domingo, 28 de maio de 2017

Por detrás da tela | "Cegonhas" (2016)


Classificação: 6/10 Estrelas

Eu adoro filmes de animação. Vejo-os com um enorme gosto, porque acho que podem ser uma forma de passar mensagens importantes de forma muito apelativa e dinâmica. Assim, quando me deparo com a visualização destes filmes gosto de aliar o meu lado de telespetador comum com o meu lado de psicóloga clínica (bem... acho que são indissociáveis em quase tudo, apesar de, muitas vezes, procurar deixar a psicologia fora de portas).

Para mim, Cegonhas é um filme pobre em termos de desenvolvimento do conteúdo. Faltou alguma emoção e entusiasmo. É difícil explicar, mas aquilo que me ficou foi que senti pouca empatia com tudo aquilo que compunha o filme.

Há duas coisas positivas que destaco no filme: 1) A forma como abordaram a relação entre pais e filhos, nomeadamente a necessidade e importância dos pais brincarem com os filhos e gastarem tempo de qualidade com eles; e 2) a diversidade de formas de família que aparecem no final.

Apesar da minha fraca empatia com o filme, penso que é um filme que cumpre o seu propósito de entreter, que tem algumas partes divertidas e que é ótimo para os pais assistirem em conjunto com os filhos e passarem com eles tempo de qualidade.




quinta-feira, 25 de maio de 2017

Palavras Memoráveis



Há pessoas que não abraçam senão sombras, essas têm somente a sombra da felicidade.
William Shakespeare

domingo, 21 de maio de 2017

Por detrás do autor | Vanessa Santos

Há muito tempo que não fazia uma entrevista aqui para o blog. Em jeito de agradecimento pela oferta do livro convidei a autora Vanessa Santos para uma pequena entrevista.
Ela aceitou  o convite e, muito amavelmente respondeu a algumas perguntas que lhe enviei.

Vanessa Santos
É natural de uma das freguesias mais antigas da cidade de Leiria, Cortes. Ao longo dos anos, foi descobrindo o gosto pela leitura, tendo concluído, que o seu gosto e género literário pende, essencialmente, para o thriller, terror, ficção científica e, principalmente, histórias de crime e mistério, sendo por isso, leitora de nomes como Agatha Christie e Stephen King.

A autora de “Mors Tua, Vita Mea – A tua morte, a minha vida”, é finalista da Licenciatura em Direito, em Coimbra, e no mesmo ano em que se torna finalista lança o seu blogue intitulado Livros de Vidro.

A transição de ano de 2014 para 2015 culminou com a edição da sua primeira experiência no mundo da escrita com um texto que teimava em ficar apenas no fundo de uma gaveta, mas que se espera não ser o último a sair de lá. (texto retirado daqui).


Em que medida o teu mundo pessoal se cruza com o teu mundo de escritora? O que é que os afasta e o que é que os aproxima?
Gosto de ler e a escrita apareceu quase por acaso. Ou foi mesmo um acaso. Uma experiência, nunca tinha pensado em escrever um livro até ao dia em que comecei. Fui escrevendo até acabar. Se se disser que os dois mundos se cruzam será na medida em que o mundo de escritora se tornou uma experiência, uma vivência do mundo pessoal.


 Na tua apresentação pessoal consta que tens um maior interesse por um género de livros em que o crime e o mistério andam de mãos dadas. O que é que te fascina neste género de livros? O que é que achas que este género de livros deverá ter para torna-los interessantes e memoráveis aos teus olhos?
O mundo do crime fascina-me além da literatura. É um mundo que a nível profissional também me diz algo e é uma das áreas em que mais gosto de trabalhar. Claro que ao lê-lo nos momentos de lazer, em livros de literatura de “entretenimento”, gosto que seja uma trama bem pensada, construída com suspense e sem que os finais sejam “mais do mesmo”. Quando leio autores “profissionais” exijo isso, pois já contam com muita experiência e uma equipa a acompanhá-los. Quando deles me chega o mínimo, penso que é defraudar o leitor.
Aos meus olhos terão de ter aquilo que nenhum outro teve, uma história nova, um método novo, um cenário diferente. Às vezes bastam pequenos pormenores para fazer a diferença, mas considero que só escritores já calejados lá chegam. Embora haja boas surpresas em “novatos”.


