segunda-feira, 15 de julho de 2019

Opinião | "Em Nome do Amor" de Lesley Pearse

Em Nome do Amor

Classificação: 4 Estrelas

Li o primeiro livro de Lesley Pearse há mais de dez anos. Foi um presente de Natal e depois da leitura tornou-se num livro precisou. Fiquei fã da história e da escrita da escritora. Desde aí já foram vários os livros que li dela e grande maior parte deles ficaram-me na memória e no coração. Pensar em Lesley remete-me para histórias memoráveis, onde acompanhamos a vida de uma personagem de forma intensa e pormenorizada e onde o drama é usado de uma forma irrepreensível. Para mim, são poucas as escritoras que escrevem histórias dramáticas como a Lesley escreve.

Dada a minha obsessão com os livros da Lesley fiquei imensamente feliz quando recebi este livro cá em casa.

A história tem como espaço temporal os anos sessenta e retrata o contexto social e o lugar que as mulheres ocupavam na sociedade da época. 
A nossa protagonista é uma jovem mulher, Katy,  cheia de garra e que luta por aquilo que quer e defende com garra e perseverança aquilo em que acredita. 
Para além de Katy há duas outras personagens femininas com um papel muito importante na história. Gloria e Edna são duas personagens secundárias que mereciam um livro só delas. Mereciam que as suas histórias de vida fossem contadas. 


Katy sonhava com mais para a sua vida, mas quando o destino trocou-lhe as voltas e vê-se abraços com um problema para resolver. O pai é acusado de ser o responsável pelo incêndio na casa da Glória. Confiante na inocência do pai, acaba por se meter num grande sarilho. 
Hilda, a mãe de Katy, é outra personagem feminina muito intrigante. Tem uma personalidade muito peculiar e que não mostra muita empatia por ninguém. 

Este é um livro de personagens cheias de contrastes e recantos obscuros. Pessoalmente, o que mais gostei foi conhecer esses recantos desconhecidos e cheios de histórias ocultas. Foram esses recantos que me fizeram conhecer um bocadinho melhor as personagens e me trouxeram lembranças daquilo que é o estilo da Lesley.

Este livro careceu de profundidade. Faltou-lhe aquele toque de detalhe muito característico na forma de contar histórias desta escritora. Há partes muito apressadas, comparativamente a outros livros. Há determinadas cenas e personagens que mereciam mais protagonismo.

O epílogo ofereceu-me um vislumbre daquilo que foi o futuro de Katy. Porém eu não queria apenas o vislumbre, eu queria o pacote de experiências completo. 
Apesar de ser um dos livros mais sintéticos da autora, mantém a mesma qualidade comparativamente a outros livros que já li da escritora, mantém a intensidade de emoções e a capacidade de nos contar uma história que ficará na minha memória.

Nota: Este livro foi-me disponibilizado pela editora em troca de uma opinião honesta.

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Opinião | "Os Loucos da Rua Mazur" de João Pinto Coelho

Os Loucos da Rua Mazur

Classificação: 3 Estrelas

Estava cheia de vontade de ler este livro. Queria encontrar todas as emoções que a escrita do autor me proporcionou quando li Perguntem a Sarah Gross. Contudo, a intensidade desta história não foi suficiente para mim. Faltou-lhe o poder narrativo que encontrei no livro anterior.

Não foi um livro fácil de ler. A história é uma verdadeira manta de retalhos que se vão encaixando e que me fizeram desesperar por compreensão. Optando por fragmentar uma história entre passado e presente, com um passado marcado pelo aparecimento de muitas personagens não funcionou muito bem comigo. Foi uma enorme confusão para a minha cabeça, sempre que voltava ao passado, identificar quem eram quem e qual o seu papel na narrativa. Com o avançar da leitura a confusão foi diminuindo, mas o estrago já estava feito. Assim, como não me consegui vincular logo no início a estas personagens e toda a história, porque estava com dificuldades em assimilar tudo, tudo me pareceu distante e pouco emotivo. 

O que me deixa com mais pena é ter plena consciência do talento do escritor e que, apesar desta minha experiência menos favorável, está bem presente neste livro. Eryk, Yankel e Shionka protagonizam um dos melhores triângulos amorosos com quem já me cruzei no universo literário. O alargado conjunto de personagens não me permitiu agarrá-los no coração nem torcer por um final em específico. Senti-me muito distante deles, dos seus dilemas, das suas tristezas e dos acontecimentos terríveis que foram obrigados a viver. Eu precisava de sentir mais deles e com eles para que eles e a sua história ficassem agarrados a mim. 

Sou capaz de compreender a relevância de cada uma das personagens que foi chamada pelo escritor a contribuir para a construção desta narrativa. E apesar de, para mim, me ter gerado confusão, acredito que poderá apaixonar outros leitores. 
Os meus ideias pré-concebidos com a leitura do primeiro livro do autor fizeram-me resistir a esta história porque, lá no fundo, eu queria uma narrativa que não me fizesse dar tantos saltos narrativos e com tanta gente ao barulho. No Perguntem a Sarah Gross também acontecem saltos narrativos, mas são mais claros e têm tempo suficiente no livro para me agarrar e ficar a desejar ler o passado sempre que iniciava o presente ou vice-versa. Em Os Loucos da Rua Mazur não se verificou esse desejo, porque aquilo que lia do presente ou do passado não me apaixonava, não era 100% compreensível para mim e não me cativava o suficiente. 

É um livro com algumas surpresas, que foge ao óbvio ou àquilo que esperamos. De alguma forma conseguiu surpreender-me.

No fim da leitura senti-me muito triste e frustrada porque queria ter gostado muito mais deste livro. Sabem aqueles escritores por quem vocês desenvolvem uma certa admiração? Eu desenvolvi esta admiração pelo João Pinto Coelho, pela sua escrita ímpar, minuciosa e ilustrativa de uma enorme pesquisa para a construção de um livro com uma história coerente e cheia de emoções. Neste livro, eu consegui identificar a mesma escrita e a mesma capacidade de trabalho do autor, mas faltou-me a emoção e a minha capacidade de me sentir dentro da história a viver os horrores e as alegrias daquelas personagens.

