terça-feira, 31 de outubro de 2017

Outubro | Quem chegou?

Gosto muito do mês de Outubro. Gosto muito da chegada dos dias mais frios, apesar deste ano as coisas estarem ligeiramente trocadas. 
Este mês trouxe algumas coisas boas aqui à minha estante.

Ofertas Editoras
A Síndrome de Peter Pan          Amor às Claras (Hearts in Darkness, #2)
Da editora 4 Estações/ Castor de Papel recebi estes dois livros. Já os li e o primeiro já tem opinião aqui no blog. Para o livro Amor às claras publicarei a opinião nos próximos dias.
Desde já agradeço a amabilidade da editora em disponibilizar dois exemplares para "alimentar" o blog.

Troca
Anna e o Beijo Francês

Consegui este livro através de uma troca. Estou muito curiosa para o ler. Parece-me daqueles livros fofinhos.

Passatempo
Resultado de imagem para como não morrer de fome em Portugal

Este mês ainda houve tempo para ganhar um livro através de um passatempo. Não sei muito bem o que esperar deste livro, mas espero "matar" a minha curiosidade em breve.

Oferta autora

A autora Ana Beatriz Cruz teve a amabilidade de me disponibiliza o seu livro para divulgação e opinião aqui no blog. Muito obrigada.

Prendas de aniversário
Emocionario: Di lo que sientes      Resultado de imagem para revista zen pintura
Outubro é o mês do meu aniversário, então duas amigas muito queridas presentearam-me com dois livros especiais e diferentes. 

Divulgação | Desafio musical


Vi este desafio aqui e achei que poderia ser engraçado para animar este mês de novembro. 
Já há uns tempos fiz um (podem ver as minhas respostas aqui), mas este tem categorias diferentes e também já se passaram três anos. Com certeza que a minha visão musical será outra (ou não). 
É também uma forma de vocês conhecerem um pouco os meus gostos musicas. 
Gostaria de acompanhar as músicas com breves explicações, mas dada a minha falta de tempo serão colocadas apenas as músicas. 
Alguém se junta a mim?

sábado, 28 de outubro de 2017

Opinião | "Maresia e Fortuna" de Andreia Ferreira

Maresia e Fortuna
Classificação: 4 Estrelas

Há cerca de um ano atrás aceitei o convite da Andreia para ler este livro enquanto leitora-beta. Estive para não o fazer, mas entretanto as coisas alinharam-se e acabei por recebê-lo. Rever texto é um pouco diferente do que apenas ler. Impliquei com algumas coisas (ou não seria eu, a rainha das implicações e afins) e "trepei" paredes com as descrições de umas partes que compõem o livro (quando é algo que se relaciona com assuntos que, de alguma forma dominamos, torna-se mais complicado olhar para as coisas sem as nossas "lentes" habituais). 

A Andreia é daquelas escritoras com quem é fácil comunicar. Que ouve as sugestões, que as discute e que tem o bom senso de escolher aquelas que lhe fazem sentido enquanto a autora da obra (porque, por vezes, enquanto leitores-beta gostamos de navegar por mares um pouco estranhos e que em nada se aproximam daquilo que os autores pretendem). Por isso, foi muito bom desenvolver este trabalho.

Dado que não li a versão final, andava a dever a leitura e a opinião à Andreia há algum tempo. Maresia e fortuna é um livro que se distancia da temática abordada pela a autora em livros anteriores. Pessoalmente, gosto muito mais desta abordagem narrativa do que a dos soberbas, é apenas um gosto pessoal. Para além de gostar mais da temática, acho que a autora continua a crescer na forma como entrelaça as palavras e os acontecimentos. Sabe gerir melhor os segredos e o suspense, apresenta-nos personagens mais complexas e realistas e constrói um fio condutor credível e que entusiasma a leitura.

Quantos às personagens deste livro não esperem encontrar personagens típicas, ou que obedeçam a um estereótipo comum. São personagens humanas, com as suas qualidades e com os seus defeitos e isso acaba por dar um toque realista às mesma. Aquela que poderá suscitar maior controvérsia é a Júlia. Não é uma personagem fácil de se gostar. Tem uma personalidade particular, uma mente que, metaforicamente, é como um novelo de lã cheio de reviravoltas que é preciso ir desenrolando, pacientemente, de forma a podermos conhecer com alguma clareza a confusão em vive. Eu empatizei com ela. Conseguia colocar-me no lugar dela, apesar de não gostar dela. Vive demasiado egoísmo dentro dela e isso nem sempre é fácil de digerir. 
Eduardo é um adolescente descontraído, divertido e que é de fácil trato. A Vanessa, sobrinha de Júlia, é também uma miúda com quem é fácil simpatizar. É sensata e parece que reprime ali algum extroversão para não ferir a suscetibilidade da tia.
Consegui perceber o mundo obscuro do Simão, porém não consegui compreender a crueldade e estupidez do Luís (talvez seja daquelas pessoas em que a maldade já nasce agarrada ao coração). 
Adelaide é uma mulher simples e que tenta gerir a sua vida familiar da forma como consegue e que acha ser a mais correta. Quem somos nós para julgar as atitudes de uma mãe que acha que está a fazer o melhor que pode e sabe?

