quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Desafio musical | Dia 30 - Uma música que te lembre de ti

Carminho e Marisa Monte
Chuva no mar

Palavras Memoráveis


Eu sabia como era não ter dono, não ter uma casa onde alguém nos queira bem. E ele era um lutador. Como eu.
Barbara O'Connor, Apenas um desejo

Opinião | "A linha ténue do passado" de Mónica Cortesão Gonçalves

A Linha Ténue do Passado
Classificação: 1 Estrela

Gosto sempre de dar uma oportunidade aos autores portugueses. Cabe-nos a nós não deixar que o trabalho deles fique esquecido. Nestas minhas aventuras por novos autores nacionais tenho-me cruzado com agradáveis e desagradáveis surpresas. Mas é certo, só poderemos formular estas nossas opiniões se dermos uma oportunidade aos livros e, consequentemente aos autores que os fazem nascer.

A linha ténue do passado marca a minha estreia com a autora Mónica Cortesão Gonçalves. Ganhei este livro num passatempo e estava na estante há algum tempo. Infelizmente, esta foi um leitura pouco agradável. É um livro muito pobre, com maus diálogos e com personagens mal exploradas e apresentadas. 

Eu gostei da premissa que está por detrás de todo o enredo. Temos um passado familiar para descobrir, uma casa de familiar para explorar e alguém que se sente curioso a desvendar todas estas particularidades em busca de respostas. A curiosidade ainda se aguça mais ao saber que ali há um pouco das vivências de núcleo familiar durante a 2ª Guerra Mundial.

Infelizmente, a forma como a autora deu corpo a tudo o que povoava a sua imaginação não correu bem. A autora precisava de amadurecer a sua escrita, ler mais obras no sentido de perceber qual a dinâmica que está por detrás da construção de um livro, nomeadamente na construção dos diálogos e da sequência narrativa.
Os diálogos são bastante artificias, com pouca expressividade e aborrecidos. Isto dificultou imenso a minha ligação às personagens. Outro aspeto pouco positivo é o facto de a autor se limitar a contar o que vai acontecendo, mas precisa de mostrar, precisa de nos dar acesso ao interior e exterior das personagens e não se limitar a escrever o que aconteceu. Todos estes aspetos fizeram com que eu sentisse este livro como uma leitura bastante artificial, apressada e pouco realista.

Para mim, um bom escritor tem que ser um bom leitor. Aprendemos imenso a ler os outros e a refletir sobre como os outros escrevem e constroem as suas histórias. Penso que a autora ganharia muito se lesse mais e de forma atenta e reflexiva. Penso que iria melhorar de forma exponencial o seu processo de escrita.
Que este livro seja apenas uma primeira experiência de onde possa retirar as suas aprendizagens para, num futuro, fazer melhor.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Desafio musical | Dia 29 - Uma música que te lembra a infância

