sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Os motivos]

E chegou a minha vez de enviar mais um livro à Daniela (agora já posso escrever o nome correto dela, pois já o revelou no seu blog - desculpa pelas vezes em que me enganei e escrevi o teu verdadeiro nome).

Foi uma tarefa difícil escolher o livro para lhe enviar. Até fui consultar as leituras dela no Goodreads e ver as estatísticas. Fiquei um pouco preocupada quando vi que, até ao momento ela ainda não tinha atribuído 5 estrelas a nenhum livro. Bem, senti-me na missão de quebrar o seu jejum e enviar-lhe um livro que eu considerei 5 estrelas (e eu sou a esquisitinha de serviço). 

Então o eleito foi:
O Escultor da Morte (Robert Hunter, #4)
O escultor da morte
Chris Carter

Este é um dos melhores policiais que já li. Um policial onde não estamos assim tão preocupados em descobrir o assassino. Aquilo que mais queremos é conhecer o funcionamento da sua mente. 
Não é uma leitura compulsiva, é uma leitura saboreada. Por isso estou com alguns receios e não sei se a Daniela lhe vai dar as 5 estrelas. Aceitam-se apostas desse lado. Quem acha que é desta que vemos um livro com 5 estrelas nas leituras de 2018 da Daniela?


quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Opinião | "Abraça-me para Sempre" de Carla Ribeiro

Abraça-me para Sempre
Classificação: 1 Estrelas

Este conto foi o escolhido para o mês de Agosto. "Atirei-me" a ele por causa do título, na esperança de encontrar algum toque romântico no meio da fantasia. Infelizmente não consegui encontrar fantasia nem romance. O conto é pequeno e os assuntos são pouco explorados. Tudo é demasiado superficial. 

Abraça-me para sempre é um conto simples, que se debruça sobre o amor fraterno. São dois irmãos que estão perante uma situação delicada (eu não consegui perceber muito bem qual é a sua situação e o seu propósito). A escrita simples e fluída permite uma leitura rápida, mas é o texto é vazio de conteúdo estimulante e significativo. Não tem elementos que nos fiquem na memória, não provoca qualquer tipo de emoções. Carecia de ser mais desenvolvido e com um corpo narrativo mais interessante, coeso e pautado por situações concretas e claras. 

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Opinião | "Ao fechar a porta" de B. A. Paris

Ao Fechar a Porta
Classificação: 4 Estrelas

Nota: Esta opinião contém spoilers (estão identificados)

Eu estava com elevadas expetativas para este livro. A Denise vibrou com ele e achou-o fenomenal. Isto criou uma espécie de pressão em mim, porque tinha receio de quebrar a beleza do livro aos olhos da Denise. E claro, ela disse logo que perdia a esperança em mim (qual "assassina" de livros). 

Com esta miscelânea de sentimentos lá parti para a leitura. O início causou-me sintomas de ansiedade. Houve momentos em que me senti verdadeiramente angustiada com a Grace e a situação em que ela se encontrava. Este momento inicial do livro é mesmo bom, tão bom ao ponto de me sentir claustrofóbica com as situações que iam acontecendo. 

Grace e Jack têm uma relação muito rápida, porém a autora foi inteligente nesse aspeto. A alternância entre passado e presente acaba por esbater essa rapidez e faz com que tudo nos parece credível aos nossos olhos. E é assim que nasce um casal perfeito que me cortou a respiração em alguns momentos. 

É uma narrativa que avança depressa nem há partes muito aborrecidas. Porém chega a um momento em que a história parece entrar num momento mais estagnado, onde não acontece nada de suficientemente significativo. Não me chegou a causar aborrecimento, pois a escrita é fluída e já estava bastante envolvida com as personagens, os seus dilemas e as suas angústias. O que me aconteceu foi não me sentir muito impressionada com o que passou a acontecer. Foi como se o livro perdesse um pouco de suspense e as cenas deixaram de ter grande impacto em mim. 