O que é que me impede de dar uma maior classificação a este livro? 
1) Penso que seria mais adequado ele ter sido narrado na primeira pessoa. Dado que o objetivo era dar-nos a conhecer a perspetiva das personagens, penso que a primeira pessoa funcionaria melhor.
2) Sinto que falta qualquer coisa à escrita, mas não consigo expressar por palavras esta sensação. É como se faltasse qualquer coisa que tornasse o livro mais emocional, mais expressivo e que criasse em mim aquela vontade de viver ali no meio das personagens.

Eu gostei bastante da forma como todo este enredo se encaixou naquela final. Houve alturas - na primeira leitura pois na segunda já sabia perfeitamente o que iria acontecer - em que pensava que era aquilo que iria acontecer, houve outras em que duvidei. É um final forte e intenso, que me deixou a pensar e a refletir sobre a forma como todas as personagens passariam a lidar com este desfecho. 
Dada a minha decisão de suspender temporariamente ou definitivamente as minhas leituras beta, se este for o último, considero que encerro a minha atividade de forma muito positiva e satisfatória.
Apostem no livro, e deixem de lado os preconceitos em relação aos autores portugueses. Por cá, faz-se tão bom ou melhor trabalho do que no estrangeiro. 

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Palavras Memoráveis


O sol cura tudo. Quando o sol aparece, toda a gente sorri. O mundo parece diferente. As pessoas desenrascam-se quando está sol, mas não quando está a chover. É o que o meu pai diz. Por isso é que ele já não mora cá. 
Kit de Waal, O meu nome é Leon

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Os motivos]


O verão passou, o outono chegou, e o nosso ritmo de envio diminuiu um pouco. Porém, um livro da minha estante já voou em direção à estante da Denise. Curiosos por ver o livro que foi escolhido para 
enviar?

Aqui está ele...

A Promessa (Belle #2)
A promessa
Lesley Pearse

Não é segredo para ninguém (claro, para aqueles que me vão acompanhando por aqui), que eu adoro Lesley Pearse. As histórias dela conseguem preencher-me como muitas não conseguem. É uma ligação especial que crio com as personagens e com os enredos que a autora cria.

Dado esta situação, achei que a Denise precisava de uma leitura inspiradora, cheia de recantos amorosos e lágrimas de sentimentos reprimidos. 
Quero que seja uma leitura emotiva, que me mexa com os sentidos da Denise e a deixe sem palavras perante tudo aquilo que vai encontrar neste livro.
No fundo, aquilo que motivou o envio deste livro é oferecer uma boa leitura, cheia de emoções e deixá-la a suspirar pelo Etiénne... E mais não posso dizer... É spoiler!!

Não se esqueças de passar pelo blog Quando se abre um livro para conhecer a reação da Denise. 

domingo, 22 de outubro de 2017

Opinião | "A síndrome de Peter Pan" de Eliana G. Pyhn

A Síndrome de Peter Pan
Classificação: 2 Estrelas

Estava com bastante curiosidade para ler este livro. Queria saber mais sobre esta síndrome e conhecê-la de forma mais minuciosa. 

Este livro encontra-se organizado em duas partes que vão alternando ao longo do livro. Temos a descrição da aproximação de um homem e de uma mulher através da internet e uma outra parte onde a autora vai explicando em que consiste a síndrome de Peter Pan e faz a ponte para a relação de Miguel e Virna. 

Gostei bastante de ler a parte em que era explicada a síndrome e o paralelismo que fazia com as personagens e os seus comportamentos. Era bastante informativa e elucidativa. Porém acho que havia uma tendência para idolatrar a Virna e denegrir a imagem de Miguel. Apesar de o Miguel ser apontado como o infantil e ser ele a "levar" com o rótulo da síndrome de Peter Pan, Virna também tem alguns comportamentos infantis e é um tanto ou quanto ingénua para embarcar num relacionamento à distância e tendo em conta as "condições" que Miguel lhe foi apresentando.

