sábado, 30 de junho de 2018

Quem chegou? | Junho

Num sopro chegamos a meio do ano. Começo a assustar-me com a velocidade do tempo. 

Junho foi um mês calmo no que toca a entrada e saída de livros.

Oferta Editora
Da editora HarperCollins recebi um livro muito especial. Desde já quero agradecer imenso a editora a possibilidade de ler uma série completa de uma autora que me consegue conquistas com as suas histórias. 
As Calhoun (Calhouns # 1, 2, 3 & 4)

Empréstimos
Este mês foi a minha vez de receber mais um livro da Denise para o empréstimo surpresa. Para além deste livro, ainda me enviou uma leitura extra que estou a terminar.

Limões na Madrugada  Sorrisos Quebrados (Quebrados)

quinta-feira, 28 de junho de 2018

terça-feira, 26 de junho de 2018

Opinião | "Limões na Madrugada" de Carla M. Soares

Limões na Madrugada
Classificação: 3 Estrelas

Iniciei esta leitura cheia de expetativas. Já tinha lido outros livros da Carla M. Soares e ficou sempre a sensação de boas leituras e de históricas cativantes. Esperava tanto uma história que me encantasse e quebrasse o ciclo de ressaca literária em que me encontro, que logo nas primeiras páginas fiquei frustrada perante o aborrecimento que me invadia. Era aborrecido avançar na leitura e ficar com a sensação que não acontecia nada. Assim, senti falta de ação, de acontecimentos que marcassem a leitura de forma mais significativa e senti falta de algo que me ligasse às personagens. Acabei por me sentir muito distante da história e das personagens que cheguei a passar por fases que nem me apetecia ler.

Adriana é a personagem principal desta história. Ela procura desvendar o passado da família paterna que ficou em Portugal. Pessoalmente, nunca senti que Adriana tivesse grande vontade ou necessidade de descobrir o que motivou a partida dos pais para a Argentina. Mesmo nos últimos capítulos, enquanto conversava com o pai, houve ali uma brecha do passado que se abriu, mas não senti que isso tivesse grande eco em Adriana. Não senti a curiosidade borbulhante a nascer dentro dela ao ponto de a empurrar na busca pelo passado. Nunca a vi interrogar-se acerca da partida dos pais. Acho que essa interrogação foi nascendo de forma ligeira quando ela já estava em Portugal.
Talvez Adriana, ao vir a Portugal, estava a tentar fugir dos seus próprios fantasmas, aqueles que a inquietavam no presente e relacionados com a sua própria vida. 

Sensivelmente a partir de metade do livro, os acontecimentos surgem de forma uma pouco mais intensa o que acabou por melhor a minha leitura. Apesar desta melhoria, nunca cheguei a empatizar nem com a história nem com nenhuma das personagens. 

Apesar do meu desencanto com a história, quero realçar um ponto muito positivo e que confere uma qualidade especial ao livro: a escrita. Carla M. Soares faz com que as palavras se entrelacem numa dança suave e envolvente. E assim, mesmo com uma história simplista, sem grande impacto e que não fez o meu coração palpitar, consegui retirar o prazer de palavras escritas numa sintonia muito própria. O livro tem uma escrita muito bonita, que fluiu de forma muito suave ao longo da minha leitura, deixando um rasto de boas sensações.

Divulgação | "As Calhoun"

As Calhoun | 672 páginas | 18.91€ | HarperCollins Portugal
Podem adquiri-lo aqui

Impressões
Fiquei extremamente contente quando recebi este livro aqui em casa. Nora Roberts é uma autora que, geralmente, me cativa logo nas primeiras páginas. Por isso, agradeço imenso à HarperCollins Portugal a oportunidade que me deram de ler este livro e conhecer as diferentes histórias que se escondem nestas páginas.
Este livro é um 4 em 1, uma vez que contém todos os livros que compõem a série.
Estou bastante entusiasmada para o começar a ler. Tenho a certeza que encontrarei histórias boas, leves e divertidas para descontrair ao longo destes dias mais quentes.


****

Sinopse

Cortejando Catherine
A intenção de Trenton St. James III era comprar a mansão Towers e transformá-la num hotel. No entanto, Catherine Calhoun e as suas irmãs estavam relutantes em vender a casa da família, mesmo que a sua tia Coco tivesse concordado por causa da impossibilidade de a manter.

Um homem para Amanda
Sloan O’Riley era o arquiteto responsável pela conversão de uma parte da Towers, a mansão em que viviam as Calhoun, num hotel com spa e, desde o primeiro momento em que se conheceram, tornou-se uma pessoa insuportável para Amanda Calhoun. Contudo, enquanto a ajudava a procurar o colar de esmeraldas que a sua bisavó, Bianca Calhoun, tinha escondido na casa, Amanda descobriu que era mais amável e atraente do que pensara ao princípio.

