sexta-feira, 28 de junho de 2019

Opinião | "O Diário de um Mago" de Paulo Coelho

O Diário de um Mago

Classificação: 2 Estrelas

Houve um tempo em que a minha mente era mais filosófica e dada a cenas metafísicas. Nesse tempo eu fui uma enorme consumidora dos livros de Paulo Coelho. Senti-me como se tivesse a ser invadida por algo superior que me alimentava a alma e a minha mente inquieta. 
Depois deixei Paulo Coelho para trás e só agora é que voltei a pegar num livro dele. 

Não sabia de que é que o livro falava, por isso fiquei extremamente admirada quando me apercebi do seu conteúdo. O livro é narração da viagem de Paulo Coelho pelos caminhos de Santiago. Achei este aspeto curioso porque ando há imenso tempo por fazer o caminho a pé entre Braga e Santiago de Compostela. Já partilharam comigo que é uma caminhada especial e onde facilmente nos perdemos em reflexões pessoais. Infelizmente nunca surgiu a oportunidade. 

Esta não foi uma leitura arrebatadora. Li-o quase todo em apenas duas viagens para Braga. A escrita é simples o que facilita imenso a leitura. Achei interessante a parte dos exercícios que o autor foi convidado a fazer ao longo do caminho. Interpretei-os mais como uma espécie de exercícios de meditação. Em alguns casos até senti vontade de os experimentar, mas outros não me despertaram qualquer tipo de interesse. 

Foi uma leitura ligeira e que me fez pensar naquilo que o tempo e as vivências provocam em nós. Eu não sou a mesma pessoa. Estou diferente da adolescente que devorava livros de Paulo Coelho como se dentro deles vivesse a maior das verdades espirituais. Apesar disso, hoje sou uma pessoa que é o resultado das vivências enquanto adolescente. Por isso esta leitura foi satisfatória. Não foi uma leitura desagradável, contudo não me proporcionou os mesmos sentimentos que provavelmente proporcionaria há alguns anos atrás.  

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Opinião | "O Jardim das Flores de Pedra" de Deborah Smith

O Jardim das Flores de Pedra

Classificação: 5 Estrelas

Eu não resisto a uma bonita história de amor. Se lhe juntarem drama, segredos familiares e personagens femininas fortes, a probabilidade de ter uma boa leitura aumenta. 
Comecei a ler Deborah Smith há dois anos. Aquele primeiro livro selou um amor pelas suas histórias que permanece até hoje. É uma autora que considero intemporal, ou seja, não me vejo a desgostar de ler as suas histórias. 

O Jardim das Flores de Pedra é um livro sobre as mulheres Hardigree e sobre a sua força. Uma força que é a metáfora do seu ramo de negócio, o mármore. Swan é a matriarca. Fria, distante e de porte régio vale-se da sua mão de ferro para gerir o negócio e manter a reputação da família Hardigree. Darl é a sua neta e será aquela que a desafiará. 
É uma história para acompanhar em duas épocas distintas. No passado solidificam-se os segredos e as tragédias. No presente, é preciso derreter o gelo para chegar às camadas mais profundas de cada uma das personagens e dos segredos que encerram. 

Eu gostei de ler os dois momentos da história. Do passado guardo a importância da inocência e do amor descomprometido que Eli e Darl oferecem. Guardo a história singular de Swan que merecia um livro só para nos contar a história dela e os desafios que a vida a obrigou a enfrentar e condicionou as suas escolhas. Guardo o amor e a união da família Wade que procuram vencer os preconceitos e lutar pelas suas necessidades. É nesta família que vive um amor entre irmãos bonito e especial. Eli e Bell conseguem passar a importância da união, do respeito e a necessidade de se proteger aqueles que amamos. Ficou também a amizade que Darl oferecia aqueles que lhe tocavam o coração e a nobreza de Eli em ser justo e leal àqueles que ama, sejam eles família ou amigos.

Quando cheguei ao presente foi fácil divertir-me com o humor negro e mordaz que Darl e Sawn usavam durante a sua comunicação. Adorei naquilo que Darl se tornou e na forma que decidiu usar os seus conhecimentos e formação. É uma mulher corajosa, mas ainda com fantasmas do passado a vaguear em volta dela. Sem querer tropeça em Eli, sem saber que realmente é ele. E é assim que as suas amarras se soltam e os fantasmas começam a querer soltar-se. 

