segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Leituras 2018


Janeiro
1. Emocionário (Cristina Núñez Pereira)
2. És o meu destino (Lesley Pearse)
3. Duplo crime (Tess Gerritsen)
4. Tua para sempre (Luanne Rice & Joseph Monninger)
5. A boneca de Kokoschka (Afonso Cruz)
6.O conto da ilha desconhecida (José Saramago) - Conto
7. Verão em Edenbrooke (Julianne Donaldson)

Fevereiro
8. Caçadores de cabeças (Jo Nesbø)
O encontro (Virgílio Ferreira) - Conto
9. Orbias - As guerreiras da deusa (Fábio Ventura)
10. A bela e o vilão (Julia Quinn)

Março
11. Morreste-me (José Luís Peixoto)
12. Mortalha para uma enfermeira (P. D. James)
13. Escrito na água (Paula Hawkins)
14. À morte ninguém escapa (M. J. Arlidge)

Abril
15. Aquele beijo (Julia Quinn)
16. Confissões (Kanae Minato) 
17. O homem que sonhava ser Hitler (Tiago Rebelo)
18. O ano francês (Daniela S. Antunes Rodrigues)
19. Acordo com o Marquês (Sarah MacLean)

Maio
20. O psicanalista (John Katzenbach)
21. Regresso a casa (Deborah Smith)
22. Perguntem a Sarah Gross (João Pinto Coelho)

Junho
23. Laços familiares (Danielle Steel)
24. Limões na madrugada (Carla M. Soares)
25. Florbela, Apeles e Eu (Vincente Alves do Ó)
26. Sorrisos quebrados (Sofia Silva)

Julho
27. Longe do meu coração (Júlio Magalhães)
28. Um por um (Chris Carter)
29. Felicidade Clandestina (Clarice Lispector)
30. As Calhoun (Nora Roberts)

Agosto
31. Hotel Sunrise (Victoria Hislop)
32. As últimas linhas destas mãos (Susana Amaro Velho)
33. Ao fechar a porta (B. A. Paris)
34. Abraça-me para sempre (Carla Ribeiro) - Conto

Setembro
36. A Materna Doçura (Possidónio Cachapa)
37. A Aia (Eça de Queirós)
38. Irmãs (Jess Michaels)

Outubro
39. A Sereia de Brighton (Dorothy Koomson)
40. O Silêncio da Chuva de Verão (Dinah Jefferies)
41. A Terra Toda (José Manuel Saraiva)

Novembro
42. Falta de Provas (Harlan Coben)
43. Regras para descolagem (Carolina Paiva)

Dezembro
44. O nosso reino (Valter Hugo Mãe)
45. A Imperatriz Romanov (C. W. Gortner)
46. O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá (Jorge Amado)

De 2018 a 2019


Sinto que este ano passou demasiado depressa. O tempo correu e eu senti-me numa corrida a contra relógio contra os dias, as semanas e os meses que iam passando por mim. 
Em 2018 vi pessoas com muita vida pela frente a morrerem. Assisti ao declínio físico e emocional como nunca antes tinha assistido. Vi o meu cão envelhecer mais do que aquilo que o meu coração queria e sofri quando quase a morte o roubou do meu colo. Não consegui cumprir um dos grandes objetivos que tinha para 2018. 

Frustração, solidão, tristeza, sentimento de impotência, cansaço físico e mental, sorrisos e lágrimas foram ingredientes muito presentes ao longo deste ano. Eles temperaram os momentos oferecendo um ano dentro do registo a que já me tenho habituado. Apesar disse, acho que aquilo que verdadeiramente mudou foi a forma como passei a olhar para as situações e para as pessoas.

Mesmo não estando num nível pessoal e profissional que queria, não posso deixar de estar agradecida às coisas boas que se foram metendo pelo meio das tempestades e dramas pessoais. Ao longo de 2018 aprendi muito com as minhas sessões para pais. Foram apenas duas experiências, muito diferentes entre elas, mas foram muito importantes para sentir que ainda sou capaz de colocar o meu conhecimento ao nível dos outros. Aprendi imenso sobre estatística e análise de dados. Descobri capacidades que nunca pensei que tinha para lidar com os imprevistos de um trabalho de doutoramento que já teve percalços suficientes para encher cem episódios de uma novela mexicana cheia de drama. Contudo, são os arranhões e as dores causadas no processo que me fazem olhar para o trabalho quase finalizado e a sentir-me grata pela oportunidade de estar a fazer isto. 
Tive a melhor experiência enquanto transmissora de conhecimentos. Sinto-me feliz por ter tido a oportunidade de ter dado algumas aulas a uma turma de mestrado fantástica, com pessoas que sabem alimentar a auto-estima. 
Adorei a oportunidade de estar com alunos do secundário e poder transmitir-lhes as infinitas possibilidades no trabalho com famílias. Foi gratificante partilhar o quanto a intervenção psicossocial pode fazer a diferença nas famílias de uma determinada comunidade.
Continuei a ajudar miúdos na sua árdua tarefa de enfrentarem as guerras nos campos de batalha que são as escolas. Apesar de não amar esta minha faceta, soube aceitá-la e agradecer por poder fazê-la. Sem ela, a minha situação financeira seria bem mais complicada. 
Fiz a minha primeira apresentação em inglês e chorei de frustração. Correu mal e percebi o árduo caminho que ainda preciso de fazer no que toca ao domínio da língua. O nervosismo congelou-me o raciocínio e fez-me morrer de vergonha quando queria comunicar e as palavras não me saiam. 

Não estou financeiramente rica... Longe disso, mas sinto que nunca baixei totalmente os braços. Sinto que não sou a preguiçosa que outros gostam de apregoar. Sei que não sou pessoa que dizem que não trabalha porque não quer. Ou então a pessoas que já teve imensas oportunidades e as recusou. Ou porque a F trabalha lá longe num sítio maravilhoso e até vai de férias para as Maldivas. Hoje em dia, a cada comentário destes que me chega aos ouvidos ou que me é oferecido em conversa, não deixo que ele permanece muito tempo na minha mente a ser processado. Não discuto com quem me oferece entes pequenos presentes ácidos. Aceito e agradeço por saber que por cada comentário destes há um miúdo que me agradece por tudo aquilo em que eu o ajudei, há uma adolescente a pedir para a ajudar a pensar sobre as suas escolhas profissionais, há uma mãe a ligar e a partilhar comigo as angústias de educar um filho... E assim, por cada situação negativa, procuro todas as outras positivas que posso agarrar e agradecer.

