quarta-feira, 31 de julho de 2019

Top 5 | Leituras de Verão


Há pessoas que durante as férias gostam de ler livros com histórias divertidas, alegres e com finais felizes. No fundo, há quem procure livros que não exijam muito da nossa concentração nem ativem o nosso pensamento, levando-o para reflexões mais profundas. 

É neste sentido que hoje quero deixar-vos 5 sugestões de livros para quem procura um livro descomplicado.

Verão da Riviera (Elizabeth Adler) - Este livro cheira a mar... Aliás todos os livro desta autora nos fazem desesperar por férias. Suspiramos por passar uns dias nos cenários que ela nos apresenta. Este em particular tem algum mistério, o que pode ser um ponto positivo para quem goste de um livro que espicace a curiosidade.

Dias de Ouro (Jude Deveraux) - Apesar de ser o segundo livro de uma série, podem lê-lo sem ler o primeiro. Estes livros podem ser lidos de forma descontinuada, pois a história é compreensível mesmo sem o conhecimento da história do livro anterior. Dias de Ouro é uma história de época. Tem momentos divertidos aliados a uma bonita história de amor. Um livro para nos fazer sonhar.

Sozinhos na Ilha (Tracey Garvis Graves) - Sempre que penso em férias e em mar lembro-me deste livro. Foi uma excelente surpresa. É uma história de sobrevivência com muito amor à mistura.

Verão em Edenbrook (Julianne Donaldson) - Este livro é um romance de época cheio de ternura. A história decorre no Verão e as descrições facilmente nos transportam para aqueles campos verdejantes e para os aromas do pomar.

Deixa-me Odiar-te (Anna Premoli) - Se querem um livro que vos faça rir do princípio ao fim, agarrem este. É maravilhoso! Diverti-me tanto com esta leitura. Uma história descontraída, feliz e com uma mensagem muito positiva e otimista.


Verão na RivieraDias de Ouro (Edilean, #2)Sozinhos na IlhaVerão em Edenbrooke (Edenbrooke, #1)Deixa-me Odiar-te

Partilhem comigo outras leituras descontraídas para estes dias mais quentes :). Para a semana partilho aqui as vossas sugestões. 

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Opinião | "A Costureira de Dachau" de Mary Chamberlain

A Costureira de Dachau

Classificação: 4 Estrelas

A Costureira de Dachau é o livro que nos conta a história de Ada Vaughn. Ada é jovem, ambiciosa e demasiado inocente. A conjugação destas características tornam-na numa personagem um pouco irritante e fizeram com que muitas vezes me enervasse com ela. Houve outras tantas vezes que me apeteceu saltar para dentro do livro e dar-lhe alguns abanões, principalmente porque percebemos que ela jamais irá aprender com os seus erros. 

Ada tem um talento especial para a costura, mas um dedo podre no que toca às escolhas de pessoas para construir relações. São as escolhas e as pessoas a quem se vai associando que tornam o percurso dela doloroso e cheio de sofrimento. 

Não é um livro comum relativamente ao tema da 2ª Guerra Mundial. A degradação humana que encontrei neste livro é um pouco diferente daquele que já encontrei em livros que decorrem neste espaço temporal. É diferente porque apesar de sentir pena por Ada, também me revolta imenso porque ela colocou-se a jeito daquilo que foi encontrar na vida. Uma sucessão de más escolhas conduziu-a por diferentes espaços durante a guerra, mas ela consegue superar as adversidades e a vida volta a dar-lhe uma oportunidade.

Pensei que no pós Guerra, Ada se comportaria de forma diferente. Acreditei que ela iria aprender com os erros do passado. Acho que ela tinha alguns problemas de inteligência, pois não conseguia antever consequências dos seus atos. 

É um livro com descrições muito intensas. Tem cenas duras e capazes de produzir uma enorme angústia. As personagens estão bem apresentadas pois provocaram-me sentimentos, deixaram uma marca em mim. 
O final do livro é dos mais inesperados com que já me cruzei. Um verdadeiro desespero!! Apesar de todas as más opções de Ada, o final que lhe foi reservado é injusto. Eu fiquei sem pinga de sangue, quando me apercebi do rumo dos acontecimentos. É um final forte e impactante e que, por muito tempo que passe, acho que irei sempre recordar. 

