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segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Maratona Cineverão | Balanço


A maratona chegou ao fim e está na hora de fazer o balanço. 
Quando decidi participar sabia, à partida que não iria conseguir completar todo o Bingo. Eu não vejo muitos filmes e, muitas vezes, quando deparada com tempo livre e a possibilidade de escolher entre ler e ver um filme, a leitura acaba sempre por ganhar.

Apesar disso, adorei participar. Esta maratona ateou o meu interesse pelo mundo do cinema. Fez-me pesquisar filmes que passaram a integrar uma enorme lista de filmes que quero ver num futuro próximo. 

As minhas últimas palavras são para agradecer à Catarina do blog Sede de infinito por esta ideia maravilhosa. Espero por mais iniciativas deste género.

Ficam aqui os filmes vistos:

Lista de filmes com opinião
  1. Presos no paraíso (2014)
  2. You're not me (2014)
  3. Divertida mente (2015)
  4. Em parte incerta (2014)
  5. Ida (2013)
  6. Anna Karenina (2012)
  7. A Bela e o Montro (1991)
  8. Belle (2013)
  9. Dá tempo ao tempo (2013)
  10. Brave (2012)
  11. Ata-me (1989)
  12. Testemunho de Juventude (2014)
  13. As sufragistas (2015)
  14. If I stay (2014)
  15. Intouchables (2011)

domingo, 2 de outubro de 2016

Maratona Cineverão | Intouchables


15º filme
Categoria: Top 250 IMDb
Classificação: 9/10 Estrelas

Intouchables foi uma sugestão da Denise do blog Quando se abre um livro para a categoria de Top 250 IMDb. Durante a minha pesquisa para encontrar filmes para cada categoria, cruzei-me com outros que aqui encaixavam que estava com maior curiosidade em ver. Porém, no domingo passado, o filme passou na SIC e acabei por vê-lo. 

Este filme conta-nos a estória de um homem tetraplégico e de um jovem negro que vive à margem da sociedade e que prefere viver do subsídio de desemprego do que conseguir um trabalho. 

Por ironia do destino, a vida destes dois homens cruza-se e começando com um desafio, o jovem  Driss torna-se o cuidador de  Philippe. É delicioso ver a interação entre eles e ver a forma como cada um vai contribuir para mudanças significativas na forma como eles decidem encarar as circunstâncias da vida e em como decidem vivê-la.

Baseado numa estória verídica, este filme é uma verdadeira fonte inesgotável de aprendizagens. A forma como se criam e estabelecem relações e a sua grande influência na nossa forma de encarar a vida e os seus múltiplos desafios é dos aspetos mais cativantes do filme. De facto, a nossa atitude perante a relação com o outro é uma ferramenta capaz de mudanças recíprocas.

Acho que é um filme capaz de agradar a todos tipos de público porque nos traz temáticas como: mudança, entrega, relação, superação e de amizade. No fundo, são temas com os quais grande parte das pessoas se irá conseguir identificar.

domingo, 18 de setembro de 2016

Maratona Cineverão | If I stay


Classificação: 5/10 estrelas

If I stay é uma adaptação cinematográfica do livro com o mesmo nome da autora Gayle Forman. Vi o filme sem ter lido o livro. Conhecia a história muito superficialmente e comecei a ver o filme sem qualquer expetativa.

É um filme simpático, mas que não me enche as medidas e grande responsável por isso é a atiz Cloë Grace Morez que interpreta o papel de Mia. 
Mia sofre um acidente de carro e passa por uma experiência de quase morte, ou seja a alma dela fica a pairar sobre a terra, assistindo ao que se passa em redor dela e a recordar como foi a sua vida. No fundo, ela vai procurando motivos que a levem a ficar cá pela terra e não morrer. Apesar de ser uma premissa interessante e que nos leva a refletir sobre o valor que as pessoas e as nossas conquistas têm na nossa vida, a atriz assume uma expressão fastidiosa do principio ao fim do filme. Aquilo que ela deixava sobressair era uma expressão de aborrecimento e de enjoada mesmo em situações em que estava no seu "habitat natural". Dada a sua personalidade mais reservada e introvertida é aceitável que, em situações que fugiam do seu ambiente de conforto, mostrasse o seu aborrecimento, porém eu sentia-a aborrecida em quase 90% das ações do filme.

O filme é emotivo, cativa, somos facilmente arrastados pelos momentos mais críticos, porém não entusiasma o suficiente, nem prende com aquela intensidade que outros filmes já o conseguiram comigo. 