Linda se Suza
Chuvinha

ACMA | Conforto


Este mês, o ACMA convida-nos a refletir sobre o conforto. Ora, eu queria fugir um bocadinho aquilo que poderia ser mais comum ou que facilmente associamos a situações de conforto. Esta reflexão levou-me aos livros e ao conforto que deles podemos obter, e lembrei-me de falar sobre Biblioterapia.
Aos longos dos anos têm emergido diferentes definições e abordagens para o tema. A primeira definição surgiu em 1941, no dicionário especializado norte-americano Dorland’s Ilustrated Medical Dictionary, definindo biblioterapia como “o emprego de livros e a leitura deles no tratamento de doença nervosa”.
No decorrer dos anos seguintes foram muitos os autores que se dedicaram a estudar o tema. Mais recentemente, as autoras Ana Cristina Abreu e Anabela Henriques (2013, p.96), procurando apresentar-nos uma definição mais ampla do conceito, definiram biblioterapia como “uma atividade com vertentes preventiva e terapêutica que, através da leitura de livros de ficção ou de autoajuda, individualmente ou em grupo, tem o propósito de facultar uma experiência recobradora da saúde, ou permitir um contínuo desenvolvimento, em qualquer idade do ciclo vital”. Podemos referir que esta atividade é um recurso que, quando bem utilizado, poderá funcionar como um excelente aliado das técnicas psicoterapêuticas. Assim, através dos livros estamos a oferecer conforto aos pacientes no seu processo de superação pessoal e na conquista pela sua saúde mental.
O interesse pela temática tem vindo a ganhar lugar no mundo da investigação e a diversa literatura científica reforça o valor da biblioterapia como uma ferramenta psicoterapêutica extremamente útil no tratamento da doença mental. Complementando esta informação, as investigações apontam para o aumento da eficácia da psicoterapia quando combinada com a biblioterapia. Neste sentido, a investigação acerca da combinação destas ferramentas mostra que realmente existem benefícios no tratamento de depressão, alcoolismo, automutilação, ataques de pânico, disfunção sexual e na promoção de competências socais (Fanner & Urquhartt, 2008).
Por fim, uma outra investigação que eu achei bastante interessante á a da autora Maria Silva (2011). Esta autora desenvolveu uma investigação em que aplicou as técnicas de biblioterapia junto de crianças do ensino pré-escolar na gestão emocional, nomeadamente na gestão do medo e da agressividade; aspetos tão presentes nesta etapa do desenvolvimento.
Esta é um campo de investigação ainda recente e, por isso, penso que ainda há um longo caminho a percorrer. Porém, nada invalida que reconheçamos a importância dos livros e os benefícios associados à leitura. Para mim, a leitura é uma enorme fonte de conforto, de descontração e de estimulação. Através dos livros consigo desenvolver-me enquanto profissional, enquanto pessoa e enquanto ser emocional. Desta forma, acho que não será diferente para outros leitores. Espero que muitas outras pessoas se dediquem a este tipo de investigações. Pessoalmente, se tivesse disponibilidade gostaria de explorar as potencialidades da leitura em crianças ao nível da gestão emocional, da agressividade e de comportamentos de oposição e na estimulação da inteligência emocional e empatia.
Se quiserem fazer parte deste projeto, basta falarem com a Ju, através do seguinte email, acma.cultura@gmail.com. O projeto também está presente no facebook, através da página que podem consultar aqui.

Lista de criadores:

 
Azevedo, F., & Haydê, C. (2016). Práticas e discursos académicos sobre biblioterapia desenvolvidas em Portugal.  Álabe,  14, pp. 1-14.
Fanner, D., & Urquahartt, C. (2008). Bibliotherapy for mental health services users part I: A systematic review. Health Information Libraries Journal, 25, pp.237-252.
Silva, M. P. T. da (2011). Biblioterapia na educação pré-escolar: a gestão do medo e da agressividade. Dissertação de Mestrado, Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti, Porto, Portugal. 74 f. Retirada  de 2015,  http://repositorio.esepf.pt/ handle/10000/479

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Desafio musical | Dia 28 - Uma música de um(a) cantor(a) que amas a sua voz

Adele
Love song

Por detrás do autor | Ana Beatriz Cruz


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Ana Beatriz Cruz, mãe, entusiasta pela escrita.
Apaixonada por poesia, por contos infantis e crónicas. Não há um dia que não escreva nem que seja um qualquer recado.
Formada em Jornalismo e Comunicação. Mestre em Jornalismo, Comunicação e Cultura.


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Como é que nasceu a Ana escritora? O que é que a Ana escritora tem da Ana enquanto mulher e Ser Humano?
A Ana escritora nasceu há mais de dez anos quando conheci Pessoa e Florbela. Na altura devorava os seus poemas e li-os vezes e vezes sem conta. Descobri que gostava de escrever, e por isso decidi formar-se em Jornalismo e Comunicação, e mais tarde tirei o mestrado em Jornalismo, Comunicação e Cultura. 
A escrita jornalística é igualmente uma paixão que vivi durante três anos. Quando deixei de ser jornalista dediquei-me à poesia e compilei poemas que fui escrevendo ao longo dos anos.
A Ana escritora é tudo o que a Ana mulher não mostra, a todos, ser: emotiva, apaixonada e nostálgica. Quem me lê vê-me nua, despida de sorrisos falsos e palavras simpáticas. Quem me lê conhece-me.

Que motivos te levam a escrever poesia?
A poesia é sentimento e por isso faz sentido para mim. 
O motivos pelo qual escrevo poesia está relacionado com a paixão que me faz ler poesia. É o meu género literário preferido, seguido das crónicas.