A Costureira de Dachau  é um livro com uma carga emocional muito dura e sem espaço para respirar e apreciar coisas positivas. É uma verdadeira amostra da podridão do ser humano, um retrato das pessoas que não olham a meios para atingir os seus fins e satisfazer os seus caprichos. Um livro que encaixará nas minhas memórias mais duras e tristes. 

Nota: Este livro foi-me disponibilizado pela editora em troca de uma opinião honesta. 

sábado, 27 de julho de 2019

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Livro Recebido]


Chegou mais um livro surpresa vindo da parte da Daniela.
O mês de Julho foi intenso para mim. Fechei o ciclo de doutoramento com a defesa! Estou cansada e um pouco perdida. É uma sensação de vazio um pouco intensa. 

Por tudo isto pedi à Daniela um livro leve, divertido e que me fizesse rir. Queria ler uma comédia.
Eis que ela me surpreende com este livro...


Deixa-me odiar-te
Anna Premoli

Quando indiquei as características à Daniela, ela disse-me que tinha de ir buscar o livro a um armário, onde ele estava guardado. Inconscientemente, comecei a formular na minha cabeça que seria um livro bastante antigo. O envelope chegou e fiquei muito surpreendida e feliz quando abri o livro. 

Passem na página do Quando se abre um livro para conhecerem os motivos do envio. 

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Opinião | "Ensaio sobre a cegueira" de José Saramago (Blindness #1)

Ensaio sobre a Cegueira

Classificação: 4 Estrelas

Tenho de admitir que sempre tive alguns preconceitos com os livros de Saramago. Pelo que ouvia outras pessoas falar, por aquilo que me diziam... De mãos dadas com os preconceitos andava o medo. Sim, eu tinha medo de pegar nas obras do autor e odiar. Senti que não seria algo muito justo de se escrever, ainda por cima sobre um autor vencedor de um prémio Nobel. 

Não foi uma leitura fácil. Aqui vejo-me obrigada a concordar com a Célia Loureiro. Tal como ela, acho que a escrita é uma verdadeira floresta de silvas. É genial a forma como ele articula discurso direto com indireto, mas inicialmente foi penoso para mim. Senti algumas dificuldades em adaptar-me. A partir do meio do livro, as coisas ficaram melhores. Já conseguia acompanhar melhor a história, mas a estranheza continuava lá. 

A história foi uma boa surpresa. Acho que é um daqueles livros capazes de inspirarem boas discussões em torno das interpretações que surgem desta leitura. À medida que ia lendo, dava por mim a pensar no quão bom seria ter o meu professor de Português do secundário a analisar esta obra. 
Senti-me intrigada por tanta coisa que aconteceu neste livro. Em muitos momentos pensei em Saramago e em que é que ele estaria a pensar quando escreveu aquela cena. Queria conhecer as motivações pessoais por detrás da ficção. 

Achei interessante a ausência de nomes das personagens. Não sei se é prática comum do escritor, mas aqui fez todo o sentido. Nesta história, aquilo que interessava eram as características das personagens. Interessava conhecer as suas motivações, as suas dificuldades... Era importante perceber de que forma elas passavam a lidar com a sua nova situação.

Muitas partes do livro eu interpretei como uma crítica à sociedade. A forma como os cegos viviam na clínica onde foram isolados é uma pequena amostra daquilo que nós, cidadãos, vivemos em liberdade. Há sempre aqueles que se aproveitam dos mais fragilizados, há aquele que no meio de toda a cegueira social consegue ver mais além e orientar de forma positiva os outros, há aqueles que se sentem simplesmente perdidos e desamparados e há outros que nasceram para serem lideres.
A imundice, a sujidade e as necessidades fisiológicas básicas são tão bem descritas que me causaram repulsa. Cheguei a sentir-me verdadeiramente enjoada com algumas situações.

