Mostrar mensagens com a etiqueta Luanne Rice. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Luanne Rice. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Opinião | "Tua para sempre" de Luanne Rice e Joseph Monninger

Tua Para Sempre
Classificação: 2 Estrelas

Comecei a leitura deste Tua para sempre sem grandes expetativas. Já conhecia a autora e, daquilo que li, foram todas leituras medianas. Nem muito boas, nem muito más. Tendo estas experiências anteriores, e mesmo sabendo que este livro foi escrito em colaboração com outro autor, não estava à espera de encontrar um livro que me arrebatasse o coração e baralhasse os sentidos.

O livro está escrito em forma de cartas. Há um casal, que depois de viverem momentos traumáticos, passam a trocar cartas entre eles. São essas cartas que compõem o livro. Nunca li nenhum livro que se apresentasse neste formato, e este não me convenceu.
Em nenhum momento do livro consegui sentir o sofrimento das personagens e não me senti próxima delas nem capaz de aceder ao seu interior. 
Fui lendo, as páginas foram passando, mas da história em si pouco ficava. No fundo, as palavras e os momentos do livro não tinham a intensidade capaz de me fazer ler com mais avidez e de se impregnarem na minha memória. 

É um livro que serve o seu propósito de entreter. Quem tiver disponibilidade, quase de certeza que o lê durante um dia. Contudo, apesar destes aspetos é um livro que não me marcou e o qual facilmente esquecerei ao fim de alguns dias.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

[Opinião] Milagre em Nova Iorque


Autora: Luanne Rice
Ano: 2011
Editora: Quinta Essência
Número de páginas: 236 páginas
Classificação: 3 Estrelas

Sinopse
Christy Byrne é um viúvo que ganha a vida a cultivar pinheiros de Natal no Canadá e a vendê-los em Manhattan. Um dia, o impensável acontece. Christy discute com o filho, Danny, de dezasseis anos. A polícia é chamada e, enquanto Christy é algemado, Danny foge. A viúva Catherine Tierney vê a luta, toma Danny sob a sua protecção, e dá-lhe acesso à biblioteca privada onde trabalha.
Passa um ano e Christy regressa a Nova Iorque com a filha de doze anos para vender as suas árvores. Ele e Catherine sentem-se atraídos um pelo outro, mas ela enfrenta um dilema: irá dizer a Christy que sabe onde Danny está e quebrar a confiança do rapaz, ou trair Christy, mantendo o paradeiro do seu filho um segredo? Unidos na sua preocupação partilhada por Danny, Christy e Catherine vão ajudar-se a esquecer os seus passados conturbados e a avançar juntos em direcção ao futuro.

Opinião
O primeiro contacto que tive com esta autora foi o ano passado com o livro A minha verdade é o amor. Na altura gostei do livro, mas não me convenceu. Milagre em Nova Iorque deixou-me a mesma sensação. No fundo, tal como o primeiro livro que li da autora, sinto que falta qualquer coisa ao livro que me prenda à história e às personagens. Porém, não consigo explicar o quê.

O livro apresenta-nos uma história marcada pela magia de Natal e pela incessante busca de sonhos.
Danny, de todas as personagens, é aquele que mais se empenha por seguir os seus sonhos, em lutar por aquilo que deseja e que acha ser a chave para a sua felicidade, mesmo que para isso tenha de se colocar contra o pai.
Esta busca de Danny acaba por inspirar outras personagens da história e no final do livro assistimos a um verdadeiro milagre de Natal.

Gostei bastante de Catherine, mas senti falta de saber um pouco mais da sua história e da sua relação com marido. Daquilo que a autora nos dá a conhecer, era uma relação muito bonita que merecia mais páginas. Eu sei que talvez os acontecimentos seguintes não teriam o mesmo impacto no leitor e na história em geral.

Uma das falhas do livro, a meu ver, é o facto de a autora não esgotar os temas que aborda. Parece que ela não esmiúça aquilo a que se propõe, deixa os assuntos e os acontecimentos um pouco no vazio. Por exemplo, Danny tinha uma relação com uma menina que depois de um acontecimentos importante no livro desapareceu. A autora nunca mais falou nela e na situação dela com o Danny. Para mim era importante, uma vez que ela assumiu um papel importante em alguns momentos do livro.

O final do livro foi um pouco fraquinho. Esperava que, pelo menos, a autora fechasse mais a narrativa e nos oferecesse um visão mais pormenorizada do futuro e do rumo das personagens.