Há aspetos em que o livro merecia mais. A dada altura Jack conta o seu segredo. Foi demasiado rápido, acho que seria importante contextualizar melhor este segredo de Jack e desenvolver melhor as coisas. ALERTA SPOILER - O Jack chega a referir que o nome foi alterado, para parecer mais credível e ter impacto nos outros, mas nunca sabemos qual era o seu nome verdadeiro e como é que ele tratou do processo. Dadas as circunstâncias deste segredo como é que ele chegou ao patamar profissional em que se encontra? O que é que ele faz nas suas viagens à Tailândia enquanto deixa a Grace no quarto? Porquê é que preferia a Millie para induzir o medo, quando o conseguia na perfeição com a Grace? Para mim estas foram algumas das pontas soltas que me causaram alguma insatisfação. - FIM SPOILER

Fiquei um pouco amargurada com aquele final. Foi até um conjunto de sentimentos agridoces. Gostei do diálogo entre a Grace e a Esther, mas acho que foi tudo demasiado rápido. A autora não deu o espaço suficiente para que o clímax crescesse e se findasse de forma mais completa e coesa. 

Foi por estes aspetos que não atribuiu uma classificação superior a este livro. Eu gostei do livro, mexeu comigo em alguns momentos e achei credível. Só lhe faltaram algumas coisas para o tornar perfeito.

domingo, 26 de agosto de 2018

Palavras Memoráveis

- Disse que desafiaria incêndios, inundações e o próprio Inferno para estar contigo - disse ele, a olhá-la nos olhos. - Se isso não foi dizer que te amava, não sei o que foi. E continuaria a desafiar todas essas coisas, e até o teu desagrado por ter cá vindo agora que és uma mulher casada.
Lesley Pearse, A promessa

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Por detrás da tela | "Breathe" (2017)


Classificação: 8/10 Estrelas

Breathe é um filme pouco falado. Pela blogoesfera só vi a opinião da Chris do blog O Diário da Chris. E foi pela sua opinião que fiquei com uma enorme vontade de ver este filme. 
É baseado numa história verídica e a sua produção resulta de uma bonita homenagem. 

O início do filme não me cativou. Estava tudo a acontecer demasiado depressa entre Robin e Diana. A relação não cresceu aos meus olhos e eu estava com dificuldade em ligar-me à história e às personagens. O aborrecimento estava a instalar-se até que se dá uma enorme reviravolta no filme: Robin contrai poliomielite e perde a capacidade de se movimentar e de respirar sozinho. 

Este acontecimento na vida de Robin provoca uma mudança em todas as personagens, a história começa a ganhar forma e eu começo a empatizar com personagens, a sofrer com elas, a querer que as coisas corram bem e que Robin não desista de viver. É por amor a Diana que ele vive, que se supera e com a ajuda de um brilhante grupo de amigos consegue fintar a doença e viver de forma intensa tendo em conta todas as limitações que se atravessaram no caminho. 

Diana e Robin são um casal que transpira amor. No início ela parece algo fria e não consegui sentir grande química entre eles, mas forma como ela se entregou à missão de viver com Robin e de lhe oferecer uma vida condigna deitou por terra as minhas reservas e consegui, de facto, sentir o amor entre eles. 

Tal como tinha acontecido com o filme A teoria de tudo, senti que por vezes nos queixamos por demasiado pouco. Senti que com as pessoas certas, as nossas limitações são meros fragmentos da nossa essência, porque o nosso coração, os nossos sentimentos, o nosso amor pelos outros leva-nos mais longe. O amor e a amizade fazem-nos viver. Fazem com que grandes problemas se tornem ínfimos. Robin foi muito amado e acarinhado. Soube agarrar a vida no momento certo. Dedicou-se a amar a mulher que o fazia respirar aventura. superação, adrenalina. Mostrou que há outras opções para pessoas com incapacidades. Deu vida a outros. 

Apesar de hoje em dia as deficiências já serem olhadas com outros olhos, o filme passa uma mensagem muito atual. A discriminação é menor, mas ainda há um mundo cheio de entraves para eles ultrapassarem. Há muitas necessidades que não estão a ser atendidas. Para Robin a doença não foi a prisão onde muitos outros viveram, porque teve uma mulher com coragem suficiente para se atirar com ele por mundos desconhecidos e superar-se a cada nova ideia aparentemente maluca. 

Breathe fica no coração e na memória. Mais um filme para rever ao longo da vida. 