Tenho curiosidade por ler o livro (e os seguintes) para ver como é que a história é narrada e para ver se ficou com outra impressão da Mia. 


segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Maratona Cineverão | As Sufragistas


13º Filme
Categoria: Biopic
Classificação: 5/10 estrelas 

(Decidi mudar a minha escala de classificação para os filmes. Se até agora me consegui entender perfeitamente com um sistema de 5 estrelas, o aumento do número de filmes visualizados tem-me dificultado na classificação. Cada vez mais sinto uma necessidade de uma classificação que verdadeiramente o distinga). 


Ia com algumas expetativas para a visualização deste filme. Dada a temática da luta das mulheres pelos seus direitos, esperava encontrar algo épico e com uma intensidade suficiente para me prender logo na primeira cena, mas não aconteceu.

As sufragistas conta-nos a história de um grupo de mulheres que luta pelo direito ao voto, por maior respeito dentro da comunidade e por um maior equilíbrio de direitos entre homens e mulheres. São estes os ideias que as movem e as levam por lutas onde o sofrimento e as perdas acabam por ser a prova mais dura com que têm de se confrontar. 

É interessante assistir à tenacidade destas mulheres e àquilo que ela se dispuseram a enfrentar para que fossem respeitadas. Acho que hoje em dia, nós mulheres, nem sempre damos valor àquilo que outras conquistaram por nós. Não sou feminista ao ponto de afirmar superioridade do género feminino... Porém, acho que as mulheres deveriam ser mais valorizadas e que se devia procurar afincadamente promover a igualdade entre géneros. Por exemplo, sou a favor da guarda partilhada em situações de divórcio em detrimento da guarda exclusiva à mãe. Uma criança precisa do pai e precisa da mãe, para isso é bom que o entendimento se dê. Ao darmos a exclusividade à mãe (ou ao pai) é como se o estivéssemos a dotar de poder superior que lhe dá mais direitos que deveres).
Neste filme, a supremacia dos homens em relação aos filhos e a tudo que envolve a vida das esposas está bastante bem retratada. 

Gostei da parte das situações de luta por parte das mulheres. Porém achei que os acontecimentos não eram esgotados. Parecia que ficam algumas pontas soltas que não contribuíam para criar uma história contínua. 
De todas as mulheres quero destacar a Maud Watts pela força de espírito mesmo nas piores situações. Admiro-a por nunca ter desistido perante situações que a fragilizaram. E, também, a Miss Withers que só o marido a conseguia deter. Marido este com um coração e uma sensibilidade capazes de reforçar toda a luta das sufragistas.

Após a visualização do filme fiquei com curiosidade acerca deste período da história mundial. Assim que tenha alguma tempo irei pesquisar mais sobre as sufragistas e as suas lutas. 

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Maratona Cineverão | Testemunho de juventude


12º Filme
Categoria: Guerra
Classificação: 5 Estrelas

Descobri este filme por acaso. Enquanto navegava na internet pesquisando filmes para ver para a maratona cruzei-me com este. Vi o trailer e pensei logo para mim tenho mesmo que ver este filme.
Agora que já o vi tenho vontade de o ver novamente. O filme é um turbilhão de emoções muito bem construído. Foi um daqueles filmes que me marcou imenso e que permanecerá no meu coração dada a intensidade emocional que ele ativou em mim. 

Vera é a protagonista desta história. Uma jovem aventureira, determina, determinada e que ambiciona uma vida diferente daquela que estava destinada às jovens da sua idade naquela época. A sua inteligência e sensibilidade são únicas e são elas o grande motor da sua vida interferindo nos caminhos que vai escolhendo.

A Primeira Guerra Mundial é o contexto histórico que está na base do desenvolvimento da narrativa. Foi o primeiro filme que vi a retratar este contexto histórico e penso que foi bastante credível. Os cenários de miséria humana da guerra contrastavam perfeitamente com os dons humanos que procuravam mitigar aquela miséria. É tudo bastante intenso.

E é neste contexto adverso que Vera, uma mulher de causas, se vê abraços com coisas que ela jamais escolheria para a sua vida. Nada foi de encontro aos seus sonhos, mas admirei-a na sua força e no facto de nunca ter baixado os braços. Uma verdadeira inspiração.