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Empréstimo Surpresa | Empréstimo Surpresa [Desafio]


Desafio para o livro Desaparecidas, de Tess Gerritsen 

Precisamos de um título! 


Uau! Depois do casting e de ajudares a autora numa das suas obras, eis que ela te reserva uma nova surpresa.
Convidou-te para lanchar e, sem que estivesses à espera, colocou-te nas mãos o seu novo manuscrito acabadinho de escrever. As páginas ainda parecem quentes de terem saído da impressora!
Vais ser a primeira pessoa a ler o seu novo policial. Mas a surpresa não fica por aqui! A autora precisa desesperadamente da tua ajuda para escolher o melhor título.
E, depois do título, precisa de uma daquelas frases chamativas para constar na capa do livro.

Estás pronta para este novo desafio?

Para responder a este desafio acabei por me basear na resposta ao meu desafio anterior.

A Sedutora
A sede de vingança de uma mulher não conhece limites. Com as suas mãos, ela ensinará os homens o poder e a força de uma mulher.

Até que fiquei com vontade de escrever este livro....

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Opinião | "Desaparecidas" de Tess Gerritsen (Rizzoli & Isles #5)

Desaparecidas (Jane Rizzoli & Maura Isles, # 5)

Classificação: 5 Estrelas

A minha paixão pelos livros da Tess Gerritsen começou logo no primeiro livro que li. Uma escrita muito realista capaz de me transportar para cenários macabros e capazes de me revirar o estômago. A experiência profissional da escritora permite-lhe oferecer aos leitores descrições detalhadas e muitos precisas. Isto é uma excelente forma de conferir realismo às histórias e que, pessoalmente, me deixa mais agarrada à leitura. 

Um aspeto interessante neste livro é que a parte criminal aprece mais diluída permitindo que outros elementos narrativos ganhem espaço e ofereçam novos olhares e novas interpretações. Por isso, para aqueles leitores que não apreciem policiais marcados pelas investigações criminais, pela descrição de cenários de crime e pela descrição de autópsias este livro poderá ter a capacidade de lhes proporcionar uma boa leitura.
Tal como os anteriores há um crime para resolver, mas com contornos pouco marcados pelo sangue e por por mortes dolorosas. Para além disso, ao mesmo tempo que assistimos ao desvendar do mistério que é em si um crime, também temos uma agente da polícia a viver os momentos finais da sua gravidez e ao seu nascimento enquanto mãe. 
Se por um lado, os crimes nos levam a refletir sobre a prostituição, a forma como jovens inocentes são colocadas à disposição dos caprichos de homens com poder, por outro temos todos os desafios que a maternidade traz aos novos pais. Na minha opinião, a autora conseguiu um excelente equilíbrio entre estas duas dimensões da história. 

Foi muito interessante assistir aos dilemas da Jane e ver retratado naquelas páginas as grandes dificuldades que as mães e os pais passam nos primeiros dias de vida dos seus bebés. É claro que foram as dificuldades de Jane que ficaram mais nítidas. A questão das visitas, a delegação de tarefas, as saudades da atividade profissional e as questões sobre ser boa mãe no meio de hormonas instáveis foram algumas das problemáticas foram aspetos muito bem retratados através do comportamento da Jane. Acho que o livro acaba por passar uma mensagem muito importante sobre a maternidade e os seus desafios. Eu, que não tenho filhos, consegui perceber cada uma das dúvidas e cada uma dos medos de Jane. Assim como consegui colocar-me no papel dele e compreender as suas necessidades.
Ao longo destes episódios maternais, Gabriel aparece como um pai presente compreensivo mas também mais receoso. Passou a valorizar a própria vida e a vida daqueles que ama de um modo ligeiramente diferente. Estou muito curiosa para ler o livro seguinte e ver como é esta nova família se irá harmonizar.

Conhecer a Mila e a sua história mexeu-me com os nervos. Foi duro conhecer tudo aquilo a que foi sujeita. Há só ali um espaço temporal que não ficou muito claro para mim, porém não afetou a minha compreensão da história. A par da Mila temos a Olena, mais impulsiva, mais agressiva... Apesar de deduzir qual a sua história de vida, merecia um momento dela. Ela é uma personagem importante e foi a co-protagonista de um dos raptos mais interessantes e mais bem descritos com que já me cruzei no mundo literário. A sensação de aflição é horrível e a vontade de devorar as páginas para saber como tudo terminará é aflitiva.

Desaparecidas deu-me imensa vontade de ler. Fez-me aproveitar todos os momentos que tinha livres só para ler mais um pouco e ir desvendando a história.
Sofri horrores com aquele final. Foi muito angustiante, muito intenso e que me provocou calafrios.
Para quem gosta de mistério e não resiste a um bom thriller esta série, e em particular este livro, são de leitura obrigatória. Até agora, foi o livro da série que mais gostei. 

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Os motivos]


Desta vez os CTT trabalharam à velocidade da luz e os livros chegaram até à Daniela de um dia para o outro. 

A minha falta de inspiração para desafios levou-me para outros caminhos. Assim, neste envio, o desafio foi mútuo. Dei à Daniela uma lista com vinte livros da minha estante. O desafio consistia em a Daniela me dar três pistas do livro que ela queria ler e eu teria de tentar acertar no livro.

