domingo, 30 de setembro de 2018

Palavras Memoráveis


E estendeu a mão para tocar no meu braço, impedindo-me de partir. No momento antes de ele retirar os dedos, senti-me como se ele tivesse tocado no meu coração.
Juliet Marillier, Sangue do Coração

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Opinião | "Força do Desejo" de Jess Michaels (Albright Sisters #3)

Força do Desejo (Albright Sisters #3)
Classificação: 3 Estrelas

Força do Desejo encerra a série erótica Albright Sisters de Jess Michaels. A autora mantém-se fiel ao estilo de escrita e do tipo de histórias que constrói. Portanto, não foi surpreendente, não foi uma leitura de tirar o fôlego... Foi uma leitura simpática, agradável, que entreve, mas que daqui a uns dias irá desvanecer-se da minha memória.

É engraçado como nos faltam palavras quando nos cruzamos com um livro mediano. Não nos aqueceu as emoções, pois não foi uma leitura entusiasmante, nem as arrefeceu porque não teve o poder de nos irritar ou de nos deixar chateados. Foi aquilo que senti com este livro. Não me arrebatou o coração, nem me fez espumar de raiva por algo mau que lá pudesse haver.

Houve momentos em que me senti a ler As Cinquenta Sombras de Grey. Isto deixou-me um pouco aborrecida. Procuramos sempre alguma originalidade nos livros. Sim, é difícil ser-se originam no meio de tantas publicações sobre diferentes temas. Neste livro em particular, as semelhanças são evidentes, mas em alguns momentos até se consegue destacar. 

Tal como nos livros anteriores, Beatrice vive aquilo que aconteceu às irmãs. Primeiro há uma ligação sexual, há um momento de epifania, em que Beatrice e Gareth vêm as estrelas e encontram o amor e uma ligação hiper - mega especial, mas não partilham sentimentos. Vão continuando a partilhar o corpo e tudo aquilo que ele lhes pode dar, mas só depois de um momento dramático é que há a tão esperada declaração. 
Apesar de gostar de ler livros eróticos, por vezes a fórmula encontrada pelos autores aborrece-me um pouco. Estes são todos muito parecidos. Eu esperava um rasgo de mudança e alguma ousadia da autora em criar cenários de relação diferentes. A ousadia e a exploração por cenários diferentes foram aspetos reservados às cenas eróticas. 

Foi bom terminar esta serie e conhecer uma nova autora. Vou querer ler outros livros da autora e procurar pela sua inovação. Contudo pretendo dar um bom espaço temporal para me conseguir desligar desta forma e apreciar a leitura com outros olhos.
Recomendam algum livro em especial da autora?

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Opinião | "Tabu" de Jess Michaels (Albright Sisters #2.5)

Tabu (Albright Sisters, #2.5)
Classificação: 4 estrelas

Tabu é, até ao momento, o meu livro preferido da série. Achei que esta história é mais credível do que a anterior, há uma construção das personagens mais cuidada e que me trouxe  personagens com uma personalidade distinta, especial e cativantes. Para além destes aspetos, toda a construção da relação entre os dois personagens principais é mais interessante e traz-nos algum drama que apimenta um pouco toda a situação. 

Relativamente ao casal, à forma como se conhecem, se apaixonam e se separam são aspetos comuns a outros livros. Um homem de classe alta, que se apaixona por uma mulher de uma classe social inferior e os pais do homem a não aceitar a relação e fazer o que lhes está ao alcance para terminar a relação. Ficam afastados durante uns tempos até que se reencontram. As diferenças sociais que os caracterizam ditaram um conjunto de situações que aparecem nos momentos certos ao longo do livro.

Como é de prever, Tabu é um livro cheio de cenas eróticas, algumas bem ousadas, que estão bem escritas e contextualizadas. Senti que havia uma ligação emocional e especial entre os dois e isso fez-me sentir mais envolvida com o livro. Senti que a história fluía de forma espontânea e capaz de me captar a atenção e o interesse relativamente à forma como tudo iria terminar.