Na minha opinião, o livro e toda a narrativa em volta do mesmo ganharia outra dimensão se o relacionamento  não tivesse sido online. Isso seria uma mais valia pois teríamos acesso aos comportamentos em contexto real e permitir-nos-ia conhecer melhor a essência de Miguel e de Virna. 

É uma leitura leve e que, apesar de abordar um aspeto mais técnico não torna a leitura aborrecida. Acho que até poderá ser interessante para quem não é da área da psicologia pois, de uma forma simples, consegue passar algumas mensagens interessantes.

Nota: Este livro foi-me disponibilizado pela editora em troca de uma opinião sincera.

Leitura com o apoio de:

sábado, 21 de outubro de 2017

Divulgação | "Todos os caminhos" de Clara Pinto Correia


Todos os caminhos 
Clara Pinto Correia
4 Estações | 300 páginas | 15.21€

Sinopse
Estar sozinha na Califórnia podia ser uma tortura ou uma aventura, e eu sabia perfeitamente que isso só dependia de mim. Não era propriamente a Améria que podia apanhar-me de surpresa depois de lá ter vivido durante tantos anos que chegaram ao ponto de me darem marido e filhos. E muito menos os Americanos, que ainda por cima desta vez eram os mesmos que acabavam de reinstalar o Obama na Casa Branca, sendo que ainda por cima eu, agora, rumando como rumava ao Big Sur, estava perfeitamente consciente de que ia viver num dos sítios mais bonitos do Mundo, procurado incessamente como inspiração por comunidades de artistas que descobriram o sítio nas páginas magistrais e certeiras de Steinbeck, e deixaram na sua senda discípulos tão impressionantes como o Miller e o Kérouac. De qualquer maneira, metia-se pelo meio como autêntica novidade o efeito ambíguo de estar a ver Portugal de longe, e de assim em perspetiva eu começar a seguir a sequência de parvoíces que nos tinham deixado na penúria como se estivesse numa sala de cinema. Na dúvida, não me pus a extrapolar conclusões com ninguém. Nem comigo própria.

Este livro parece ser interessante no sentido em que nos dá a perspetiva de uma portuguesa emigrada na Califórnia.
Não sei o que estas páginas guardam, porém parece-me um livro interessante, com uma premissa capaz de interessar a pessoas portuguesas que estão, ou já estiveram, noutros países.
Espero que apostem nesta autora portuguesa e que gostem do seu livro.

Quem estiver por perto da Fnac Chiado pode ainda participar no lançamento desta obra que decorrerá no próximo dia 24 de Outubro pelas 19 horas.





quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Palavras Memoráveis


Por vezes, o sucesso de uma vida depende de pouca coisa: de um encontro, de uma decisão, de uma oportunidade, de um pormenor.
Guillaume Musso, Porque te amo

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Opinião | "Uma boa mulher" Jill Alexander Essbaum

Uma Boa Mulher
Classificação: 4 Estrelas

Deste vez decidi partir para a leitura deste livro completamente em branco. Assim que ele me chegou a casa, enviado pela Denise para o nosso projeto do empréstimo conjunto, foi diretamente para a mesinha de cabeceira e aguardou, pacientemente, a sua vez. Não li nada, nem sequer a sinopse. Não fazia ideia do assunto que era retratado no livro.

Uma boa mulher é um livro duro e emocionalmente muito depressivo. Aliás eu senti-me extremamente depressiva no fim desta leitura. Foi muito complicado acompanhar Anna no seu sofrimento silencioso. Acho que ela se sentiu uma mulher bastante vazia e isso passou para o lado de cá. O sexo, qual droga capaz de afagar o ego e camuflar os sentimentos de tristeza que brotam sem razão aparente, foi o escape dela. Não achei correto o comportamento dela, fez-me imensa confusão e, em algumas situações senti mesmo nojo dela. Porém, olhando de forma distante para a situação e pegando numa visão mais profissional consigo perceber o porquê. Se há pessoas que procuram na droga uma qualquer sensação de bem-estar, Anna encontrava-a no sexo essa sensação de bem-estar e de fuga à sua realidade.
Eu comecei a entrar mais profundamente na complexidade do ser de Anna após um acontecimento no livro que me chocou de uma maneira que nem consigo expressar por palavras. Foi muito duro ler aquela passagem.

Um outro aspeto que me atirou para a tristeza foi a forma como a Anna via a Suíça. Conhecer este país pelo olhar da Anna foi duro, triste e me deixou um pouco desiludida. Eu não conheço o país, mas muito daquilo que ouço por parte de pessoas que conheço e que lá vivem é ligeiramente diferente desta personagem. Sim, a Anna estava completamente deprimida e fora do seu "lar" emocional, mas custa imenso ler isto. Apesar de reconhecer veracidade me alguns aspetos (por exemplo: a extrema organização, o ser um país de trabalho, a rigidez das pessoas, dos lugares) sinto que ela nos pintou um quadro tão cinzento, que apenas me deixou triste. Até porque é um país que eu quero imenso conhecer.