É um romance ao estilo de Deborah Smith e que acaba por seguir um pouco a fórmula dos livros anteriores que já li. Porém, aos meus olhos, isso não lhe retirou o encanto nem destruiu a capacidade da história me emocionar e me empurrar por uma leitura compulsiva. Apesar deste compulsão há momentos que quis ler mais devagar para que a história não acabasse tão depressa. 
Do meu ponto de vista é um livro que merecia integrar uma série. Há três personagens femininas que mereciam o protagonismo que apenas um livro individual lhes consegue oferecer. Este livro não retirou intensidade à história nem a força de carácter às personagens, porém sinto que cada uma delas merecia algo mais.

Se, tal como eu, gostam de uma história de amor bonita, de encontros e desencontros e de segredos que minam a vida de quem os guarda, então atirem-se à leitura deste livro. Quase de certeza que vos tocará no coração. 

Nota: Este livro foi-me disponibilizado pela editora em troca de uma opinião honesta.

terça-feira, 25 de junho de 2019

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Livro Recebido]


Chegou a minha vez de me submeter às criteriosas escolhas da Daniela. Ela ainda me questionou se, tal como fiz com ela no livro que lhe enviei, tinha algum requisito que gostasse de ver cumprido. Porém, confiei cegamente na escolha dela e chegou cá a casa....


Desaparecidas
Tess Gerritsen

Foi uma escolha bem acertada. Até ao momento, todos os livros da Tess Gerritsen que a Daniela me emprestou têm sido excelentes leituras. 
Como será a minha experiência com este?

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Opinião | "Os Últimos Dias dos Romanov" de Robert Alexander

Os Últimos Dias dos Romanov

Classificação: 5 Estrelas

Nada sabia sobre os Romanov até ter lido o livro A Imperatriz Romanov de G. W. Gortner. Infelizmente, quando abordamos a Revolução Russa nas aulas de História do 9º ano a família imperial e a história em torno da mesma não é abordada nem mencionada. 

Fiquei atormentada pela história desta família. Ao ler Os Últimos Dias dos Romanov senti-me enjoada, revoltada, angustiada com todas as atrocidades que foram cometidas. Independentemente das razões que conduziram ao fim da monarquia na Rússia, nada justifica a forma como toda a operação foi conduzida. Nada justifica o silêncio que se manteve durante anos perante os acontecimentos de 17 de Julho de 1918. Não sei como é que os militares envolvidos neste massacre conseguiram seguir com as suas vidas tendo em conta as atrocidades que fizeram.

Este livro, misturando ficção com realidade, narra os últimos dias do último czar da Rússia e da sua família quando estiveram em cativeiro numa zona que pertence à Sibéria. Acompanhamos rotinas, os medos, os receios e as partilhas entre os elementos da família imperial e as pessoas que a serviam.
Sinto que tive uma maior compreensão deste livro porque tinha lido A Imperatriz Romanov. Atenção, eles não dependem um do outro. Contudo, o livro editado o ano passado pela Topseller ofereceu-me uma visão pormenorizada do que era a família real Russa, o luxo subjacente ao seu estilo de vida, as relações entre os diferentes membros e deixou-me perceber de que modo a monarquia russa começou a deteriorar-se.
Este conhecimento prévio permitiu-me uma maior compreensão e interpretação destes últimos dias dos Romanov. Permitiu-me perceber melhor a relação entre Nicolau e Alexandra, tendo sempre um olhar muito crítico relativamente a ambos e ao comportamento que os atirou para aquela situação.

Eu fiquei agarrada a esta história e a esta família. Ler este livro, deixou-me ainda mais agarrada a esta família e aos mistérios que encerra. Há muito por explicar relativamente ao assassinato dos Romanov e, infelizmente, penso que não serão reveladas novas informações.