Mors tua, vita mea: a tua morte, a minha vida é o teu livro de estreia. Podes partilhar connosco como foi todo o processo de criação deste livro? Quais foram as tuas fontes de inspiração para o enredo e as personagens?
A inspiração foi do mais corriqueiro que se pode imaginar. Foi a vida do dia-a-dia, claro que com alguma ficção à mistura. Como bem disseste, foi o livro de estreia, escrito há mais de três anos, foi sendo escrito ao longo de outros três. Foi um processo inteiramente amador, sem qualquer experiência. E isso nota-se no resultado final. Mas durante esse tempo via pequenas coisas à minha volta que iam ajudando a construir a história, há personagens inspiradas em pessoas reais, os locais existem, só a “Biblioteca” está ligeiramente, muito diferente vá, da original. Não sendo um livro de fantasia, permitiu que agarrasse no mundo real.


O que é que foi mais fácil na escrita deste livro? E o mais difícil?
O mais fácil foi escrever. O difícil veio depois, quando começamos a perceber que deveríamos ter calma antes de partir para uma edição definitiva.


Farias alguma coisa de diferente com este teu primeiro livro? O que é que farias?
Faria. Para já o cuidado depois da escrita seria outro. Ninguém que esteja a escrever um livro está, ou tem de estar, preocupado com os erros, as gralhas, a estrutura, etc. Quem já o fez sabe isso. E bastará conversa com autores já imensamente publicados para perceber isso. 
Esse trabalho deveria ser feito depois. Mas surge o problema de nós já conhecermos o nosso texto, então, se o formos ler os erros estão lá mas nem os vemos, e isso acontece até com trabalhos de escola/faculdade. 
Penso que é fulcral o bom acompanhamento das editoras. É fundamental ter calma na escolha das mesmas. Não cair logo na primeira que aparece e conseguir-se ter o distanciamento necessário para parar, esperar e voltar a ler o texto. Sentar-nos a lê-lo e sabermos criticá-lo. 
Toda esta fase me falhou. Deveria ter tido calma, parado, ter avaliado várias alternativas. O desconhecimento do mundo editorial também dificultou na altura, penso que acreditamos no que nos dizem quando desconhecemos. 
Como se costuma dizer: “se soubesse o que sei hoje…”. Mas foi essencial para aprender e ganhar ferramentas.


Tendo em conta o que farias diferente, que aspetos te fazem olhar para o teu trabalho de uma maneira diferente? Que aprendizagens tens feito que te permitam olhar com mais clareza para as coisas e tomar consciência daquilo que preferias fazer diferente?
Como disse, a parte da leitura final, é essencial. O aplacar a ansiedade com que ficamos após terminar também. 
Claro que hoje escrevo e penso de maneira diferente da altura em que terminei o livro, o que também altera as coisas. 
Mas aprendi que escrever um livro não é fácil. E os trâmites seguintes também não.


Lançaste-te num projeto de administração de um blog, o Livros de vidro, como é que nasce essa ideia?
A ideia nasceu após escrever o livro e antes de o editar. Como disse, gosto de ler, e num dia mais aborrecido em que não tinha um livro para ler e tinha o computador à frente acabei por dar vida ao blogue. Basicamente o blogue nasceu do gosto pela leitura e de um momento de “seca”.


Como tem sido a experiência de teres um blog literário? Tem-te ajudado em alguma coisa? Em quê?
Tem sido boa. Tem-me permitido conhecer muitos autores portugueses. Tem-me mostrado as várias editoras do país e tenho, assim, acompanhado o seu trabalho. Vejo que há muitas em que o trabalho de acompanhamento aos autores é fraco, o que prejudica os livros. 
Há trabalhos bons, mas mal conduzidos e há outros maus, mas que ainda assim foram editados. 
No fundo isso mostra o carácter económico que tem sido dado à literatura. Se sou crítica com o meu livro e lhe reconheço falhas, devo dizer que tenho encontrado coisas muito graves noutros textos. 
Se por um lado, lamento por todos os que não soubemos ter calma e não fomos devidamente conduzidos, por outro, assusta-me que haja a pouca honestidade de se publicar qualquer coisa sem alertar os autores para aquilo que têm em mãos. 
Não custa nada, ou talvez custe, dar uma opinião sincera, mesmo que negativa. E aí sim, de plena consciência, decidiria o autor se ainda assim queria avançar. 
Se me tivessem alertado, chamado a atenção, teria esperado. Feito a tal pausa. Tido calma. 
Mas não são só coisas negativas. Felizmente muitas foram as pessoas que gostaram do texto e que se abstraíram dos referidos erros e falhas e solicitaram uma continuação. Que a existir já terá todo um tratamento diferente do primeiro livro. 
Sabemos todos que nunca agradaremos a toda a gente, há público para todo o género de conteúdos.