Pelo amor de Lilah
A sensual Lilah Calhoun salvou o professor Max Quatermain de morrer afogado. Entre eles produziu-se imediatamente uma atração que ambos insistiam em negar, porque o amor não encaixava nos seus planos. Mas, então, a vida de Lilah foi ameaçada por um ladrão de joias que pretendia encontrar o colar de esmeraldas da sua bisavó...

A rendiçao de Suzanna
Suzanna Calhoun e as suas irmãs pediram ajuda ao polícia Holt Bradford para encontrar o colar de esmeraldas da sua bisavó. Além disso, sabiam que Holt era o neto do homem que Bianca sempre amara, então, talvez ele tivesse alguma informação sobre o paradeiro do colar. Holt sempre sentira uma atração especial pela inacessível Suzanna e, finalmente, teve a oportunidade de proteger a sua vida e tentar fazer com que se interessasse por ele.

sábado, 23 de junho de 2018

Opinião | Emoções Proibidas (Albright Sisters #1) de Jess Michaels

Emoções Proibidas  (Albright Sisters, #1)
Classificação: 3 Estrelas

Jess Michaels era uma autora desconhecida para mim. Já me tinha cruzado com pessoas aqui no mundo dos blogs literários que conheciam os livros da autora, mas nunca tinha tido a oportunidade de os ler. Assim que vi na biblioteca o livro que reunia todos os livros de uma série da autora, achei que poderia ser uma boa oportunidade de ler, ao mesmo tempo que começava e terminada uma série sem ter de andar a mendigar por todos os livros.

Sabia mais ou menos o que ia encontrar. Este género de livro segue uma linha muito semelhante. Claro que existem aqueles que nos conseguem surpreender pois têm um toque especial de criatividade. Não foi o caso deste livro. A história é muito linear, não há grandes elementos transformadores e geradores de surpresa e as personagens seguem um percurso simples.
Uma das coisas que mais estranhei foi a introdução precoce de cenas sensuais. Elas começam logo nas primeiras páginas e transformaram-se numa ligação demasiado fulminante e com uma intensidade exagerada entre Miranda e Rothschild. Achei que estas duas personagens não tiveram o tempo suficiente para crescer enquanto casal, nem em descobrir tudo aquilo que atormentava cada um deles.

Foi frustrante não aceder a todos os lados obscuros de Rothschild. Pareceu-me um homem interessante e com um passado nubloso e cheio de recantos obscuros. Acabou por ser mal explorado e não tive grandes informações em relação a ele. Achei engraçada a aproximação do livro à série 50 sombras (talvez este livro tenha sido uma inspiração à série uma vez que a sua publicação original ocorreu bastante antes da série), numa época história totalmente diferente.

Acredito que as histórias possam evoluir e que a escrita da autora cresça nas próximas obras. Desta forma, espero surpreender-me com que ainda tenho para ler. Optei por não ler a série toda de uma vez para não correr o risco de me aborrecer ou cansar com as histórias. Assim, estou a meter outros livros pelo meio até chegar o momento de dar continuidade à série.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Palavras Memoráveis


- Sabes a primeira vez que me beijaste? - diz ela. - Aquele instante em que os teus lábios tocaram nos meus? Roubaste-me um pedaço do meu coração naquela noite.
«Tu roubaste um pedaço do meu, também.»
- Na primeira vez que disseste que me vivias porque ainda não estavas pronto para me dizer que me amavas? Aquelas palavras roubaram mais um pedaço do meu coração.
«Mas eu amava-te. Amava-te tanto.»
Abro a mão e espalmo-a contra o coração dela.
- Na noite em que descobri que era a Hope? Disse-te que queria ficar sozinha no meu quanto, mas quando acordei e vi que estavas comigo na cama, tive vontade de chorar, Holder. Quis chorar porque estava a precisar tanto de ti ali. Foi naqueles momento que percebi que estava apaixonada por ti. Estava apaixonada pela maneira como tu me amavas. Quando puseste os braços ao meu redor e me abraçaste, soube que, independentemente do que acontecesse na minha vida, a minha casa eras tu. Roubaste-me a maior parte do meu coração naquela noite.
«Não o roubei. Foste tu que mo deste.»
Colleen Hoover, Uma nova esperança

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Top 5 Wednesday | Romances históricos e Ficção Histórica

Imagem relacionada
O tema de hoje do Top 5 Wednesday é invenção minha e não figura da listagem do Goodreads. Nem sempre me identifico com os temas propostos, por isso é provável que escolha temas que eu própria quero tratar. 
Hoje decidi fazer uma lista de livros de Romance Histórico ou Ficção História que estão na minha lista de desejos literários e que quero muito ler.