A lista foi a seguinte: 

  1. As Trevas de Baltar - Henrique Anders
  2. A Guerra não tem rosto de Mulher - Svetlana Alexievich
  3. Perfume de Jasmim - Jude Deveraux
  4. A Sereia de Brighton - Dorothy Koomson
  5. Uma criança em perigo - Torey Hayden
  6. Antes de nos encontrarmos - Maggie O’Farrell
  7. O Filho de Thor - Julliet Marillier
  8. Uma voz perdida na guerra - Cesca Major
  9. A primeira vez - Marc Levy
  10. A Segunda Lua de Mel - Joanna Trollope
  11. Não contes a ninguém - Karen Rose
  12. Pequenos gestos de amor eterno - Danny Scheinmann
  13. O tempo de dizer adeus - S. D. Robertson
  14. Elementos secretos -Margot Lee Shetterly
  15. À espera de Mobby Dick - Nuno Amado
  16. A Bibliotecária de Auschwtiz- Antonio Iturbe
  17. A Imperatriz Romanov- G. W. Gortner
  18. Mister Gregory- Sveva Casati Modignani
  19. Grande Mulher - Danielle Steel
  20. O Retrato de Família - Jojo Moyes
Em seguida pedi à Daniela quatro pistas. Foram elas:
  • Mulher
  • Três
  • Segredo
  • Frio
Pensei qual o livro que aqui podia encaixar. A minha primeira ideia foi o livro A Bibliotecária de Auschwtiz (Antonio Iturbe), mas não conseguia arranjar uma justificação para o número três. 
Depois de algumas análises aos livros acabei por escolher...
A Sereia de Brighton

A Sereia de Brighton
Dorothy Koomson

Justificação das pistas...
Mulher - A escritora é uma mulher, assim como a protagonistas
Três - Temos três pessoas fundamentais nesta história: a Jude, a Nell e a jovem que aparece morta na praia
Segredo - Há um segredo no passado que precisa de ser desvendado no presente
Frio - A rapariga da capa parece estar com frio enquanto caminha, o próprio cenário da capa sugere um dia de frio.

Será que acertei?
Tendo em conta estas pistas, que livro enviariam?
Para saber se escolhi aquele que a Daniela queria ler, passem no blog dela.

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Junho | Quem chegou?

Junho foi um mês mais movimentado relativamente à entrada de livros cá em casa. Também foi o mês, até ao momento, que mais li. 

Ficam aqui os livros...

Oferta Editora
Desde já deixo o meu agradecimento à Porto Editora e à Asa pelos exemplares que me ofereceram. 
Da Porto Editora recebi o livro O Jardim das Flores de Pedra de Deborah Smith, uma leitura já terminada e que me deixou muito feliz. 
Da ASA recebi o livro o livro Em Nome do Amor de Lesley Pearse. É a minha leitura atual e não está a desiludir. É sempre bom perder-me nas histórias desta autora. 

O Jardim das Flores de Pedra    Em Nome do Amor

Empréstimo 
Durante o mês de Junho recebi mais um livro enviado pela Daniela para o nosso projeto conjunto. Desta vez recebi o livro Desaparecidas de Tess Gerritsen. Foi uma leitura compulsiva e que só veio reforçar a minha admiração pelo trabalho desta escritora. 
Desaparecidas (Jane Rizzoli & Maura Isles, # 5)

Troca
Este mês também consegui uma troca. Recebi cá em casa um livro de outra escritora de quem gosto muito. O recém-chegado foi A Praia das Pétalas de Rosa de Dorothy Koomson. 
A Praia das Pétalas de Rosa

Compras
Este mês fiz duas aquisições para a minha estante. Foram dois livros que comprei em segunda mão. Pelo preço de um novo consegui dois livros e em bom estado. 
O primeiro foi um pouco no rescaldo da minha leitura compulsiva do livro da Deborah Smith. E assim veio cá para casa o livro O Café do Amor de Deborah Smith.
O segundo foi um livro que andava a namorar há muito, muito tempo. Sou uma fã da banda sonora da série televisiva baseado no livro. Estou a escrever sobre o livro O Tempo entre Costuras de María Dueñas. 
O Café do Amor     O Tempo Entre Costuras

segunda-feira, 1 de julho de 2019

TAG | 50%


Sempre que chego a esta altura do ano gosto de fazer o balanço das minhas leituras. 
Até ao momento li 19 livros, menos 7 do que o ano passado. A nível de leituras não está a ser um ano muito produtivo. Terei de ler bastante neste segundo semestre do ano para tentar cumprir com o desafio do Goodreads.

1. Melhor livro que li até agora
Até ao momento atribui 5 estrelas a 5 livros. Todos eles foram leituras fantásticas e de géneros diversos. Porém, vou ter que referir aqui aquele que me fez sentir vontade de ler. Andava numa fase de leituras muito complicada e assim que peguei no livro Uma verdade simples de Jodi Picoult foi como se algo dentro de mim se desbloqueasse. 
Uma Verdade Simples

2. Melhor continuação que li até agora
Este ano já terminei de ler os livros da série Bridgertons de Julia Quinn e, graças à Daniela, li mais um livro da série Rizzoli e Isles.  Li outros livros que integram séries, mas não me marcaram tanto como os destas duas. Apesar de gostar muito dos livros da Julia Quinn, foi o livro Desaparecidas de Tess Gerritsen que mais gostei de ler até agora.


3. Lançamento do primeiro semestre que ainda não li, mas quero muito
O livro Raparigas como nós de Helena Coelho tem recolhido opiniões muito positivas por parte dos leitores. Apesar de ter sempre muitas reservas relativamente a livros muito comentados, este tem qualquer coisa que me atrai. Estou muito curiosa para descobrir que história está presa nestas páginas. 
Raparigas Como Nós


4. Mais aguardado do segundo semestre
Este ano ainda não sei muito bem o que será publicado nesta segunda metade do ano, por isso não tenho nenhum livro para esta categoria.