Por tudo isto, considero que a minha mudança em 2018 ocorreu internamente. Não é que fique magoada com a forma como as pessoas olham para mim, até porque são aquelas pessoas que mais nos deviam apoiar e incentivar, simplesmente comecei a lidar melhor com essa mágoa. Claro, desliguei-me muito mais dessas pessoas e os meus sentimentos por elas modificaram-se. Aquilo que não quero é deixar-me minar por aquela negatividade que vem sempre associada a estes comentário.
Deixei de mendigar amizade... Quem quer se manter presente, mantém, independentemente de todas as agruras da vida. Assim, houve pessoas que desapareceram da minha vida, outras que se mantiveram, outras que se mantiveram de forma menos intensa e sem eu esperar delas o que não devia e outras que entraram. E é a estas poucas pessoas que escolheram ficar por cá  que vou buscar inspiração. Fiquei super feliz quando soube que a Daniela do blog Quando se abre um livro ganhou um concurso com um conto da sua autoria. Vibrei quando a C. partilhou comigo que parte do seu sonho começada a ganhar forma. O meu coração palpitou de felicidade quando a C.B. recebeu a melhor prenda de 2018 e a dobrar. Suspirei de alívio quando a D. conseguiu ultrapassar uma situação difícil com a R. e partilhei a felicidade dela no momento em que ela me disse que já estava na sua casa nova. Apoiei e incentivei a J. quando ela decidiu que estava na altura de mudar de vida. E continuo a apoiar a decisão dela com a esperança de portas mais felizes se abram para ela. É satisfação enorme continuar a acompanhar a J.N. que, mesmo do outro lado do oceano continua a fazer questão de fazer parte da minha vida e permite que faça parte da dela. É destas grandes pessoas que me devo lembrar e preocupar.  

A única coisa interna que ainda não mudou foi o meu desagrado perante almoços e jantares com muitas pessoas. O meu lado introvertido desorienta-se e só me faz desejar ainda mais pela minha independência total.

No que respeita às leituras, desde 2012 que não lia tão poucos livros. As leituras foram sofrendo um pouco as consequências do stress e cansaço acumulados. Foram algumas ressacas literárias que me deixaram sem grande vontade de me entregar a um livro. Li livros muito maus, mas também tive uns quantos dos quais nunca me irei querer separar. 

Em 2019 quero continuar a aprender a ser mais paciente. Quero muito atingir alguns objetivos, mas sempre com uma visão mais realista e sem alimentar muitas expetativas. Em 2019 vou deixar 2018 para trás com todo o lixo emocional produzido. Apenas quero levar aquilo que me fez bem: as pessoas que gosto, a gratidão pelas coisas boas que me acontecem, a serenidade para conseguir lidar com aquilo que não posso mudar e certeza de que em cada dia tento dar o melhor de mim aos outros e à vida.

A vocês que muito gentilmente me leem (e que aguentaram a leitura até aqui), desejo que 2019 seja um ano em que se sintam bem com vocês próprios. Que neste novo ano que se inicia daqui a umas horas vivam mais momentos felizes do que tristes. Que se realizem pessoal e profissionalmente, deixando espaço para novos objetivos e novos sonhos. 
Em 2019 valorizem as pequenas coisas, as pessoas especiais da vossa vida e guardem réstia de esperança quando tudo vos pareça impossível.
Que o novo ano vos traga amor, saúde, paz, trabalho e bons momentos. 
Conto com vocês desse lado. 

domingo, 30 de dezembro de 2018

Opinião | "A Imperatriz Romanov" de C. W. Gortner

A Imperatriz Romanov
Classificação: 5 Estrelas

Depois de uma sucessão de leituras que me deixaram insatisfeita, A Imperatriz Romanov chegou para fazer renascer em mim a vontade de ler e o interesse nos livros. Foi uma leitura tão boa, que está a dificultar a minha relação com a leitura que escolhi depois. 

Pouco sabia da família Romanov. Pouco sabia da importância que esta família tinha para a Rússia e para História da Europa. Conhecia o fascínio das pessoas perante as histórias em volta desta família. Porém estava longe de imaginar a teia de acontecimentos e relações que iria encontrar.

Utilizando uma escrita clara, simples e muito cativante o autor escolhe dar voz à Minnie, Maria Fedorovna, para nos fazer chegar dramas, casamentos, tragédias, riqueza e o glamour que se vivia na corte Russa. A narrativa descrita na primeira pessoa fez com que me sentisse mais próxima das personagens e dos locais que iam sendo descritos. 
Estava tudo tão bem apresentado que fez nascer em mim uma vontade enorme de conhecer os locais que iam aparecendo. 

Se Maria Feodorovna está descrita de forma fiel à pessoa que foi na realidade eu adorá-la-ia conhecer, assim como à sua irmã. Gostei dela, admirei a sua audácia e a sua coragem. Consigo imaginá-lo como uma imperatriz forte, com os seus valores e interesses e que sempre procurou o melhor para a Rússia. Foi posta à prova diversas vezes, mas foi no final que a sua essência mais humilde veio ao de cima. Acredito que, como humana, terá os seus defeitos, mas aquilo que sobressaiu aos meus olhos foi a imagem de uma mulher com valores, opiniões muito próprias e bastante inteligência. Fiquei curiosa por conhecer mais da sua vida quer enquanto imperatriz (apesar de o livro ser bastante detalhado, com certeza que existiram coisas que não foram abordadas) quer nos momentos finais da sua vida e a sua saída forçada da Rússia. Também queria saber mais acerca da Xénia e da Olga. Como terão lidado com a queda da dinastia Romanov? Onde e como viram após a saída da Rússia?