Quero ler mais livros de José Saramago. Penso que com o hábito me consigo adaptar a escrita. Que livro do autor recomendam para uma próxima leitura?

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Por detrás da tela | "As Pontes de Madison County" (1995)

Classificação: 8/10 Estrelas

As Pontes de Madison Couty é um filme com uma intensa e bonita história de amor. É uma história intemporal que queremos guardar no coração e recordá-la ao longo dos tempos.

Não foi um filme que me conquistou logo do início, muito porque não concordo com traições. 
O filme começa com os filhos mais de Francesca Johnson, interpretada por Meryl Streep, a tratarem do seu funeral. Através do testamento e de algumas coisas que Francesca deixou, os filhos vão desfiar uma parte oculta da vida passada da mãe. 

A partir daqui vamos viajando no tempo para conhecer o que se passou na vida desta mulher. O passado começa por demonstrar a insatisfação de Francesca com a sua vida familiar monótona e pouco estimulante. O marido e os filhos viajam e ela acaba por ficar sozinha durante uns dias. Logo após a partida da sua família, Francesca conhece Robert Kincaid, uma fotografo de uma revista que está na região para fotografar.

Comecei por ficar aborrecida quando percebi que o filme ia retratar uma situação de traição. Contudo, há medida que ia conhecendo mais da história de Francesca o meu envolvimento com o filme e com a história que contava começou a aumentar. 
Para minha grande estranheza, comecei a sentir empatia pela Francesca. Eu também me sentiria morta se vivesse a vida dela. Atenção! Nada justifica uma traição. Consigo percebê-la, mas não a consigo aceitar na totalidade. Porém, quando me esquecia que era uma traição e me focava na interação entre Robert e Francesca ficava fascinada com a intimidade que existi entre eles, com o amor que facilmente partilhavam... 

Ao longo daqueles dias, Francesca consegui expressar os seus sentimentos com Robert. Partilhou os seus sonhos, as suas angústias. Robert ouviu-a atentamente, valorizou-a e partilhou com ela as suas aventuras pelo mundo. 
Contra tudo aquilo que ele esperava, acaba por se apaixonar verdadeiramente pela Francesca.

Há uma cena mais no final do filme é que me cortou a respiração. A tensão e o suspense criados é fenomenal. Fiquei ali na expetativa para saber quais as escolhas de Franscesca. Adorei a cena. Fiquei emocionada com a carga emocional que Meryl Streep ofereceu à personagem. 

O fim é emotivo e espelha as diferentes formas do amor. Francesca amou o marido como sabia e podia. Porém, lá num lugar bem especial do seu coração também guardou o amor de Robert. E se em vida dedicou o amor ao marido, na morte ela quis partilhá-lo com Robert. 
Uma das mais bonitas histórias de amor a que já assisti na sétima arte.  

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Opinião | "Em Nome do Amor" de Lesley Pearse

Em Nome do Amor

Classificação: 4 Estrelas

Li o primeiro livro de Lesley Pearse há mais de dez anos. Foi um presente de Natal e depois da leitura tornou-se num livro precisou. Fiquei fã da história e da escrita da escritora. Desde aí já foram vários os livros que li dela e grande maior parte deles ficaram-me na memória e no coração. Pensar em Lesley remete-me para histórias memoráveis, onde acompanhamos a vida de uma personagem de forma intensa e pormenorizada e onde o drama é usado de uma forma irrepreensível. Para mim, são poucas as escritoras que escrevem histórias dramáticas como a Lesley escreve.

Dada a minha obsessão com os livros da Lesley fiquei imensamente feliz quando recebi este livro cá em casa.

A história tem como espaço temporal os anos sessenta e retrata o contexto social e o lugar que as mulheres ocupavam na sociedade da época. 
A nossa protagonista é uma jovem mulher, Katy,  cheia de garra e que luta por aquilo que quer e defende com garra e perseverança aquilo em que acredita. 
Para além de Katy há duas outras personagens femininas com um papel muito importante na história. Gloria e Edna são duas personagens secundárias que mereciam um livro só delas. Mereciam que as suas histórias de vida fossem contadas. 