Os Távoras
Maria João Fialho Gouveia
Os Távoras

Assim que vi esta novidade literária os meus olhos brilharam de entusiasmo. Tenho imensa curiosidade em conhecer mais sobre os Távoras. Nunca cheguei a ver a série que passou há uns anos atrás na televisão, por isso esta leitura seria uma boa forma de conhecer esta família da nossa história.

O Trono de Outono
Elizabeth Chadwick
 O Trono do Outono (Eleanor of Aquitaine, #3)
Li os dois primeiros livros desta séria sobre Leonor de Aquitânia. Adorei ambos os livros e estou curiosa por saber como tudo terminará para esta Rainha com uma personalidade muito própria.

Victoria
Daisy Goodwin
 30841109 
Este livro retrata a história da Rainha Victoria de Inglaterra. Já vi um filme e acompanho uma série sobre esta rainha e gosto imenso de tudo o que é retrato, em especial da sua relação com o marido Albert. Tenho muita curiosidade por saber o que é que está retratado neste livro.

Padeira de Aljubarrota
Maria João Lopo de Carvalho
Padeira de Aljubarrota 
A Padeira de Aljubarrota é uma figura que assumiu um papel muito importante na História de Portugal. Não sei muito mais do que aquilo que nos era apresentado nas aulas de História, por isso acho que este livro poderá ser uma boa oportunidade para conhecer mais sobre este episódio.

A Filha do Barão
Célia Correia Loureiro
A Filha do Barão
Acho que este é o único livro de ficção histórica que integra esta lista. O livro habita a minha mesinha de cabeceira há mais de um ano na esperança de ser o próximo a ser lido. Quero lê-lo pois tenho a continuação para reler e não queria adiar muito mais tempo. Outro dos motivos para querer agarrar neste livro é a curiosidade que ficou da leitura beta da continuação. Espero lê-lo até ao final deste ano. 

sábado, 16 de junho de 2018

Opinião | "Laços Familiares" de Danielle Steel

Laços Familiares
Classificação: 3 Estrelas

Já me considero experiente no que respeita à leitura de livros da autora Danielle Steel. Já perdi a conta à quantidade de livros que li. Na memória dos favoritos guardo A Mansão Thurston e  Mensagem do Vietnam. Foram os livro que, até ao momento, mais gostei da autora e ainda nenhum outro me conseguiu conquistar como estes dois.

Laços Familiares foi apenas uma leitura agradável e que ficou longe de me arrebatar. Nestas páginas encontrei uma história simples que se debruçava sobre as vivências familiares, a amizade e o amor. Em alguns momentos senti que a autora estava a ser um pouco repetitiva nos conteúdos abordados e na forma como se referia aos comportamentos e pensamentos das personagens.

Relativamente às personagens senti-me um pouco desligada delas. Senti falta de algo que me fizesse senti-las como reais. Em certos momentos pareceram-me personagens muito fabricadas e com tonalidades de futilidade que me deixaram um pouco aborrecida.

Apesar de tudo, a escrita simples e a história pouco complexa consegui uma leitura descontraída e pouco exigente. Foi o livro ideal depois de um leitura pesada e que me desorganizou as emoções. 
Continuarei a ler livros da autora na busca de histórias intensas e personagens inesquecíveis.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Palavras Memoráveis

Fixo-a durante vários segundos e depois tenho de baixar a cabeça, a minha face até à dela. Quero beijá-la mas mantenho a face encostada firmemente contra a dela porque não quero que ela me veja as lágrimas nos olhos.
Não quero que veja o quanto me dói saber que pode estar assim tão perto de mim... e, não sei como, não se lembrar de mim.
Colleen Hoover, Uma nova esperança

quarta-feira, 13 de junho de 2018

TAG | Eu leitora


Tinha esta Tag nos rascunhos há imenso tempo. Infelizmente não apontei nem o local onde a vi, nem quem a criou. Caso saibam o nome de quem a criou, por favor, deixem-me nos comentários para eu acrescentar aqui no post. 

1. Entre post e vídeos, qual preferes?
Eu prefiro ler um post no blog. Apesar de ser subscritora de alguns canais, desde há uns tempos para cá que ver vídeos com opiniões me aborrecem. Há vídeos de 10/12 minutos a falar de um livro, e eu chego a uma certa altura e desligo. Acabo por não prestar grande atenção e não retiro nada dos vídeos. Quando é uma opinião escrita, geralmente em 5 minutos consigo ler a opinião. Numa altura em que, para mim, o tempo é precioso, prefiro as opiniões escritas.