É claro que o final é previsível, mas isso não me retirou o gosto em ler um final feliz e cheio de coisas bonitas.
Resta-me o último livro da série e não sei muito bem o que esperar. Espero gostar tanto como este, ou pelo menos como o primeiro.  


segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Divulgação | "A Sereia de Brighton" de Dorothy Koomson


Não sei como é com vocês, mas eu tenho um conjunto de escritoras(os) que gosto de ler com alguma frequência. Costumo dizer que são os escritores que vivem no meu coração, no compartimento interior que guarda aqueles amores irracionais, e que têm a missão de trazer um pouco de alegria às outras assoalhadas. Bem.. quero com isto dizer que há escritoras(os) que gosto de ler, que me oferecem livros com histórias inesquecíveis e que me enchem sempre de boas energias.

Dorothy Koomson vive nesse compartimento. Conheci esta autora em junho de 2009. Estava a ler, na altura A filha da minha melhor amiga. Estava no sofá a ler o livro na mesma altura em que anunciavam na TV a morte de Michael Jackson. Apesar do choque da notícia, apreciei imenso o livro. Foi muito bom descobrir a forma cadenciada das palavras da Dorothy e a forma muito especial como ele conjuga sentimentos, pequenos apontamentos de humor e personagens que nos ficam na memória. Até hoje recordo com imenso a criança que tem um papel importante neste livro, a Tegan, e da forma especial como desarmou a Kam. A história e as personagens ficaram-me no coração e mantive a autora debaixo de olho. 

Fui acompanhando o seu trabalho e já li mais alguns livros dela. Gosto da forma como ela vai alternando as narrativas e gosto particularmente da sua audácia e coragem em fugir à sua zona de conforto, o estilo contemporâneo.
A sereia de Brighton é uma dessas fugas. Eu não sei ao certo o que vou encontrar, mas espero mistério, algum toque mais romântico e, claro, a sua forma especial em descrever e transmitir emoções e sensações. 

Já comecei a leitura, e as poucas páginas que li fazem-me antever uma história marcante. Daquelas que nos ficam tatuadas na memória. 

Para quem gosta da autora, nem preciso de recomendar. Para aqueles que têm algumas reticências em pegar num livro da Dorothy, arrisquem e surpreendam-se. Na minha perspetiva ela tem livros que podem chegar a diferentes tipos de leitores. 
Ora...
Se gostam mais de leituras mais sinistras, com assuntos duros podem começar por ler Um erro inocente.
Se preferem perderem-se em intrigas e segredos familiares agarrem-se ao livro Os muitos nomes do amor.
Se gostam de crianças, de segredos que mudam vidas e de amizades traídas, aí podem ler A filha da minha melhor amiga.
Se o vosso gosto literário recai em romances, com erotismo à mistura e boas doses de humor à mistura deliciem-se com Amor e chocolate.

Quanto ao livro A sereia de Brighton, ainda irei descobrir em que categoria a encaixar...


Sinopse

Praia de Brighton, 1993

As adolescentes Nell e Jude descobrem o corpo de uma jovem na praia e, quando ninguém o reclama, a vítima passa a ser conhecida como A Sereia de Brighton. Três semanas mais tarde, Jude desaparece e Nell, ainda chocada com os acontecimentos na praia, fica completamente desamparada.

Passados 25 anos, Nell vive atormentada pelo passado, abandonando o emprego para descobrir a verdadeira identidade da jovem assassinada – e o que aconteceu à amiga naquele verão inesquecível.
Quanto mais perto fica da verdade, maior é o perigo. Alguém parece estar a seguir cada passo de Nell, que já não sabe em quem confiar.
Da autora bestseller de a filha da minha melhor amiga, chega-nos uma intrigante história sobre irmãs, segredos e crime.


domingo, 23 de setembro de 2018

Palavras Memoráveis


Sabe qual é a pior parte de se ser uma pessoa leal? Toda a gente está sempre a dizer que comece a concentrar-se em si, mas ninguém quer que deixe de os ajudar a eles.
Katarina Bivald, A Livraria dos Finais Felizes

sábado, 22 de setembro de 2018

Por detrás das palavras | Aniversário

Resultado de imagem para sete anos

Sete é um número com uma simbologia especial. Representa um fim de um ciclo e o início de um novo. Representa totalidade, a perfeição, a consciência, a espiritualidade e a vontade. Sete são o número de anos que o blog comemora hoje. 

São mais de sete as opiniões que já publiquei. São mais de sete as pessoas que este blog me permitiu "conhecer". São mais de sete os sentimentos que habitam no meu coração sempre que alguém comenta, me lê e incentiva.