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Top 5 Wednesday | Cidades Portuguesas

Imagem relacionada

Como já devem ter percebido, eu nem sempre sigo os tópicos que são indicados no grupo do Goodreads. Gosto de responder àqueles que me atraem, mas também gosto da liberdade de criar outros tops.

Mês de Agosto é sinónimo de férias para muitas pessoas. Deste lado não se reúnem condições para férias. Porém nada me impede de imaginar ou de sonhar com destinos onde gostaria de ir. Por essa razão, hoje apresento-vos cinco cidades Portugueses que eu adoraria conhecer.

1 | Funchal - As imagens que me chegam desta cidade são de me deixar a contemplá-las durante muito tempo. Deve ser um cidade lindíssima, marcada pelo colorido das flores e pelos cheiros maravilhosos das diferentes qualidades de fruta.

2 | Évora - O local mais a Sul de Portugal Continental que visitei foi a Santiago do Cacém para um dia no Badoca Safari Parque. Por isso, não conheço nada do Alentejo. Adoraria ir a esta cidade para ver a Capela dos Ossos, o Templo de Diana, a Praça do Giraldo... E perder-me nas suas ruas e recantos tão especiais. 

3 | Ponta Delgada - Sinceramente, qualquer lugar do Açores deixar-me-ia encantada por visitar. Escolhi Ponta Delgada por ser uma cidade da qual já ouvi falar e desde aí nasceu a vontade de conhecer melhor.

4 | Lisboa -  Fui a Lisboa uma única vez, ainda adolescente. Não vi muito da cidade, mas ficou a vontade de ver mais e melhor. Lisboa é enorme e isso assusta-me um pouco. Adorava revistar o Jardim Zoológico, ver o Oceanário, voltar a Belém para comer um saboroso pastel de nata e visitar os bairros típicos desta cidade.

5 | Porto Santo - A praia é a imagem que retenho desta cidade. Para além disso acho que deve ter todos os encantos do Funchal.

O que me dizem desta minha escola? Conhecem bem alguma destas cidades? E vocês, que cidades gostariam de visitar?

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Opinião | "As últimas linhas destas mãos" de Susana Amaro Velho

As Últimas Linhas Destas Mãos
Classificação: 4 Estrelas

Quando saiu este livro, senti-me atraída para ele. Foi o título que me agarrou e transportou a minha mente para diferentes cenários possíveis, mas em todos eles havia uma bonita história de amor por trás. Então, aproveitei a generosidade da Coolbooks no dia Mundial no Livro e usei o código de oferta para pedir este livro. E ainda bem que o fiz...

As últimas linhas destas mãos é uma história de amor roubada pelo tempo. Uma história de amor narrada no presente, com os fantasmas do passado a reclamar atenção. O amor desta história é corrosivo e, como o tempo desgastou Alice, deixando-a vazia de emoções positivas. Toda ela foi terreno fértil para a tristeza e isso abriu caminho a dores e frustrações naqueles que habitavam o mundo dela. E tudo chega até nós, leitores, pelas mãos de Alice em cartas que espelham amor e dor, esperança e desespero; e pelas palavras daqueles a quem o amor corrosivo contaminou e minou, os filhos Teresa, Henrique e Sebastião, a irmã Cristina e o ex-marido Sebastião. Todos eles trazem um visão de Alice e da dor que a ausência emocional dela deixou.

Foi tão simples sentir as dores, as frustrações, o desespero na ânsia de tirar Alice do poço onde se meteu. E esta facilidade de apropriar dos sentimentos destas personagens advém da escrita. É uma escrita poética, daquelas que nos embala e nos faz perder a noção do tempo. A Susana soube costurar as palavras, um verdadeiro trabalho de alta-costura. E nas palavras que tecia e juntava, soube criar um trabalho final com descrições que nos transportam para os locais e para os momentos. Senti os cheiros a canela e alfazema. Senti a leveza da brisa de verão que imiscuiu na saia de Alice enquanto ela dançava, feliz, com o amor que lhe deu luz e, no instante seguinte, lha roubou. Ouvia o desespero silencioso de Teresa que tentava, a todo o custo, acender de novo a luz interior da mãe. Mas, teve de baixar os braços dessa tarefa e usá-los para aconchegar os irmão, carentes de afeto e imersos numa incompreensão perante as fragilidades da mãe.