Ao longo da leitura fui-me dedicando a algumas pesquisas no sentido de contextualizar aquilo que lia com imagens da Catedral de São Pedro e São Paulo, o Palácio de Inverno, as jóias da família Romanov e os seus ovos da fabergé. O livro teve a capacidade de me deixar fascinada e obcecada com esta família, o seu estilo de vida e todos os acontecimentos paralelos em que estiveram envolvidos. 

Enquanto lia as partes finais do livro pensava no quanto este livro poderia ser interessante para os alunos que estão a estudar a Revolução Russa. Considero que, de uma forma lúdica, os alunos poderiam ter neste livro uma boa introdução aos acontecimentos relacionados com este período da História da Rússia.

Para aqueles que, como eu, são fãs de Romances Históricos este livro irá apaixonar-nos. A cada acontecimento desvendado cresce o interesse e o fascínio por um país que ainda guarda resquícios de uma atmosfera muito própria. Aos meus olhos é um país cheio de mistérios e de mundos para descobrir. 
Aos que arriscarem ler este livro desejo que sintam o mesmo fascínio que eu senti e que fique em vós a vontade de ler mais sobre os Romanov e de conhecer outras obras do autor. Curiosa para ver outras vidas este autor desenhou em palavras. 

Nota: Este livro foi-me disponibilizado em troca de uma opinião honesta.


Palavras Memoráveis


- Mesmo que não consigamos incendiar o mundo esta noite, não fará diferença - continuou, numa voz muito doce. - Estou aqui contigo, e isso é tudo o que quero.
Lesley Pearse, És o meu destino

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Divulgação | "A Imperatriz Romanov" de C. W. Gortner

Espero que o Pai Natal tenha sido bom para vocês e vos tenha deixado alguns livrinhos no sapatinho. O meu esqueceu-se que gosto de ler e achou que era melhor transformar-me numa diabética no próximo ano. Não me lembro de ter recebido tanto chocolates como este ano. 

Para quem recebeu livros que já leu e quer trocar, para quem quer usar aquele dinheiro oferecido pela avó ou pela tia para comprar livros hoje trago-vos uma excelente sugestão de leitura.


A Imperatriz Romanov
C. W. Gortner

A Imperatriz Romanov fez com que renascesse em mim a vontade ler. Já há algumas semanas que andava a arrastar leituras, os livros não me entusiasmavam e as histórias estavam a perder o encanto. Eis que este aparece na minha caixa do correio e acaba  por me oferece uma excelente leitura para finalizar o ano. 
As primeiras páginas quebraram a barreira do desinteresse pelas histórias e pela leitura. Fiquei logo fascinada pelas descrições e todo aquele início prometia uma excelente leitura.


Para os leitores que são fãs de romances históricos ou tenham interesse em conhecer um pouco mais da dinastia Romanov, este livro reúne um conjunto de características que farão os leitores se apaixonarem por ele. 
Se amanhã tiverem de trocar alguns dos livros recebidos no Natal ou querem usar aquele dinheiro oferecido para comprar um apostem neste livro.


segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Mensagem de Natal


Neste Natal não há Árvore de Natal a iluminar o espaço. Não há presépio ou outros adornos que lembram o Natal. Não há prendas espalhadas pela casa, estão guardadas em lugares sombrios à espera do dia 25 e apenas para assinalar a data. Uma forma de recordamos aqueles que estão cá, para nos amparar as quedas e as agruras do quotidiano.

Este ano há lugares vazios à mesa e a alegria de outros Natais perdeu-se um pouco. Este ano há pessoas que nos foram roubadas, que as tiraram à vida quando ainda tinham tanto para sentir. Restam as cadeiras vazias e silenciosas sem ninguém que as aqueça e quebre o silêncio que voz delas deixou. São Natais incompletos, onde a saudade por aqueles que já cá não estão engole a azáfama e excitação tão próprias destes dias. 

Não é fácil encarar estes lugares vazios. Custa ver os silêncios prolongados que são ocupados por ruídos internos onde só há espaço para lembranças e memórias daqueles que ali deveriam estar. Há Natais assim: incompletos. 

Apesar de não haver pinheirinho... Apesar das figuras do presépio terem ficado guardadas na caixa, enterradas no móvel esquecido, prevalece a união dos que cá estão. Não faltam também os aromas a canela, a mel e ao bacalhau. Há silêncio, mas também há gestos de amor partilhados por entre uma rabanada e uma fatia de pão-de-ló.

Aquilo que vos desejo, queridos leitores, é que neste Natal aproveitem a companhia das pessoas que estão com vocês. Não tomem a presença delas como certa. Limpem os vossos corações de ressentimentos. E mesmo que não voltem a falar com aquela pessoa que vos magoou e com quem se zangaram, libertem-na dos laços negros que a prendem ao vosso ressentimento. Fiquem em paz com vocês próprios e valorizem o afeto, o amor e amizade que vos é oferecida. 
Neste Natal, não escrevam uma mensagem padronizada para todos os vossos contactos, não 
publiquem uma imagem bonita no nosso Facebook ou Instagram. Às vossas pessoas, aquelas que vocês as identificam como especiais, liguem-lhes ou enviem-lhe uma mensagem pessoal e única dirigida à pessoa, porque o amor dado de coração multiplica-se em amor recebido.

Aos meus leitores(as), aos meus companheiros(as) destas andanças literárias, às editoras parceiras desejo um feliz e santo Natal. Desejo que o Natal chegue até vocês na forma de amor, amizade e pessoas que vos preenchem a alma.

Feliz Natal!

domingo, 23 de dezembro de 2018

Palavras Memoráveis


- (...) Quem me dera que fosse possível engarrafar dias como este. E de vez em quando, no futuro, tirar a rolha da garrafa e revivê-lo.
Lesley Pearse, És o meu destino


Desafio 2019 | Book Bingo Cards


Hoje apresento-vos o meu primeiro desafio para 2019. Inspirada nos Bingos literários e no primeiro criado por mim e pela Catarina do blog Sede de Infinito, decidi criar 3 cartões de Bingo, alusivos a diferentes temáticas e para serem preenchidos ao longo de 2019. 
A regra transversal a todos os cartões é não repetir livros, nem dentro das categorias de cada cartão, nem entre cartões.