Não consigo dar classificação máxima a este livro por dois aspetos: 1) as consultas de psicanálise pouco desenvolvidas; e 2) a necessidade de conhecer mais de Anna e mergulhar mais no seu íntimo. Estes dois aspetos acabam por estar relacionados. Se as consultas fossem mais desenvolvidas, provavelmente conseguiria saber mais de Anna, compreender melhor os fantasmas que assombravam os seus sentimentos.

Este livro tem um final épico. Dos melhores finais que já li. Aliás tive de ler duas vezes para ver se de facto tinha entendido bem.
É uma narrativa muito dura, emocionalmente pesada mas que é uma excelente mensagem de alerta para pessoas que vivem em estados depressivos e que recorrem a métodos complicados para lidar com a sua situação. Devem pedir ajuda, e o profissional deverá ser capaz de ter humildade suficiente para perceber quando já não consegue ajudar mais a pessoa. Anna não teve essa sorte. A psicanlista dela deveria tê-la reencaminhado para alguém com uma abordagem teórica diferente. Anna precisava de soluções e de uma mudança na sua vida e não o estava a conseguir com aquelas sessões.

Eu gostei do livro, apenas mexeu comigo de uma forma estranha. Deixou-me triste, depressiva, mas penso que isso poderá ser positivo. Afinal, o livro consegue passar algo para nós.


quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Palavras Memoráveis


Já por várias vezes pensou ter atingido o fundo, convencida de que não seria possível cair mais baixo.
Mas, em cada uma dessas ocasiões, isso revelou ser falso.
Porque o fundo é muito mais profundo do que que aquilo que supomos.
Guillaume Musso, Porque te amo

sábado, 7 de outubro de 2017

Divulgação | "Amor às claras" de Laura Kaye

Amor às claras
Laura Kaye
O castor de papel | 192 páginas | 13.40€

Sinopse
Assombrado por uma tragédia na infância e pela perda da família, ele nunca pensou a vir encontrar o amor que partilha agora com Makenna. Mas quanto mais se enamora, mais receia o caos que certamente ocorrerá se também a perder. Quando o encontro com a família dela não corre bem, Caden coloca a si mesmo a questão de Makenna merecer alguém melhor, mais forte e pura e simplesmente mais…normal.

Este é o segundo livro da série Hearts in Darkness. Assim que terminei o primeiro fiquei muito curiosa por saber como é que Makenna e Caden se iriam entender no futuro. 
Apesar das escassas páginas do primeiro livro, a autora, com a sua mestria, construiu uma narrativa envolvente e cativante. Fiquei presa a estes dois e estou muito curiosa por partir para a leitura deste livro. 
Vamos ver se a autora consegue cativar-me tal como aconteceu com o primeiro livro.
Desse lado, existe alguém com a mesma curiosidade do que eu?


Opinião | "Sangue-do-coração" de Juliet Marillier

Sangue-do-Coração
Classificação: 4 Estrelas

Eu tenho uma relação complicada com a fantasia. É um género que tenho alguma dificuldade em ler, porque nem sempre me identifico com o que os autores escrevem. Sendo eu uma pessoa muito racional as coisas ligadas ao que foge da realidade não se encaixam muito bem na minha mente. 
Apesar disso, os livro de Juliet Marillier conseguem ultrapassar a minha barreira racional e conseguem prender-me à leitura e a deixar-me encantada com as histórias e as personagens.

Sangue-do-coração é o quarto livro que leio da autora e apresenta-nos uma história inspirada na história da Bela e o Monstro (esta inspiração estava tão enraízada na minha mente que pensei que Anluan teria um final ligeiramente diferente). 
Eu gostei muito de me perder por estas páginas e conhecer todas as gerações que contribuíram para que Whistling Tor se tornasse num lugar mágico, peculiar e habitado por entidades tão diversas e com papéis tão distintos que, cada uma delas à sua maneira, oferece um toque especial ao desenvolvimento da narrativa. 

Caitrin é a personagem feminina principal e da qual gostei imenso (porém não consegue superar Sorcha nem Niamh da trilogia Sevenwaters - não há amor como o primeiro, está visto) e que carrega tanta coragem e determinação que se tornou uma verdadeira inspiração para mim. Gostei de ver a sensibilidade dela e a forma como essa mesma sensibilidade foi fundamental para chegar ao coração de cada um dos homens que habitavam as terras de Whistling Tor. 