A banda sonora que acompanha o filme é excelente e oferece ao filme uma dimensão bastante especial. 
Também gostei imenso do guarda roupa... Aliás fiquei apaixonada por umas quantas boinas da Vera. Se virem alguma por aí, avisem-me.

Recomendo este filme para quem gosta de conhecer mulheres fortes e inspiradoras. Tenho a certeza que não ficarão indiferentes à Vera. É um filme que apaixona as pessoas pela intensidade dos acontecimentos que transmite. E, por fim, não esquecer, que é baseado em factos verídicos. 

domingo, 28 de agosto de 2016

Maratona Cineverão | "Brave" e "Ata-me"

10º Filme: Brave
Categoria: Aventura
Classificação: 5 Estrelas

Este meu enorme gosto por filmes de animação faz-me sentir uma criança. Sinto-me tão feliz e relaxada a ver este género de filmes que não consigo transpor para palavras. 
Desde que o filme Brave saiu que fui imediatamente cativada pelas imagens desta menina de cabelos ruivos e rebeldes (não fossem os meus também rebeldes) e nunca tinha surgido a oportunidade de ver este filme. Agora, não me podia escapar.

O filme é maravilhoso. Um dos meus filmes de animação preferidos. Adorei todo o contorno que foi dado a esta história. O que achei mais importante foi a desconstrução que fizeram em torno daquilo que é ser princesa e mulher. A quebra dos estereótipos está muito bem conseguida e quando aliada aquele espírito livre da Mérida torna-se ainda mais interessante. 

É certo que, a rebeldia e a sua ânsia de respirar liberdade fez com que ela se metesse em sarilhos. Mas é na resolução desses sarilhos que conseguimos ver que, por detrás daquela rebeldia, existe um coração amoroso e generoso. 

Fartei-me de rir com toda a família de Mérida... Mas os seus irmão são qualquer coisa de extraordinariamente cómica e doce. Dá vontade de saltar para a tela e pegar naquelas crianças. 

Vi a versão em inglês. Ainda quero ver a verão dobrada em português para ver apenas como ficaram as músicas. Adorei a versão original e fiquei curiosa por ver como as colocaram cá. 

É um bom filme para assistir em família. Acho que consegue conquistar miúdos e graúdos. 

11º Filme: Ata-me
Categoria: Décadas de 60 a 80
Classificação: 1 Estrela

Esta foi a minha primeira experiência com o cinema espanhol e as coisas não correram muito bem. 

Ricky é um homem que acaba de ter alta de um hospital psiquiátrico e a primeira coisa que faz é raptar uma atriz. 
A visualização deste filme foi algo muito estranha. Não senti ligação entre Ricky e Marina. É claro que num momento inicial, não se esperava isso. Contudo, chegar àquele final, implicava um certo crescimento em termos de formas de interação que não aconteceu no filme.

Foi abrupto na forma como as personagens se relacionavam. 
A história é demasiado simples para criar simpatia e interesse. 

Apesar desta má experiência, quero ver outros filmes espanhóis, Pode ser que fique mais convencida. 
Desse lado, conhecem algum filme espanhol que valha a pena ver?

domingo, 21 de agosto de 2016

Maratona Cineverão | "Belle" e "About time"

8º Filme: Belle
Categoria: Realizado mulher
Classificação: 5 Estrelas

A curiosidade para assistir a este filme surgiu após a publicação da Chris no grupo de facebook para a Maratona Cineverão. Vi o trailer e fiquei com bastante curiosidade em conhecer a história completa.

Belle é um filme que nos deixa conhecer a história de Dido, uma mulher negra, fruto de uma relação entre um oficial da marinha e uma escrava negra. Após a morte da mãe, ela é levada pelo pai até aos avós paterno para que eles assumam o papel parental. É neste contexto que Dido cresce. Aqui recebe uma educação ao nível da nobreza, porém alguns aspetos não lhe são permitidos uma vez que é negra. 

Tendo como pano de fundo a escravatura e o preconceito contra os negros a história desenrola-se acompanhada de discussões, comportamentos preconceitosos e maldosos e reflexões (que acabam por se estender aos espetadores). 

Foi um filme que me surpreendeu bastante. Não esperava algo tão cativante e emocionante. Considero que os atores assumiram o seu papel ao mais alto nível conjugando essa brilhante interpretação com bons cenários, bom guarda-roupa e uma banda sonora de ficar no ouvido.