1. Esvaziar a estante
Este primeiro cartão é para completar apenas com livros que estejam na nossa estante. 
Categorias:
  • Livro esquecido: Um livro que já esteja há mais de dois anos na vossa estante;
  • Presente Natal: Um livro que tenha sido uma prenda de Natal;
  • Uma velha compra: Um livro que tenham comprado há mais de dois anos;
  • Calhamaço: Um livro com mais de 400 páginas;
  • Clássico: Um livro que seja um clássico da literatura;
  • Troca: Um livro que chegou à vossa estante através de uma troca;
  • O meu autor preferido: Um livro do vosso escritor(a) de eleição;
  • A compra mais recente: O último livro que compraram;
  • Escritora: Um livro escrito por uma mulher;
  • Escritor: Um livro escrito por um homem;
  • Um livro que pertence a uma série;
  • Prenda de aniversário: Um livro que tenha recebido como prenda de aniversário;
  • Indesejado: Um livro pelo qual tenham perdido o interesse;
  • O livro mais pequeno: O livro com menos páginas da vossa estante que ainda não leram;
  • Infantil: Um livro recomendado para os mais pequenos;
  • Um livro que quero trocar: Um livro que vocês achem que após a leitura terá como destino a troca.

2. Cartão Nacional

Para o cartão nacional eu escolhi alguns autores portugueses que quero ler em 2019. Caso queiram participar poderei enviar-vos a tabela para vocês ajustarem de acordo com os vossos interesses.

3. Cartão Genérico

Neste cartão cabem categorias mais genéricas. Podem encontrar géneros literários, ebooks e escritores cuja sua nacionalidade seja europeia ou asiática. 

Caso queriam participar com um ou mais cartões estão à vontade para alinharem neste meu projeto. Podem também enviar-me um e-mail para eu assinalar os participantes, acompanhar as leituras e ver quem no final do próximo ano conseguirá fazer Bingo. 

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Empréstimo Surpresa | Empréstimo Surpresa [Desafio]


Já há muito tempo que estava a dever a realização e publicação deste desafio à Daniela. Provavelmente, nos próximos dias, existirão mais publicações dos que as três/quatro habituais. Quero deixar os assuntos de 2018 todos arrumados e publicados. 

Este desafio é para o livro Falta de provas de Harlan Coben.



A Balança

Regista os aspetos positivos e negativos deste livro, como se o estivesses a pesar numa balança. Para que lado ela irá tender?



Positivos
  • A escrita fluída e simples;
  • A forma como toda a situação criminal é desenvolvida e o final escolhido pelo autor.
Negativos
  • A história não é marcante e cai facilmente no esquecimento;
  • Falta de carisma das personagens;
  • Passagens um pouco aborrecidas no livro que me fizeram arrastar na leitura.

Daniela, espero que fiques satisfeita com as minhas respostas.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Opinião | "O nosso reino" de Valter Hugo Mãe

O Nosso Reino
Classificação: 2 Estrelas

O nosso reino é a minha leitura de estreia com um autor português com muitas opiniões positivas. 
Para mim, foi uma leitura estranha. A escrita conseguiu-me proporcionar sentimentos contraditórios, ou seja, houve momentos em que a prosa poética me deixava encantada e outros em que me aborrecia.  Os momentos de aborrecimento talvez estejam associados aos momentos da narrativa em que me sentia um pouco perdida e sem grande ligação à história e às personagens. É um livro escrito apenas com letras minúsculas e sem pontuação que nos indique os momentos de diálogo. Esta particularidade não facilitou a minha relação inicial com o livro. No início isto fez-me um pouco de confusão. Com o avançar da leitura este aspeto acabou por ficar esquecido e não interferiu em nada com a restante leitura, uma vez que na minha cabeça eu fazia a construção da narrativa. 

O livro é narrado por uma criança, porém houve momentos do livro em que achei que a linguagem e as observações feitas não se enquadravam no perfil de uma criança. Um aspeto curioso prende-se com a leitura de algumas passagens pois me recordaram o Carlitos da série Conta-me como foi que passou há uns anos na RTP. Gostei muito de ler sempre que consegui associar as passagens às lembranças da série. Tal como a série, a ação deste livro situa-se no período histórico da ditadura. Foi interessante ler e reconhecer a repressão, os preconceitos e as formas de viver tão castradas da sociedade portuguesa de outrora. 

O que eu mais gostei no livro e que acho que não foi tão desenvolvido como deveria, prende-se com a santidade do nosso narrador. Eu queria ter lido e conhecido mais desta realidade. Queria aceder a mais sentimentos dele e à forma como isso interferia nas suas relações.

Nem sempre me consegui apropriar da história e me sentir envolvida pelo enredo que Valter Hugo Mãe criou. Ficou apenas a curiosidade de ler outras obras do autor e desfrutar da escrita com toques poéticos que oferecem a certas passagens uma tonalidade única e especial.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Os motivos]


Este será o meu último envio do ano para a Daniela. Queria enviar-lhe uma leitura mais leve e divertida. Por esta razão a minha escolha recaiu no livro...

À Conquista do Teu Coração

À conquista do teu coração
Anna Bell

Aquilo que me motivou a enviar-lhe este livro foi a ideia de que iria saber-lhe bem uma leitura mais descontraída e pontuada por situações cómicas. Foi um livro que me provocou uma sensação de bem-estar e leveza emocional. Enviei-o na esperança dele ser uma lufada de ar fresco para a Daniela.

Não se esqueça de passar no blog Quando se abre um livro para conhecer as reações da Daniela.

domingo, 16 de dezembro de 2018

Palavras Memoráveis


- (...) Sabes, as coisas feitas por alguém que nos ama são muito especiais. Fazem-nos recordar coisas boas, e fazem-nos felizes.
Lesley Pearse, És o meu destino

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Opinião | "Regras para descolagem" de Carolina Paiva

Regras para Descolagem
Classificação: 2 Estrelas

Regras para descolagem foi a minha última leitura do mês de Novembro. É sempre uma alegria ver uma pessoa da blogoesfera a aventurar-se pelos mundos da escrita. E, independentemente da minha experiência com a leitura, quero louvar e parebenizar a Carolina pela escrita cuidada, clara e apelativa que usou para nos contar esta história.