Consideras que a poesia é um género literário mais fácil ou mais difícil do que os outros? Porquê?
Para mim é natural, por isso, se estiver inspirada considero fácil. Talvez não seja tão fácil de ler como uma história com princípio, meio e fim, mas é genuína.

Podes partilhar connosco a forma como é que nasce um poema teu? Onde procuraras inspiração, como articulas as palavras. 
Um poema meu nasce de um pensamento que coloco no papel. É espontâneo. Não me sento a tentar escrever poesia. Às vezes, escrevo mentalmente no carro, na cama.
A minha inspiração nasce do que sinto no momento, do meu filho, do meu marido, da minha mãe, da minha terra. No fundo do amor e da dor.

Vês-te a escrever outros géneros literários? Quais? Tens algum projeto em construção?
Sim. Enquanto jornalista escrevi notícias, reportagens e fiz entrevistas. E a escrita jornalística é igualmente fascinante para mim, sendo que enquanto jornalista os meus sentimentos não iam para o papel e prezava pela objectividade.
Também escrevo crónicas, algumas estão no blogue debocaencerrada.blogspot.pt, outras poderão vir a ser um livro. Publiquei três no P3 - site do jornal Público.
Neste momento, além dos poemas que escrevo com bastante frequência, estou a escrever um livro em prosa, que conta a história de duas pessoas que se amam e acompanham, mas que são mais do que um casal.

Porque é que as pessoas devem ler o livro “Os meus poemas não rimam”? O que é que as pessoas vão encontrar no livro.
"Os Meus Poemas Não Rimam" é um livro para todos os dias, para nos confortar em dias menos bons, nos deixar com saudade e nos fazer acreditar no amor puro.
No livro encontram-se pedaços de mim, pedaços de nós, pedaços de toda a gente que sente, que teme, que vive, que ama.
 Ana, muito obrigada pela disponibilidade para responderes à minha entrevista.
Votos de muito sucesso.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Desafio musical | Dia 23 - Uma música que todo o mundo deveria escutar

Da Weasel Ft. Bernardo Sassetti
A palavra

Palavras Memoráveis


Sabemos que os nossos corações são frágeis e, quando presenteados a uma mão de espinhos, facilmente podem ser perfurados.
Tratamos a nossa confiança como um tesouro precioso, partilhando-a apenas com os que se mostram merecedores.
Mas e quando sentimos que confiam em nós? Quando alguém nos dá uma gema, porque acredita que seremos capazes de a transportar num diamante?
Patrícia Morais, Chamas

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Desafio musical | Dia 21 - Uma música que tem o nome de alguém no título

Fado ao Centro
Fado de Inês

Por detrás da tela | "É a vida!" (2010)

Classificação: 6/10 estrelas

Tenho a opinião deste filme há imenso tempo atrasada. O tempo tem sido escasso para consegui colocar tudo em dia.
É a vida foi um filme que passou num sábado à tarde na televisão e eu aproveitei para ver.

É um filme muito descontraído com um enredo pouco complexo e com alguns momentos de diversão. Aqui conhecemos a história de dois solteiros dedicados às suas profissões que, de um momento para o outro, se veem obrigados a cuidar da afilhada que têm em comum. 

É um comédia romântica ideal para aqueles dias em que queremos desligar do mundo e do stress, oferecendo-nos um pouco de diversão. 

domingo, 19 de novembro de 2017

Desafio musical | Dia 19 - Uma música que te faz pensar na vida

Yiruma
When the love falls

Opinião | "Morte súbita" de J. K. Rowling

Morte Súbita
Classificação: 2 Estrelas

Este foi o livro que demorei mais tempo a ler durante este ano (espero não repetir nova proeza de estender a leitura de um livro durante 3 semanas). Foi uma leitura bastante aborrecida e custou-me imenso ler. Só senti algum interesse nas últimas 150 páginas. Tendo em conta que é um livro com quase 500, estão a ver o grau de sofrimento. Devem-se estar a perguntar porque é que não desisti da leitura... E eu nem sei bem que resposta dar a essa pergunta. Talvez por estar com esperança que melhorasse, talvez porque é raro desistir de uma leitura, talvez por me ter interessado nas dinâmicas de um pequeno grupo de personagens (Krystal e Terri Weedon).