2. Aproximadamente quantos vídeos assistes por semana?
Atualmente, nenhum. Pode acontecer ver um ou outro que esteja associado aos blogues que costumo ler, mas não vou youtube com a intenção de ver um vídeo.

3. O que te chama a atenção a ponto de clicares para assistir a um vídeo?
Ser um vídeo curto, ou ter algum conteúdo que me desperte muito, muito interesse.

4. O que mais te incomoda num blog?
Assim de momento não me recordo de nada. Só sigo os blogs que gosto, com conteúdos que sejam do meu interesse. Talvez, aquilo que menos aprecie seja os comentários cheios de maldade de alguns seguidores. Acho que podemos estar em desacordo com o que a pessoa escreve e comentar de forma respeitosa e expondo o nosso ponto de vista sem ser malcriado. 

5. O que faz com que não assistas a um vídeo até ao final?
Recordando os tempos em que acompanhava mais vídeos, não assistia a vídeos muito longos. Desistia de vídeos em que as opiniões consistiam em sinopses do livro.

6. Preferes vídeos curtos ou longos?
Curtos.

7. Tens o hábito de avaliar e comentar um vídeo, ou geralmente te esqueces?
Quando via, costuma comentar. Também cheguei a colocar "gosto" em alguns.

8. Qual a rede social (além do youtube) que usas mais para ficar por dentro das novidades?
Instagram e facebook.

9. Gostas de conhecer blogueiras(os) novos ou preferes as(os) antigas(os)?
Gosto muito de conhecer novos blogues e os seus dinamizadores, mas claro que continuarei sempre a seguir e a ter um carinho especial pelos mais antigos e que sigo há mais tempo.

10. Se pudesses dar uma dica aos blogueiros em geral, qual seria?
Que se divirtam, que façam divertir e que sejam mais empáticos uns com os outros.

11. Sente-te à vontade para tagar quem quiseres!
Não vou identificar ninguém, mas quem quiser pode levá-la. Deixem-me é aqui nos comentários para depois ver as vossas respostas. 

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Livro Recebido]


Já chegou mais um livrinho para o Empréstimo Surpresa.
Desta vez, a Denise escolheu para mim um livro de uma autora nacional.

Cá está ele...

O livro que chegou cá a casa é Limões na Madrugada de Carla M. Soares. 
Estou muito curiosa em relação ao livro. Já o podia ter iniciado, mas desde há uns três dias que ando sem vontade de ler, por isso achei melhor pegar noutro e deixar este para quando o pudesse saborear devidamente. 
Não é a minha estreia com a autora. Já li os dois primeiros livros que ela publicou e gostei muito da escrita e dos enredos tão dispares que ela criou. 

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Resumo do Mês | Maio

A inspiração está em baixo... Tão em baixo que ando há dias a tentar articular as ideias para vos apresentar o meu resumo literário do mês. 
Maio não se traduziu em muitas leituras, mas as que aconteceram foram das boas. O mês começou misterioso e mergulhado no mundo complexo do crime, mas aqui com uma novidade: misturado com psicanálise (O psicanalista - John Katzenbach). Foi um livro saboreado lentamente, absorvendo as voltas e reviravoltas de um psicanalista de sucesso que teve de usar os seus conhecimentos científicos para sobreviver à pessoa que o perseguia. Depois de tantos dias na companhia deste homem inteligente e de quase sufocar com o stress a que ele foi sujeito, veio uma leitura no formato de balão de oxigénio. Ler um romance, é como regressar a um lugar onde fui feliz. Assim, entreguei-me a um momentos de felicidade a ver o amor nascer das cinzas e dos escombros (Regresso a casa - Deborah Smith). De coração cheio parti ao desconhecido. Gosto de apostar em autores que nunca li, e nesta incursão pela obre de um novo autor o risco era mais ou menos calculado. Fui sem medo, na expetativa de me cruzar com uma boa história. Aquilo que eu não esperava era ser "atropelada" pelas emoções, pela simplicidade das palavras e pela intensidade de uma história (Perguntem a Sarah Gross - João Pinto Coelho). Foi uma leitura avassaladora, uma leitura que me despertou o coração enchendo-o de sentimentos contraditórios. Foi uma intensidade que deixou pouco espaço para a leitura seguinte. Pelo meio destes três livros, ainda me perdi nuns contos de Clarice Lispector, mas nenhum foi digno de desvanecer da minha memória a força e singularidade de Sarah Gross, a determinação de Ursula Power aliada a instrospeção de Quentin e a perspicácia de Frederick.