5. Me decepcionou esse ano
O livro que mais me dececionou até ao momento foi A minha avó pede desculpa de Fredrik Backman. 
Ia cheia de expetativas quando comecei a ler este livro e talvez por isso tenha ficado tão triste com ele. Estava à espera de uma história mais emocionante e que me tocasse o coração, mas tal não aconteceu.
A Minha Avó Pede Desculpa

Infelizmente tenho de acrescentar aqui outro livro, Os Loucos da Rua Mazur de João Pinto Coelho. Queria tanto ter amado este livro. Depois de ler Perguntem a Sarah Gross fiquei com imensa vontade de conhecer mais trabalhos do autor, infelizmente esta leitura não correu tão bem como a primeira.
Os Loucos da Rua Mazur

6. Me surpreendeu esse ano
Quando peguei no livro Uma Noite no Expresso do Oriente de Veronica Henry esperava uma leitura ligeira e satisfatória. Estava à espera de uma leitura sem grandes emoções. Contudo acabei surpreendida pois gostei mais do livro do que aquilo que estava à espera. 

Uma Noite no Expresso do Oriente


7. Novo autor favorito que foi lançado/ conheceu no primeiro semestre
Nestes primeiros seis meses li 9 novos autores. De entre eles destaco a escritora Cesca Major pois adorei o livro  Uma Voz Perdida Na Guerra. Um livro muito bem escrito, com uma história tocante e que nos oferece outra visão das atrocidades da Segunda Guerra Mundial sem recorrer aos campos de concentração. 
Uma Voz Perdida na Guerra

8. Sua quedinha por personagem fictício mais recente
Este ano não consigo escolher apenas um. Tive dois homens literários que me ficaram no coração, Sebastian do livro Uma Voz Perdida na Guerra de Cesca Major e Eli do livro O Jardim das Flores de Pedra de Deborah Smith. 

Uma Voz Perdida na Guerra   O Jardim das Flores de Pedra

9. Seu personagem favorito mais recente
Não foi fácil escolher uma personagem para esta categoria. Enquanto pensava nas diferentes personagens dos livros que já li acabava por recair nas personagens principais. Eis que me lembro da Mila do livro Desaparecidas de Tess Gerritsen. Não a considero protagonista, porém tem um papel fundamental no livro. Está muito bem caracterizada e permite-nos a aceder a um mundo mais negro dos humanos. 

10. Um livro que te fez chorar no primeiro semestre
Este ano ainda não chorei com nenhum livro, contudo houve um que me revirou as entranhas e me vez viajar até ao mundo dos mortos. Estou a referir-me ao livro Os Últimos Dias dos Romanov de Robert Alexander. 
Eu fiquei obcecada com a família Romanov. Fiquei aterrorizada com tudo o que aconteceu, chegou mesmo a tirar-me o sono. 

11. Livro que te deixou feliz no primeiro semestre
Apesar de o livro ter muito drama a forma como tudo terminou deixou-me feliz. Amor Cruel de Colleen Hoover é um livro dramático, com emoções muito fortes, mas que termina de uma forma muito doce e querida. 
Amor Cruel

12. Melhor adaptação
Não tenho nenhum livro para esta categoria porque não li nenhum livro que tenha sido adaptado ao cinema ou à televisão.

13. Resenha favorita esse ano, escrita ou em vídeo
A opinião que escrevi sobre o livro Os Últimos Dias dos Romanov de Robert Alexander. Podem ler aqui.

14. Livro mais bonito que comprou ou recebeu esse ano
Para esta categoria tenho de escrever sobre a minha leitura atual, Em Nome do Amor de Lesley Pearse. Fiquei tão feliz quando recebi este livro.
Em Nome do Amor


15. Quais livros quer ou precisa ler até o final do ano
A lista de livros que quero ler até ao final do ano é enorme. Há um deles que surge nesta categoria há 3 anos consecutivos. Estou a referir-me ao livro A Filha do Barão de Célia Loureiro. Ando há imenso tempo a prometer esta leitura. Assim que defenda a minha tese de doutoramento pegarei nele.
Outro livro que quero ler antes do final do ano é O Ano da Dançarina de Carla M. Soares. 
Este ano ando em falha com os autores portugueses.

  O Ano da Dançarina

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Opinião | "O Diário de um Mago" de Paulo Coelho

O Diário de um Mago

Classificação: 2 Estrelas

Houve um tempo em que a minha mente era mais filosófica e dada a cenas metafísicas. Nesse tempo eu fui uma enorme consumidora dos livros de Paulo Coelho. Senti-me como se tivesse a ser invadida por algo superior que me alimentava a alma e a minha mente inquieta. 
Depois deixei Paulo Coelho para trás e só agora é que voltei a pegar num livro dele. 

Não sabia de que é que o livro falava, por isso fiquei extremamente admirada quando me apercebi do seu conteúdo. O livro é narração da viagem de Paulo Coelho pelos caminhos de Santiago. Achei este aspeto curioso porque ando há imenso tempo por fazer o caminho a pé entre Braga e Santiago de Compostela. Já partilharam comigo que é uma caminhada especial e onde facilmente nos perdemos em reflexões pessoais. Infelizmente nunca surgiu a oportunidade. 

Esta não foi uma leitura arrebatadora. Li-o quase todo em apenas duas viagens para Braga. A escrita é simples o que facilita imenso a leitura. Achei interessante a parte dos exercícios que o autor foi convidado a fazer ao longo do caminho. Interpretei-os mais como uma espécie de exercícios de meditação. Em alguns casos até senti vontade de os experimentar, mas outros não me despertaram qualquer tipo de interesse. 

Foi uma leitura ligeira e que me fez pensar naquilo que o tempo e as vivências provocam em nós. Eu não sou a mesma pessoa. Estou diferente da adolescente que devorava livros de Paulo Coelho como se dentro deles vivesse a maior das verdades espirituais. Apesar disso, hoje sou uma pessoa que é o resultado das vivências enquanto adolescente. Por isso esta leitura foi satisfatória. Não foi uma leitura desagradável, contudo não me proporcionou os mesmos sentimentos que provavelmente proporcionaria há alguns anos atrás.  