Apesar das minhas reticências em relação aos livros de Luanne Rice e de não me sentir em sintonia com as personagens, espero ler outros livros da autora.

Boas leituras e deixem-se invadir pelas palavras.

domingo, 28 de abril de 2013

A minha verdade é o amor - Opinião


A Minha Verdade é o Amor

Autor: Luanne Rice
Ano: 2008
Editora: Quinta Essência
Número de páginas: 343 páginas
Classificação: 3 Estrelas
Desafio: Novos autores

Sinopse
FAMÍLIA. AMIZADE. AMOR. PAIXÃO. O milagre está prestes a realizar-se mas, tal como a maioria dos milagres, só pode surgir depois da noite mais escura e do maior desgosto de todos. A vida pode ser tão precária como um passeio numa falésia e as suas maiores recompensas só são alcançadas por aqueles que ousam arriscar tudo... por amor.
A irmã Bernadette Ignatius regressa à Irlanda na companhia de Tom Kelly em busca do passado - e do filho - que deixaram para trás há mais de 20 anos. Foi ali que aqueles dois antigos amantes passaram uma época mágica antes de o chamamento de Bernardette a ter transformado na Madre Superiora da Academia Estrela do Mar. E se foi um milagre que os afastou, um outro está prestes a uni-los.
Entretanto, algures em Dublin, um jovem, Seamus Sullivan, sonha em reunir-se com o seu primeiro e único amor. Do outro lado do Atlântico, numa mansão de Newport, essa rapariga, já adulta, trabalha como criada e aguarda com uma fé que lhe devolverá o único rapaz que amou.
A minha verdade é o amor, um livro marcante sobre os mistérios do passado, é o relato inesquecível de duas histórias e amor imortais. 

Opinião
Ao "passearmos" pelas páginas deste livro vamos descobrir que é uma história de ligações entre pessoas e da força que essas mesmas ligações têm ao ponto de unir essas mesmas pessoas ao longo de muitos anos.  É uma narrativa que se desenvolve de forma cativante que permitindo uma ligação entre o leitor e o livro. Assim, assistimos aos dilemas da Irmã Bernadette, à fidelidade de Tom e à ligação entre dois jovens que vivem num orfanato Seamus e Kathleen.

Estamos na presença de personagens principais complexas. Irmã Bernadette renunciou a um futuro familiar, deixando um filho para trás, para se entregar completamente a Deus e à direcção de um convento. Tom, o seu eterno amor, não consegue deixá-la e acompanha ao longo dos anos amando à distância e através do pouco que ela lhe pode oferecer. Acho que os dilemas que Irmã Bernadette vai vivenciando ao longo do livro são credíveis, porém acho que em algumas situações ficava um pouco desiludida com a má interpretação dos sinais que lhe iam aparecendo. Se por um lado admiro a fidelidade de Tom, por outra acho que ele foi "mole" demais. Era importante que ele fosse mais activo e tomasse uma posição mais firme em relação a várias situação. O que mais admirei em Tom foi o modo como ele conquistou o filho. Aí ele teve um papel activo e foi quase que uma forma de acordar os seus fantasmas para os demitir da alma.
Um aspecto que achei confuso no livro foi as respectivas histórias de origem destas duas personagens. Acho que Luanne Rice não criou um sequência lógica que permitisse aos leitores compreender na integra de onde eles vinham e qual a história familiar que tanta influência parecia ter nas suas personalidades e formas de estar.

Adorei a relação entre Seamus e Kathleen. Não compreendi algumas das atitudes de Kathleen enquanto criada numa casa nos Estados Unidos. Houve momentos em que pensei que ela abusada pelo seu superior, mas outras em que me pareceu aquilo funciona como um analgésico para a sua própria dor. No fundo. foi um aspecto que para  mim não ficou clarificado. Quanto a Seamus acho que teve uma atitude correcta ao longo de toda a história e admirei a sua dedicação para com o amor que sentia por Kathleen. Um amor que nasceu num orfanato, local que ambos consideravam com a sua casa, local onde afogaram os seus fantasmas de abandono experienciando a vida e a dor em conjunto.

Considero que é um bom livro. Apenas não lhe atribui uma classificação mais elevado por causa da falta de clarificação na história da origem familiar de Tom e Bernadette e por causa do final. Deduzi, mais ou menos a partir do meio, que aquilo não ia correr como eu gostaria que ocorresse... Fiquei um bocado chateada com uma determinada personagem!!!

Deixem-se invadir pelas palavras!
Boas Leituras!
Silvana