A minha experiência com a leitura foi satisfatória. Em alguns momentos senti-me um pouco confusa porque não sabia se estava num momento presente ou num momento passado. Na minha opinião, optar por escrever capítulos delimitados no tempo e com as indicações temporais poderia-me ter facilitado a leitura, a compreensão dos acontecimentos e a embrenhar-me mais na realidade que a autora decidiu escolher.
Estes pequenos pormenores aproximar-me-ião mais de Lourenço e permitir-me-ião criar outro tipo de empatia com ele. Esta personagem precisava de profundidade, precisava de mais interações e acontecimentos para o perceber melhor e o contextualizar nas diferentes fases e desafios da sua vida.

O livro é pequeno e, caso tenham disponibilidade, conseguirão lê-lo num dia. A escrita simples e fluída facilita imenso a leitura e ajuda a colmatar as pequenas imperfeições que a narrativa apresenta.

Espero que este livro seja a porta de entrada para outras obras. Tenho a certeza que a escrita e a narrativa se irão aperfeiçoar, pois sobressai o potencial de crescimento e de aperfeiçoamento.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Novembro | Quem chegou?

A frequência com os livros entraram durante o mês de Novembro na minha estante foi proporcional à minha vontade de ler. 
Novembro, a nível pessoal, foi um mês muito complicado e isso refletiu-se nas minhas leituras. Este ano estou sem qualquer espírito natalício. Estava com algumas ideias aqui para o blog, mas estou sem motivação para escrever. Talvez seja cansaço físico, emocional e psicológico... Por vezes é mesmo importante parar, ou pelo menos abrandar o ritmo.
Durante este mês chegaram cá a casa dois livros...

Biblioteca
O Nosso Reino

A Silvéria do canal  The Fond Reader  adora Valter Hugo Mãe. Já a vi falar dele com muito entusiasmo que achei que poderia ser uma boa opção para o meu desafio Português no Masculino. Ainda o trouxe no mês passado e na altura não sabia que não iria conseguir terminar a leitura do mês de Novembro. É a minha atual leitura.

Prenda de aniversário
A Nona Vida de Louis Drax

O meu aniversário foi em outubro, mas em Novembro ainda houve tempo para receber mais uma prenda de aniversário. Desta vez ela chegou pelas mãos da minha queria amiga Daniela do blog quando se abre um livro. Muito obrigada pelo carinho, pela atenção e pelos milhares de coisas que não cabem em palavras escritas neste blog.

domingo, 9 de dezembro de 2018

Palavras Memoráveis


- Disse que a vida era deveras curiosa. Por muito bons que sejamos, e por muitas pessoas que tenhamos ajudado, são os nossos erros que nos atormentam até ao momento final.
Chris Carter, O escultor da morte

domingo, 2 de dezembro de 2018

Palavras Memoráveis


Hunter compreendia a necessidade intrínseca aos seres humanos de comunicarem entre si. Conversas tem um efeito psicológico de purificação, e esta necessidade cresce exponencialmente quando alguém tem consciência da sua morte iminente.
Chris Carter, O escultor da morte

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Top 5 Wednesday | 5 filmes que não me incomoda rever

Imagem relacionada

Já há muito tempo que me dedicava a escrever sobre um top. Fui ao Goodreads ver a sugestão para esta semana, mas não me identifiquei com o tema. Por isso decidi lançar um tema novo. Então hoje vou apresentar-vos 5 filmes que já revi ou que não me importo de rever. Ao contrário dos livros (que até ao momento nunca reli nenhum), é frequente rever filmes. 
Venham conhecer a minha lista:
  • Nothing Hill (1999)


Vi este filme pela primeira vez na adolescência. Fiquei logo fã naquela altura. Vi-a num contexto especial e ficou-me na memória. Ao longo destes anos já o revi algumas vezes e as sensações que provoca são sempre boas. Acho que é um dos filmes da minha vida e com uma banda sonora muito bonita.

  • Um dia (2011)

Este é daqueles casos em que gostei tanto do livro como do filme. Sou fã da Emma e do Dexter. O filme ficou muito emocional com as representações deles. Sentia-se um ligação bonita e, acima de tudo, aquilo que sempre me encantou foi a amizade que sempre guardaram dentro deles. Só vi duas vezes, mas já tenho saudades de o rever.

  • Um sonho possível (2009)

A mensagem deste filme é muito forte. Conquistou-me logo nos primeiros e minutos e cheguei ao fim filme completamente envolvida e arrebatada com poder do bom coração do ser humano. Já o revi duas vezes e é um filme do qual nunca me vou cansar. 

  • Véu pintado (2006)
 

Este filme é lindíssimo. Gostei muito mais do filme do que do livro. Fiquei maravilhada com as imagens, com a época em que o filme se desenrola e com a relação entre os dois personagens principais. Este é daqueles que ainda só vi uma vez e ando há imenso tempo com vontade de o rever. A banda sonora é muito bonita e integrar as minhas listas de músicas.

  • Diário da nossa paixão (2004)

Esta é a minha adaptação preferida dos livros de Nicholas Sparks. Já não sei quantas vezes revi o filme, mas é daquelas histórias de amor intemporais que me aquecem o coração. Nunca me irei cansar de ver a forma como uma amor verdadeiro pode tornar uma vida tão especial.

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Opinião | "Falta de Provas" Harlan Coben

Falta de Provas

Classificação: 3 estrelas

Penso que as expetativas que tinha relativamente ao autor estragaram um pouco a forma como me relacionei com o livro. A Daniela sempre me falou muito bem de Harlan Coben. Aquilo que ela me transmitia fez-me crer que iria encontrar um livro capaz de preencher os requisitos de uma excelente leitura. E foi com isto em mente que iniciei a leitura.

