é mostrar o verdadeiro espírito de Natal. 
Neste conto, a família e as relações familiares assumem um papel de destaque. 
Não dá para escrever muito mais acerca deste conto sem lançar spoilers. Por isso, resta-me esperar que o leiam e que gostem.

Boas leituras e deixem-se invadir pelas palavras.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

[Opinião] Uma última noite


Uma última noite

Autor: Nora Roberts
Ano: 2008 (primeira publicação 1983)
Editora: Saída de Emergência
Número de páginas: 147 páginas
Classificação: 3 Estrelas

Sinopse
Kasey Wyatt recebe uma oferta de emprego do escritor Jordan Taylor. Como antropologista especializada na cultura dos nativos norte-americanos, a sua função é pesquisar e fornecer referências para o próximo livro do famoso e solitário Jordan. Instalando-se na mansão do escritor, Kasey sente-se aborrecida com as restrições impostas pela mãe do escritor. Mas, sempre vibrante e bem-disposta, começa a explorar os arredores da mansão, divertindo-se e desafiando as regras rígidas da casa.

É então que Jordan repara em Kasey. A princípio não se aproxima muito dela, mas o trabalho em conjunto obriga-o a reconhecer que se sente fascinado pela sua beleza... e surpreendido pela sua boa disposição contagiante. Tão contagiante que, pela primeira vez desde a morte do irmão, Jordan sente-se vivo. Mas infelizmente nem todos vêem com bons olhos a aproximação de Kasey e Jordan... e há quem esteja disposta a tudo para os separar.

Opiniões
Foi este ano que me deixei enfeitiçar pelos livros de Nora Roberts (até então só estava rendida ao seu pseudónimo pela série Mortal). Desde este encantamento tenho procurado conhecer mais as suas obras e as histórias que ela nos oferece.

Uma última noite é um livro pequeno que nos dá a conhecer, fundamentalmente, a Kasey, o Jordon e a Alison.
A narrativa está bem apresentada, mas não perdia se fosse mais explorada e esmiuçada. As coisas entre Kasey e Jordon avançam de forma muito rápida. Tudo entre eles acontece depressa demais e de forma muito intensa: a forma como eles se apaixonam um pelo outro pelo outro, a forma como depois vivem este amor e, no final, quando tentam acertar as suas agulhas.

A leitura é rápida e dinâmica. Não é um livro massudo e que necessite de grandes reflexões. Uma leitura agradável e óptima para estes dias de Verão.

Deixem-se invadir pelas palavras e boas leituras. 
Silvana
 

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Escândalos Privados - Opinião


Escândalos Privados

Autor: Nora Roberts
Ano: 2008
Editora: Edições Chá das Cinco
Número de páginas: 416
Classificação: 5 Estrelas
Desafio: Reading Romances

Sinopse
No mundo glamoroso dos talk-shows, as estrelas mais brilhantes escondem os segredos mais negros.

Desenrolando-se no glamoroso mundo da televisão, Escândalos Privados conta-nos a história de Deanna Reynolds, a apresentadora de um pequeno talk-show em ascensão. Bonita, sincera e muito profissional, Deanna decide então partir para Nova Iorque, determinada em tornar-se a melhor dentro do género. Mas isto fá-lo atravessar no caminho da sua antiga mentora, Angela Perkins, a actual rainha da televisão e uma mulher perigosa de desafiar. Angela não hesita em roubar convidados, fazer chantagem e até atravessar os limites do bom jornalismo para combater a crescente popularidade de Deanna. E o romance desta com o famoso e encantador repórter Finn Riley, por quem Angela sempre teve uma paixão, só aumenta a tensão. Mas a prova de que as coisas podem sempre piorar é o aparecimento de um fã obcecado, que deseja Deanna só para si, e que começa por matar todos aqueles que se aproximam dela. 