Os Últimos Dias dos Romanov apresenta um final que não é verdadeiro, tendo em conta a pesquisa que fiz posteriormente. Contudo gostei da forma como terminou e como nos apresentou um alternativa ligeiramente mais feliz perante a tragédia que a família encerra. Apesar de saber que não espelha a realidade, dei por mim a pensar "E se...?!".
Senti muita emoção, amor e tensão nestas páginas. Ao ler este livro pude perceber um pouco mais sobre a Rússia e sobre a sua história. Permaneceu a vontade de fazer a mala e ir até São Petersburgo conhecer as ruas e o Palácio de Inverno, conhecer os tesouros dos Romanov e visitar os seus túmulos.
Fico feliz por saber que houve quem não desistisse de procurar Nicolau e a sua família. Apesar de muitos anos se terem passado, a família Romanov teve direito a ser sepultada de forma digna.

É inexplicável todas as sensações e emoções que este livro me provocou. Dei por mim a vaguear na internet procurando mais informações sobre a família e sobre a história da Rússia. Pesquisei imagens do Palácio de Inverno, da Catedral de São Pedro e São Paulo. Procurei perceber um pouco melhor os motivos que levaram sucessivos governos de um país a ignorar um acontecimento tão sangrento. Não obtive nenhum conclusão, mas fiquei preocupada. É um elemento relativamente recente na História mundial, mas por algum motivo, por interesses políticos, por aspetos que eu não consigo enumerar, decidiram não estudar muito bem o que passou naquela madrugada de Julho.

Penso que seja este olhar inconclusivo sobre a vida dos Romanov e sobre tudo o que aconteceu no passado que alimentaram a minha curiosidade. Tenho consciência da imperfeição da Rússia imperial, das suas fragilidades, do modo demasiado luxuoso em que viviam os membros da nobreza, da pobreza da população e do seu descontentamento perante as escolhas de Nicolau, muito influenciadas por Alexandra. Apesar disso, dou por mim a questionar-se se isto justifica o fuzilamento de tanta gente, incluindo crianças inocentes e de as atirar para o esquecimento sepultando-as de forma a tentar esconder a atrocidade cometida.
Ainda hoje ao pensar neste livro e na leitura das últimas páginas me arrepio e sou capaz de sentir o medo que ficou impregnado na sala daquela casa.  


quinta-feira, 20 de junho de 2019

Por detrás da tela | "Flores Raras" (2013)

Classificação: 8/10 Estrelas

Não era meu costume assistir a cinema Brasileiro. Porém, depois de assistir ao filme Olga passei a estar mais atenta e a dar oportunidade aos filmes de um país que produz telenovelas capazes de me deixar viciada às mesmas. 

Este filme surgiu de um livro, Flores Raras e Banalíssimas de Carmen L. Oliveira, e narra a história de amor entre a poetisa americana Elizabeth Bishop e a arquiteta brasileira Lota de Macedo Soares vivida ente os anos 50 e 60.  

É interessante olhar para este filme e analisar a forma como as relações homossexuais eram vividas numa época em que elas não eram socialmente aceites. Há ainda o contraste entre o Brasil e os EUA e a forma como as pessoas destes países se relacionavam com a homossexualidade. 

Foi uma história intensa, bem construída e com excelentes interpretações. As relações humanas, o amor, o trabalho a inspiração para a escrita são elementos que estão muito bem representados no filme. Tive momentos em que me emocionei, momentos em que me revoltei e situações que me deixaram zangada. Estas zangas surgiam sempre por causa da Lota. Era mulher muito dominante e, a meu ver, bastante egoísta. Gloria Pires é uma excelente atriz e esteve brilhante no papel de Lota. 

O engraçado é que Lota deixou-me tão zangada como fascinada. Era uma mente hiperativa, com ideias fantásticas. Nas relações humanas tinha as suas particularidades, e eram essas particularidades que mancham um pouco a sua imagem aos meus olhos. 
Elizabeth precisava de mais garra. Acho que ela não era suficientemente forte para lidar com o espírito de Lora. Este desnível entre as duas foi muito bem dramatizado. Porém, esse desnível era compensado por um amor intenso que produzia uma ligação especial.

O final foi bastante emotivo e diferente do que eu fui construindo à medida que via o filme. Não sei se foi o que aconteceu na realidade (não fui pesquisar), mas achei que era aquele que mais sentido fazia tendo em conta a alma de cada uma destas mulheres.