Enquanto escritora o que pensas fazer no futuro? Há ideias na gaveta? Estás com vontade de as desenvolver?
Há algumas, mas neste momento estão em pausa. Profissionalmente estou numa fase exigente e estou focada. Só no verão volto a pensar na escrita. 
Estou com vontade de voltar a tentar, não podemos desistir. E como já havia dito, foram poucas as reacções negativas e muitas as positivas. O que vai dando força. Nunca se sabe quando somos o próximo Nobel da literatura. (risos) Nenhum grande autor ficou grandemente conhecido logo à primeira tentativa. É preciso limar arestas e partir pedra.


Como e quando lhe pretendes dar forma?
Ainda não sei bem.


Porque é que as pessoas devem ler o teu livro?
Quem estiver à procura de um livro descontraído pode lê-lo. Quem quiser um clássico profundo e filosófico não deverá lê-lo. É um livro simples, que se lê rápido. Não exige muito dos leitores. A não ser o exercício de se tentar abstrair das falhas ;)

Vanessa, muito obrigada pela disponibilidade e atenção. 
Votos de muito sucesso profissional, literário e pessoal. 

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Opinião | "Mais não, papá" de Maria Landon

Classificação: 3 Estrelas

Dentro dos livros de não ficção gosto muito de livros que abordem infâncias difíceis conjugadas com momentos de superação. Dado este meu gosto é um facto que já li imensos livros dentro do género e onde destaco as autoras Torey Hayden e Cathy Glass. São duas pessoas com uma mestria em termos de escrita e narração dos acontecimento e onde conseguem imprimir um toque muito próprio especial, deixando passar uma enorme sensibilidade.
Trouxe este livro da biblioteca na esperança de encontrar mais alguém capaz de me provocar as mesmas emoções das autoras que referi anteriormente. 

Maria conta-nos a sua estória de vida muito, muito difícil. É uma narrativa muito dura e repugnante, porém a forma como a autora a conta nem sempre é a mais clara. Penso que lhe falta uma certa coerência temporal para que tudo ficasse mais claro na minha cabeça ao longo da leitura.

Também espera mais do final, Penso que ainda ficaram muitas coisas para contar.Também penso que os leitores mereciam saber mais sobre como conseguiu dar a volta a tudo aquilo que a assombrou durante muito tempo, de como ficou a relação com a mãe e com os irmãos.

À medida que ia lendo, cada vez mais ia ficando aborrecida com o desempenho dos serviços sociais no caso. Por aquilo que a Maria contou, existiram muitas coisas que ficaram por fazer, houve muita negligência e desinteresse. É certo que na época em que tudo ocorreu não havia uma preocupação tão acentuada com a infância como o que acontece na atualidade. Mesmo assim penso que algumas opções tomadas não foram as melhores.

É um livro em que Maria nos mostra o lado mais negro da sua infância e adolescência e no quanto daquilo que viveu deixou marcas na sua vida, na forma como ela se relacionada com os outros e na forma como ela própria olha para si. Tudo deixou cicatrizes na sua auto-estima e no seu autoconceito. 

Para quem gosta de ler sobre estórias de superação e onde a infância está longe de ser aquele lugar encantado, cor-de-rosa e cheio de sonhos, este livro poderá ser uma boa aposta.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Palavras Memoráveis


A vida não nos dá o que esperamos dela. Aceitamos, pois, o que se nos oferece e regozijemo-nos pelo facto de não ser pior. 

Margaret Mitchell, E tudo o vento levou - volume 2

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Top 5 Wednesday | Leituras de Verão

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Esta semana, o Top 5 convida-nos a escolher um conjunto de cinco leituras ideias para os dias quentes de verão que estão quase, quase aí a chegar. 

Aqui fica a minha lista:
Sozinhos na Ilha Confesso O Ladrão de Sombras A Rapariga no Comboio Para Sir Phillip, Com Amor (Bridgertons, #5)

Procurei criar um lista com alguma variedade. É claro que cada pessoa tem os seus gostos e preferências. 
Eu não costumo ler de acordo com a estação do ano. Não tenho qualquer problema em ler um clássico ou um histórico no tempo mais quente. Porém, há dias em que o calor é tanto que precisamos de um livro que exige menos de nós. 