Opinião
À medida que vou lendo mais livros de Nora Roberts, mas simpatia ganho por esta escrito. De facto, começo a tornar-me fã assumida. Até ao momento tinha lido muito poucos livros dela e tinha uma maior simpatia pelo seu pseudónimo na Série Morta (que adoro).

Começando pelas personagens, considero-as credíveis e bem elaboradas. Deanna, uma jornalista inteligente, simpática mas com uma personalidade insegura. Gostei muito de Deanna e identifiquei-me muito com ela principalmente no que se refere à dedicação ao trabalho, a forma metódica como trabalha, a insegurança... É uma personagem muito simpática que vai sofrendo com alguns acontecimentos do livro. Finn, o jornalista que rouba o coração de Deanna, é um homem inteligente, observador, perspicaz, cuidador e muito protector. Finn é o verdadeiro homem modelo, que arrebata os corações das leitoras. Achei os diálogos e as discussões entre estas duas personagens muito bem elaborados e em que deixavam transparecer a inteligência e a forte personalidade de ambos.  Adorei estes dois!

Angela, uma das personagens más, é uma má que gosta de esmiuçar as partes obscuras das pessoas! É uma mulher ambiciosa que não tem em conta os meios necessários para atingir aquilo que pretende. Gostei dela e   do declínio profissional e emocional que ela vai sofrendo ao longo do livro. Considero o declínio emocional muito bem estruturado e encaixado com o perfil de Angela. 

Para fomentar mais a mente curiosa dos leitores aparece um fã obcecado por Deanna. Este aspecto, a certo momento do livro, deixou-me com os nervos aos pulos. Quando cheguei a um certo momento da narrativa, comecei a desconfiar de uma personagem em particular, mas a fantástica Nora conseguia semear pequenos momentos que me levavam a desconfiar de outros. Criava a dúvida! Eu não resisto a livros que me obriguem a pensar e andar às voltas para resolver determinado mistério, o que me levou a uma leitura compulsiva das páginas finais. A partir do momento em que este(a) fã obcecado é descoberto, as coisas desenrolam-se de uma forma uma pouco previsível e, na minha opinião um pouco apressadas. Acho que a última parte deveria ter sido mais desenvolvida. Por acaso gostaria que o final do livro fosse mais além.

Há uma pequena imprecisão na sinopse. Normalmente copio as sinopses das contra-capas do livro e enquanto passava apercebi-me de uma pequena lacuna. Deanna não se mudou para Nova Iorque. Ela permaneceu em Chicago, quem se mudou foi Angela.
Há certas partes da narrativa que também não estão claras. Por exemplo, numa parte em que descreve a partida de Finn para o Haiti leva o leitor a pensar ele irá lá passar algum tempo, mas no capítulo seguinte ela já estava em Chicago. Falta aqui uma transição, bastava uma frase a indicar que ele já tinha voltado uns dias antes.

É um livro com uma narrativa que de desenvolve rapidamente, capaz de prender o leitor desde as primeiras páginas. Cativa-nos e faz-nos envolver na história e nas personagens. Tal como no livro Jogo de Mãos, a última parte é um pouco apressava merecendo um maior desenvolvimento.

Boas leituras e deixem-se invadir pelas palavras!
Silvana

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Jogo de Mãos - Opinião


Jogo de Mãos
Autor: Nora Roberts
Ano: 2008
Editora: Chá das Cinco
Número de Páginas: 432
Classificação: 5 Estrelas
Desafios: Reading Romances/ De A a Z

Sinopse

Com Jogo de Mãos, Nora Roberts revela-nos um mundo glamoroso onde a paixão e o mistério se entrelaçam e nada é o que parece.