Ontem foi dia da gratidão. E eu sinto-me grata por todos os livros que tenho a possibilidade de ler, pela contribuição das editoras que disponibilizam novidades para serem partilhadas e pelas pessoas que passam por aqui e que trocam as suas visões comigo. 

Estes últimos quatro anos de blog não me permitiram inovar, nem criar atividades que dinamizassem o blog. Mas este ano, com o início de um novo ciclo, espero trazer um novo dinamismo ao espaço e mudar-lhe o aspeto. Refrescá-lo. 

Que esta paixão de escrever e partilhar o meu universo literário, e não só, que se mantenha e que possa sempre contar convosco aí desse lado. 

Venham, pelo menos, mais sete! 
Obrigada por estarem desse lado.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

ACMA | Por detrás das palavras: como tudo começou


O projeto A cultura mora aqui está de volta. Depois de um período de pausa, o projeto regressa com uma imagem e dinâmica renovadas.

Para este início, COMEÇOS é o tema que serve de base a todos os participantes. Eu decidi escrever sobre como começou o meu blog, o Por detrás das palavras. 

Sempre fui muito apaixonada pela leitura. Leio livros desde que aprendi a ler. Assim que tive autorização para frequentar as bibliotecas, tornei-me numa cliente assídua e devorada tudo o que apanhava nas mãos. Os meus pais nunca controlaram aquilo que eu lia, nem eram de estimular este meu gosto. Talvez por isso é que, já na fase da pré-adolescência e adolescência, comecei a ler livros que já fugiam àquilo que poderiam ser livros mais adequados para a idade. 

Quando entrei na universidade, o ritmo de leituras abrandou de forma muito drástica. Lia muito menos e o interesse literário acabou por arrefecer um pouco. Só nas férias é que ia pegando em livros de ficção. 

Assim que terminei o curso vi-me com imenso tempo livre. Procurava ofertas de emprego, escrevia cartas de apresentação, enviava CVs, mas mesmo assim precisava de algo para me ocupar a mente. Foi assim que voltei à biblioteca e o meu "eu" leitor renasceu com mais força. Em 2011 já lia com muita assiduidade e comecei a procurar informações sobre os livros na internet. Através desta pesquisa comecei a ler alguns blogs sobre livros e começou a nascer a vontade de criar algo, de partilhar com os outros aquilo que ia lendo e o que sentia com as leituras. 

A 22 de setembro de 2011, já a trabalhar, achei que seria interessante criar algo que fizesse fugir à rotina e ao desgaste do trabalho (o meu estágio profissional estava a ser um verdadeiro pesadelo), ao mesmo tempo que prolongava o meu gosto pela leitura. Fascinada pela palavra escrita e com o mundo dos blogs, senti que estavam reunidas as condições para perder o medo e lançar-me nesta aventura de criar e dinamizar um blog. 

A escolha do nome foi pacífica. Inspirada num livro da minha área, Por detrás do espelho, achei que Por detrás das palavras era um bom nome. Por detrás do espelho é um livro sobre terapia familiar e intervenção sistémica. Para quem não conhece, nesta corrente teórica da psicologia, o setting terapêutico é especial. São duas salas, dividas ao meio por espelho, como nas salas de interrogatório da polícia judiciária. De um dos lados está um ou depois terapeutas com a família ou pessoa que está a ser consultada e do outro lado estão um conjunto de terapeutas que vão discutir o caso com o(s) terapueta(s) que estão a conduzir a sessão. Acho que esta partilha de opiniões literárias por dentro desta comunidade é vermos o que está por detrás das palavras dos escritores e das palavras daqueles que opinam sobre eles. Somos uma grande "equipa terapêutica" que gosta de discutir livros e tentar ver para além daquilo que eles nos apresentam.

Foi um começo tímido. Não me alongava muito, as opiniões que escrevia eram muito básicas. Com o tempo cresci como leitora, cresci como pessoa que observa as coisas de uma forma mais interior e reflexiva. Foi este começo no mundo blogs que me levou a contactar com pessoas extraordinárias e a fazer boas amizades. Tornei-me leitora beta e contactei com alguns escritores. Foi uma abertura para um novo mundo, ao mesmo tempo que encontrava um lugar onde os meus gostos eram compreendidos.