Recomendo este filme. Está muito bem realizado e produzido, tem boas interpretações e é uma forma de conhecermos outras formas de fazer cinema e valorizar produções para além das norte americanas e inglesas.  

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Opinião | "A Minha Avó Pede Desculpa" de Fredrik Backman

A Minha Avó Pede Desculpa
Classificação: 2 Estrelas

Parti para esta leitura cheia de expetativas. Esperava encontrar um livro ternurento, emotivo e com uma relação entre avó e neta daquelas de nos ficar gravada no coração.
Infelizmente não consegui absorver estas sensações, nem sentir todas as coisas positivas que estava à espera. Foi uma leitura satisfatória que ficou um pouco longe de tudo aquilo que eu idealizei para este livro. 

Diverti-me bastante com as primeiras páginas e com a Avozinha peculiar da Elsa. Foi engraçado descobrir o lado aventureiro e o comportamento "fora da caixa" que esta idosa tinha. Por vezes, Elsa era mais responsável do que ela. 
Com o avançar da história, a minha relação com as personagens e com o conteúdo foi azedando. Esta má relação começou com a confusão que se instalou na minha cabeça  quando a quantidade de personagens ia aumentando. Foram muitas personagens e cada uma com um motivo específico para entrar na história. Era muita informação para uma história que eu esperava ser mais simples. 

Quem me acompanha há mais tempo sabe que eu não sou fã de Harry Potter, por isso lidar com as enormes referências a esta personagem literária também foi um aspeto que me desmotivou um pouco. Contudo, reconheço que este mesmo aspeto poderá funcionar como um ponto positivo para quem é fã da série que, consequentemente, conseguem perceber melhor o carácter destas referências. 

Outro aspeto que me desencantou foi a forma estereotipada como abordam a questão do divórcio o impacto dele na vida das crianças.

A Elsa não foi um criança literária capaz de me deixar fortes lembranças. O seu comportamento e a sua rotina não parecia de uma menina de 8 anos. Houve momentos em que ela se comportava de uma forma demasiado infantil para a a idade. Para além deste aspeto, ainda me questionei se uma criança acerca do desenvolvimento cognitivo de uma criança de 8 anos e forma como interpretam as histórias. Do meu ponto de vista, as crianças de 8 anos já têm capacidade para distanciar aquilo que é a realidade das histórias e aquilo que é o mundo real. 

Perante esta minha experiência com o livro e os aspetos que mencionei, fico com algumas dúvidas relativamente à faixa etária a quem posso recomendar este livro. Para crianças de 8 anos poderá ser um pouco complexo e com demasiadas personagens e com demasiado conteúdo narrativo. Por outro lado, sinto que para crianças mais velhas poderá ser um livro aborrecido. 

Sei que há mais um livro deste autor publicado em Portugal e tem opiniões bastante favoráveis, por isso quer dar uma nova oportunidade ao autor e sedimentar melhor a minha opinião relativamente ao trabalho deste escritor. 

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Em que é que me vou meter no próximo Verão...

Este ano ando muito fraca de leituras. Ando a ler muito pouco comparativamente a anos anteriores. Não é algo que seja anormal tendo em conta todos os desafios que este ano me tem apresentado. Mas continuo a ler, a um ritmo mais lento, super atrasada no desafio do Goordreads... Porém é sem pressão.

Chega-se ao verão e são sempre vários os desafios que surgem e a vontade mora por aqui. Também mora um pouco a saudade de outros tempos... Tempos em que tinha disponibilidade mental e temporal para criar aventuras com a minha parceira Catarina. Em 2014 fiz o meu primeiro Bingo! Eu e a Catarina organizávamos as Maratonas Viagens (In)Esperadas e em Agosto fizemos algo especial.


A vida dá algumas voltas e somos forçados a deixar algumas coisas de lado. A Catarina deixou a blogoesfera (tenho saudades de a acompanhar) e eu cá continuei, mas sem disponibilidade para me meter em algo assim.