Também temos segredos que minam relações e que põem à prova as ligações entre as pessoas. A mensagem que autora consegue passar acerca do impacto dos segredos naqueles que os partilham está, também, muito bem conseguido. Fez-me desejar quebrar as mordaças que calavam as pessoas para que determinadas personagens se pudessem libertar das dores, das angústias e dos silêncios ruidosos que começaram a fazer parte da família.

Houve apenas dois aspetos que me deixaram insatisfeita: dos diálogos e o final. Relativamente aos diálogos falta-lhe a expressividade que tão bem sobressai ao longo da narrativa. São rápidos e sem aquelas descrições que oferece aos diálogos aquele tipo de dimensionalidade que os torna, aos meus olhos, reais. O final, demasiado apressado, não deixou espaço para que as emoções se transformassem perante os meus olhos. As personagens precisavam de tempo e de espaço para partilhar os sentimentos que as verdades deixaram a descoberto. E eu precisava de os sentir, de os ver e de um olhar final sobre a vida destas personagens. Teresa fechou parte da história, mas do meu ponto de vista foi parca nas palavras.  

Apesar destes dois aspetos gostei muito de ler este livro. Sem dúvida que a Susana Amaro Velho vai ficar debaixo do meu olho. Estarei atenta a novas publicações. Temos aqui alguém que consegue dar corpo a uma história simples e coesa, com uma premissa já tantas vezes usada, através de uma escrita elegante e encantadora. Acho que, dificilmente vou esquecer a beleza impressa em muitas das frases deste livro. Perdi a conta à quantidade de citações que retirei do livro, e tenho dificuldade em eleger aquele que mais tocou o meu coração. 

domingo, 19 de agosto de 2018

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

TAG | Look de Verão (Original)


De vez em quando a criatividade bate. E quando ela aparece não lhe devemos negar a entrada. Deixei que ela entrasse e saiu-me esta TAG. Já tinha saudades de criar TAG's. Saíram-me duas. Decidi publicar esta em primeiro lugar, porque o objetivo é relacionar livros com roupa e acessórios de verão.

1| Óculos de Sol
Um livro com uma história sem "filtros" 
A Criança Que Não Queria Falar

Torey Haden traz-nos histórias muitos duras, onde somos confrontados com histórias de vida muito complicadas e onde as crianças são os principais intervenientes. A crianças que não queria falar foi o primeiro livro que li da autora e mostra-nos todo o sofrimento de Sheila, uma menina de 6 anos que já viveu coisas que nenhuma criança deveria ter vivido.

2| Chapéu
Um livro tão mau que merece ser escondido 
Escrito nas Estrelas

Escrito nas estrelas é um livro tão vazio, tão vazio que não faz falta ao mundo editorial. É uma história muito pobre, com personagens pouco desenvolvidas e com uma escrita pouco apelativa.

3| Sandálias
Um livro que te "amarrou" do princípio ao fim
9 de Novembro

Como uma escrita que criou uma química especial comigo, uma boa história de amor e um toque dramático, Colleen Hoover conquistou-me logo nas primeiras páginas e esgotou-me o stock de lágrimas. 9 de Novembro é um livro que fica gravado na memória das emoções.

4| Saia e/ou vestido
Um livro que deixou a tua mente a esvoaçar por outras paragens
O Grande Amor da Minha Vida (O Cavaleiro de Bronze, #1)
Senti a fome, o frio, o medo, a coragem e amor. Foram tantos os sentimentos e as sensações que Paullina Simons me oferece n'O grande amor da minha vida que me vi na Rússia em plena 2ª Guerra Mundial, senti o aroma e aragem fresca junto ao Rio Luga. Será sempre um daqueles livros especiais e pelo qual tenho um amor inabalável.

5| Biquíni
Um livro que foi curto de mais 
A Vida na Porta do Frigorífico

A vida na porta do frigorífico é um livro escrito de forma muito original. Ao longo das poucas páginas do livro vamos conhecendo o dia-a-dia e a relação entre uma mãe e uma filha através do bilhetes que vão deixando um à outra. Eu gostei do livro, mas soube-me a pouco. Foi muito curto, e tudo aconteceu demasiado depressa. 