É muito interessante assistirmos aos dilemas morais de algumas personagens e aquilo que os acontecimentos provocam nelas. 
Apesar de já não vivermos uma época onde já não há escravatura, a questão do racismo continua muito atual. Achei que o filme retratou muito bem a questão do racismos em relação às pessoas negras, quer de forma direta e aberta, quer sob uma forma mais "encoberta" e manifestada através de atitudes. 

É um filme que recomendo a todos os amantes de cinema, em especial aqueles que se interessam por estas questões e gostem de filmes de época.



9º Filme: About time
Categoria: Fantasia
Classificação: 3 estrelas

About time foi o filme que eu escolhi para a categoria "fantasia" devido à presença de viagens no tempo feitas pela personagem masculina. 
Neste filme ficamos a conhecer a história de Tim que, aos 21 anos, descobre que pode viajar no tempo e alterar a forma como alguns acontecimentos decorrem. 

Pessoalmente, esperava mais deste filme. Fiquei um pouco desiludida com a forma como a história foi sendo construída, porque, em algumas momentos se tornou confusa. 
É um filme muito simples, que procura focar-se nas relações e na forma como elas contribuem para a construção da nossa personalidade e como são importantes para a nossa vida.
Há um destaque especial para a relação entre Tim e o seu pai. É aqui que o filme ganha dimensão e emoção. A forma como Tim se preocupa com todos aqueles que estão à sua volta é igualmente enternecedora. 

Gostei da relação entre Tim e a Mary. Acabou por oferecer alguns momentos caricatos e pontuados com situações humorísticas. 

É um filme para ver de forma descontraída e que nos fazem desligar da realidade. Não sendo extraordinário, consegue entreter.

domingo, 14 de agosto de 2016

Maratona Cineverão | Anna Karenina e A Bela e o Monstro


6º Filme 
Categoria: Adaptado livro
Classificação: 4 Estrelas

Li o livro Anna Karenina pela primeira vez em 2014. Foi uma leitura difícil, mas bastante agradável. Sei que há várias adaptações, mas tinha mais curiosidade em relação a esta porque tem sabia que tinha uma forma original de nos apresentar a história e porque tinha a Keira Knightley, uma atriz com a qual simpatizo, a interpretar Anna Karenina.

Relativamente à interpretação de Keira, fiquei bastante desiludida. A actriz não conseguiu passar a melancolia e aquele estado limite que a Anna do livro tem. Ou seja, o filme não possui a mesma carga emocional. Isto deve-se à fraca interpretação de Keira (talvez não tenha lido o livro). 

Quanto à forma como decidiram apresentar a história, eu gostei bastante. Conseguiram captar os momentos essenciais do livro. É muito complicado adaptar um livro tão grande, por isso acho que dentro dos possíveis conseguiram fazer um bom trabalho. 

Em termos de produção está fantástico. Um guarda-roupa soberbo, cenários lindíssimos e uma excelente banda sonora a acompanhar. 

Esta adaptação deixou-me com vontade de ver outras. 



7º Filme
Categoria: Décadas de 90 a 2010
Classificação: 4 estrelas

Eu sou uma nulidade no que toca à visualização dos clássicos da Disney. É algo que quero mudar, por isso aproveitei a maratona para ir juntando filmes à minha parca lista de filmes de clássicos da Disney.

A bela e o monstro é um filme simpático e que sabe sempre bem ver. 
Eu gostei bastante, até porque me sinto tão estranha como a Bela. É claro que é um filme com os seus momentos mais clichés, mas que não interferem negativamente na nossa satisfação em ver o filme.

É um filme para ver e rever porque nos faz sentir coisas boas. 

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Maratona Cineverão | Ida

5º Filme
Categoria: Filme Europeu
Classificação: 3 Estrelas

Ida é um filme polaco que nos conta a história de uma freira, Ida, que parte em descoberta do seu passado. 
A jovem Ida foi deixada num orfanato católico e sabe muito pouco das suas origens. Sabe da existência de uma tia e é, em conjunto com ela, que desvenda a história que a conduziu ao orfanato. 

É um filme bastante pequeno, por isso não dá para explorar muito. É possível constatar que tudo na produção é muito simples. O vestuário, a forma como o filme é filmada, a banda sonora são minimalistas, porém não retiram o interesse que está singela história nos consegue oferecer. 