Este conjunto de livros reúne um conjunto diversificado de temáticas. O romance e as paisagens idílicas de uma ilha perdida fazem-nos viajar por lugares mais quentes. E, assim aterramos em Sozinhos na ilha um romance que se mistura com uma luta pela sobrevivência. Mas como, às vezes, precisamos de um toque de drama para apimentar as leituras, o livro Confesso tem a dose de drama aliada a um amor preenchido de boas emoções capaz de nos fazer suspirar nas noites quentes de verão. Contudo há aquelas pessoas que gostam de um toque de magia e de inocência no amor. Então nada melhor que descobrirmos O ladrão de sombras e conhecer um menino especial que toca o coração com a sua sensibilidade e forma especial de olhar para o amor nas suas mais diversas expressões. Mas nem todo o amor é idílico... Em algumas situações os fantasmas, sombras passadas mal resolvidas, esqueletos assassinos e doentios pairam sobre o amor. Então o melhor é perdermo-nos nas páginas de um livro A rapariga do comboio para que possamos ler algo mais obscuro ao longo daqueles dias mais quentes. Acima de tudo, verão é sinónimo de calor, de alegria e boa disposição, por isso não pode faltar um livro capaz de nos arrancar algumas gargalhadas e nos divertir ao longo de um dia cheio de luz. Para isso, Julia Quinn tem uma série maravilhosa e da qual seleciono o último livro que li Para Sir Phillip com amor

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Por detrás da tela | "Marley e eu" (2008)

Classificação: 9 /10 Estrelas

Marley e eu é um excelente filme para quem, como eu, gosta de animais e de ver a influência deles na nossa vida.
Até há uns dias atrás nunca tinha conseguido ver o filme até ao fim. Nunca li o livro mas, como por diversas vezes tinha começado a ver o filme, queria vê-lo até ao fim.
É um filme divertido, cheio de ternura e onde os sentimentos e emoções próprias são colocadas à prova.

É um daqueles filmes para rever em diferentes alturas da vida e que nos pode deixar com sensações bem diferentes. Para mim, foi muito fácil sentir empatia pelas personagens, quer nos momentos mais felizes, quer naqueles em que o dramatismo ganhava força e tirava algum colorido a um filme cheio de diversão.

Há muito tempo que um filme não levava às lágrimas. Fiquei mesmo muito sensibilizada com aquele final.
Um filme para rever ao longo da vida. Acho que a forma como todo ele é construído não cansa o público e as interpretações estão todas muito, muito boas. 
Vejam o filme! Tenho a certeza de que passarão bons momentos. Agora hei-de ler o livro.

sábado, 13 de maio de 2017

Opinião | "Tempo de dizer adeus" de S. D. Robertson

Tempo de dizer adeus
Classificação: 4 Estrelas

Fiquei apaixonada por este livro assim que vi a capa. Acho que está visualmente muito bonita e com um conjugação de cores bastante apelativa.
Esta paixão pelo exterior passou imediatamente para o interior. Tempo de dizer adeus é um livro com um narrativa doce, emotiva que toca cada parte de um coração mais sensível.

Will é a personagem central desta estória. Um homem que se vê obrigado a quebrar a promessa que fez à sua filha. Fiquei muito sensibilizada na forma desesperada com que este homem ama a filha e que transparece em cada ação que vai tomando, em cada gesto desesperado, em cada diálogo que vai estabelecendo. 
Também achei muito interessante a forma como vamos conhecendo a família do Will e as relações que se estabelecem entre eles. Uma das minhas grandes surpresas está relacionada com o pai do Will. Não esperava tal revelação. Foi um ponto muito positivo do livro porque o autor conseguiu surpreender-me. Não imaginava que tal coisa acontecesse e até queria mais desenvolvimentos. Não foi um aspeto explorado exaustivamente e compreendo perfeitamente a escolha do autor, eu é que fiquei curiosa.

Além de me ter surpreendido com o pai do Will, uma outra surpresa surgiu logo nas primeiras páginas. Eu tinha lido a sinopse, mas não esperava encontrar o que encontrei. Penso que foi uma ideia algo original do autor e que surpreende todos aqueles que conhecem pouco acerca do livro.

Ella, a filha do Will tem, também um papel importante nesta estória. É uma criança amorosa e com muita maturidade para a sua idade. Do alto dos seus seis anos mostra que é feita de uma fibra especial  e deixou-me a desejar o melhor para ela. 