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Opinião | "O Jardim das Flores de Pedra" de Deborah Smith

O Jardim das Flores de Pedra

Classificação: 5 Estrelas

Eu não resisto a uma bonita história de amor. Se lhe juntarem drama, segredos familiares e personagens femininas fortes, a probabilidade de ter uma boa leitura aumenta. 
Comecei a ler Deborah Smith há dois anos. Aquele primeiro livro selou um amor pelas suas histórias que permanece até hoje. É uma autora que considero intemporal, ou seja, não me vejo a desgostar de ler as suas histórias. 

O Jardim das Flores de Pedra é um livro sobre as mulheres Hardigree e sobre a sua força. Uma força que é a metáfora do seu ramo de negócio, o mármore. Swan é a matriarca. Fria, distante e de porte régio vale-se da sua mão de ferro para gerir o negócio e manter a reputação da família Hardigree. Darl é a sua neta e será aquela que a desafiará. 
É uma história para acompanhar em duas épocas distintas. No passado solidificam-se os segredos e as tragédias. No presente, é preciso derreter o gelo para chegar às camadas mais profundas de cada uma das personagens e dos segredos que encerram. 

Eu gostei de ler os dois momentos da história. Do passado guardo a importância da inocência e do amor descomprometido que Eli e Darl oferecem. Guardo a história singular de Swan que merecia um livro só para nos contar a história dela e os desafios que a vida a obrigou a enfrentar e condicionou as suas escolhas. Guardo o amor e a união da família Wade que procuram vencer os preconceitos e lutar pelas suas necessidades. É nesta família que vive um amor entre irmãos bonito e especial. Eli e Bell conseguem passar a importância da união, do respeito e a necessidade de se proteger aqueles que amamos. Ficou também a amizade que Darl oferecia aqueles que lhe tocavam o coração e a nobreza de Eli em ser justo e leal àqueles que ama, sejam eles família ou amigos.

Quando cheguei ao presente foi fácil divertir-me com o humor negro e mordaz que Darl e Sawn usavam durante a sua comunicação. Adorei naquilo que Darl se tornou e na forma que decidiu usar os seus conhecimentos e formação. É uma mulher corajosa, mas ainda com fantasmas do passado a vaguear em volta dela. Sem querer tropeça em Eli, sem saber que realmente é ele. E é assim que as suas amarras se soltam e os fantasmas começam a querer soltar-se. 

É um romance ao estilo de Deborah Smith e que acaba por seguir um pouco a fórmula dos livros anteriores que já li. Porém, aos meus olhos, isso não lhe retirou o encanto nem destruiu a capacidade da história me emocionar e me empurrar por uma leitura compulsiva. Apesar deste compulsão há momentos que quis ler mais devagar para que a história não acabasse tão depressa. 
Do meu ponto de vista é um livro que merecia integrar uma série. Há três personagens femininas que mereciam o protagonismo que apenas um livro individual lhes consegue oferecer. Este livro não retirou intensidade à história nem a força de carácter às personagens, porém sinto que cada uma delas merecia algo mais.

Se, tal como eu, gostam de uma história de amor bonita, de encontros e desencontros e de segredos que minam a vida de quem os guarda, então atirem-se à leitura deste livro. Quase de certeza que vos tocará no coração. 

Nota: Este livro foi-me disponibilizado pela editora em troca de uma opinião honesta.

terça-feira, 25 de junho de 2019

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Livro Recebido]


Chegou a minha vez de me submeter às criteriosas escolhas da Daniela. Ela ainda me questionou se, tal como fiz com ela no livro que lhe enviei, tinha algum requisito que gostasse de ver cumprido. Porém, confiei cegamente na escolha dela e chegou cá a casa....


Desaparecidas
Tess Gerritsen

Foi uma escolha bem acertada. Até ao momento, todos os livros da Tess Gerritsen que a Daniela me emprestou têm sido excelentes leituras. 
Como será a minha experiência com este?

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Opinião | "Os Últimos Dias dos Romanov" de Robert Alexander

Os Últimos Dias dos Romanov

Classificação: 5 Estrelas

Nada sabia sobre os Romanov até ter lido o livro A Imperatriz Romanov de G. W. Gortner. Infelizmente, quando abordamos a Revolução Russa nas aulas de História do 9º ano a família imperial e a história em torno da mesma não é abordada nem mencionada. 

Fiquei atormentada pela história desta família. Ao ler Os Últimos Dias dos Romanov senti-me enjoada, revoltada, angustiada com todas as atrocidades que foram cometidas. Independentemente das razões que conduziram ao fim da monarquia na Rússia, nada justifica a forma como toda a operação foi conduzida. Nada justifica o silêncio que se manteve durante anos perante os acontecimentos de 17 de Julho de 1918. Não sei como é que os militares envolvidos neste massacre conseguiram seguir com as suas vidas tendo em conta as atrocidades que fizeram.

Este livro, misturando ficção com realidade, narra os últimos dias do último czar da Rússia e da sua família quando estiveram em cativeiro numa zona que pertence à Sibéria. Acompanhamos rotinas, os medos, os receios e as partilhas entre os elementos da família imperial e as pessoas que a serviam.
Sinto que tive uma maior compreensão deste livro porque tinha lido A Imperatriz Romanov. Atenção, eles não dependem um do outro. Contudo, o livro editado o ano passado pela Topseller ofereceu-me uma visão pormenorizada do que era a família real Russa, o luxo subjacente ao seu estilo de vida, as relações entre os diferentes membros e deixou-me perceber de que modo a monarquia russa começou a deteriorar-se.
Este conhecimento prévio permitiu-me uma maior compreensão e interpretação destes últimos dias dos Romanov. Permitiu-me perceber melhor a relação entre Nicolau e Alexandra, tendo sempre um olhar muito crítico relativamente a ambos e ao comportamento que os atirou para aquela situação.

Eu fiquei agarrada a esta história e a esta família. Ler este livro, deixou-me ainda mais agarrada a esta família e aos mistérios que encerra. Há muito por explicar relativamente ao assassinato dos Romanov e, infelizmente, penso que não serão reveladas novas informações.