Eu gostei mas senti falta de uma maior exploração de tudo o que foi aparecendo no filme. Queria saber mais sobre o passado da tia de Ida. Soubemos o essencial para perceber a forma como ela se comportou ao longo de todo filme, bem como o final que lhe foi oferecido. Porém acho que seria uma personagem tão interessante devido à sua complexidade emocional e à sua personalidade muito característica que merecia um maior relevo.

A Ida surpreendeu-me. Depois de algumas escolhas e comportamentos que ela teve sempre pensei que iria escolher um futuro diferente para si. Mas quando as últimas imagens do filme estavam a fui apanhada um bocadinho de surpresa.

Recomendo o filme. 

sábado, 6 de agosto de 2016

Maratona Cineverão | Em parte incerta

4º Filme
Categoria: Mistério
Classificação: 3 Estrelas

Li o livro Em parte incerta em 2015 e fiquei com alguma curiosidade em ver o filme. 
A minha relação com o livro foi surpreendente. Foi uma leitura que me marcou devido à genialidade da escritora. 
Obviamente que esta minha experiência com o livro aumentou as expetativas em relação à adaptação cinematográfica.

Apesar de ter gostado do filme, sinto que não gostei tanto como a maioria das pessoas. Para além disso, o filme não conseguiu oferecer-me o efeito surpresa que o livro me proporcionou. 

A atriz Rosamund Pike, que interpretou o papel de Amy, não conseguir construir a personalidade da personagem da mesma forma que acontece no livro. Na minha opinião, era importante que a actriz tivesse acentuado a dualidade da sua personalidade de acordo com o momento do filme. 

Nunca antes me tinha acontecido, mas fiquei super incomodada com o filme. Quando terminei de ver estava mal disposta e com dores de cabeça. Isto aconteceu, porque a dada altura do filme comecei  a ficar muito irritada com aquilo que estava a ver. Faltou alguma dimensão às personagens de forma a torná-las credíveis aos nossos olhos. É importante que à medida que vamos vendo um filme, nos esqueçamos que aquilo são personagens interpretadas por outras pessoas. Mas isso eu não consegui sentir com este filme. Faltou alguma naturalidade e mesmo a relação entre as personagens não foi muito eficaz.

Ben Affleck no papel de Nick também não convenceu.

O filme é bastante fiel ao livro e penso que foi isso que não contribuiu para uma relação muito positiva entre mim e o filme. O facto de ter lido antes o livro não permitiu que o factor surpresa se mantivesse. Eu sabia o que ia acontecer e com quem, e isso fez com que o filme não causasse tanto impacto em mim. 

Quem já viu o filme, o que é que acha? 
A leitura do livro (para quem leu antes de ver o filme) interferiu na forma como vocês assistiram e assimilaram o filme? 

domingo, 31 de julho de 2016

Maratona Cineverão | Divertida mente


3º Filme
Categoria: Animação
Classificação: 4 Estrelas

Foram várias as pessoas que me recomendaram este filme. Pelos comentários que iam partilhando comigo, eu cada vez mais ficava curiosa.

Posso dizer que achei o filme extremamente engraçado e uma excelente forma de falar de emoções e no impacto que elas têm na construção da nossa personalidade e na criação de memórias. 
Assim, somos convidados a entrar no mundo interior de Riley, uma menina de onze anos mentalmente saudável e com uma vivacidade contagiante. Quando conseguimos entrar no seu interior ficamos a conhecer aquelas que podemos classificar como emoções básicas e que estão na origem de outras mais complexas.

Gostei muito da caracterização de todas as emoções. A alegria é fabulosa e a sua interação com a tristeza é algo que nos faz pensar. Nem sempre acontece, mas quando estamos mais tristes, por vezes, tentamos procurar sempre alguma coisa que nos retire desse lado mais escuro do nosso ser. E melhor ainda é quando a alegria dos outros se junta a nós de forma a limpar a tristeza que sentimos no momento. Este aspeto ficou muito claro no filme. No fundo, quando estamos tristes, é sempre bom ter ali um ombro que ampare as nossas horas menos felizes, ajudando-nos a superar esse momento menos favorável.

Outro aspeto que não me passou despercebido é a forma como, no filme, retratam as emoções das crianças e dos adultos. Enquanto que Riley vive um enorme intensidade emocional, reagindo muito ao mundo e às mudanças e onde as suas emoções não estão "quietas", as emoções dos pais são mais controlas e não são muito levadas pela impulsividade, nem pela impaciência. Conseguem estar "sentadas" a gerir de forma ponderada o mundo interior de cada. Com isto, chegamos a ideia de maturidade e aquilo que ela faz com as nossas emoções. 