A premissa do livro e todo o enredo criado em volta da mesma não é desinteressante. Porém, a forma como a autora lhe decidiu dar corpo é que torna tudo demasiado aborrecido. Em primeiro lugar é um núcleo de personagens muito extenso; em segundo, esperar mais de 150 páginas pelo funeral de um homem e ler acerca de várias reações à sua morte até chegarmos ao funeral sem que na significativo aconteça no livro e de fazer trepar paredes; e, em terceiro, falta ação, faltam conflitos que nos façam ler de forma compulsiva. 

O título é um bocado desadequado. Sim, tudo começa com uma morte súbita e essa morte condicionará muito do que as personagens vivem, mas é a disputa por um lugar e as intrigas em torno da população de uma comunidade pequena que merecem destaque. Neste sentido, o título em inglês está muito mais adequado ao foco central da temática do livro.

A autora é muito conceituada junto daquelas que amam Harry Potter. Eu não faço parte desse grupo. Li o primeiro livro da série acerca de dois anos e foi não fiquei fã, mas reconheço-lhe a criatividade e o facto de escrever bem. Por isso, sendo este um livro para adultos esperei identificar-me mais com este enredo. 

Como escrevi mais atrás, as últimas 150 páginas são mais interessantes. As coisas começam a acontecer com outro ritmo, outra intensidade e preenchidas por momentos que nos deixam curiosas. Gostei bastante do final e da forma como o livro termina. Foi este final que salvou o livro de levar 1 estrela. Porém, não considero que o final tenha compensado todo o aborrecimento que se vive até chegar até ele.

O meu aviso para quem pretenda ler este livro é que não crie altas expetativas. Esperem por um livro que demora a desenvolver e em que as coisas acontecem de forma lenta e nem sempre com grande interesse ou impacto. Por vezes, tudo parece demasiado banal e isso gerou-me muito aborrecimento, frustração e sensação de que a história não tinha muito para me oferecer.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Desafio musical | Dia 16 - Uma música hit que seja favorita

Harry Styles
Sign of the times

Palavras Memoráveis


Ela é a luz. Antes, tu podes andar aos tropeções na escuridão, ou aguentares-te na obscuridade. Nem sabes que é a obscuridade, porque foi sempre assim. Mas depois ela é a luz, e tudo muda. Se a luz se apagar, ou se fores suficientemente estúpido para a apagares, fica muito mais escuro que antes.
Nora Roberts, Um mar de rosas

sábado, 11 de novembro de 2017

Desafio musical | Dia 11 - Uma música que nunca vou enjoar


Bernardo Sassetti
Noite

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Desafio]


Aqui fica a minha resposta (já muito atrasada) para o desafio preparado pela Denise, para o livro Uma boa mulher de Jill Alexander Essbaum.

A última carta

(ATENÇÃO! Este desafio pode conter spoilers para quem nunca leu o livro!)


E se Anna tivesse deixado escrita uma última carta, um bilhete, uma mensagem, um pedido de desculpas? A quem seria ela dirigida? O que estaria lá escrito?

Bruno, 
Nunca senti que pertencesse a algum lado, a alguém... Sempre senti que a minha mente vagueava por aí em busca de algo que nem eu consigo definir.
Pensei que ao vir para a Suiça e ao casar-me contigo iria chegar a esse lugar onde me encontrava e conseguiria reunir todos os fragmentos da minha personalidade. Não consegui!! Tudo me deixava insatisfeita, frustrada e me fazia sentir terrivelmente só. 
Só o sexo me dava prazer. A adrenalina do ato proibido, porque de ti não conseguia retirar esse prazer. 
Não te peço desculpa. Sei que errei, mas aquilo que aconteceu esta noite e a forma como me convidaste a abandonar a tua vida e a vida dos nossos filhos fez com que te vingasses de mim e fizesses com que um pedido de desculpas fosse como algo que se esfuma por entre a neblina. 
Estou cansada de estar aqui, estou arrependida pela forma como escolhi conduzir a minha vida. Mas nada fará apagar todas as minhas más atitudes e tu és demasiado cruel e calculista para me dares uma segunda oportunidade.
Chegou a altura de me juntar àquele que de verdade me despedaçou o coração e que me fez sentir qualquer coisa. Charles e a sua partida fez-me entender como é que a tristeza chega, se instala e se infiltra em cada célula do meu corpo e da minha mente. Nunca antes tinha experimentado uma dor e um desalento tão profundos. Vou ter com ele, pois sei que está à minha espera de braços abertos.
Um dia, também eu estarei do outro lado à tua espera para podermos acertar todas as nossas contas.