Os Últimos Dias dos Romanov apresenta um final que não é verdadeiro, tendo em conta a pesquisa que fiz posteriormente. Contudo gostei da forma como terminou e como nos apresentou um alternativa ligeiramente mais feliz perante a tragédia que a família encerra. Apesar de saber que não espelha a realidade, dei por mim a pensar "E se...?!".
Senti muita emoção, amor e tensão nestas páginas. Ao ler este livro pude perceber um pouco mais sobre a Rússia e sobre a sua história. Permaneceu a vontade de fazer a mala e ir até São Petersburgo conhecer as ruas e o Palácio de Inverno, conhecer os tesouros dos Romanov e visitar os seus túmulos.
Fico feliz por saber que houve quem não desistisse de procurar Nicolau e a sua família. Apesar de muitos anos se terem passado, a família Romanov teve direito a ser sepultada de forma digna.

É inexplicável todas as sensações e emoções que este livro me provocou. Dei por mim a vaguear na internet procurando mais informações sobre a família e sobre a história da Rússia. Pesquisei imagens do Palácio de Inverno, da Catedral de São Pedro e São Paulo. Procurei perceber um pouco melhor os motivos que levaram sucessivos governos de um país a ignorar um acontecimento tão sangrento. Não obtive nenhum conclusão, mas fiquei preocupada. É um elemento relativamente recente na História mundial, mas por algum motivo, por interesses políticos, por aspetos que eu não consigo enumerar, decidiram não estudar muito bem o que passou naquela madrugada de Julho.

Penso que seja este olhar inconclusivo sobre a vida dos Romanov e sobre tudo o que aconteceu no passado que alimentaram a minha curiosidade. Tenho consciência da imperfeição da Rússia imperial, das suas fragilidades, do modo demasiado luxuoso em que viviam os membros da nobreza, da pobreza da população e do seu descontentamento perante as escolhas de Nicolau, muito influenciadas por Alexandra. Apesar disso, dou por mim a questionar-se se isto justifica o fuzilamento de tanta gente, incluindo crianças inocentes e de as atirar para o esquecimento sepultando-as de forma a tentar esconder a atrocidade cometida.
Ainda hoje ao pensar neste livro e na leitura das últimas páginas me arrepio e sou capaz de sentir o medo que ficou impregnado na sala daquela casa.  


quinta-feira, 20 de junho de 2019

Por detrás da tela | "Flores Raras" (2013)

Classificação: 8/10 Estrelas

Não era meu costume assistir a cinema Brasileiro. Porém, depois de assistir ao filme Olga passei a estar mais atenta e a dar oportunidade aos filmes de um país que produz telenovelas capazes de me deixar viciada às mesmas. 

Este filme surgiu de um livro, Flores Raras e Banalíssimas de Carmen L. Oliveira, e narra a história de amor entre a poetisa americana Elizabeth Bishop e a arquiteta brasileira Lota de Macedo Soares vivida ente os anos 50 e 60.  

É interessante olhar para este filme e analisar a forma como as relações homossexuais eram vividas numa época em que elas não eram socialmente aceites. Há ainda o contraste entre o Brasil e os EUA e a forma como as pessoas destes países se relacionavam com a homossexualidade. 

Foi uma história intensa, bem construída e com excelentes interpretações. As relações humanas, o amor, o trabalho a inspiração para a escrita são elementos que estão muito bem representados no filme. Tive momentos em que me emocionei, momentos em que me revoltei e situações que me deixaram zangada. Estas zangas surgiam sempre por causa da Lota. Era mulher muito dominante e, a meu ver, bastante egoísta. Gloria Pires é uma excelente atriz e esteve brilhante no papel de Lota. 

O engraçado é que Lota deixou-me tão zangada como fascinada. Era uma mente hiperativa, com ideias fantásticas. Nas relações humanas tinha as suas particularidades, e eram essas particularidades que mancham um pouco a sua imagem aos meus olhos. 
Elizabeth precisava de mais garra. Acho que ela não era suficientemente forte para lidar com o espírito de Lora. Este desnível entre as duas foi muito bem dramatizado. Porém, esse desnível era compensado por um amor intenso que produzia uma ligação especial.

O final foi bastante emotivo e diferente do que eu fui construindo à medida que via o filme. Não sei se foi o que aconteceu na realidade (não fui pesquisar), mas achei que era aquele que mais sentido fazia tendo em conta a alma de cada uma destas mulheres.

Recomendo este filme. Está muito bem realizado e produzido, tem boas interpretações e é uma forma de conhecermos outras formas de fazer cinema e valorizar produções para além das norte americanas e inglesas.  

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Opinião | "A Minha Avó Pede Desculpa" de Fredrik Backman

A Minha Avó Pede Desculpa
Classificação: 2 Estrelas

Parti para esta leitura cheia de expetativas. Esperava encontrar um livro ternurento, emotivo e com uma relação entre avó e neta daquelas de nos ficar gravada no coração.
Infelizmente não consegui absorver estas sensações, nem sentir todas as coisas positivas que estava à espera. Foi uma leitura satisfatória que ficou um pouco longe de tudo aquilo que eu idealizei para este livro. 

Diverti-me bastante com as primeiras páginas e com a Avozinha peculiar da Elsa. Foi engraçado descobrir o lado aventureiro e o comportamento "fora da caixa" que esta idosa tinha. Por vezes, Elsa era mais responsável do que ela. 
Com o avançar da história, a minha relação com as personagens e com o conteúdo foi azedando. Esta má relação começou com a confusão que se instalou na minha cabeça  quando a quantidade de personagens ia aumentando. Foram muitas personagens e cada uma com um motivo específico para entrar na história. Era muita informação para uma história que eu esperava ser mais simples. 

Quem me acompanha há mais tempo sabe que eu não sou fã de Harry Potter, por isso lidar com as enormes referências a esta personagem literária também foi um aspeto que me desmotivou um pouco. Contudo, reconheço que este mesmo aspeto poderá funcionar como um ponto positivo para quem é fã da série que, consequentemente, conseguem perceber melhor o carácter destas referências. 