Anluan é o nosso "mostro". Considero que é uma personagem muito interessante, que em cada passagem, me levava de volta ao monstro da Bela e o Monstro. Mas, Anluan é ainda melhor que o Monstro. O facto de termos acesso a mais informação sobre ele, à forma como cresceu e viveu até então isso deixou-me mais próxima dele e enchia-me de alegria sempre que sentia que o seu coração afastava o negro e deixava espaço para que a esperança e o amor se enraízassem.

Por fim, quero destacar Muirne. É uma antagonista brilhantemente encaixada na narrativa e que quase merecia um livro só dela. Cheguei ao fim a desejar conhecer de forma mais profunda esta mulher. Queria compreender melhor as suas motivações para toda a influência que ofereceu às diferentes passagens da narrativa.

Relativamente à parta fantasiosa da narrativa, esta centra-se em maldições, espíritos, magia negra... Da minha pouca experiência com livros do género, quando se trata de histórias que contém estes aspetos conjugados com boas personagens e uma ação interessante e cativante facilmente me deixo encantar com este género de livros.

Para quem é fã de fantasia, tenho a certeza de que este livro irá cumprir todos os requisitos destes leitores para uma boa leitura. Penso que chegarão ao fim com a sensação de terem entrado num universo paralelo, cheio de mistérios, segredos e rituais mágicos que são necessários desconstruir para conseguir que as trevas se afastem e deixem espaço para que o sol volte a brilhar no reino de Anluan.
Para quem não é fã de fantasia, libertem a mente e tente ver para além do mundo estranho que envolve as personagens. Encarem a maldição como algo exterior e que condiciona o funcionamento daquele território. É como muitas daquelas coisas que acontecem na nossa vida para as quais não temos uma explicação lógica ou racional. Whistling Tor é mesmo isso, um lugar onde o tempo ficou aprisionado na magia negra que recebeu e que apenas precisa deixar-se penetrar pela luz e bondade de alguém. O melhor é olharem para a narrativa como uma história povoada por pessoas comuns numa situação invulgar. Isto tudo para vos dizer que devem dar uma oportunidade ao livro.  

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Palavras Memoráveis


Quanto valia uma carta de amor? Aos olhos de Júbilo, muito. E nesse sentido ele, sim, estava disposto a esbanjar tudo o que guardava no seu íntimo, desde que pudesse manifestar o seu amor. E dizia-o com o coração nas mãos, não como um sacrifício. O amor, para ele, era uma força vital, a mais importante que já sentira ou experimentara. Só quando uma pessoa sentia o impulso do amor, se esquecia de si própria para pensar noutra e desejar chegar a ela, tocá-la, unir-se a ela. E para isso não era necessário ter dinheiro, bastava ter um desejo.

Laura Esquível, Tão veloz como o desejo

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Divulgação | "A síndrome de Peter Pan" de Eliana G. Pyhn


A síndrome de Peter Pan
Eliana G. Pyhn

Sinopse
O relacionamento apresentado neste livro mostra uma realidade que inúmeras mulheres enfrentam na vida quotidiana, tanto real como virtual, ao encontrarem parceiros portadores da Síndrome de Peter Pan. A história mostra as dificuldades vividas pelo homem Peter Pan e, também, pelas pessoas que se relacionam com ele. No desenrolar da trama, verá que este comportamento é muito mais comum do que se imagina, e provavelmente identificará alguém do seu convívio que possui o perfil do homem Peter Pan.
Se este comportamento trás sofrimento as pessoas diretamente envolvidas, muito maior é o dano quando estas atitudes se multiplicam e passam a dominar o comportamento de uma sociedade. E é, precisamente o que vivemos hoje, uma sociedade carente de adultos, de referências maduras e de verdadeiros líderes, mas, saturada de comportamento adolescente. Uma sociedade de Peter Pans vive à margem do mundo real, caminhando sem rumo e sem propósito, resultando na estagnação de toda uma geração.


Este livro parece trazer-nos uma temática bastante pertinente. Abordar a questão do online nas relações amorosas é algo extremamente atual e que se poderá ser importante para que as pessoas fiquem a conhecer melhor as situações que se podem gerar a partir daqui.

Espero encontrar um livro descontraído, com algum toque de psicologia pelo meio. 

Caso tenham interesse, o lançamento do livro será dia 12 de outubro, pelas 19 horas, na Livraria Bertrand Chiado.



Por detrás do blog | Eu própria

Para finalizar esta rubrica decidi responder a minha própria entrevista.
Antes de responder quero agradecer a todas as meninas que, muito gentilmente, perderam parte do seu dia para me darem o prazer de ler as suas respostas. Vou ter em conta as sugestões literárias e cinematográficas, assim como as coisas para o blog (Denise, os meus textos é que, talvez, terão de ficar para mais tarde). 

