domingo, 8 de julho de 2018

Por detrás da tela | "The theory of everything" (2014)

Felicity Jones and Eddie Redmayne in The Theory of Everything (2014)

Classificação: 8 Estrelas

Este filme é magnífico. A banda sonora revela uma certa delicadeza sentimental, o guarda roupa espelha bem as épocas que o filme vai percorrendo e as interpretações destes atores são soberbas. 
Desde que este filme saiu que tinha vontade de o ver. Talvez por se tratar de um filme que pretende espelhar uma história de vida real, talvez por Stephen Hawking ter uma mente inspiradora... O que eu sei é que tudo me atraia para este filme. 

Adorei conhecer melhor a magnífica vida de um homem da ciência e de uma mulher das letras com um coração demasiado humano e capaz de abraçar a diferença indo contra tudo e contra todos aqueles que lhe indicavam outros caminhos. Não sei até que ponto o filme é fiel ao que se passou na realidade, mas o amor de Jane é inspirador. A força e a determinação que ela carrega é fenomenal. E claro, a inteligência e o sentido de humor de Stephen é das coisas mais deliciosas do filme.

É claro que todas estas emoções boas só aparecem porque temos dois brilhantes atores a dar corpo a duas pessoas inspiradoras. Eddie Redmayne está fenomenal no papel de Stephen, as semelhanças físicas foram assustadoras para mim. Esteve brilhante em cada etapa da vida e da doença que se apoderou da autonomia deste homem. E claro que ao lado de um grande homem, só pode caminhar uma grande mulher e Felicity Jones transparece força, amor, determinação. No início não me estava a conquistar muito, achava-a um pouco apagada e ofuscada pelo brilho de Eddie Redmayne, mas com o desenrolar do filme ela vai-se transformando e assume-se como uma peça chave ao longo do filme.

Quando cheguei ao fim, a sensação com que fiquei é: queria mais. Queria saber mais pormenores da vida de cada um, das consequências das suas escolhas e da relação saudável que Stephen parece ter mantido com Jane. Apesar de tudo, acho que eram perfeitos um para o outro, mas consigo perceber na perfeição quer a escolha de Stephen (que acho que foi para dar a Jane a possibilidade de viver um amor com outros contornos - não fiquei certa de que ele tenha deixado de gostar dela) quer o cansaço e a frustração de Jane perante os desafios da vida.

Stephen Hawking ultrapassou todas as leis da medicina e desafiou a sentença de morte que lhe deram. Viveu muito mais dos que os dois anos que lhe tinham dado e assim, teve tempo de amar, ser amado e de desafiar as teorias científicas que ele próprio criava. E isto deixou-me feliz e fez-me pensar muito no que ele disse: Não importa o quando a nossa vida seja má, há sempre alguma coisa que podemos fazer e triunfar. Enquanto há vida, há esperança. Esta será uma daquelas frases que irei guardar sempre comigo e olhar para ela em momento mais negros da minha própria vida. 

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