De uma forma geral eu gostei do livro e da história que nos traz. Porém são sentimentos muito superficiais. Não me senti envolvida pela história, nem me senti muito ligada às personagens. Faltou-me, também, aquela vontade desenfreada de descobrir o que estava por detrás de todos os acontecimento em torno do desaparecimento da adolescente e do que havia sucedido ao Dan. Sentia alguma curiosidade, mas queria senti-la de forma mais intensa. Houve até momento do livro que me aborreceram. Tinha a sensação que as coisas não avançavam de forma interessante. Talvez esta minha sensação estivesse relacionada com a minha falta de ligação às personagens. Não as conseguia sentir reais, quer pela forma como elas iam sendo descritas, quer pelos diálogos pouco expressivos. São personagens que não saltaram das páginas para a minha imaginação.

O final foi surpreendente q.b. Sinceramente já não sabia o que esperar. Fui perdendo o interesse ao longo da leitura por isso não estava expectante relativamente ao final. Contudo, tinha uma certeza, não esperava um final bombástico nem arrebatador. Acabei por encontrar um final congruente com a dinâmica do livro, que não deixou pontas soltas e que respondeu a todas as dúvidas lançadas ao longo do livro. No entanto, ficou longe daqueles finais memoráveis que muitas vezes acompanham este género de livros. 

domingo, 25 de novembro de 2018

Palavras Memoráveis


Ainda não foi inventada uma fechadura que impeça os nossos medos de entrar.
Gordon Reece, Presa e Predador

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

TAG | 42 Perguntas Literárias

A Sivéria do canal The Fond Reader nomeou-me para responder a esta Tag, a quem desde já agradeço a lembrança. 
Vou passar esta TAG a Daniela do blog Quando se abre um livro porque já há muito tempo que não vejo uma TAG lá no seu espaço.
Aqui ficam as minhas respostas

1. Gostas de ler? 
Sim, adoro ler. (Acho que a primeira pergunta deveria ser algo relacionado com os motivos que nos fazem gostar de ler ou o que apreciamos num livro. Fazer uma TAG dirigida a leitores, a questioná-los se gostam de ler não faz sentido).

2. Qual foi o último livro que leste? Qual a tua opinião sobre ele? 
Terminei hoje o livro Falta de Provas de Harlan Coben. Foi a minha estreia com o autor, gostei. Porém, depois de tantos elogios da Daniela acho que estava à espera de algo mais intenso. 

Falta de Provas

3. Com que frequência lês? 
Eu leio todos os dias. Nem sempre consigo ler muito, contudo é raro o dia que eu passo sem pegar num livro. 

4. Qual foi o último mau livro que leste?
Materna Doçura de Possidónio Cachapa.  Um livro com uma história demasiado estranha para o meu cérebro. 
A Materna Doçura

5. O que te faz não gostar de um livro? 
Narrativas confusas, falhas ao nível da construção da história e elementos que só "enchem" as páginas e nos provocam um grande aborrecimento.

6. Gostarias de ser escritora? 
Aqui está uma pergunta complicada. Há momentos em que gostaria de ser escritora ou pelo menos aventurar-me na escrita de uma história só minha. Porém há outros em que acho que o que faço melhor é estar quieta. Não sei se tenho as qualidades necessárias para ser uma boa escritora e escrever uma boa história. Neste momento estou mais virada para a escrita científica. Quem sabe se um dia venço os meus monstros pessimistas e perfecionistas e me aventuro pelas palavras.

7. Um livro que influenciou a tua vida.
Não sinto que tenha lido algum livro que tenha influenciado a minha vida. Aquilo que sinto é que tenho livros que me marcam e me fazem olhar para o mundo e para a minha realidade com um olhar diferente. Existiram leituras que me trouxeram mais ponderação, que me fizeram olhar de forma mais empática para os outros e para as suas realidades... Livros que mexeram com as minhas emoções e me deixaram emocionalmente esgotada. Um dos livros que me vem logo à memória pelo impacto emocional que teve em mim é Mil Sóis Resplandecentes de Khaled Hosseini.
Mil Sóis Resplandecentes

8. Lês literatura erótica? 
Sim, leio.

9. Escreverias um romance erótico? 
Decididamente não. São livros perigosos. Ou conseguimos ter uma criatividade excelente e fazemos um bom livro, ou então caímos na asneira de descrever mil e uma forma de fazer sexo sem dar um contexto coerente e uma história cativante.

10. Qual é o teu livro e/ou série favorito? 
Tenho vários. Mas aquele que ainda me faz ir até à estante, abri-lo e ler aquelas passagens especiais é O Grande Amor da Minha Vida de Paullina Simons.
O Grande Amor da Minha Vida (O Cavaleiro de Bronze, #1)
11. Escritor/a favorito/a. 
Esta é outra questão difícil e que pode ir mudando com os anos. Porém, aquela escritora que me faz querer todos os seus livros na estante é Lesley Pearse.

12. Género literário favorito 
Romance contemporâneo e histórico. E claro, nunca recuso um bom policial/ livro de suspense. 

13. Género literário que não lês 
Eu leio tudo, porque sou curiosa. Muitas vezes levo com valentes desilusões. Muitas vezes me meto em leituras aborrecidas. Mas a minha filosofia é: se eu não arriscar nunca saberei se gosto ou não do livro. Por isso, leio todos os géneros. Aquele que leio menos é fantasia. É o género que menos me cativa, talvez porque colide com o meu lado racional.

14. Ficas sempre na tua zona de conforto na leitura? 
Não. Saio da minha zona de conforto e aventuro-me muitas vezes em livros de autores pouco conhecidos.

15. Livros físicos ou e-books? 
Os dois, mas prefiro um livro físico.

16. Onde aprendeste a ler e/ou quem te ensinou as primeiras letras? 
Eu comecei a ler na escola. Porém, foi o meu pai que me ensinou todo o abecedário. Quando era criança não havia obrigatoriedade do ensino pré-escolar. Por isso, sempre fiquei por casa com a minha mãe. Assim, foi o meu pai que sempre me estimulou com a aprendizagem das cores, dos números e das letras. Quando entrei no 1º Ciclo já sabia todo o abecedário, os números e já sabia fazer algumas contas.

17. Os teus hábitos de leitura mudaram depois de teres o blog/canal?
Os hábitos não mudaram. Aquilo que mudou foi o meu conhecimento acerca dos livros e a forma como passei a olhar para o livro e para a história.