É um filme muito apelativo e que dá uma boa sessão com crianças. Na minha opinião tudo está muito bem construído neste filme. Aspeto gráfico, banda sonora e a construção da história conjugam-se de forma a dar um corpo muito coeso ao filme.
Aquilo que verdadeiramente senti é que é impossível chegar ao fim sem querer ver mais. 

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Maratona Cineverão | You're not me

2º Filme
Categoria: Drama Pessoal
Classificação: 5 estrelas

You're not me era um filme que me ficou debaixo de olho assim que me cruzei com o trailer. 
A premissa que serve de base a este filme é muito interessante e com uma mensagem brutal para quem assiste ao filme. 
Kate, uma mulher bem sucedida na vida, com um emprego estável e um casamento feliz vê-se, de um momento para o outro, a braços com uma doença que afectará toda a sua vida. Ela tem ELA (Esclerose lateral amiotrófica), uma doença degenerativa que conduz à falência progressiva dos músculos. A forma como Hilary Swant interpreta o papel de Kate é soberba. Ela consegue entregar-se de corpo e alma à Kate lidando com a doença e com as mudanças que ela trouxe à sua vida. 

Totalmente dependente de terceiros, Kate precisa de uma pessoa que cuide dela e a ajude nas tarefas do dia-a-dia. Depois de muitas enfermeiras, Kate quis alguém diferente para a ajudar e, assim contrata Bec. A entrada de Bec na vida de Kate é uma verdadeira lufada de ar fresco. À medida que vemos estas duas a interagir, cada vez mais ficamos presas à personalidade de cada uma e sentimo-nos verdadeiramente emocionados com a relação de amizade que se vai solidificando entre elas.

Acho que é um filme extremamente emotivo e cativante. Chorei bastante com o final, emocionei-me com a grandeza de sentimentos da Bec e da Kate. Consegui colocar-me no papel do marido, apesar de não concordar com algumas das suas atitudes. Penso que a Kate foi muito mais assertiva e conseguiu segurar as rédeas daquilo que restava da sua vida.

Gostei imenso quando Kate contacta com outra doente. Neste contacto, conseguimos ver o outro lado da doença, ao mesmo tempo que somos confrontados com outra maneira da doença interferir na relação de casal.

Do meu ponto de vista, considero um filme muito bem produzido, com excelentes interpretações e que é, até ao momento, um dos melhores filmes que vi este ano.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Maratona Cineverão | Presos no paraíso

Imagem relacionada

1º Filme 
Categoria: Comédia
Classificação: 1 Estrela 

O meu tempo livre tem sido escasso e, quase sempre, uso-o para ler e pouco para ver filmes. Por isso, e já me sentindo um bocadinho atrasada, aproveitei os filmes que passam na TV para cobrir algumas categorias. 

Então, no sábado passado aproveitei este filme que passou na Sic. É uma comédia romântica que nos conta a vida de uma mulher que, de um momento para o outro, vê a sua vida a mudar drasticamente. 
Não gostei nada do filme... Faltou tudo: cenários, banda sonora, história e química entre o par romântico. 
Teve algumas cenas cómicas, mas no geral foi um filme aborrecido. 

Não acertei na escolha do filme, mas ainda falta muito tempo e espero ver mais e bons filmes.

domingo, 26 de junho de 2016

Divulgação | Maratona Cineverão


Este ano, a Catarina do blog Sede de Infinito  decidiu fazer algo diferente. Inspirada nas maratonas literárias, criou uma maratona cinematográfica.

A minha cultura cinematográfica é bastante deficitária. Sei que vejo poucos filmes e é algo que quero mudar. E esta maratona é já um bom começo.

Não sei se vou conseguir completar todas as categorias, mas vou fazer um esforço por tentar completar o cartão.

Tendo em conta as categorias, já tenho alguns filmes em mente.
Aqui ficam eles:

Animação

Décadas de 30 a 50

Drama pessoal

Adaptado de um livro

Atriz preferida 

Fantasia ou Sci-Fi

Até ao momento, foram estes os que consegui identificar para algumas categorias. Vou estar atenta às sugestões da Catarina e de outras pessoas que irão fazer parte deste projeto.
Se tiverem sugestões para mim, podem deixar nos comentários. Tentarei tê-las em atenção.
Se alguém estiver interessado poderá inscrever-se no blog Sede de infinito.