Katy sonhava com mais para a sua vida, mas quando o destino trocou-lhe as voltas e vê-se abraços com um problema para resolver. O pai é acusado de ser o responsável pelo incêndio na casa da Glória. Confiante na inocência do pai, acaba por se meter num grande sarilho. 
Hilda, a mãe de Katy, é outra personagem feminina muito intrigante. Tem uma personalidade muito peculiar e que não mostra muita empatia por ninguém. 

Este é um livro de personagens cheias de contrastes e recantos obscuros. Pessoalmente, o que mais gostei foi conhecer esses recantos desconhecidos e cheios de histórias ocultas. Foram esses recantos que me fizeram conhecer um bocadinho melhor as personagens e me trouxeram lembranças daquilo que é o estilo da Lesley.

Este livro careceu de profundidade. Faltou-lhe aquele toque de detalhe muito característico na forma de contar histórias desta escritora. Há partes muito apressadas, comparativamente a outros livros. Há determinadas cenas e personagens que mereciam mais protagonismo.

O epílogo ofereceu-me um vislumbre daquilo que foi o futuro de Katy. Porém eu não queria apenas o vislumbre, eu queria o pacote de experiências completo. 
Apesar de ser um dos livros mais sintéticos da autora, mantém a mesma qualidade comparativamente a outros livros que já li da escritora, mantém a intensidade de emoções e a capacidade de nos contar uma história que ficará na minha memória.

Nota: Este livro foi-me disponibilizado pela editora em troca de uma opinião honesta.

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Opinião | "Os Loucos da Rua Mazur" de João Pinto Coelho

Os Loucos da Rua Mazur

Classificação: 3 Estrelas

Estava cheia de vontade de ler este livro. Queria encontrar todas as emoções que a escrita do autor me proporcionou quando li Perguntem a Sarah Gross. Contudo, a intensidade desta história não foi suficiente para mim. Faltou-lhe o poder narrativo que encontrei no livro anterior.

Não foi um livro fácil de ler. A história é uma verdadeira manta de retalhos que se vão encaixando e que me fizeram desesperar por compreensão. Optando por fragmentar uma história entre passado e presente, com um passado marcado pelo aparecimento de muitas personagens não funcionou muito bem comigo. Foi uma enorme confusão para a minha cabeça, sempre que voltava ao passado, identificar quem eram quem e qual o seu papel na narrativa. Com o avançar da leitura a confusão foi diminuindo, mas o estrago já estava feito. Assim, como não me consegui vincular logo no início a estas personagens e toda a história, porque estava com dificuldades em assimilar tudo, tudo me pareceu distante e pouco emotivo. 

O que me deixa com mais pena é ter plena consciência do talento do escritor e que, apesar desta minha experiência menos favorável, está bem presente neste livro. Eryk, Yankel e Shionka protagonizam um dos melhores triângulos amorosos com quem já me cruzei no universo literário. O alargado conjunto de personagens não me permitiu agarrá-los no coração nem torcer por um final em específico. Senti-me muito distante deles, dos seus dilemas, das suas tristezas e dos acontecimentos terríveis que foram obrigados a viver. Eu precisava de sentir mais deles e com eles para que eles e a sua história ficassem agarrados a mim. 

Sou capaz de compreender a relevância de cada uma das personagens que foi chamada pelo escritor a contribuir para a construção desta narrativa. E apesar de, para mim, me ter gerado confusão, acredito que poderá apaixonar outros leitores. 
Os meus ideias pré-concebidos com a leitura do primeiro livro do autor fizeram-me resistir a esta história porque, lá no fundo, eu queria uma narrativa que não me fizesse dar tantos saltos narrativos e com tanta gente ao barulho. No Perguntem a Sarah Gross também acontecem saltos narrativos, mas são mais claros e têm tempo suficiente no livro para me agarrar e ficar a desejar ler o passado sempre que iniciava o presente ou vice-versa. Em Os Loucos da Rua Mazur não se verificou esse desejo, porque aquilo que lia do presente ou do passado não me apaixonava, não era 100% compreensível para mim e não me cativava o suficiente. 