Outro aspeto que me desencantou foi a forma estereotipada como abordam a questão do divórcio o impacto dele na vida das crianças.

A Elsa não foi um criança literária capaz de me deixar fortes lembranças. O seu comportamento e a sua rotina não parecia de uma menina de 8 anos. Houve momentos em que ela se comportava de uma forma demasiado infantil para a a idade. Para além deste aspeto, ainda me questionei se uma criança acerca do desenvolvimento cognitivo de uma criança de 8 anos e forma como interpretam as histórias. Do meu ponto de vista, as crianças de 8 anos já têm capacidade para distanciar aquilo que é a realidade das histórias e aquilo que é o mundo real. 

Perante esta minha experiência com o livro e os aspetos que mencionei, fico com algumas dúvidas relativamente à faixa etária a quem posso recomendar este livro. Para crianças de 8 anos poderá ser um pouco complexo e com demasiadas personagens e com demasiado conteúdo narrativo. Por outro lado, sinto que para crianças mais velhas poderá ser um livro aborrecido. 

Sei que há mais um livro deste autor publicado em Portugal e tem opiniões bastante favoráveis, por isso quer dar uma nova oportunidade ao autor e sedimentar melhor a minha opinião relativamente ao trabalho deste escritor. 

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Em que é que me vou meter no próximo Verão...

Este ano ando muito fraca de leituras. Ando a ler muito pouco comparativamente a anos anteriores. Não é algo que seja anormal tendo em conta todos os desafios que este ano me tem apresentado. Mas continuo a ler, a um ritmo mais lento, super atrasada no desafio do Goordreads... Porém é sem pressão.

Chega-se ao verão e são sempre vários os desafios que surgem e a vontade mora por aqui. Também mora um pouco a saudade de outros tempos... Tempos em que tinha disponibilidade mental e temporal para criar aventuras com a minha parceira Catarina. Em 2014 fiz o meu primeiro Bingo! Eu e a Catarina organizávamos as Maratonas Viagens (In)Esperadas e em Agosto fizemos algo especial.


A vida dá algumas voltas e somos forçados a deixar algumas coisas de lado. A Catarina deixou a blogoesfera (tenho saudades de a acompanhar) e eu cá continuei, mas sem disponibilidade para me meter em algo assim.

Por isso é sempre bom ver outras pessoas a usar a sua criatividade e a criar conteúdo para nos entreter durante o verão :)

Para ver se me ponho a ler com mais afinco, decidi que este verão iria:
1) Participar numa maratona;
2) Voltar a participar no Bingo Leituras ao Sol dinamizado pela Isa e pela Tita

A maratona é dinamizada pela Carla e há um grupo no Goodreads para irmos partilhando as nossas leituras. 

O Bingo tem novas categorias e há um grupo no Facebook.

Não irei fazer nenhuma lista. Nem para a maratona, nem para o bingo. Vou lendo à medida dos meus gostos e das minhas necessidades. Para a maratona contam apenas as páginas, para o bingo foi encaixando as leituras nas categorias. 

Em Setembro, em jeito de balanço, irei responder à Tag que eu e a Catarina criamos em 2014: Leituras com Sabor a Verão


  • Sol: qual o livro que brilhou mais nesta maratona (livro preferido) 
  • Escaldão: qual o livro que te deixou cheia de arrependimentos (livro que menos gostaste) -
  • Gelado: qual o autor cuja escrita te deliciou 
  • Bóias: qual o livro que foi custoso de ler mas que conseguiste terminar
  • Piscina: Qual foi a leitura leve e refrescante 
  • Picnic: Quais as personagens com as quais gostarias de passar tempo 

terça-feira, 11 de junho de 2019

Opinião | "Uma Noite no Expresso do Oriente" de Veronica Henry

Uma Noite no Expresso do Oriente

Classificação: 4 Estrelas

Assim que terminei este livro a minha vontade era fazer as malas e apanhar o Expresso do Oriente em direção a Veneza. Fiquei encantada com a viagem que as personagens fizeram e para além disso adoro andar de comboio, ou seja, seria uma viagem ideal para mim.

Começando por fazer uma análise mais abrangente do livro, Uma Noite no Expresso do Oriente agrega um conjunto de personagens diversificadas, com diferentes histórias que têm em comum o destino de viagem e o meio de transporte. 
Não é um livro complexo, nem emocionalmente exigente. A escrita é fluída e objetiva, o que se traduziu numa leitura rápida e descontraída.

As histórias de vida que vamos conhecendo ao longo destas páginas remetem-nos para situações de vida comuns a muitas pessoas. E, ao mesmo tempo que vamos conhecendo a suas ações durante a viagem, o seu passado é-nos apresentado de forma a justificar um pouco a presença daquelas pessoas e a importância daquela viagem para elas.
Riley e Sylvie são amigos especiais, que se juntam especificamente para fazer esta viagem de comboio. Apesar de já terem sido muitas as viagens a bordo deste comboio, esta será especial. Gostei de conhecê-los. É uma história de amizade muito bonita e muito altruísta. 
Emmie e Archie trazem um fina camada de humor e amor. É divertido assistir à forma como ambos vão para juntos a esta viagem. Têm um lado divertido e despreocupado, mas quando mergulhamos na sua história de vida, o drama surge e fez-me desejar muito um final feliz para ambos, independentemente da existência ou não de um romance.
Stephanie e Simon são protagonistas daquilo a que eu gosto de apelidar como dramas familiares. Dois adultos, dois adolescentes e necessidades psíquicas e emocionais distintas. Stephanie é a madrasta ("boadrasta") e gostei de ler sobre ela e sobre a forma como ela se integrou na família e sobre o impacto das suas opiniões nos comportamentos de todos. É bom ler sobre famílias reconstituídas onde a madrasta não é diabolizada.
Imogen e Danny são um casal que pretende quebrar preconceitos. Foi o passado deles que mais gostei de conhecer. Admirei o percurso de Danny e a forma como ele tentou evoluir a partir do meio complicado em que cresceu. Senti falta de mais pormenores acerca deles, queria mais momentos de interação e de diálogo. 
A par de todas estas histórias atuais, há uma história passada que envolve Adele, William (avós de Imogen) e Jack. Esta história fez-me devorar páginas só para chegar às páginas onde estava descrita esta história. Senti-me demasiado ligada a estes acontecimentos passados. A autora contou muito bem esta história e muniu-se de elementos narrativos bastante apelativos. 