Max Nouvelle é o patriarca de uma ilustre família de ilusionistas e ladrões de jóias, constituída por Lily – a sua companheira; Roxanne – a sua filha, tão linda quanto casmurra; e Luke – um rapaz que Max recolheu das ruas e que entretanto se transformou num homem muito interessante. No palco fazem números elaborados e, fora dele, assaltos ainda mais refinados. Durante muitos anos Roxanne e Luke deram-se como cão e gato mas agora, já adultos, descobrem que há entre eles algo que não esperavam. Mas é então que Luke, receoso que o seu passado manche a sua família adoptiva, é vítima de alguém que quer vingar-se dos Nouvelle. E vão ser precisos alguns anos em fuga antes que ele volte e, juntamente com Roxanne, dê o golpe mais audacioso das suas vidas.
Com Jogo de Mãos, Nora Roberts revela-nos um mundo glamoroso onde a paixão e o mistério se entrelaçam e nada parece o que é.



Opinião
Jogo de Mãos é um livro que fala de magia, amor, conquista, amizade, confiança e que me conquistou logo nas primeiras palavras. É um livro mágico que nos transporta numa viagem até ao mundo do ilusionismo e da família Nouvelle. O livro tem um dinâmica muito boa uma vez que não torna a leitura aborrecida. A cada capítulo somos confrontados com diferentes acontecimentos e com personagens muito bem construídas. Os ingredientes que serviram de estrutura à toda a narrativa estão muito bem construídos e desenvolvidos. A cada página lida a ânsia de ler a seguinte aumenta. Ficamos presos a estas personagens, ficamos presos às descrições dos espectáculos da família Nouvelle. As emoções que este livro sugere brotam muito facilmente no nosso coração. No fundo, somos arrastados na magia sensorial que este livro apresenta.

Max é o patriarca desta família. Um homem sensível, astuto e que emana um personalidade forte e marcante. Tem ao seu lado a sua elegante e sofisticada Lily e a sua filha Roxanne. Numa das suas muitas actuações conhece Luke e acolhe-o na família. Estes são as personagens centrais e é em torno delas que as coisas vão acontecendo.

Luke e Roxanne convivem desde criança. Por parte da Roxanne tornam-se facilmente amigos. Luke tem uma personalidade mais instável, infelizmente alimentada por passado torturante... Mas a vida é uma ilusão, e somos facilmente atingidos pela magia das coisas e esta relação evolui de uma forma muito engraçada e muito bem desenvolvida. As interacções entre estes dois são deliciosas. Arrancam-nos alguns sorrisos. Ambos astutos, inteligêntes, ambiciosos e com um enorme coração chocam com a mesma facilidade com que se adoram.

Max também me conquistou. A sua recta final no livro emocionou-me particularmente. Acho que lidar com a nossa própria degradação é angustiante. Sentir que nunca mais faremos aquilo que amamos e emergir num mundo à parte da realidade é angustiante quer para quem o vivência quer para os familiares que todos os dias se confrontam com o olhar vazio e a mente perdida. Tive muita pena de a última parte não conter mais informações sobre o Max.

Luke ausenta-se por uns anos, mas recebemos pouca informação daquilo que lhe aconteceu. Eu queria mais... Queria mais história, mais desenvolvimento... Acho que a escritora apressou um pouco os momentos finais, que apesar de emocionante deixaram aquela sensação estranha de vazio. As duas primeiras partes focadas no passado das personagens foi bem desenvolvido, carecendo apenas de uma melhor contextualização espacio-temporal para uma melhor compreensão do tempo e do espaço onde decorriam os acontecimentos (vi-me a fazer contas para saber em que ano estavam as personagens).

É um livro intenso e envolvente. Um livro que facilmente nos transporta para um contexto à parte daquele que é a nossa própria realidade. A magia das coisas é algo que activa positivamente a mente humana, que nos fascina. A vida é ao mesmo tempo magia e ilusão. Todos nós procuramos as coisas positivas, as coisas boas, mas muitas vezes estas não passam de meras ilusões que oferecemos a nós mesmos para lidar com uma realidade um pouco mais difícil que aquela que queríamos. Este livro deixam-nos um pouco dessa magia da vida que procuramos. É um livro que deixa saudades! Tão facilmente entramos nele e nos vemos envolvidos que é difícil largar uma narrativa que nos proporcionou bons momentos.