Ficam aqui as minhas respostas (vou adaptar uma pergunta).

O que é que te fascina no mundo dos livros?
São várias as coisas que me fascinam nos livros. Começo pela oportunidade de admirar a criatividade daqueles que, como escreveu a Catarina, têm a coragem de enfrentar um folha em branco e colocar em palavras tudo aquilo que habita no sub-mundo cerebral. Fascina-me a possibilidade de fugir à realidade, de esquecer os meus próprios problemas, as minhas frustrações... 
Gosto de me perder nos problemas das personagens e ponderar perspetivas e espremer as suas opções.
Ler é viajar, é sonhar, é entrar numa realidade paralela, é conquistas conhecimento e combater a ignorância.

Quando é que é mais difícil escrever uma opinião?
Para mim o mais complicado é escrever uma opinião de um livro que não teve grande impacto em mim. Sabem, aquele tipo de leituras mornas que só só serviram para nos entreter? Pois, esses são aqueles que me deixam sem vocabulário adequado para, de forma justa, expressar a minha experiência com aquela leitura. 
Gosto de escrever de livros que odiei, que me irritaram, que me fizeram revirar os olhos de insatisfação e de livros que levaram o frio do inverno ao meu coração e me fizeram sofrer. Adoro escrever sobre livros que fizeram com que o meu coração falhasse uma batida, que me deixaram a suspirar, que abriram o meu canal lacrimal deixando-no seco.
No fundo, é mais complicado escrever sobre livros que não tiveram impacto emocional, que não deixaram algum tipo de marca em mim, seja ela positiva ou negativa.

Enquanto bloguer o que é mais fácil/difícil nesta atividade?
Inspiração, criatividade e capacidade de cativar as pessoas. 
Nem sempre é fácil arranjar conteúdo interessante e diverso para o blog. Há muita coisa pela blogoesfera e impõem-se a necessidade de abordarmos os temas com um cunho pessoal e criativo. Isso nem sempre é fácil e consome grande parte do nosso esforço. 
Por fim, acho que é cada vez mais difícil cativar as pessoas para a palavras escrita. A imagem, o vídeo ganharam tamanha expressão que a palavra escrita começa a ser "chutada para canto". Os vídeos são de acesso mais fácil, pois é mais instantâneo e que exige menos esforço da nossa parte (é fácil estar a ver um vídeo ao mesmo tempo que fazemos outra coisa). 

O que achas que falta à comunidade da blogoesfera?
Aqui concordo com tudo o que as meninas que responderam a esta entrevista. Penso que deveria de haver mais solidariedade, mais projetos conjuntos e diversificados (ou seja não fazermos as coisas sempre com as mesmas pessoas) e mais partilha.

Onde procuras inspiração para o desenvolvimento do teu blog?
Praticamente tudo me inspira. Posso dizer que sou um bocado "idiota". Quando estou a fazer limpeza, quando estou a ler, quando estou a ouvir música, quando estou a caminhar, quando estou a tratar do meu cão, enquanto navego pelo internet... tudo é motivo para pensar, inventar, desconstruir e construir. Muitas vezes tenho dificuldade em desligar o botão. Atenção, tudo piora quando tenho muitas coisas a exigirem a minha imaginação e criatividade. 
Por exemplo, hoje, enquanto fazia limpezas, conseguir criar um guião para um workshop que preciso de fazer daqui a duas semanas. Neste guião, e como se não bastasse, tive um ideia que vai implicar um maior trabalho da minha parte, uma vez que vou construir atividades de raiz. A parte engraçada da coisa... Isto trouxe-me algumas ideias para o blog... E agora operacionalizar tudo?

Um livro especial para ti
Realmente esta é uma pergunta ingrata para qualquer livrólico. Escolher apenas um livro especial é uma tortura. Mas temos de ser capazes de sintetizar informação e sermos objetivos. De entre os vários livros especiais, aquele que me vem imediatamente agora à memória é O ladrão de sombras de Marc Levy. É um livro especial pela mensagem que ele nos oferece. 

Uma música que te toque de forma especial
Esta pergunta é um bocadinho como a primeira. Também é complicado escolher apenas uma música, porque tenho várias. 
Mas vou colocar aqui uma que me faz arrepiar assim que os primeiros acordes "choram" ao sair do vibrar das cordas de uma guitarra portuguesa.