Por isso é sempre bom ver outras pessoas a usar a sua criatividade e a criar conteúdo para nos entreter durante o verão :)

Para ver se me ponho a ler com mais afinco, decidi que este verão iria:
1) Participar numa maratona;
2) Voltar a participar no Bingo Leituras ao Sol dinamizado pela Isa e pela Tita

A maratona é dinamizada pela Carla e há um grupo no Goodreads para irmos partilhando as nossas leituras. 

O Bingo tem novas categorias e há um grupo no Facebook.

Não irei fazer nenhuma lista. Nem para a maratona, nem para o bingo. Vou lendo à medida dos meus gostos e das minhas necessidades. Para a maratona contam apenas as páginas, para o bingo foi encaixando as leituras nas categorias. 

Em Setembro, em jeito de balanço, irei responder à Tag que eu e a Catarina criamos em 2014: Leituras com Sabor a Verão


  • Sol: qual o livro que brilhou mais nesta maratona (livro preferido) 
  • Escaldão: qual o livro que te deixou cheia de arrependimentos (livro que menos gostaste) -
  • Gelado: qual o autor cuja escrita te deliciou 
  • Bóias: qual o livro que foi custoso de ler mas que conseguiste terminar
  • Piscina: Qual foi a leitura leve e refrescante 
  • Picnic: Quais as personagens com as quais gostarias de passar tempo 

terça-feira, 11 de junho de 2019

Opinião | "Uma Noite no Expresso do Oriente" de Veronica Henry

Uma Noite no Expresso do Oriente

Classificação: 4 Estrelas

Assim que terminei este livro a minha vontade era fazer as malas e apanhar o Expresso do Oriente em direção a Veneza. Fiquei encantada com a viagem que as personagens fizeram e para além disso adoro andar de comboio, ou seja, seria uma viagem ideal para mim.

Começando por fazer uma análise mais abrangente do livro, Uma Noite no Expresso do Oriente agrega um conjunto de personagens diversificadas, com diferentes histórias que têm em comum o destino de viagem e o meio de transporte. 
Não é um livro complexo, nem emocionalmente exigente. A escrita é fluída e objetiva, o que se traduziu numa leitura rápida e descontraída.

As histórias de vida que vamos conhecendo ao longo destas páginas remetem-nos para situações de vida comuns a muitas pessoas. E, ao mesmo tempo que vamos conhecendo a suas ações durante a viagem, o seu passado é-nos apresentado de forma a justificar um pouco a presença daquelas pessoas e a importância daquela viagem para elas.
Riley e Sylvie são amigos especiais, que se juntam especificamente para fazer esta viagem de comboio. Apesar de já terem sido muitas as viagens a bordo deste comboio, esta será especial. Gostei de conhecê-los. É uma história de amizade muito bonita e muito altruísta. 
Emmie e Archie trazem um fina camada de humor e amor. É divertido assistir à forma como ambos vão para juntos a esta viagem. Têm um lado divertido e despreocupado, mas quando mergulhamos na sua história de vida, o drama surge e fez-me desejar muito um final feliz para ambos, independentemente da existência ou não de um romance.
Stephanie e Simon são protagonistas daquilo a que eu gosto de apelidar como dramas familiares. Dois adultos, dois adolescentes e necessidades psíquicas e emocionais distintas. Stephanie é a madrasta ("boadrasta") e gostei de ler sobre ela e sobre a forma como ela se integrou na família e sobre o impacto das suas opiniões nos comportamentos de todos. É bom ler sobre famílias reconstituídas onde a madrasta não é diabolizada.
Imogen e Danny são um casal que pretende quebrar preconceitos. Foi o passado deles que mais gostei de conhecer. Admirei o percurso de Danny e a forma como ele tentou evoluir a partir do meio complicado em que cresceu. Senti falta de mais pormenores acerca deles, queria mais momentos de interação e de diálogo. 
A par de todas estas histórias atuais, há uma história passada que envolve Adele, William (avós de Imogen) e Jack. Esta história fez-me devorar páginas só para chegar às páginas onde estava descrita esta história. Senti-me demasiado ligada a estes acontecimentos passados. A autora contou muito bem esta história e muniu-se de elementos narrativos bastante apelativos. 