A forma como autor decide terminar esta narrativa é, também, inesperada. Mais uma vez consegui compreender a sua escolha e aceitei, porém acho que tudo soa um bocadinho estranho. A escolha final do Will  interfere com alguns acontecimentos do livro. Assim, há um conjunto de situações que ficamos sem saber se mudam ou não. 

É um livro com uma estória tocante, de leitura bastante prazerosa e capaz de responder à exigências dos leitores que se sentem bem a ler livros deste género.

Nota: Este livro foi-me cedido pela editora em troca de uma opinião honesta.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Os motivos]


Depois da leitura alucinante do livro que a Denise me enviou, 9 de novembro de Colleen Hoover, chegou a minha vez de lhe enviar um novo livro.
O meu estado de espírito não tem sido dos mais animados ultimamente o que me estava a deixar indecisa quanto ao livro que lhe havia de enviar.

Em conversa, decidimos fazer algo diferente. A Denise dava-me duas características e eu teria de escolher um livro que encaixasse nelas. 

Sendo assim, ela pediu-me um livro que:
  • Não fosse policial
  • Ter até 350 páginas
Estas características foram ótimas para "balizar" a minha escolha, já que não havia assim tanto por onde escolher na minha estante. 
Depois de olhar peguei naquele que achava que iria deixar a Denise satisfeita e que estava na sua lista de leitura. Eis a minha escolha:

A Sombra de um Passado
A sombra de um passado
Carina Rosa

Espero que a Denise goste do livro e da sua estória. É um livro pelo qual tenho um carinho especial, pois foi o primeiro que betei para a autora.
Não deixem de visitar o blog Quando se abre um livro para conhecer a reação da Denise a este livro.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Por detrás da tela | "Enquanto dormias" (1995)

Resultado de imagem para enquanto dormias
Classificações: 8/10 estrelas

Enquanto dormias é um filme protagonizado pela Sandra Bullock (Lucy) e por Bill Pullman (Jack). Lucy é uma mulher muito solitária que gosta de dar asas à sua imaginação e acaba por desenvolver um amor platónico por um dos passageiros do metro, onde ela vende bilhetes. 

O filme é todo um conjunto de peripécias engraçadas que proporcionam bons momentos de descontração. Foi ótimo para desligar de coisa mais pesadas, do stress que se tem vindo a acumular. O tom divertido que vai acompanhando todas as cenas ajuda a criar estes sentimentos em nós.

Eu gosto muito da atriz Sandra Bullock. Acho que ela se consegue adaptar muito bem a diferentes tipos de personagens. Acho-a muito expressiva e isso é ótimo no cinema. Este filme reforçou as minhas ideias em relação a ela.

É uma comédia romântica já com alguns anos, mas que sabe sempre ver. Recomendo a todos aqueles que gostem do género. 

Palavras Memoráveis


A pouco e pouco, invadiu-me o desejo triste e lancinante de reentrar no passado. Mas sabia que tinha de impedir que as portas se escancarassem, por muito belo que fosse o panorama que elas descobrissem. Para avançar, não se pode ir vergando ao peso da saudade. 

Margaret Mitchell, E tudo o vento levou - volume 2

terça-feira, 9 de maio de 2017

Opinião | "9 de novembro" de Colleen Hoover

Classificação: 5 Estrelas

9 de novembro de Colleen Hoover é o segundo livro que leio desta escritora e, mais uma vez, encantou cada pedaço do meu coração. Apesar de ter adivinhado uma situação, isso não impediu com que me deliciasse com cada diálogo, com cada carta, com cada pedaço de amor que Fallon e Ben partilhavam.

Neste livro acompanhamos o romance entre dois jovens adultos que se encontram apenas uma vez por ano, no dia 9 de novembro. Este livro fez-me lembrar um outro que eu adoro: Um dia de  David Nicholls. Porém se, enquanto neste não havia qualquer contacto entre eles ao longo de um ano, no Um dia, as personagens falavam-se por outros meios de comunicação. 

Eu sou um pouco céptica em relação aos amores à primeira vista. Então quando eles são demasiado intensos, ainda mais confusão me faz. Para além do amor à primeira vista, este livro tem a agravante de eles se falarem muito pouco. Aborreceu-me um bocadinho! Porém, a autora conseguiu articular muito bem as coisas e acabou por conseguir passar muitas emoções para o meu lado. Foram tantas e tão boas que me fui esquecendo que aquele amor nasceu numa questão de instantes.  