O que que sentiram desse lado com a leitura deste livro?
Boas leituras e deixem-se invadir pelas palavras!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

O Recife (Nora Roberts)

Sinopse
A arqueóloga marinha Tate Beaumont, é apaixonada pela caça ao tesouro. Ao longo da vida, ela e o pai descobriram muitas riquezas fabulosas, mas há um tesouro que nunca conseguiram encontrar: a Maldição de Angelique - um amuleto de pedras preciosas, oscurecido pela lenda e manchado de sangue. Para encontrarem este artefacto precioso os Beaumonts aceitam, hesitantemente, uma parceria com os mergulhadores Buck e Matthew Lassiter. Tate não fica feliz por partilhar o seu sonho, mas não tem alternativa.
E, à medida que os Beaumonts e os Lassiters disponibilizam recursos para localizar a Maldição de Angelique, as águas das Caraíbas adensam-se com desilusões sombrias e ameaças escondidas. A parceria entre as famílias é posta em causa quando Matthew se recusa a partilhar informação - incluindo a verdade sobre a morte misteriosa do seu pai, alguns anos antes. E conforme Tate e Matthew avançam com a sua desconfortável aliança… o perigo e o desejo ameaçam emergir.”
 

Opinião
Este foi apenas o terceiro livro que li de Nora Roberts por isso não posso fazer uma justa comparação com a vasta obra da autora. Contudo, em relação àqueles que já tinha lido (Era uma vez um estrela e Oferenda Mortal) assume a posição central.

A sinopse que é apresentada na contracapa não corresponde, na minha opinião, à estória que encontramos no livro. Pela minha leitura, a interpretação que faço é que não era  Tate que andava atrás da Maldição de Angelique e sim o Matthew e o seu tio Buck! Eles é que influenciaram Tate e os seus pais e os motivaram para a procurar desta jóia.

Confesso que, inicialmente, não fiquei logo presa ao enredo. Foi um processo gradual. Acho que fiquei completamente presa a esta "busca ao tesouro" a partir da segunda parte do livro quando a família de Tate se encontra com Matthew e Buck, passados oito anos após terem trabalhado junto uma primeira vez!  A partir deste ponto, a narrativa torna-se mais complexa, com mais pormenores acerca das características das personagens e das relações que elas vão estabelecendo ao longo do desenvolvimento dos acontecimentos.

Pontos positivos do livro:  Na minha opinião, o tema da busca ao tesouro e da simbologia que este envolve esta muito bem desenvolvido. As personagens Tate e Matthew juntam esforços para procurar algo que tem uma grande importância para ambos, mas conferem-lhe um significado diferente. Enquanto que para Matthew o valor monetário e a possibilidade de se vingar de Silas (o vilão da trama) é o motor motivacional para procurar arduamente a Maldição de Angelique, por seu lado Tate é movida pelo gosto cientifico e histórico que está inerente a este objecto. Porém, embora ambos sejam movidos por objectivos diferentes, tal não impede que se articulem profissionalmente. Esta busca ao tesouro oferece-lhes um "tesouro" com valor superior: o amor e a paixão! Esta paixão, ao longo do livro conhece altos e baixos, mas no fim este é o tesouro que as personagens mais valorizam.
A opção da autora de dividir o livro em três momentos principais - passado, presente e futuro - é um outro aspecto que eu considero positivo, uma vez que confere ao livro uma certa dinâmica narrativa e evolucional da estória. Oferece ao leitor uma perspectiva do tempo em que a acção se desenvolve.

Pontos negativos do livro: Na minha opinião, o único aspecto negativo do livro é a forma como se desenrola a relação amorosa entre Tate e Matthew quando se encontram, passados oito anos, depois de se terem separado. Acho que a autora acabou transformou o amor que se viveu na primeira parte do livro em atracção física na segunda parte. No fundo, no final do livro as coisas acabam por retomar a essência mais romântica, mas pareceu-me algo estranho o aspecto frio com que a relação recomeçou por parte de ambos os personagens.