Esta leitura foi uma surpresa muito agradável. Não esperava gostar tanto quanto gostei. Li algumas opiniões menos favoráveis ao livro, por isso contava com uma leitura satisfatória, mas sem me causar emoções positivas. Felizmente aconteceu o contrário! O livro encantou-me e as histórias aqueceram-me o coração e encheram o meu espírito de positividade. 

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Pilha Lusa


Hoje, dia 10 de Junho, assinala-se o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. De forma a assinalar este dia decidi partilhar com vocês a pilha de livros de autores nacionais que estão na minha estante ainda por ler. 

1. A Rainha Perfeitíssima, Paula Veiga
Um livro de um género que cada vez mais tem vindo a ganhar a minha simpatia. Ler livros históricos ou de época tem-se tornado um enorme prazer. Tenho algum receio de ler este dado a algumas críticas menos positivas que já li em relação ao mesmo.

2. A Estranha Ordem das Coisas, António Damásio
Recebi este livro o ano passado, no meu aniversário. É um livro de não ficção de um talentoso cientista. 

3. À Espera de Moby Dick, Nuno Amado
A Cláudia do blog/canal A Mulher que Ama Livros partilhou uma opinião extremamente positiva relativamente a este livro. Estou com bastante curiosidade para ver o que estas páginas me reservam.

4. Ensaio Sobre a Cegueira, José Saramago
Ganhei coragem e trouxe um livro de Saramago da biblioteca. Até ao momento li um pequeno conto do escritor e gostei muito. Sempre tive alguns receios em ler este autor e por isso sempre fui protelando as leituras para um depois que nunca mais chegava. Dada a experiência favorável do ano anterior não posso deixar de conhecer outras obras deste escritor português.

5. A Filha do Barão, Célia Correia Loureiro
A escrita da Célia transborda sensibilidade. O que li dela até agora nunca me foi indiferente. Preciso imenso de ler este para fazer uma nova leitura do livro que irei mostrar em seguida. Só ainda não lhe peguei porque ainda não encerrei o capítulo Tese de Doutoramento na minha vida. Quero ter total disponibilidade mental para abraçar este livro, por isso acho que em Agosto chegará a vez dele.

6. Uma Mulher Respeitável, Célia Correia Loureiro
Fui leitora beta deste livro em 2015 se a memória não me está a trair uma partida. Já pouco me resta dele na memória e quero lê-lo novamente para escrever uma opinião consistente. Porém quero ler o seu antecessor, mesmo sendo possível ler este sem o anterior. Nada afetará a vossa compreensão deste livro caso não tenham lido A Filha do Barão, mas desta vez quero obedecer à ordem de publicação.

7. O Ano da Dançarina, Carla M. Soares
Já li três livros da Carla M. Soares. Até ao momento o que menos gostei foi Limões na Madrugada, porém são sempre boas experiências as leituras de livros desta autora. Aliada a histórias bem construídas temos uma escrita simples, cuidada e bonita. Por isso, é uma autora portuguesa que recomendo e que deveria ter mais espaço no mundo virtual que se dedica à leitura de livros. 

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Opinião | "Revelação Inesperada" de Andrea Kane (Pete 'Monty' Montgomery #2)

Revelação Inesperada (Pete 'Monty' Montgomery, #2)

Classificação: 2 Estrelas

Este é um daqueles livros (desgraçados) que vem parar à estante e acaba por lá ficar infinitamente à espera de uma oportunidade para ser lido. Isto acontece porque outros mais apelativos se vão cruzando no caminho das leituras.

Desde que adquiri este livro, através de uma promoção da Editorial Presença, que nunca me senti particularmente atraída por ele. Não tenho uma explicação racional para tal facto, mas a verdade é que ele foi ficando por ler porque não sentia uma vontade intensa de me atirar a ele. 
Porém achei que já estava na estante há demasiado tempo e merecia ser lido. Aquilo que acabou por acontecer é que os meus receios em relação ao livro acabaram por se confirmar. 

Revelação Inesperada é um policial e retrata um crime que ficou mal resolvido no passado.
A resolução deste crime deixou-me a pensar durante imenso tempo. Não pensem que foi pela sua complexidade ou por ter aspetos rebuscados e capazes de desafiar a mente mais hiperativa. Isso aconteceu porque identifiquei facilmente quem tinha sido o criminoso. Ora foi algo tão óbvio e com motivações tão claras que durante muito tempo me interroguei acerca da forma como as coisas foram conduzidas no passado ao ponto de não conseguirem resolver um mistério tão básico.

Aquilo que posso partilhar com vocês é que o livro não me surpreendeu, não me deixou em suspense e nem despertou em mim aquela vontade de ler de forma desenfreada só para desvendar o que estava por detrás dos acontecimentos.

Como referi anteriormente, foi um livro com um criminoso e motivações previsíveis. Aliado a esta parte policial é desenvolvido um romance que não foi capaz de me aquecer o coração. Não me emocionou nem me despertou aqueles sentimentos queridos que geralmente surgem em mim quando leio uma boa história de amor.

O final trouxe ligeiros apontamentos de surpresa. Foram estes pequenos apontamentos finais que me permitiram atribuir duas estrelas ao livro. Se não fosses estes aspetos inesperados para mim, facilmente teria atribuído uma estrela a este livro. Com o final da leitura não ficou em mim o interesse em ler outros livros desta escritora.