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domingo, 24 de março de 2013

A Rainha Vermelha (A Guerra dos Primos #2) [Opinião]


A Rainha Vermelha (A Guerra dos Primos, #2)

Autor: Philippa Gregory
Ano: 2011
Editora: Civilização Editora
Número de Páginas: 408 páginas
Classificação: 3 Estrelas
Desafio: Novos autores / De A a Z...

Sinopse
Num livro de conspiração, paixão e ambição sem limites, a autora de bestsellers Philippa Gregory dá vida à história de uma mulher orgulhosa e determinada que acredita que só ela, pela sua religiosidade e linhagem, está destinada a moldar o curso da história.

Herdeira da rosa vermelha de Lencastre, Margarida vê as suas ambições frustradas quando descobre que a mãe a quer enviar para um casamento sem amor no País de Gales. Casada com um homem que tem o dobre da sua idade, depressa enviúva, sendo mãe aos treze anos. Margarida está determinada a transformar a sua vida solitária num triunfo. Decide fazer com que o seu filho suba ao trono da Inglaterra e ao jovem rapaz. Ignorando herdeiros rivais e o poder desmedido da dinastia de Iorque, dá ao filho o nome de Henrique, como o rei, envia-o para o exílio, e propõe o seu casamento com a filha da sua inimiga, Isabel de Iorque.

Acompanhando as alterações das correntes políticas, Margarida traça o sei próprio caminho com outro casamento sem amor, com alianças traiçoeiras e planos secretos. Viúva pela segunda vez, Margarida casa com o impiedoso e desleal Lorde Stanley, e o seu destino passa a depender da sua vontade. Acreditando que ele a vai apoiar, torna-se o cérebro de uma das maiores revoltas, sabendo sempre que o filho, já crescido, recrutou um exército e espera agora pela oportunidade de conquistar o prémio maior.

Opinião
A Rainha Vermelha é um livro que nos dá a conhecer a vida de uma nobre inglesa que luta com todas as suas armas por um lugar, para a sua linhagem, no trono de Inglaterra. É uma mulher curiosa que agiu em consonância com a sua época. Não foi uma figura que me cativou nem que me causou admiração com o seu sofrimento e com as suas batalhas. Acho que devemos analisar este livro à luz do tempo histórico em que o enredo se desenvolve para conseguirmos digerir melhor os acontecimentos, nomeadamente: um casamento muito precoce de Margarida e uma gravidez aos treze anos.

Margarida afirmava-se uma mulher de Deus em que a sua principal vocação seria uma vida entregue a religiosidade. A mãe tinha outros planos para ela e o que Margarida fez foi reenquadrar este chamamento de Deus. É certo que para uma mulher tão ligada às causas de Deus se mostrou um tanto ou quanto ambiciosa em relação ao futuro do seu filho, futuro este que se tornou numa obsessão. 

É um livro com um início um pouco saturante, na medida em que somos arrastados por páginas em que as palavras não nos despertam muito interesse nem nos cativam para a leitura. Confesso que foi necessária persistência para me fazer avançar. Penso que esta minha fraca relação com o início do livro se deve ao facto de não estar muito familiarizada com todas as questões históricas que envolvem a corte inglesa e as divisões entre as casas de Iorque e de Lencastre. 

Porém, com o evoluir dos acontecimentos e com o aumento da minha compreensão por tudo aquilo que envolvia o livro, o meu interesse aumentou. Sensivelmente a partir de metade do livro, a narrativa desenvolve-se mais rapidamente e são-nos apresentados acontecimentos marcantes que influenciam o rumo das personagens. O final do livro foi algo que também não me deixou satisfeita. Tanta coisa foi feita, tantas traições aconteceram para no fim nos deixarem daquela forma. Estava à espera de um desfecho mais pormenorizado em que a narrativa fosse concluída de uma forma apoteótica. 

Para finalizar apenas queria chamar a atenção para um facto presente na sinopse que poderá conduzir os leitores em erro. Segundo a sinopse, Margarida toma as rédeas do seu destino quando se casa pela segunda vez, mas tal aspecto está errados. O segundo casamento foi ainda planeado pela sua mãe, após enviuvar novamente e já sem a presença da sua mãe, Margarida estuda as possibilidades que tem à sua frente e, pela primeira vez na sua vida, toma decisões por ela própria.

Deixem-se invadir pela palavras e boas leituras.
Silvana