É um livro com algumas surpresas, que foge ao óbvio ou àquilo que esperamos. De alguma forma conseguiu surpreender-me.

No fim da leitura senti-me muito triste e frustrada porque queria ter gostado muito mais deste livro. Sabem aqueles escritores por quem vocês desenvolvem uma certa admiração? Eu desenvolvi esta admiração pelo João Pinto Coelho, pela sua escrita ímpar, minuciosa e ilustrativa de uma enorme pesquisa para a construção de um livro com uma história coerente e cheia de emoções. Neste livro, eu consegui identificar a mesma escrita e a mesma capacidade de trabalho do autor, mas faltou-me a emoção e a minha capacidade de me sentir dentro da história a viver os horrores e as alegrias daquelas personagens.

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Empréstimo Surpresa | Empréstimo Surpresa [Desafio]


Desafio para o livro Desaparecidas, de Tess Gerritsen 

Precisamos de um título! 


Uau! Depois do casting e de ajudares a autora numa das suas obras, eis que ela te reserva uma nova surpresa.
Convidou-te para lanchar e, sem que estivesses à espera, colocou-te nas mãos o seu novo manuscrito acabadinho de escrever. As páginas ainda parecem quentes de terem saído da impressora!
Vais ser a primeira pessoa a ler o seu novo policial. Mas a surpresa não fica por aqui! A autora precisa desesperadamente da tua ajuda para escolher o melhor título.
E, depois do título, precisa de uma daquelas frases chamativas para constar na capa do livro.

Estás pronta para este novo desafio?

Para responder a este desafio acabei por me basear na resposta ao meu desafio anterior.

A Sedutora
A sede de vingança de uma mulher não conhece limites. Com as suas mãos, ela ensinará os homens o poder e a força de uma mulher.

Até que fiquei com vontade de escrever este livro....

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Opinião | "Desaparecidas" de Tess Gerritsen (Rizzoli & Isles #5)

Desaparecidas (Jane Rizzoli & Maura Isles, # 5)

Classificação: 5 Estrelas

A minha paixão pelos livros da Tess Gerritsen começou logo no primeiro livro que li. Uma escrita muito realista capaz de me transportar para cenários macabros e capazes de me revirar o estômago. A experiência profissional da escritora permite-lhe oferecer aos leitores descrições detalhadas e muitos precisas. Isto é uma excelente forma de conferir realismo às histórias e que, pessoalmente, me deixa mais agarrada à leitura. 

Um aspeto interessante neste livro é que a parte criminal aprece mais diluída permitindo que outros elementos narrativos ganhem espaço e ofereçam novos olhares e novas interpretações. Por isso, para aqueles leitores que não apreciem policiais marcados pelas investigações criminais, pela descrição de cenários de crime e pela descrição de autópsias este livro poderá ter a capacidade de lhes proporcionar uma boa leitura.
Tal como os anteriores há um crime para resolver, mas com contornos pouco marcados pelo sangue e por por mortes dolorosas. Para além disso, ao mesmo tempo que assistimos ao desvendar do mistério que é em si um crime, também temos uma agente da polícia a viver os momentos finais da sua gravidez e ao seu nascimento enquanto mãe. 
Se por um lado, os crimes nos levam a refletir sobre a prostituição, a forma como jovens inocentes são colocadas à disposição dos caprichos de homens com poder, por outro temos todos os desafios que a maternidade traz aos novos pais. Na minha opinião, a autora conseguiu um excelente equilíbrio entre estas duas dimensões da história. 

Foi muito interessante assistir aos dilemas da Jane e ver retratado naquelas páginas as grandes dificuldades que as mães e os pais passam nos primeiros dias de vida dos seus bebés. É claro que foram as dificuldades de Jane que ficaram mais nítidas. A questão das visitas, a delegação de tarefas, as saudades da atividade profissional e as questões sobre ser boa mãe no meio de hormonas instáveis foram algumas das problemáticas foram aspetos muito bem retratados através do comportamento da Jane. Acho que o livro acaba por passar uma mensagem muito importante sobre a maternidade e os seus desafios. Eu, que não tenho filhos, consegui perceber cada uma das dúvidas e cada uma dos medos de Jane. Assim como consegui colocar-me no papel dele e compreender as suas necessidades.
Ao longo destes episódios maternais, Gabriel aparece como um pai presente compreensivo mas também mais receoso. Passou a valorizar a própria vida e a vida daqueles que ama de um modo ligeiramente diferente. Estou muito curiosa para ler o livro seguinte e ver como é esta nova família se irá harmonizar.