Por tudo o aqui escrevi não tenho um livro menos bom. Em Maio floresceram as flores na terra e na minha vida só apareceram bons e inesquecíveis livros. Há só apenas aquele que me deixou um buraco de emoções, umas mais coloridas outras mais cinzentas, no meu coração. E esse livro foi:
Perguntem a Sarah Gross

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Palavras Memoráveis

Quem me dera conseguir parar o tempo. Quer parar o passado e o futuro e concentrar-me apenas em estar aqui neste momento com ela para sempre.
Colleen Hoover, Uma nova esperança


segunda-feira, 4 de junho de 2018

Opinião | "Perguntem a Sarah Gross" de João Pinto Coelho

Perguntem a Sarah Gross
Classificação: 5 Estrelas

Ainda não sei muito bem o que escrever sobre este livro. Esperava encontrar uma boa leitura, mas não esperava que me encantasse tanto como me encantou. É um livro onde a beleza nasce da crueldade do mundo e das pessoas. É um livro onde há amor, esperança, luta, sacrifício e amizade. É um livro onde a escrita flui de uma maneira tão encantadora e realista que fiquei presa às personagens e aos maravilhosos cenários criados pelo autor. Há diferentes cenários, dos mais bonitos aos mais dolorosos e obscuros, mas em todos eles há um traço de realismo que foi muito fácil imaginar-me ali. 

Perguntem a Sarah Gross traz-nos a história de duas mulheres: Sarah Gross e Kimberly Parker. Só no fim é que conseguimos perceber o que aproxima e distância estas mulheres e apesar da ênfase da história ser dedicada a Sarah, Kimberly também nos traz assuntos obscuros, dolorosos e que na década de sessenta ainda eram muito difíceis de abordar e obter reconhecimento pelo sofrimento que impõem. 
Sarah oferece os dois lados lunares. Com ela atravessei noites de lua cheia, onde amor e a vivacidade de uma jovem irradia energia positiva para todo lado; como também atravessei noites de lua nova, cheias de dor, incerteza e sofrimento. Mas mesmo  nas noites escuras da vida, Sarah sempre foi uma mulher estóica no seu sofrimento e nunca o seu olhar perdeu o desafio de quem não teme as investidas de ódio por parte dos outros. 

O livro está muito bem retratado e reflete muito bem o enorme trabalho de pesquisa feito pelo autor. Os capítulos do livro dedicados à vida nos Guetos em Cracóvia, assim como as vivências das personagens nos campos de concentração em Auschwitz estão descritos de uma forma crua,  detalhada e muito realista. Causou-me imensa tristeza ler estas passagens. Posso dizer que são quase cinematográficas pois permitiram-me criar imagens muito nítidas na minha cabeça e tornar esta história inesquecível.

O final apanhou-me completamente desprevenida. Não esperava aquele final e a forma como tudo se encaixou. Achei que o autor conduziu e terminou todas as narrativas para cada uma das personagens de uma forma irrepreensível. Sem pontas soltas e onde nada ficou por esclarecer. 

Gostei imenso de ler este livro. Nestas páginas encontrei o que de melhor se faz em Portugal. Encontrei a dedicação de um escritor na criação de uma história memorável. Encontrei amor e paixão em cada palavra que ia lendo. A escrita é tão bonita e envolvente que me deixou com uma inveja saudável. Também eu gostaria de envolver as palavras daquela maneira tão especial e tão cheias de vida e sentimento.

Recomendo vivamente este livro e estou cheia de curiosidade de ler o outro livro publicado pelo autor. Espero que ele continue a dar voz à sua paixão para que eu continue a dar asas à minha memória e à minha imaginação enquanto me perco numa das suas histórias.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Português no Masculino | Junho

Em Maio li o melhor livro de autores portugueses masculinos até ao momento. O livro superou em grande escala aquilo que eu esperava. Tendo tido uma experiência tão boa, não sabia muito bem que autor e que livro escolher para este mês de Junho. 
Vou atirar-me ao escuro. Um autor novo e um livro pouco publicitado.

Assim escolhi:

Vicente Alves do Ó

Vicente Alves do Ó

É um autor que tem três livros publicados. A minha escolha recaiu no livro: 

Florbela, Apeles e Eu
Florbela, Apeles e eu

Eu sou uma fã assumida de Florbela Espanca, por isso estou com muita curiosidade em saber o que estas páginas me reservam. Foi um livro que me parece ter recebido pouca atenção. No Goodreads tem apenas 5 avaliações. 
Espero que a leitura seja tão boa como a do autor que descobri em Maio.