18. Livro favorito na infância? 
Comecei por me apegar aos livros da Anita. Depois descobri A Fada Oriana e A Menina do Mar. Mais tarde ganharam favoritismo os livros da série Uma aventura e A Lua de Joana.

19. Personagem favorita 
Belle, dos livros Sonhos Proibidos, A Promessa e És o meu destino de Lesley Pearse.

20. Algum livro já te transportou para outro lugar? 
Quando um livro é bom, é certo que viajarei para os lugares que ele me apresenta.

21. Livro que gostarias que tivesse uma sequência.
As últimas linhas destas mãos de Susana Amaro Velho. Seria muito interessante descobrir o depois das descobertas feitas ao longo deste livro.
As Últimas Linhas Destas Mãos

22. Livro que não necessitava de uma sequência.
Sorrisos Quebrados de Sofia Silva. Este primeiro livro tem pouca qualidade e não vejo necessidade de adicionais mais desgraças à desgraça já existente.

Sorrisos Quebrados

23. Qual o teu pior hábito de leitura.
Espreitar as últimas páginas de um livro. Ir ver páginas mais à frente para saber o que vai acontecer. Há uns tempos atrás era muito pior. Com o tempo tem melhorado.

24. Quanto tempo levas a ler um livro? 
Depende do livro, depende do meu estado anímico, depende da quantidade de coisas que tenho para fazer. Neste momento tenho demorado mais tempo a ler um livro do que é normal. O cansaço e todas as outras solicitações deixam-me com menos vontade de ler.

25. Gostas quando um livro é adaptado ao cinema/televisão?
Gosto e geralmente até gosto de ver como é que um livro é transformado para a tela.

26. Livro arruinado pela adaptação ao cinema.
Aqui revejo-me com a resposta da Silvéria: o livro não sai arruinado. A adaptação é que poderá correr mal. Uma das piores adaptações que vi foi O monte dos vendavais o filme de 1992 com Juliette Binoche e Ralph Fiennes (dois atores de quem gosto muito). Foi tão aborrecido ver este filme. O livro foi muito melhor.

27. Lês jornais ou revistas? Qual preferes? 
Leio muito pouco. Costumo ler o Jornal de Notícias, muito pontualmente. Devia ler mais, porém o dinheiro não estica e vou só lendo as notícias que disponibilizam online. Por vezes aproveito para ler algumas revistas quando elas estão na biblioteca. Eu gosto muito da Revista Visão, Pais e Filhos e o Expresso. 

28. Lês na cama, casa de banho, automóvel, autocarro, praia, jardins públicos ou cafés? 
Destes locais, os únicos onde não leio são na casa de banho e no automóvel quando estou a conduzir. Geralmente não tenho dificuldades em ler em qualquer um dos outros locais. Poderá haver situações especiais, em que precise de mais silêncio para me concentrar, e desta forma não conseguir ler em jardins ou cafés.

29. Local favorito para ler.
Na cama.

30. É difícil concentrares-te na leitura? 
Depende do livro e do meu estado emocional / psicológico.

31. Precisas de silêncio total para ler?
Nem sempre. Tudo depende de como me sinto, e do tipo de leitura que tenho em mão. Assim, há alturas e livros que exigem mais concentração e aí preciso do silêncio total, mas há outras alturas em que facilmente me atiro ao livro e nem a ausência de silêncio me incomoda.

32. Quem te transmitiu o amor pela leitura?
Ninguém. Foi algo que foi crescendo em mim pela biblioteca itinerante, com as leituras obrigatórias da escola, pelo entusiasmo dos professores de português na análise das obras... Acho que o amor pela leitura cresceu pela conjunção de vários fatores e não tanto por alguém em particular.

33. Escritor/a que gostaria de entrevistar (ao vivo e a cores).
A Célia Loureiro. Acho que para além de uma fantástica escritora ela tem uma forma de ser muito especial.

34. Escritor/a que daria um/a excelente amigo/a 
Dorothy Koomson. Acho-a simpática e parece-me ser uma parceira de conversas muito interessante.

35. Livro que releu mais vezes? 
Não sou muito de reler livros. Desde a adolescência que não reli nenhum livro. Porém, na adolescência, li imensas vezes A Lua de Joana de Maria Teresa Maia González. 

36. Escritor/a clássico favorito/a? 
Ainda não li escritores clássicos suficientes para conseguir eleger um. Porém acho que Eça de Queirós é um grande favorito a ocupar o lugar.

37. Livros que deviam ser indicados na escola.
Eu não conheço todo o plano nacional de leitura. Há dias via as sugestões para os alunos do 10º ano e acho que poderiam apostar noutros livros. Não vi lá nenhum YA e acho que incluir este género poderia ser uma forma de aproximar os adolescentes da leitura. 

38. Livros que deviam ser banidos da escola.
Aqui partilho a opinião da Silvéria (canal: The Fond Reader). Não é que haja necessidade de banir livro, há é a necessidade de formar leitores, de motivar os miúdos para a leitura e de os fazer descobrir as maravilhas de um livro. No fundo, ao longo do seu processo de aprendizagem é importante contactar com diferentes géneros literários, diferentes formas de escrita e prepará-los para eles conseguirem ler obras mais complexas.

39. Preferes ler um livro de cada vez ou vários ao mesmo tempo? 
Um livro de cada vez.

40. Qual a tua política de empréstimo de livros? 
Eu gosto de emprestar livros e gosto de receber livros emprestados. Foi por este gosto que alinhei no projeto Empréstimo Surpresa com a Daniela. Gosto de cuidar muito bem dos livros que me emprestam e se estiver a demorar mais do que que aquilo que é minimamente aceitável, vou avisando a pessoa de que os livros não estão esquecidos. Infelizmente, já emprestei e fiquei sem os livros, mas isso nunca me impediu de emprestar.