Conhecer a Mila e a sua história mexeu-me com os nervos. Foi duro conhecer tudo aquilo a que foi sujeita. Há só ali um espaço temporal que não ficou muito claro para mim, porém não afetou a minha compreensão da história. A par da Mila temos a Olena, mais impulsiva, mais agressiva... Apesar de deduzir qual a sua história de vida, merecia um momento dela. Ela é uma personagem importante e foi a co-protagonista de um dos raptos mais interessantes e mais bem descritos com que já me cruzei no mundo literário. A sensação de aflição é horrível e a vontade de devorar as páginas para saber como tudo terminará é aflitiva.

Desaparecidas deu-me imensa vontade de ler. Fez-me aproveitar todos os momentos que tinha livres só para ler mais um pouco e ir desvendando a história.
Sofri horrores com aquele final. Foi muito angustiante, muito intenso e que me provocou calafrios.
Para quem gosta de mistério e não resiste a um bom thriller esta série, e em particular este livro, são de leitura obrigatória. Até agora, foi o livro da série que mais gostei. 

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Os motivos]


Desta vez os CTT trabalharam à velocidade da luz e os livros chegaram até à Daniela de um dia para o outro. 

A minha falta de inspiração para desafios levou-me para outros caminhos. Assim, neste envio, o desafio foi mútuo. Dei à Daniela uma lista com vinte livros da minha estante. O desafio consistia em a Daniela me dar três pistas do livro que ela queria ler e eu teria de tentar acertar no livro.

A lista foi a seguinte: 

  1. As Trevas de Baltar - Henrique Anders
  2. A Guerra não tem rosto de Mulher - Svetlana Alexievich
  3. Perfume de Jasmim - Jude Deveraux
  4. A Sereia de Brighton - Dorothy Koomson
  5. Uma criança em perigo - Torey Hayden
  6. Antes de nos encontrarmos - Maggie O’Farrell
  7. O Filho de Thor - Julliet Marillier
  8. Uma voz perdida na guerra - Cesca Major
  9. A primeira vez - Marc Levy
  10. A Segunda Lua de Mel - Joanna Trollope
  11. Não contes a ninguém - Karen Rose
  12. Pequenos gestos de amor eterno - Danny Scheinmann
  13. O tempo de dizer adeus - S. D. Robertson
  14. Elementos secretos -Margot Lee Shetterly
  15. À espera de Mobby Dick - Nuno Amado
  16. A Bibliotecária de Auschwtiz- Antonio Iturbe
  17. A Imperatriz Romanov- G. W. Gortner
  18. Mister Gregory- Sveva Casati Modignani
  19. Grande Mulher - Danielle Steel
  20. O Retrato de Família - Jojo Moyes
Em seguida pedi à Daniela quatro pistas. Foram elas:
  • Mulher
  • Três
  • Segredo
  • Frio
Pensei qual o livro que aqui podia encaixar. A minha primeira ideia foi o livro A Bibliotecária de Auschwtiz (Antonio Iturbe), mas não conseguia arranjar uma justificação para o número três. 
Depois de algumas análises aos livros acabei por escolher...
A Sereia de Brighton

A Sereia de Brighton
Dorothy Koomson

Justificação das pistas...
Mulher - A escritora é uma mulher, assim como a protagonistas
Três - Temos três pessoas fundamentais nesta história: a Jude, a Nell e a jovem que aparece morta na praia
Segredo - Há um segredo no passado que precisa de ser desvendado no presente
Frio - A rapariga da capa parece estar com frio enquanto caminha, o próprio cenário da capa sugere um dia de frio.