6| Fato de banho
Um livro que foi longo de mais
Uma Morte Súbita

Ler mais de 100 páginas sobre as impressões relativamente à morte de uma personagem (quem já leu sabe do que eu estou a falar) foi de me levar ao desespero. Demorei imenso a ler Uma morte súbita de J. K Rowling e tudo porque muito do texto que habitava naquelas páginas foi um pouco desnecessário.

7| Protetor Solar
3 Livros que te fizeram ou farão companhia durante o Verão
Ao Fechar a Porta    Loanda  Lavrar o Mar - Um Novo Olhar Sobre o Relacionamento Entre Pais e Filhos

Estes são os três livros que ainda quero ler até Setembro. Vou com expetativas elevadas para o livro Ao fechar a porta, expetativas muito baixas para Loanda e com o sentimento de um bom reencontro com o Lavrar o Mar.

Sintam-se à vontade para levar esta TAG, deixem-me no comentário o link para as vossas respostas. Terei todo o gosto em ver.

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Opinião | "Hotel Sunrise" de Victoria Hislop

Hotel Sunrise by Victoria Hislop
Classificação: 3 Estrelas

Comecei esta leitura com uma enorme vontade de desbravar intensamente aquelas páginas. Os livros anteriores que li de Victoria Hislop deixaram boas recordações e estava curiosa para ver o que este livro reservava. 
Longe de ser um leitura compulsiva, Hotel Sunrise convida a uma leitura mais lenta e mais atenta. O início foi um pouco confuso para mim. Estava a custar-me imenso envolver-me com a história, estava com dificuldades em compreender e assimilar o contexto histórico a que o livro reportava e não me estava a sentir muito cativada com o conteúdo daquelas páginas.

Perante estas dificuldades a leitura avançou devagar e de forma pausada, numa tentativa de amar a história. Paixão, já não iria acontecer, mas o amor poderia nascer da relação com aquelas palavras. E o amor apareceu. Não foi intenso, não foi fulminante e não me arrebatou tanto como aconteceu nos outros livros. Foi um amor confortável e aconchegante e que me levou a pesquisar sobre Famagusta. 

Famagusta é a cidade onde grande parte da ação narrativa se desenrola. É uma cidade Cipriota, muito relacionada com o turismo. A descrição da cidade é maravilhosa e dá vontade de mergulhar os pés naquela água. Associa a esta cidade temos o Hotel de luxo Sunrise, os seus proprietários Aphroditi e Savvas e, dos vários empregados destacam-se elementos de duas famílias com origem distintas. Os cipriotas turcos e os cipriotas gregos.

Eu tinha um desconhecimento total acerca da história do Chipre e penso que isso dificultou um pouco a minha compreensão inicial. Apesar de as coisas se irem clarificando à medida que a narrativa avança, ainda ficaram resquícios de dúvidas e coisas por esclarecer. Claro tudo porque não sei nada acerca das origens deste pais e em como ele foi construído.

Conseguimos perceber as rivalidades, que são mais alimentadas pelo políticos do que pelos habitantes (como deve ser na maioria dos casos) e vamos acompanho as vidas pacatas das personagens até que a guerra se instala. E é a partir daqui que o livro ganha outra dimensão para mim. Foi aqui que o amor nasceu. Passei a perceber melhor as personagens, apesar de terem ficado lacunas na caracterização de Afrodite de Savvas. São duas personagens importantes, mas que são pouco desenvolvidas. Aphroditi é uma mulher que vai aprender a confiar nos seus instintos da pior maneira possível. Tive pena de ela e Savvas terem sido um pouco desprezados no fim. Parece que a autora os queria despachar e não nos deixou grandes pormenores.

É interessante ler sobre as movimentações de guerra e sobre as estratégias de sobrevivências das pessoas. De que forma a nossa personalidade se modifica só para garantir a nossa sobrevivência e há aqueles que apenas a tentam esconder para que depois de se revele da pior maneira. 