Este foi um começo que eu considero positivo. Nem sempre lido bem com começos. Este foi fácil de lidar e de operacionalizar. Gostaria de continuar a escrever por aqui durante muito tempo, mas não sei o que estará ao virar da esquina, nem que outros começos a vida me reserva. Uma coisa é certa, enquanto este mundo me fizer sentir feliz e realizada, farei tudo para continuar por aqui.

Informações sobre o projeto: A cultura mora aqui

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Por detrás da tela | Stanley & Iris (1990)

Classificação: 6/10 Estrelas

De vez em quando gosto de ver filmes mais antigos. Gosto da atmosfera, das histórias simples e descontraídas. São aquele tipo de filmes que sabe bem ver numa tarde relaxada de domingo. Outro aspeto engraçado é ver atores que hoje em dia admiramos no início de carreira ou com uma idade bastante mais jovem.

Stanley e Iris, em Portugal Para Iris, com amor, tem como protagonistas Robert De Niro e Jane Fonda como protagonistas. Ele é Stanley, um cozinheiro que não sabe ler nem escrever, ela é Iris uma mulher simples, a viver um doloroso luto e aquela que ficará com a missão de o ensinar. 

Entre momentos mais divertidos, outros com algum drama ainda houve espaço para o romance. Não é uma obra prima da sétima arte, mas gostei do tom ligeiro da história, apesar de estar a abordar temas dolosos e, em certa medida difíceis. 

Não é um filme atual, mas as temáticas são ainda um pouco transversais aos dias de hoje. Apesar de o número de alfabetos ter diminuído, ainda temos muitos jovens que abandonam cedo a escola e que não lhe dão valor; a gravidez na adolescência ainda hoje é uma situação preocupante, apesar da sua menor incidência; e o luto que temos de fazer por pessoas que perdemos, por coisas que não conquistamos, por ideias que tivemos de abandonar. 

Não é um filme que queria rever. Não é marcante o suficiente que desperte em mim a minha vontade de o rever, nem sequer é um filme que me fique gravado na memória. É apenas um daqueles filmes que sabe bem ver para descontrair. 

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Opinião | "Lavrar o mar: Um Novo Olhar Sobre o Relacionamento Entre Pais e Filhos" de Daniel Sampaio

Lavrar o Mar - Um Novo Olhar Sobre o Relacionamento Entre Pais e Filhos
Classificação: 4 Estrelas

Gosto imenso de ler as reflexões de Daniel Sampaio. Gosto da forma como ele escreve sobre os assuntos. Numa linguagem simples e objetiva, Daniel Sampaio, dá corpo a informações muito úteis para os pais e para os profissionais que trabalhem em crianças e jovens.

Pessoalmente identifico-me imenso com a abordagem sistémica que ele defende. Identifico-me com a sua forma de ver o mundo e de olhar para os problemas que se interferem na vida das crianças, dos jovens e das famílias.

Em Lavrar o Mar, o assunto chave são os adolescentes, a sua relação com o contexto social e com a família. Em poucas páginas, Daniel Sampaio aborda os temas que fazem parte da vida dos jovens, de que forma eles interferem no seu crescimento cognitivo e pessoal e deixa indicações muito importantes para os pais. Mais do que lhes dar "fórmulas" milagrosas (que não existem) para a resolução de situações causadoras de mau-estar no seio das famílias, o autor fornece elementos essenciais para que os pais possam pensar e analisar o seu comportamento à luz da interpretação que fazem destas palavras.

Para mim, Daniel Sampaio, será sempre um autor de referência no meu caminho profissional. Gosto de refletir sobre as suas reflexões e visões do mundo.
Mais do que um livro para profissionais, Lavrar o Mar, é um excelente livro para os pais de adolescentes e pré-adolescentes. Deveria ser de leitura obrigatória para pais. 

domingo, 16 de setembro de 2018

Palavras Memoráveis

Sempre acreditei que os livros têm uma espécie de poder de cura e que conseguem, quanto mais não seja, proporcionar uma distração.
Katarina Bivald, A livraria dos finais felizes

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Por detrás da tela | "The Boy in the Striped Pyjamas" (2009)

Classificação: 9/10 Estrelas

É a segunda vez que vejo o filme O Rapaz do Pijama às Riscas. A primeira vez que o vi ainda não tinha blog e foi antes de ler o livro. 
Os meus sentimentos em relação ao filme não se modificaram com esta segunda visualização. É um filme extremamente emocionante e a ação desenrola-se numa das fases mais negras da História da humanidade. 