Esta leitura foi uma surpresa muito agradável. Não esperava gostar tanto quanto gostei. Li algumas opiniões menos favoráveis ao livro, por isso contava com uma leitura satisfatória, mas sem me causar emoções positivas. Felizmente aconteceu o contrário! O livro encantou-me e as histórias aqueceram-me o coração e encheram o meu espírito de positividade. 

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Pilha Lusa


Hoje, dia 10 de Junho, assinala-se o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. De forma a assinalar este dia decidi partilhar com vocês a pilha de livros de autores nacionais que estão na minha estante ainda por ler. 

1. A Rainha Perfeitíssima, Paula Veiga
Um livro de um género que cada vez mais tem vindo a ganhar a minha simpatia. Ler livros históricos ou de época tem-se tornado um enorme prazer. Tenho algum receio de ler este dado a algumas críticas menos positivas que já li em relação ao mesmo.

2. A Estranha Ordem das Coisas, António Damásio
Recebi este livro o ano passado, no meu aniversário. É um livro de não ficção de um talentoso cientista. 

3. À Espera de Moby Dick, Nuno Amado
A Cláudia do blog/canal A Mulher que Ama Livros partilhou uma opinião extremamente positiva relativamente a este livro. Estou com bastante curiosidade para ver o que estas páginas me reservam.

4. Ensaio Sobre a Cegueira, José Saramago
Ganhei coragem e trouxe um livro de Saramago da biblioteca. Até ao momento li um pequeno conto do escritor e gostei muito. Sempre tive alguns receios em ler este autor e por isso sempre fui protelando as leituras para um depois que nunca mais chegava. Dada a experiência favorável do ano anterior não posso deixar de conhecer outras obras deste escritor português.

5. A Filha do Barão, Célia Correia Loureiro
A escrita da Célia transborda sensibilidade. O que li dela até agora nunca me foi indiferente. Preciso imenso de ler este para fazer uma nova leitura do livro que irei mostrar em seguida. Só ainda não lhe peguei porque ainda não encerrei o capítulo Tese de Doutoramento na minha vida. Quero ter total disponibilidade mental para abraçar este livro, por isso acho que em Agosto chegará a vez dele.

6. Uma Mulher Respeitável, Célia Correia Loureiro
Fui leitora beta deste livro em 2015 se a memória não me está a trair uma partida. Já pouco me resta dele na memória e quero lê-lo novamente para escrever uma opinião consistente. Porém quero ler o seu antecessor, mesmo sendo possível ler este sem o anterior. Nada afetará a vossa compreensão deste livro caso não tenham lido A Filha do Barão, mas desta vez quero obedecer à ordem de publicação.

7. O Ano da Dançarina, Carla M. Soares
Já li três livros da Carla M. Soares. Até ao momento o que menos gostei foi Limões na Madrugada, porém são sempre boas experiências as leituras de livros desta autora. Aliada a histórias bem construídas temos uma escrita simples, cuidada e bonita. Por isso, é uma autora portuguesa que recomendo e que deveria ter mais espaço no mundo virtual que se dedica à leitura de livros. 

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Opinião | "Revelação Inesperada" de Andrea Kane (Pete 'Monty' Montgomery #2)

Revelação Inesperada (Pete 'Monty' Montgomery, #2)

Classificação: 2 Estrelas

Este é um daqueles livros (desgraçados) que vem parar à estante e acaba por lá ficar infinitamente à espera de uma oportunidade para ser lido. Isto acontece porque outros mais apelativos se vão cruzando no caminho das leituras.

Desde que adquiri este livro, através de uma promoção da Editorial Presença, que nunca me senti particularmente atraída por ele. Não tenho uma explicação racional para tal facto, mas a verdade é que ele foi ficando por ler porque não sentia uma vontade intensa de me atirar a ele. 
Porém achei que já estava na estante há demasiado tempo e merecia ser lido. Aquilo que acabou por acontecer é que os meus receios em relação ao livro acabaram por se confirmar. 

Revelação Inesperada é um policial e retrata um crime que ficou mal resolvido no passado.
A resolução deste crime deixou-me a pensar durante imenso tempo. Não pensem que foi pela sua complexidade ou por ter aspetos rebuscados e capazes de desafiar a mente mais hiperativa. Isso aconteceu porque identifiquei facilmente quem tinha sido o criminoso. Ora foi algo tão óbvio e com motivações tão claras que durante muito tempo me interroguei acerca da forma como as coisas foram conduzidas no passado ao ponto de não conseguirem resolver um mistério tão básico.