Apesar de ter gostado do livro reconheço que ele poderá não ser do agrado de todos os leitores. O início um pouco lento, a falta de conhecimento em relação ao contexto em que a história se desenrola e as personagens pouco desenvolvidas poderão levar alguns leitores a desistir, o que é uma pena. Insistiam um pouco para descobrirem o outro lado da narrativa, um lado que nos prende e nos deixa curiosos. 

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Por detrás da tela | "Beauty and the Beast" (2017)

Classificação: 9 Estrelas

Já há muito tempo que queria ver este filme. Gosto da magia que o envolve e esperava encontrar a mesma banda sonora do filme de animação. 
O filme superou as minhas expetativas. Foi bom encontrar toda a magia do castelo, derreti-me com as músicas que pontuavam as cenas nos momentos chave, fiquei encantada com o monstro... Foi maravilhoso sentir toda esta envolvência especial que só um filme com uma história intemporal consegue transmitir.

É um filme que em termos de imagem e caracterização cénica está muito, muito bem conseguido. A minha televisão é grande, mas ver este filme numa tela de cinema deve ser qualquer coisa de especial. 
A banda sonora não desiludiu. Foi tão refrescante ouvir as músicas que tantas vezes gosto de ouvir e que fazem parte do meu imaginário. 

Gostei da interpretação da Emma Watson, porém acho que a Anne Hathaway ficaria bem melhor no papel de Belle. Talvez o meu gosto pessoal em relação à Anne Hathaway me leve a pensar desta forma. 

O final deixou aquele leve sensação de insatisfação. Já tinha sentido o mesmo com o filme de animação, mas estava à espera que aqui houvesse algum diálogo, algo que sedimentase mais o amor entre eles... Queria mais, mas talvez isso quebrasse um pouco da magia que o filme quer passar. 

Acho que este é um daqueles filmes intemporais. Um filme para ser visto ao longo das diferentes etapas de crescimento. Eu vou querer rever só para sentir mais um pouco da sua magia.

domingo, 12 de agosto de 2018

Palavras Memoráveis

As coisas que se partem - sejam ossos, corações ou promessas - podem voltar a ficar juntas, mas nunca mais ficarão inteiros.
Jodi Picoult, Frágil

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Português no Masculino | Agosto

Para este mês de Agosto escolhi um autor português que não é muito lido pela comunidade literária, pois ele escreve livros de cariz mais específico e que poderá não ser do interesse da maioria das pessoas. 

Assim, o escolhido foi: Daniel Sampaio

Resultado de imagem para daniel sampaio

Já li alguns livros dele e gosto imenso. Apesar de serem livros com temáticas ligadas aos adolescentes, à psicologia e à psiquiatria são livros com mensagens extremamente atuais e que podem ser muito úteis para os pais. 

O livro que irei ler é: Lavrar o Mar: Um novo olhar sobre o relacionamento entre pais e filhos.

Lavrar o Mar - Um Novo Olhar Sobre o Relacionamento Entre Pais e Filhos

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Livro Recebido]


E num dia de calor tórrido, chega pelo correio daquelas surpresas que são uma verdadeira onda de frescura. Bem... foi o dia em que me chegou mais um livro da Denise. Qual foi ele?

Ao fechar a porta
B. A. Paris

A Denise fala tão bem deste livro que estou muito curiosa para o ler e descobrir o que de bom guardam estas páginas. 
É um livro muito bem classificado no Goodreads, por isso espero uma boa leitura. 