Anna

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Desafio musical | Dia 9 - Uma música que te faz feliz

Os Azeitonas
Nos desenhos animados (Nunca acaba mal)

Opinião | "Os meus poemas não rimam" de Ana Beatriz Cruz

Os Meus Poemas Não Rimam
Classificação: 3 Estrelas

Tenho um gosto particular por poesia. Gosto de ler os poemas em que as palavras se encaixam de forma perfeita para transmitir sentimentos, vivências, paixões ou simples pensamentos.
Em Os meus poemas não rimam, Ana Cruz apresenta-nos um conjunto de poemas muito intimistas. No fundo, encontramos "arranjos" de palavras que transmitem aquilo que Ana sente pelo Mundo em que vive e pelas pessoas que preenchem o seu mundo.

São poemas que deixam passar a sensibilidade e permitem que ela chegue até nós. 
É um livro que se lê muito facilmente. Os poemas não são complexos, porém fazem-nos pensar sobre a vida e sobre de que forma deveríamos olhas para as coisas. Para uma chuva que nos purifica e limpa a alma, para aquele amor bom que nasce de uma construção conjunta, para aquele momento presente que queremos congelar no tempo para absorver mais dele.

Espero que a autora continua a partilhar mais da sua poesia connosco e, quem sabe, aventurar-se pelo estilo narrativo, já que a autora "sem palavras não consegue viver".

Nota: Este livro foi-me disponibilizado pela autora em troca de uma opinião sincera. 

Palavras Memoráveis


Os amigos imaginários são como os livros. Somos criados, apreciados, marcados e dobrados, e depois somos guardados até voltarem a precisar de nós.
Katherine Applegate, Crenshaw: O grande gato imaginário

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Desafio musical | Dia 6 - Uma música que te faz dançar

A. Piazzolla
Libertango

Opinião | "Amor às claras" de Laura Kaye (Hearts in Darkness #2)

Amor às Claras (Hearts in Darkness, #2)
Classificação: 4 Estrelas

Depois de ter terminado o primeiro volume desta série fiquei com muita vontade de saber como é que a história de Makenna e Caden continuava. 
Mais uma vez, em poucas páginas, a autora consegue oferecer-nos uma história intensa, cheia de momentos importantes e que nos permitem conhecer um bocadinho melhor as personagens, em particular o modo como o lado obscuro de Caden funciona.

Eu gostei bastante do livro e da forma como tudo se desenrola. Respondeu-me a alguns aspetos que não tinham ficado tão bem esclarecidos no primeiro livro, nomeadamente no que diz respeito ao funcionamento emocional de Caden.

Makenna, por seu lado, mostrou ser uma jovem madura, responsável e segura de si. Só acho que no fim adiou demasiado uma atitude que devia ter tomado mais cedo. 

Foi uma leitura muito agradável e com uma história que me amarrou logo desde as primeiras páginas. Mais uma vez reforço a mestria da autora em ter criado uma história com um enredo simples, sem grandes reviravoltas na forma como os acontecimentos se iam sucedendo, mas que detém uma capacidade de me encantar e prender às personagens e a tudo aquilo que vai acontecendo.

Nota: Este livro foi-me disponibilizado pela editora em troca de uma opinião sincera.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Desafio musical | Dia 3 - Uma música que te lembre o verão

Daft Punk
Get Lucky



Divulgação | "Os meus poemas não rimam" de Ana Beatriz Cruz

Os Meus Poemas Não Rimam
Os meus poemas não rimam
Ana Beatriz Cruz
Chiado Editora | 108 páginas | 11.00€

Sobre o livro
“Os meus poemas não rimam” é um livro intimista que retrata vários estados de alma da autora e um pouco de todos nós.
Sentimentos e emoções fortes é o que se pode esperar de um livro onde a poesia não tem regra, onde os poemas não rimam.