41. O que estás a ler? 
Estou a ler Regras para descolagem de Carolina Paiva.
Regras para Descolagem

42. Qual será a tua próxima leitura?
Irei ler A Ilustre casa de Ramires de Eça de Queirós.
A Ilustre Casa de Ramires
(Ao fim de quatro dias lá consegui terminar de responder a esta interminável TAG)

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Pessoal | Um cão idoso e a pouca vontade de passar por aqui


Na semana passada não consegui publicar nada por aqui. Foi uma semana bastante complicada onde me faltou vontade e inspiração até para as tarefas necessárias. Este post é a minha tentativa de me desculpar perante aqueles que me leem e, também, para escrever um pouco sobre a minha experiência com um cão idoso.

O meu cão tem 14 anos, 1 mês e 5 dias. Chegou até mim ainda bebé, portanto faz parte da minha vida tantos anos quantos aqueles que ele tem de vida. Sempre foi um cão ativo, brincalhão e bastante mauzão. Desde há dois anos que começamos a notar algumas diferenças no seu comportamento. Começou a caminhar de forma mais lenta, a dormir mais, a ver e a ouvir mal... Mas ele lá se ia orientando no meio das suas limitações. Até aí ele tinha de ficar preso a correntes, porque atacava as pessoas que entravam aqui em casa. Sempre que possível eu soltava-o e controlava as suas corridas. Desde os primeiros sinais de envelhecimento que ele deixou de estar preso. Anda a solta e já não atacava nem mordia as pessoas como acontecia quando era jovem. 


E assim vivia ele, sempre a solicitar os seus mimos e as suas escapadelas. Até que no fim-de-semana passado me deixou com o coração nas mãos. Nunca tinha presenciado tal situação. Começou por perder o equilíbrio e passou a noite a ganir e a deitar as cadeiras da cozinha ao chão. Via-o completamente desnorteado e com o olhar vazio. Assustei-me e sofri imenso perante a impotência de o colocar melhor. Tentei colocá-lo confortável, acalmá-lo... Ver o estado dele foi horrível e mexeu imenso comigo. 

O que me deixava ainda mais apreensiva era o facto de ser fim-de-semana. Felizmente, consegui um veterinário no domingo de manhã. Ele ficou internado até terça-feira. Inicialmente, o veterinário, pelos sintomas que o meu patudo apresentava, desconfiou que ele tivesse ingerido veneno. Era tudo neurológico. Mais tarde, devido à idade, o diagnóstico passou a ser outro: há a possibilidade de ser epilepsia ou um tumor cerebral. 

Foi algo doloroso ver o meu companheiro de quatro patas regressar a casa. Vinha bastante debilitado, recusava-se a comer e tinha um andar um pouco trôpego. 
Fiquei bastante em baixo com esta situação. Eu sei que é um cão idoso, mas não quero nem lido bem com o sofrimento dele. Tive dias na semana passada em que dormia mal com medo que ele voltasse a ter as mesmas crises. Receei acordar de manhã e de o encontrar morto. A angústia era ainda maior porque ele não se alimentava.

Felizmente, no final da semana, as coisas melhoraram. Ele passou a comer aos poucos e ficar um pouco mais interativo e ativo. 
É um cão que dorme imenso, que deixou de subir escadas, que respira de uma forma mais pesada e que gosta de receber miminhos e de dormir esparramado num sofá ou numa cama. Já não resiste tanto ao banho e tenho uma mobilidade reduzida. Já não consegue saltar para cima das cadeiras como ele gostava, nem para cima da cama. Precisa sempre de uma ajuda humana para conseguir aceder a alguns locais. 

Tudo isto mexeu muito comigo. Foi uma semana em sobressalto. Li pouco, a tese de doutoramento avançou aos soluços e as leituras ficaram num patamar de prioridades ainda mais inferior. Tudo isto ditou o meu afastamento do blog durante a semana passada. Tentarei voltar à regularidade de posts e não deixar este pequeno cantinho ao abandono.

domingo, 18 de novembro de 2018

Palavras Memoráveis



Talvez elas tivessem ciúmes de toda esta atenção, ou de eu ter ganho um prémio importante na escola, talvez o facto de ser oficialmente a rapariga mais gorda da turma fizesse com que eu tivesse perdido o direito de ser tratada como um ser humano... Não sei. Não faço a mais pequena ideia. Talvez a crueldade possua uma lógica própria.
Gordon Reece, Presa e Predador

domingo, 11 de novembro de 2018

Palavras Memoráveis


Temos de descobrir em nós a capacidade de deixarmos as pessoas que amamos serem independentes de nós.
Kate Eberlen, Sinto a tua falta

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Por detrás da tela | "O Diário da Nossa Paixão"

Classificação: 9 Estrelas

Vi este filme, pela primeira vez, há uma boa década. Na altura chorei, emocionei-me imenso e esta história de amor tão única ficou-me na memória. Após o filme li o livro e o impacto emocional foi na mesma proporção. É dos meus livros preferidos de Nicholas Sparks e é acho que será um filme bom para rever ao longo dos anos.

Este nova visualização já não me emocionou como da primeira vez. Gostei imenso de ver, apaixonei-me pelas personagens e pelo amor que construíram, mas não cheguei às lágrimas. Já sabia ao que ia, tinha plena consciência daquilo que ia encontrar, por isso assimilei tudo com outra descontração.

É filme com uma história de amor muito bonita. As interpretações de Rachel McAdams e de Ryan Gosling são notáveis e conferem uma emotividade tão especial que, aquilo que passa da tela parece muito real.
Os cenários são muito bem escolhidos e a banda sonora é muito sensitiva. 

Muitos daqueles que me leem já devem conhecer esta história do princípio ao fim. Apesar de também eu conhecer bem a história soube-me tão bem rever esta bonita história de amor.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Português no Masculino | Novembro

Estive muito indecisa entre dois escritores para a minha leitura deste novo mês. Para não complicar muito e aproveitar um livro que trouxe da biblioteca escolhi...

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Eça de Queirós

Eu adorei Os Maias, porém desde essa altura nunca mais voltei a pegar em nenhum livro deste autor. De entre as várias opções escolhi o livro A Ilustre Casa de Ramires.
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Tenho consciência de que será uma leitura densa e que me irá ocupar bastante tempo. Porém, será que o meu gosto pelas obras deste autor se irão manter?
Aceitam-se apostas.