Aquilo que posso partilhar com vocês é que o livro não me surpreendeu, não me deixou em suspense e nem despertou em mim aquela vontade de ler de forma desenfreada só para desvendar o que estava por detrás dos acontecimentos.

Como referi anteriormente, foi um livro com um criminoso e motivações previsíveis. Aliado a esta parte policial é desenvolvido um romance que não foi capaz de me aquecer o coração. Não me emocionou nem me despertou aqueles sentimentos queridos que geralmente surgem em mim quando leio uma boa história de amor.

O final trouxe ligeiros apontamentos de surpresa. Foram estes pequenos apontamentos finais que me permitiram atribuir duas estrelas ao livro. Se não fosses estes aspetos inesperados para mim, facilmente teria atribuído uma estrela a este livro. Com o final da leitura não ficou em mim o interesse em ler outros livros desta escritora.

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Por detrás da tela | "Grace of Monaco" (2014)


Classificação: 6/10 Estrelas

Tenho sempre um fascínio especial por histórias em torno das famílias reais, mesmo sendo eu uma defensora da República. Acho que as histórias de Príncipes e Princesas serão sempre alvo de fascínio por ser algo tão distante da realidade dos comuns mortais. 

Grace do Mónaco era atriz. Apaixonou-se e acabou como Princesa do Mónaco. O filme retrata uma fase especialmente difícil da sua vida na década de 60, quando o Mónaco tinha uma relação complicada com a França. 
Para mim, um dos aspetos mais interessantes do filme foi a dualidade de sentimentos da Princesa e as angústias que decorreram das suas escolhas. Por amor, ela virou costas a uma vida independente, a uma carreira de sucesso enquanto atriz e teve de abandonar o seu país e aprender uma nova língua. Da minha perspetiva essas dificuldades e incertezas foram bem apresentadas e foram capazes de me deixar a pensar. 

Adorei os cenários exteriores que surgiam no filme. Fiquei com imensa vontade de conhecer o Mónaco. 

Para além destes aspetos não há mais nada que, para mim, se tenha destacado filme. Não é um filme memorável nem mexe com as nossas sensações ou emoções. É um daqueles filmes bons para uma tarde de fim-de-semana que ajuda a descontrair, permitindo-nos fugir dos nossos próprios problemas. 

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Maio | Quem chegou?

Maio chegou ao fim e chegou também a altura de vos mostrar os livros que chegaram cá a casa.

Compra
E comprei mais um livro para a minha coleção da Lesley Pearse. Aos poucos vou conseguindo reuni-los todos na minha estante. Desta vez comprei o livro O Dia Em Que Te Perdi. Mas este mês já saiu um novo da autora... 

O Dia Em Que Te Perdi

Troca 
Através da plataforma Wikingbooks consegui receber dois livros através de trocas. 
Com o desconto dos pontos chegou cá a casa A Túlipa Negra de Alexandre Dumas e nas trocas diretas consegui o livro Aconteceu em Roma de Nicky Pellegrino. 

  Aconteceu em Roma

Plataforma livrar
Da plataforma livrar pedi dois livros. Eles chegaram-me cá a casa durante o este mês. Recebi um infantil Ulisses de Maria Alberta Menéres e o livro À Espera de Moby Dick do escritor português Nuno Amado. Fiquei muito contente quando encontrei o Ulisses na plataforma. É um livro que li na infância e que gostei muito. Emprestei-o há uns anos atrás e ele nunca mais regressou cá a casa. O segundo, pedi-o porque a Cláudia do blog A mulher que ama livros gostou muito e fiquei curiosa com a leitura.

Ulisses   Ã€ Espera de Moby Dick

Biblioteca 
Já há algum tempo que não ia à biblioteca, a minha fiel amiga que sempre me permitiu ler. Desta vez trouxe o livro O Menino de Cabul de Khaled Hosseini e o livro Ensaio Sobre a Cegueira de José Saramago.

O Menino de Cabul  Ensaio sobre a Cegueira