O filme é interessante porque nos traz diferentes perspetivas: a perspetiva das crianças, dos soldados, dos refugiados e da mulher do soldado. Cada uma delas é extremamente importante para a compreensão dos acontecimentos e para mexer com as nossas emoções.
As crianças são serem inocentes. Bruno é mais inocente que Shmuel, mas o primeiro nunca teve de se deparar com comportamentos xenófobos e racistas, nem conhecia em profundidade a crueldade dos seres humanos. A irmã de Bruno mostra-nos com que facilidade conseguimos manipular as pessoas em direções erradas. A mãe destas duas crianças e mulher de um dirigente do exercito alemão é aquela que mais vai sofrendo com as atrocidades com que se vai deparando, o marido é um excelente ator pois consegue manter a frieza e não se deixa abalar pela sensibilidade daqueles que o rodeiam.
A perpetiva de ouros Judeus que vão aparecendo é igual a tantos outros filmes, mas não deixa de ser emocionante, nem de despertar em nós enormes sentimentos de compaixão. 

É um filme cruel, com um final de cortar o coração. Mas tal como escrevi na opinião do livro (ver aqui) é um final necessário para chocar e sensibilizar os telespectadores. 

Já não me lembro muito do livro, apenas a sensação de que gostei resistiu ao tempo. Por este motivo não consigo dizer até que ponto o filme é fiel ao livro.

É um filme emocionalmente intenso, que mexe com os nossos instintos e emoções e que nos faz sofrer por todas as pessoas que se viram obrigadas a sucumbir à crueldade de outros. O ser humano é capaz das melhores ações e das piores crueldades. Os filmes e os livros que vão surgindo relacionados com esta temática são extremamente importantes. Primeiro, permitem que estes acontecimentos caiam no esquecimento e dá oportunidade às gerações futuras de conhecer um período negro da história e que tomem consciência de que tais comportamentos não devem voltar a acontecer. Segundo, é uma forma de honrar todas as vítimas do Holocausto. Enquanto houver livros e filmes que retratem o seu sofrimento, eles jamais cairão no esquecimento. Em qualquer lugar do mundo, um pessoa que esteja a ler ou a ver um filme com esta temática irá sempre recordar o sofrimento, a dor, a luta, as histórias de superação e todos os bons corações que minimizaram o sofrimento e a dor de alguns.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Opinião | "Sedução Perigosa" de Jess Michaels (Albright Sisters #2)

Sedução Perigosa (Albright Sisters #2)
Classificação: 2 Estrelas


Sedução Perigosa é o segundo livro da série Albright Sisters e conta-nos a história de Penelope. Depois de um primeiro livro com uma história que eu considerei razoável, esperava que a qualidade aumentasse e que a história fosse um pouco mais rica relativamente à descrição e carácter das personagens para que a componente erótica fosse mais interessante. Infelizmente, achei que a construção da narrativa teve qualidade inferior, quando comparada com a do outro livro.

Penelope tinha tudo para ser uma personagem desafiante e engraçada. Mas deixou-se levar pelas suas necessidades básicas que ficou um pouco parvinha. Acho todo aquele erotismo lhe queimou os neurónios "pensantes" ao ponto de ela se deixar ludibriar tão facilmente. Para quem já leu o livro deve estar a perceber do que estou a falar. Este aspeto deixou-me um pouco desiludido. Não gosto de ver livros onde a mulher é reduzida a condições mais baixas de inteligência, onde não é valorizada e onde não lhe dão um verdadeiro papel principal. Neste livro em particular, Penolope é frágil, precisa de acarinhada e cuidada. E depois a facilidade com que ela se entrega a Jeremy é um pouco frustrante. Sim, eu sei que este livro é do género erótico, mas para mim é importante criar um contexto apelativo, credível e que sustente toda história que se encaixa.