Será que acertei?
Tendo em conta estas pistas, que livro enviariam?
Para saber se escolhi aquele que a Daniela queria ler, passem no blog dela.

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Junho | Quem chegou?

Junho foi um mês mais movimentado relativamente à entrada de livros cá em casa. Também foi o mês, até ao momento, que mais li. 

Ficam aqui os livros...

Oferta Editora
Desde já deixo o meu agradecimento à Porto Editora e à Asa pelos exemplares que me ofereceram. 
Da Porto Editora recebi o livro O Jardim das Flores de Pedra de Deborah Smith, uma leitura já terminada e que me deixou muito feliz. 
Da ASA recebi o livro o livro Em Nome do Amor de Lesley Pearse. É a minha leitura atual e não está a desiludir. É sempre bom perder-me nas histórias desta autora. 

O Jardim das Flores de Pedra    Em Nome do Amor

Empréstimo 
Durante o mês de Junho recebi mais um livro enviado pela Daniela para o nosso projeto conjunto. Desta vez recebi o livro Desaparecidas de Tess Gerritsen. Foi uma leitura compulsiva e que só veio reforçar a minha admiração pelo trabalho desta escritora. 
Desaparecidas (Jane Rizzoli & Maura Isles, # 5)

Troca
Este mês também consegui uma troca. Recebi cá em casa um livro de outra escritora de quem gosto muito. O recém-chegado foi A Praia das Pétalas de Rosa de Dorothy Koomson. 
A Praia das Pétalas de Rosa

Compras
Este mês fiz duas aquisições para a minha estante. Foram dois livros que comprei em segunda mão. Pelo preço de um novo consegui dois livros e em bom estado. 
O primeiro foi um pouco no rescaldo da minha leitura compulsiva do livro da Deborah Smith. E assim veio cá para casa o livro O Café do Amor de Deborah Smith.
O segundo foi um livro que andava a namorar há muito, muito tempo. Sou uma fã da banda sonora da série televisiva baseado no livro. Estou a escrever sobre o livro O Tempo entre Costuras de María Dueñas. 
O Café do Amor     O Tempo Entre Costuras

segunda-feira, 1 de julho de 2019

TAG | 50%


Sempre que chego a esta altura do ano gosto de fazer o balanço das minhas leituras. 
Até ao momento li 19 livros, menos 7 do que o ano passado. A nível de leituras não está a ser um ano muito produtivo. Terei de ler bastante neste segundo semestre do ano para tentar cumprir com o desafio do Goodreads.

1. Melhor livro que li até agora
Até ao momento atribui 5 estrelas a 5 livros. Todos eles foram leituras fantásticas e de géneros diversos. Porém, vou ter que referir aqui aquele que me fez sentir vontade de ler. Andava numa fase de leituras muito complicada e assim que peguei no livro Uma verdade simples de Jodi Picoult foi como se algo dentro de mim se desbloqueasse. 
Uma Verdade Simples

2. Melhor continuação que li até agora
Este ano já terminei de ler os livros da série Bridgertons de Julia Quinn e, graças à Daniela, li mais um livro da série Rizzoli e Isles.  Li outros livros que integram séries, mas não me marcaram tanto como os destas duas. Apesar de gostar muito dos livros da Julia Quinn, foi o livro Desaparecidas de Tess Gerritsen que mais gostei de ler até agora.


3. Lançamento do primeiro semestre que ainda não li, mas quero muito
O livro Raparigas como nós de Helena Coelho tem recolhido opiniões muito positivas por parte dos leitores. Apesar de ter sempre muitas reservas relativamente a livros muito comentados, este tem qualquer coisa que me atrai. Estou muito curiosa para descobrir que história está presa nestas páginas. 
Raparigas Como Nós


4. Mais aguardado do segundo semestre
Este ano ainda não sei muito bem o que será publicado nesta segunda metade do ano, por isso não tenho nenhum livro para esta categoria.