Coimbra fica-nos no sangue, consome-nos o coração de saudade e, muitas vezes, atira-nos para um poço de melancolia que faz emergir todo um conjunto de recordações intensas. Já deixei Coimbra para trás há alguns anos, mas ficou lá um pedaço meu e outro da cidade veio e vive comigo. Esta música em especial mexe muito comigo. Ao ouvi-la e como se estivesse, novamente, a percorrer aquelas ruas. A subir o quebra costas enquanto nos queixávamos dos trabalhos, a correr para apanhar o elevador que me trazia ao mercado, a descer as monumentais para um almoço na cantina, os jantares que antecediam as noites de serenata, as serenatas, os jantares até de madrugada numa casa que respirava boa disposição, o Mondego que me me recebia todas as manhãs...
Coimbra, como diz uma música, é o passar de tempo que não passa, num passar de tempo que não volta.

Um filme inesquecível
Notting Hill, um filme que me traz boas recordações de um tempo onde os problemas eram tão pequenos.

O que é que gostarias de fazer pelo meu blog?
Sou uma pessoa insatisfeita com tudo. Portanto gostava de ter um aspeto mais bonito (mas não tenho grande jeito para a edição), gostava de trazer conteúdos mais apelativos para o blog, gostava de ter tempo para colocar as minhas idiotices em prática. 

Que livro eu devia mesmo ler?
Qualquer um de José Saramago. É uma vergonha não conhecer o trabalho de alguém que nos deu um dos grandes prémios da literatura. 

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Divulgação | "Manual de um homicídio" de Gonçalo JN Dias


Manual de um homicídio
Gonçalo JN Dias

Sinopse
Marina, uma mulher de 38 anos com um relacionamento desgastado, apaixona-se por um colega de trabalho, casado e com um filho. Os dois têm uma relação tórrida. Um deles comete um assassinato. 
Oscar, um polícia de homicídios, é encarregue do caso. É um homem dedicado ao seu trabalho e à sua família, que goza e brinca com as típicas series policiais norte-americanas

Ficaram interessados(as) em conhecer este livro?
O autor tem boas notícias para vocês...

Até dia 5 de novembro podem tentar a vossa sorte através de um giveaway no Goodreads

Porém as surpresas não ficam por aqui. Entre os dias 12 e 16 de outubro, o livro estará disponível de forma gratuita, em qualquer formato digital, tanto na Amazon como no blog do autor.

Não percam a oportunidade de conhecer mais um autor português.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Por detrás do blog | My Excerpts


O blog My excerpts é uma descoberta recente. Conheci este blog através do projeto A cultura mora aqui. Ainda não conheço muito acerca da menina que dinamiza este blog, nem do blog em si (infelizmente ainda não consegui ter tempo para explorar mais a fundo aquilo que a Catarina vai partilhando connosco).
Não se esqueçam de passar neste blog, para isso basta clicarem aqui
Catarina, muito obrigada pela tua participação nesta minha iniciativa. 

O que é que te fascina no mundo dos livros?
A variedade de histórias possíveis saídas apenas da imaginação de alguém que se acha suficientemente corajoso para pegar numa caneta e enfrentar uma folha em branco. Essa folha é o portal para um mundo diferente. Um mundo só nosso e que pode ser construído à NOSSA medida! Melhor do que poder criar um mundo, é ainda ter acesso a milhões de diferentes mundos, criados por alguém que teve a necessidade de se expor e de ser corajoso! Além disso, cada um desses mundos é incomparável com qualquer outro pois representa uma única perspetiva sobre a vida e um único olhar sobre as coisas, uma única paixão que, seja ela qual for, quando é transportada para o papel nos faz sonhar e nos cola àquele livro como se mais nada no mundo existisse! 
(Também admiro essa coragem irreverente de enfrentar um folha em branco).

Quando é que é mais difícil escrever uma opinião?
É difícil dar uma opinião quando tememos ser contrários ao que muitos pensam, quando tememos ser a "ovelha negra". É difícil dizer que não gostamos de grandes clássicos ou de filmes que foram sagrados vencedores pela Academia em fevereiro. É difícil quando temos de nos expor e somos confrontados com uma enorme variedade de opiniões diferentes da nossa. Mais difícil se torna, quando não temos certezas. Quando estamos inseguros do que dizemos porque qualquer razão; quer seja porque deveríamos ter tomado mais atenção às entrelinhas do clássico ou porque deveríamos ter revisto o tal filme. Fora estas situações, opinar é fácil! Às vezes demasiado. Mas dar uma opinião é algo crucial na nossa sociedade e eu espero, verdadeiramente, que o mundo não se deixe reprimir e nunca cale a sua voz!
(Sabes, Catarina, acho que o mais difícil é dar uma opinião fundamentada. Como dizes é difícil opinar sobre algo que é considerado o supra sumo dentro de alguma categoria, mas se o fundamentar-mos, talvez as pessoas consigam compreender a nossa visão. Infelizmente, o que se vem assistindo é o gostar ou não gostar só porque sim... As pessoas não se dão ao trabalho de ler sobre as coisas, de informarem para depois construírem uma opinião concisa.)