Ainda deu para rir com algumas situações e permitiu-me descontrair e fazer uma pausa entre leituras mais densas e que exigem mais de mim em termos cognitivos.
Continuo a achar que o género erótico é interessante para uma leitura a dois. Até casais que estejam a passar algum problema em termos de relacionamento, penso que estes livros poderiam ser uma primeira tentativa na resolução dos seus problemas, antes de passar para uma ajuda de profissionais. Para os que não têm problemas, poderia ser uma boa forma de apimentar relações. 
Este poderia dar algumas ideias e ajudar a satisfazer algumas fantasias. 
Os livros podem ser boas ferramentas de trabalho e de ajuda na superação de alguns problemas. Não têm só o objetivo lúdico, nem são apenas um hobby... Eles têm a capacidade de nos levar mais longe de nos modificar enquanto pessoas, de nos ajudar a colocar no lugar do outro. São por vezes espelhos da nossa realidade e fazem-nos pensar em caminhos alternativos para a nossa própria superação. Neste sentido, apesar de não achar o livro uma obra prima enquanto produto literário, poderá ser uma obra que possa ajudar, dar ideias... ou proporcionar momentos divertidos e de descontração. 

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Resumo do Mês | Agosto

Equilíbrio é a palavra que descreve as minhas leituras do mês de Agosto. Não me deparei com livros arrebatadores, nem com livros que me irritassem por não corresponderem às minhas expetativas. O mês iniciou-se com uma surpresa. Uma passagem pelo Chipre (Hotel Sunrise - Victoria Hislop) que esperava gostar menos do que aquilo que realmente gostei. Apesar de não me ter arrebatado o coração, contribuiu para o meu conhecimento e permitiu-me conhecer uma realidade que eu não fazia a mínima ideia da sua existência. Ainda me faltavam muitos dias para leituras arrebatadoras, por isso não fechei a porta à esperança de me cruzar com personagens magníficas. Porém, a porta seguinte revelou-se angustiante (Ao fechar a porta - B. A. Paris). Fiquei extremamente incomodada no início desta leitura, porém as coisas foram acalmando, assim como o meu entusiasmo relativamente às loucuras de Jack e ao desespero de Grace. Estava a precisar expurgar estas más energias e meti-me a ler umas cartas... Bem, eram cartas de alguém que se afogou numa depressão sem fim à vista (As últimas linhas destas mãos - Susana Amaro Velho). Mas com uma escrita tão bonita e sensível, foi fácil perder-me na história e nos dilemas e sentimentos das personagens. Ainda embalada pela beleza destas palavras atiro-me a um livro que me trouxe alguns dissabores (Sedução perigosa - Jess Michaels). Não foi um livro credível aos meus olhos. Faltou-lhe aquele toque especial de uma boa narrativa para suportar todo o erotismo que habitava aquelas páginas. Estava a ser uma miscelânea de assuntos. Para aumentar ainda mais a diversidade atiro-me a um livro mais técnico (Lavrar o mar: um novo olhar sobre o relacionamento entre pais e filhos - Daniel Sampaio). Foi bom ler sobre as relações pais-filhos e sobre a forma como muitas vezes a adolescência é diabolizada por pais e profissionais. Gostei muito da abordagem do autor relativamente à infância e à importância futura das relações que se constroem nesta etapa da vida. Ainda houve tempo para um conto que  não me ofereceu não fez as minhas emoções borbulhar (Abraça-me para sempre - Carla Ribeiro). Acabei por ler mais do que aquilo que estava à espera, mas foi bom ter conseguido todas estas leituras. 


domingo, 9 de setembro de 2018

Palavras Memoráveis

Ama-me assim desgraçada, porque me parece que os desgraçados são os que mais precisam de amor e de conforto.
Camilo Castelo Branco, Amor de perdição

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Português no Masculino | Setembro

Para este mês de Setembro escolhi um autor que nunca li.
O autor escolhido é... (ouvem-se o rufar dos tambores)

Possidónio Cachapa

Não conheço o autor, nunca li nada dele nem tem nenhuma ideia acerca da sua obra ou da sua escrita. Vou estrear-me com o autor com a leitura do livro A Materna Doçura.

A Materna Doçura

Não sei se alguém desse lado já leu alguma obra deste autor. Se conhecem a obra, o que  me têm a dizer sobre ele? Recomendam?

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Desafio]


E chegou a minha vez de responder ao desafio proposto pela Daniela.
O desafio é referente ao livro Ao fechar a porta de A. B. Paris. 

Pedido de ajuda


És uma das melhores amigas de Grace. Ou pelo menos eras, até ela casar com o Jack.