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Resumo do Mês | Julho

Ler livros é como fazer um passeio por diversas paragens. Há locais que gostamos, locais que nos deixam um sentimento especial, passeios que mais tarde nem iremos recordar e passeios que, de certeza, mais tarde iremos querer repetir. Para quem lê com alguma frequência, num único mês pode experimentar todos os tipos de "passeio" e mais algum. 
Então, como foram os "meus passeios" durante o mês de Julho? Não foram muitos, mas foram todos experiências diferentes. 
Consegui dar um salto a França e mexer com as minhas memórias familiares (Longe do meu coração - Júlio Magalhães). Queria ter sentido mais deste passeio, queria que me desse mais emoção. As personagens e os locais não viverão em mim durante muito tempo. Em seguir quis pisar terreno perigoso. Queria um passeio com emoção e com imagens que me impressionam e consegui-o (Um por um - Chris Carter). Página a página cada vez me ia impressionando mais com as descrições gráficas que me inundaram a mente e, consequentemente, pelas sensações algo nojentas que ia provocando. Foi passeio bom de tão duro e sangrento que foi. Mas precisava de um passeio para lavar a mente e nada melhor do que passeios à beira-mar, falésias, flores perfumadas, sons de paz, amor e mistério (As calhoun - Nora Roberts). Limpei a mente, abri o coração e deixei que o meu pensamento fluísse, livre e sempre pressa de chegar ao fim. Eram histórias para saborear lentamente, para que as imagens ficassem em mim. Ainda tive tempo de terminar um passeio algo turbulento que já se arrastava há alguns meses. Ficaram sensações agridoces, pois tive bons momentos e momentos mais chatos (Felicidade Clandestina - Clarice Lispector). Pouco vai ficar deste passeio mais longo,  mas resta a hipótese de descobrir que outras paisagens Clarice Lispecto me poderá oferecer. 

domingo, 5 de agosto de 2018

Palavras Memoráveis

Resultado de imagem para automutilação
As pessoas querem sempre saber como é, por isso vou dizer: o primeiro corte arde e depois o coração fica acelerado quando vemos o sangue, porque sabemos que fizemos algo que não deveríamos mas conseguimos escapar imprudentemente. Depois entramos numa espécie de transe, porque é realmente estonteante - aquela linha de um vermelho vivo, como uma auto-estrada num mapa que queremos percorrer para ver aonde conduz. E - meu Deus - a doce libertação, é a melhor forma que tenho de descrever, como um balão preso à mão de uma criança que solta e flutua em direção ao céu. Sabemos que aquele balão está a pensar, "Ah, afinal não te pertenço"; e ao mesmo tempo "Farão ideia de como é bela a vista daqui de cima?" E depois o balão lembra-se, depois de estar lá em cima, que tem um medo terrível das alturas.
Jodi Picoult, Frágil

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Opinião | "As Calhoun" de Nora Roberts

As Calhoun (Calhouns # 1, 2, 3 & 4)
Classificação: 3 Estrelas

Num só livro conseguimos ter quatro histórias que se encaixam e nos oferecem momentos descontraídos. Não foi dos melhores livros que li da autora, porém foi uma leitura leve, descontraída e que ajudou a que a minha mente desligasse dos problemas e do stress do dia a dia. 
No geral tem descrições do espaço muito boas, que deixam aquela pontinha de inveja por não podemos saltar diretamente para aqueles penhascos, ouvir as gaivotas e sentir o aroma do mar e das flores dos jardins que povoam aqueles espaços.  

(Escrevi uma opinião para cada livro da série que integra este livro. Foram escritas à media que ia lendo).

Cortejando Catherine - 3 Estrelas
Este é a história que inaugura o livro. Ao longo da história vamos acompanhando uma narrativa no presente e outra no passado. Infelizmente tem poucas páginas o que impede que as duas histórias cresçam de forma equitativa e que ganhem a intensidade necessária para me fazer vibrar mais com as personagens e com os acontecimentos. Comparativamente a outras obras da autora que já li, este parece ser um livro mais leve e ligeiro. 
Integrando um série é esperado que a narrativa vá crescendo ao longo da história. 

Um homem para Amanda - 3 Estrelas
Tal como senti com a história anterior, esta peca por tudo acontecer demasiado depressa. É tudo muito instantâneo entre as personagens e os acontecimentos precipitam-se. Não há espaço para o amor crescer e a relação se intensificar.
Tal como aconteceu com Catherine e Trent, Amanda e Sloan tiveram uma atração imediata, pincelada por toques místicos. Estavam destinados um ao outro e dá a sensação que bastou isso para caírem nos braços um do outro.   
Apesar desta minha pequena insatisfação, gostei ligeiramente mais do que o anterior e gostei dos momentos divertidos que vão existindo. Apreciei os pequenos relances de mistério e o meu fascínio pela história do passado aumentou. A história desta Bianca daria um bom livro.