Enquanto bloguer o que é mais fácil/difícil nesta atividade?
Esta é uma pergunta com rasteira, eu diria. Talvez tudo no mundo do meu blogue seja difícil. Desde as escolhas dos temas, passando pela frequência com que queria publicar comparada com aquela que verdadeiramente publico e chegando ainda ao design que tento que seja sempre novo e atrativo! Torna-se também por vezes um pouco frustrante (que palavra feia! desculpem; talvez triste seja uma melhor opção) quando não vejo frutos no esforço que faço. Quando não vejo novos seguidores, não vejo comentários... Claro que exagerei quando disse que era tudo difícil. Há textos fáceis de escrever! Há coisas que não são sequer pensadas mas apenas escritas com o coração e essas sim, são fáceis. O meu coração liga diretamente às minhas mãos e as palavras saem de uma forma tão rápida e correta que nem tenho de pensar muito sobre o assunto! Esses são os textos que resultam! Mas para isso são precisos aqueles a que chamo "momentos de criatividade" e esses são mais raros do que possa parecer. O que torna as coisas um pouco complicadas. Mas, acima de tudo, é uma coisa que me apaixona! Porque posso aliviar a alma por ficar tudo exposto no "papel", por não sufocar com sentimentos e quem sabe, por alguém gostar e se identificar...

O que achas que falta à comunidade da blogoesfera?
Na minha opinião, falta movimento! Falta cultura! Falta humor! Faltam assuntos. Em Portugal os blogues são muito "mais do mesmo" (contra mim mesma falo) e isso faz com que as pessoas abandonem a plataforma, focando-se noutro tipo de entretenimento. Não estou neste "mundo" há muito tempo e, como referi, infelizmente, não estou muito presente. No entanto acho que falta aquele diálogo entre quem escreve e quem lê, aquela cumplicidade, o carinho, o entrar dentro do mundo da outra pessoa e perceber isso mesmo, que entrou, que se trata de um local "sagrado" e íntimo. Afinal não é isso que o blogue nos pode trazer e os livros não?

Onde procuras inspiração para o desenvolvimento do teu blog?
Outra pergunta com rasteira. Muitas vezes já respondi a esta questão, ou a algumas semelhantes a esta. Como já apontei algumas vezes durante esta entrevista, o blogue é para mim uma coisa muito pessoal, onde falo muito sobre o que sinto, sobre os locais que visito, os livros que leiam e outras coisas da minha vida que acho suficientemente importantes para que sejam partilhadas. Desta forma, a minha inspiração vem essencialmente de dentro de mim, mas também de tudo o que me rodeia e de tudo o que convivo no dia a dia. Evidentemente que, como disse, os temas nem sempre surgem assim vindos do coração e pronto! por isso há também que consultar outros blogues, tirar algumas ideias de assuntos e por vezes até de design. Afinal, a blogoesfera está cá para ir evoluindo em conjunto, não é?

Um livro especial para ti
Sem dúvida que "À Procura de Alaska", John Green é um dos meus livros preferidos de todos os tempos! Talvez por ter estado lá quando eu precisei e por me ter feito sentir todo o tipo de emoções, desde o mais profundo sofrimento, à gargalhada geral, passando por um mar de paixão e carinho que encontro nas palavras deste escritor.

Uma música que te toque de forma especial
Toda a música me é bastante especial. Mas sem dúvida que se tivesse de escolher uma só música para me descrever seria Incomplete - James Bay.


Um filme inesquecível
"A Rapariga Dinamarquesa" é um dos melhores que já vi!
(Quero muito ver, mas gostava de ler o livro primeiro)

O que é que gostarias de ver mais no meu blog?Adoro as tuas opiniões/experiências literárias! Continua!

Que livro eu devia mesmo ler?
Uma vez que decidiste enveredar pelos clássicos, sem dúvida que devias dedicar um "tempinho" ao "Monte dos Vendavais", Emily Brontë. 
E ... se um dia te quiseres dedicar a explorar e dar uma oportunidade a autores novos e desconhecidos, sugiro que comeces com "Luísa", Catarina Vieira da Silva.
(Já li "O Monte dos vendavais" antes de criar o blog. Devia estar no meu último ano de faculdade e foi uma amiga do curso que me emprestou. 
Quanto ao "Luísa" não conhecia. É teu não é? Onde é que ele está publicado?)