A vossa relação chegada e os anos que passaram juntas permitiu-te conhecer a tua melhor amiga como ninguém. É por isso que rapidamente percebes que algo naquele casamento não bate certo.

As tuas suspeitas são confirmadas quando recebes um bilhete inesperado com aquilo que te parece um pedido de ajuda. Como é que os olhos de lince de Jack deixaram passar aquilo?

Queres mostrar-nos o que recebeste?

Já há muito tempo que não recebia notícias da Grace. Desde que ela casou com o Jack que se desligou dos amigos. Das várias vezes que a vi achei que ela estava estranha, nunca consegui olhar para a relação deles como perfeita ou cheia de amor. Desconfio que há ali qualquer coisa que está a travar a Grace.
A minha curiosidade levou a melhor e fui atrás da Grace. Acabei por ir a casa dela na festa da Millie. A casa estava cheia de gente e eu tinha esperança de conseguir falar em privado com a Grace. 
Estava tudo muito bonito na festa e a Millie estava feliz da vida. Jack parecia ansioso. Tinha de dar atenção aos convidados e, ao mesmo tempo, senti que ele queria e precisava de controlar a Grace. 
Tudo estava a correr bem e vi a Grace dirigir-se à cozinha para preparar um refresco. Ia a levantar-me para a acompanha quando Jack me interpelou e não me deixou ir atrás dela. E foi fazendo conversa... Chato e aborrecido, era o que ele significava para mim. Tinha dificuldade em perceber o que é que a Grace viu nele. 
A minha amiga regressa até junto de nós com a bandeja com o refresco e os copos. Muito discretamente, baixa-se para colocar os copos na mesa e deixa cair uma pequeno papel, muito dobrado, para dentro do meu saco. 
Jack ainda comentou a demora da Grace a preparar os refrescos. Mas ela esquivou-se, alegando que teve de andar à procura da faca para poder partir os limões, e mesmo assim só encontrou uma de plástico. 
Estava a ficar ansiosa para me ir embora. Aquele papel queimava dentro da minha mala e incendiava-me a mente. As despedidas lá chegaram e eu voei para casa.

Quando cheguei a casa, desdobrei o papel, que afinal era um pedaço dos filtros da máquina do café, e não via lá nada... A folha estava em branco. Ora bolas, o que é que a Grace pretendia com isto? Estava a dar voltas à minha cabeça até que me lembrei de uma aula de química. Uma aula em que deciframos mensagens secretas. Fui logo tratar de ligar o ferro de engomar, virei a folha para baixo, coloquei um pano por cima e passei o ferro. Bingo!!! Lá estava a mensagem de Grace, escrita com sumo de limão e o medo apoderou-se de mim.

AJUDA-ME! PRISIONEIRA! FOME! VIOLÊNCIA! JACK PSICOPATA!




Daniela, não sei se era isto que esperavas. Espero que, pelo menos, te tenha conseguido surpreender.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Agosto | Quem chegou?

Agosto é sinónimo de férias... Porém, para recebermos livros nunca estamos de férias. Em Agosto foram estes os novos visitantes.

Empréstimo

Ao Fechar a Porta

Este mês recebi mais um livro para o projeto conjunto com a Daniela, Empréstimo Surpresa. O eleito foi "Ao fechar da porta" de B. A. Paris. O livro já está lido e já podem encontrar a opinião aqui no blog.

Biblioteca
A Materna Doçura   A Ilustre Casa de Ramires

Finalmente consegui fazer uma visita à biblioteca e trouxe livros para o desafio de ler autores portugueses. Provavelmente irei lê-los nos próximos meses. 
A materna doçura marcará a minha estreia com Possidónio Cachapa. Não sei muito bem o que esperar do livro e do autor. 
A ilustre casa de Ramires é o meu regresso a Eça de Queirós. Nunca mais li nada dele desde o secundário, por isso estou com alguma ansiedade para ver como vai decorrer esta leitura.

Troca
Amor em Sampetersburgo

Recentemente inscrevi-me no site de troca de livros Winkingbooks. Com os meus pontos já consegui pedir um livro. O escolhido foi este Amor em Sampetersburgo

domingo, 2 de setembro de 2018

Palavras Memoráveis

Uma boa mãe não é a que se deixa moldar pelas circunstâncias. É aquela que decide como moldas as circunstâncias.
Caroline Eriksson, Desaparecidos