Pelo amor de Lilah - 4 Estrelas
Até agora esta foi a história que mais gostei. Talvez se deva ao facto de a história do passado ter tido mais expressão e de se terem feitos avanços acerca da vida de Bianca. Desta vez, também fiquei mais convencida relativamente ao personagem masculino, Max. Achei-o mais interessante comparativamente aos personagens masculinos anteriores. Max trouxe um colorido diferente à história, mostra-nos outro tipo de abordagem ao amor (apesar de também ter aquela característica particular de ter sido instantânea).
Lilah é a mais mística das irmãs, mas tem a mesma relação parva com os homens. Estas irmãs parecem bipolares. Querem afirmar a sua independência e mostrar que não precisam de ninguém para as defender, mas basta um pouco de romantismo e charme por parte dos homens para elas se derreterem todas.
Cada vez mais o meu interesse cresce relativamente a Bianca, Christian e Fergus. Estes antepassados da família Calhoun são muito interessantes, cheios de mistérios e com uma história que merecia um livro só para eles. 

A rendição de Suzanna - 3 Estrelas
Este foi de todas as histórias aquela que estava a começar melhor. Toda eu me empolguei quando vi um Holt a não se derreter ao aparecimento de uma Calhoun... Como foi fácil enganar-me. É que meia dúzia de frases à frente, este Holt já só pensava em como seria perder-se num beijo e no corpo da Suzanna. Aqui acabou por não parecer assim tão estranho pois eles já se conheciam da adolescência.
Nesta história manteve-se o mesmo registo das anteriores: mulheres fortes que dizem querer uma coisa, mas mostram coisas diferentes e querem coisas diferentes e homens completamente rendidos à beleza ofuscante destas mulheres. Vale pela leveza da história, pelas paisagens e pelas expressões sensitivas que estão presentes neste livro, com mais destaque nestas duas últimas.
A história de Bianca foi concluída e adorei. O livro vale muito por esta história e pela forma como tudo é desvendado e encaixado no presente.

Penso que está será uma boa leitura para as vossas férias.

Nota: Este livro foi-me cedido pela editora em troca de uma opinião sincera. 

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Top 5 Wednesday | Livros que gostaria de reler

Imagem relacionada

Desta vez o top é dedicado a livros que gostaríamos de reler. Não tenho por hábito reler livros. Já o fiz no passado, quando tinha poucas possibilidades de aceder a livros. Atualmente esse hábito ficou esquecido, mas há um conjunto de livros que quero reler. 
Aqui ficam cinco desses livros...

1 | O Principezinho de Antoine de Saint-Exupéry

Li este livro quando tinha 15 anos. Da altura ficou a beleza dos sentimentos que transparecem da história. Tenho esta versão para ler e estou muito curiosa por descobrir que sensações me desperta. 

2 | Os Maias de Eça de Quierós
Os Maias
O livro que tanto tem dado que falar. Li-o no 11º ano e adorei. É claro que ter um professor de Português apaixonado pela literatura dá um toque especial ao livro e as reflexões que dele nascem, mas gostei imenso de ler e quero repetir.

3 | O grande amor da minha vida de Paullina Simons
O Grande Amor da Minha Vida (O Cavaleiro de Bronze, #1)

Este livro fez com que o meu coração palpitasse de uma forma muito especial. É um livro que quero reler quando for mais velha e esperar sentir o mesmo que senti aquando da primeira leitura. 

4 | Segue o coração: não olhes para trás de Lesley Pearse
Segue o Coração - Não Olhes Para Trás

Foi das leituras mais intensas que já tive na vida. Sim, é uma história extremamente dramática, mas tocou o meu coração de uma forma muito especial. Já não me lembro de muitos pormenores da história, por isso quero relê-lo. 

5 | Aparição de Vergílio Ferreira

Aparição

Não conheço ninguém que tenha gostado deste livro. Sinto-me uma ave rara sempre que digo que gostei muito desta leitura no secundário (mais uma vez acredito que o professor fez a diferença). Então a minha vontade de reler está numa fase de incerteza. Se por uma lado quero revisitar a história, por outro tenho medo que o encanto que ficou se quebre e passe a gostar menos do livro.