5. Me decepcionou esse ano
O livro que mais me dececionou até ao momento foi A minha avó pede desculpa de Fredrik Backman. 
Ia cheia de expetativas quando comecei a ler este livro e talvez por isso tenha ficado tão triste com ele. Estava à espera de uma história mais emocionante e que me tocasse o coração, mas tal não aconteceu.
A Minha Avó Pede Desculpa

Infelizmente tenho de acrescentar aqui outro livro, Os Loucos da Rua Mazur de João Pinto Coelho. Queria tanto ter amado este livro. Depois de ler Perguntem a Sarah Gross fiquei com imensa vontade de conhecer mais trabalhos do autor, infelizmente esta leitura não correu tão bem como a primeira.
Os Loucos da Rua Mazur

6. Me surpreendeu esse ano
Quando peguei no livro Uma Noite no Expresso do Oriente de Veronica Henry esperava uma leitura ligeira e satisfatória. Estava à espera de uma leitura sem grandes emoções. Contudo acabei surpreendida pois gostei mais do livro do que aquilo que estava à espera. 

Uma Noite no Expresso do Oriente


7. Novo autor favorito que foi lançado/ conheceu no primeiro semestre
Nestes primeiros seis meses li 9 novos autores. De entre eles destaco a escritora Cesca Major pois adorei o livro  Uma Voz Perdida Na Guerra. Um livro muito bem escrito, com uma história tocante e que nos oferece outra visão das atrocidades da Segunda Guerra Mundial sem recorrer aos campos de concentração. 
Uma Voz Perdida na Guerra

8. Sua quedinha por personagem fictício mais recente
Este ano não consigo escolher apenas um. Tive dois homens literários que me ficaram no coração, Sebastian do livro Uma Voz Perdida na Guerra de Cesca Major e Eli do livro O Jardim das Flores de Pedra de Deborah Smith. 

Uma Voz Perdida na Guerra   O Jardim das Flores de Pedra

9. Seu personagem favorito mais recente
Não foi fácil escolher uma personagem para esta categoria. Enquanto pensava nas diferentes personagens dos livros que já li acabava por recair nas personagens principais. Eis que me lembro da Mila do livro Desaparecidas de Tess Gerritsen. Não a considero protagonista, porém tem um papel fundamental no livro. Está muito bem caracterizada e permite-nos a aceder a um mundo mais negro dos humanos. 

10. Um livro que te fez chorar no primeiro semestre
Este ano ainda não chorei com nenhum livro, contudo houve um que me revirou as entranhas e me vez viajar até ao mundo dos mortos. Estou a referir-me ao livro Os Últimos Dias dos Romanov de Robert Alexander. 
Eu fiquei obcecada com a família Romanov. Fiquei aterrorizada com tudo o que aconteceu, chegou mesmo a tirar-me o sono. 

11. Livro que te deixou feliz no primeiro semestre
Apesar de o livro ter muito drama a forma como tudo terminou deixou-me feliz. Amor Cruel de Colleen Hoover é um livro dramático, com emoções muito fortes, mas que termina de uma forma muito doce e querida. 
Amor Cruel

12. Melhor adaptação
Não tenho nenhum livro para esta categoria porque não li nenhum livro que tenha sido adaptado ao cinema ou à televisão.

13. Resenha favorita esse ano, escrita ou em vídeo
A opinião que escrevi sobre o livro Os Últimos Dias dos Romanov de Robert Alexander. Podem ler aqui.

14. Livro mais bonito que comprou ou recebeu esse ano
Para esta categoria tenho de escrever sobre a minha leitura atual, Em Nome do Amor de Lesley Pearse. Fiquei tão feliz quando recebi este livro.
Em Nome do Amor


15. Quais livros quer ou precisa ler até o final do ano
A lista de livros que quero ler até ao final do ano é enorme. Há um deles que surge nesta categoria há 3 anos consecutivos. Estou a referir-me ao livro A Filha do Barão de Célia Loureiro. Ando há imenso tempo a prometer esta leitura. Assim que defenda a minha tese de doutoramento pegarei nele.
Outro livro que quero ler antes do final do ano é O Ano da Dançarina de Carla M. Soares. 
Este ano ando em falha com os autores portugueses.

  O Ano da Dançarina