“Se o tempo parasse,
eu pedia-lhe que parasse agora.
Agora que tenho tudo,
agora que és tudo,
que somos tudo.”

*****

Ler poesia é uma "viagem" diferente que exige um pouco mais da nossa sensibilidade. É fácil ler poesia, o mais difícil é conseguir ir mais além, mergulhar nas profundezas de sentimentos, emoções, estados de espírito... Um sem fim de possibilidades interpretativas.
Vamos ver como corre esta leitura.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Desafio Musical | Dia 1 - Uma música com uma cor no título


Trovante 
125 Azul

Divulgação | Christmas in the Books

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O grupo Leituras Partilhadas do Goodreads criou um desafio muito interessante para a época natalícia que se aproxima. 
Eu decidi participar. Tal como foi com o Bingo não sei como vai correr nem vou publicar nenhuma lista de livros. Vou lendo e vou encaixando nas categorias. 

As informações:
O "Christmas in the Books" vai decorrer de 1 de Novembro de 2017 a 7 de Janeiro de 2018.
Podemos utilizar a hashtag #Christmasinthebooks2017 para partilhar nas redes sociais.

Objetivo: Completar o máximo de categoria das 14 presentes na cidade natal.

Desta vez iremos criar alguns níveis de leitura.

NÍVEIS
Rena Trapalhona - 1 a 4 livros
Urso Polar - 5 a 9 livros
Duende Trabalhador - 10 a 14 livros
Eu vou tentar completar o último nível, Duende Trabalhador, mas sem pressão. 


CATEGORIAS
1| Árvore de Natal - A árvore de Natal é dos maiores símbolos natalícios presente na casa de pessoas de todo o mundo. Lê um livro sobre famílias.
2 | Boneco de Neve - Neve é sinal de inverno. Lê um livro que te lembre o inverno.
3 | Posto dos Correios - É neste local a que chegam milhões de cartas de crianças a pedir os seus presentes de natal. Lê um livro epistolar (um livro em forma de carta).
4 | Estação Meteorológica - O inverno é uma estação do ano tempestuosa. Lê um livro que sai da tua zona de conforto.
5 | Casa do Pai Natal - A nossa casa é a nossa zona de conforto, o nosso espaço. Lê um livro perfeito para um dia frio e chuvoso.
6 | Celeiro das Renas - As renas são animais que ajudam o Pai Natal a distribuir os presentes por esse mundo fora. Lê um livro que fale de uma viagem.
7 | Fábrica dos Brinquedos - É neste local que são feitos os brinquedos para as crianças. Lê um livro em que as crianças sejam o ponto principal da história.
8 | Casa dos Duendes - Os duendes são figuras mitológicas que ajudam o Pai Natal. Lê um livro que contenham algum elemento de fantasia.
9 | Biblioteca - Esta é a casa dos livros. Lê um livro sobre livros.
10 | Cozinha de Natal - É aqui se preparam as melhores iguarias e doces do Natal. Lê um livro que seja “doce” para ti.
11 | Armazém dos Presentes - Aqui estão guardados os presentes para serem oferecidos às crianças na noite de Natal. Lê um livro que te foi oferecido.
12 | Loja de Natal - No Natal gostamos de oferecer presentes aos nossos amigos. Lê um dos últimos livros que compraste.
13 | Praça central - Esta é a cidade Natal dos Livros. Lê um livro que se passe no Natal.
14 | Pai Natal - O Pai Natal é uma das figuras mais emblemáticas do Natal em todo o mundo. Lê uma biografia ou uma história de vida.


REGRAS:
- Apenas conta um livro por cada categoria;
-Os contos individuais não são contabilizados;
- Podem ser contabilizados ebooks e audiobooks;
- São contabilizados apenas 1 Mangá/BD/GN
- Desafio decorre de 1 de Novembro de 2017 e 7 de Janeiro de 2018;
- Objectivo: completar o máximo de categorias da Cidade Natal.


Link da Cidade de Natal Literária:
https://www.genial.ly/59e741fcf9edb70...