As emoções. Este é o grande segredo da autora. Consegue passá-las de uma forma especial, de uma forma que me marca, que me faz ficar agarrada à estória, que me faz sugar cada nova informação que vai surgindo. Ansiava sempre por mais um encontro entre Fallon e Ben. Adorei os dois. Da Fallon guardo a insegurança que, aos poucos, se transforma. Do Ben guardo a sensibilidade e aquela forma mágica como usa as palavras. Tenho a certeza que, cada uma delas, ia direitinha ao coração da Fallon e das pessoas que ele escolhia para partilhar um bocadinho dele próprio. 
Collen sabe escrever sobre o amor. Não considerei este livro lamechas, muito pelo contrário. É profundo e sensível. É tudo tão bem construído que queremos mesmo entrar para dento do livro e conhecer os protagonistas.

É um livro sobre recomeços. Um livro onde se pretende reconstruir memórias felizes sobre memórias tristes. Temos romance, amizade, sentimentos, dor, drama e sofrimento. É um livro que, dentro do género me preenche e me enche as medidas. Sem querer, desfolho cada página sem me aperceber do passar das horas.

domingo, 7 de maio de 2017

Por detrás da tela | "Um dia em Auschwitz" (Documentário)

Classificação: 10/10 Estrelas

Eu gosto muito de ver documentários. Consigo aprender verdadeiramente com eles. Como a minha curiosidade acerca do Holocausto e da Segunda Guerra Mundial é grande, decidi ver este documentário. 

Cruzei-me com ele no youtube e fiquei curiosa. Neste documentário assistimos a uma visita ao campo de Auschwitz de Kitty Hart, uma ex-prisioneira deste campo onde entrou aos 16 anos; juntamente com duas adolescentes com a idade igual àquela com que Kitty entrou no campo.
Ao longo de quase 50 minutos somos guiados pela Kitty por alguns lugares do campo, acompanhados por todas as vivências desta senhora. É um relato duro, cru e que me deixou arrepiada. 

Um dia, gostaria muito de visitar este campo de concentração (e até mesmo outros). Porém, o impacto das descrições de Kitty e a dureza das imagens fizeram-me colocar em causa a minha capacidade para aguentar tamanho impacto emocional. Aquilo que esta senhora me transmitiu ao longo da sua caminhada pelo campo, as suas descrições e as respostas às perguntas das jovens, fez-me sentir que aquele espaço possui uma carga espiritual enorme. Algo que se entranha na pele, que nos suga as energias e nos deixa prostrados perante as crueldades que o ser humano é capaz.

Penso que por muito documentários e filmes vistos, por muitos livros lidos, por muitos relatos ouvidos, nunca chegaremos a conhecer a verdadeira escala deste período da história. Sinto que muito ficou por contar. E se já aquilo que sabemos é muito mau, aquilo que nunca chegou até nós deve ser inimaginável e de uma crueldade ainda maior. 
Muitas vezes pergunto-me o que passaria pela cabeça dos soldados. O que é que eles sentiam? Não tinham consciência das atrocidades que cometiam? Onde ficava a empatia dele por aqueles pessoas? Nunca li ou vi alguma coisa sobre a perspetiva de soldados nazis. Sim, é óbvio que dadas as circunstâncias histórias eles se tenham remetido ao silêncio. Mas vocês não têm curiosidade em perceber o funcionamento mental destes homens e mulheres que se dedicaram a exterminar outros seres humanos da forma mais cruel?

Kitty é uma excelente narradora. Consegue passar para nós tudo aquilo que ela viver e sentiu e desvenda um pouco de como foi sair do campo. Ela é um testemunho vivo do período mais horrível da história mundial. Uma prova de que as coisas aconteceram, apesar de haver murmúrios de que o Holocausto não passa de uma invenção. 

Para quem se interessa por esta temática, recomendo que vejam este documentário. Tenho a certeza de que se vão arrepiar.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Opinião | "Mors Tua, Vita Mea: A tua morte, a minha vida" de Vanessa Santos

Mors Tua, Vita Mea: A tua morte, a minha vida
Classificação: 1 Estrela

Li o livro Mors Tua, Vita Mea: A tua morte, a minha vida a convite da autora Vanessa Santos. Tenho que agradecer-lhe o convite e a oferta do livro. Obrigada, Vanessa!

Infelizmente não foi uma leitura muito agradável. É um livro que apresenta algumas falhas, falhas essas que tornam a leitura difícil e nos oferece pouco prazer. 
Os problemas começam desde logo com a forma como livro está estruturado. É uma estrutura confusa e pouco coerente, como já partilhei com a autora, temos a sensação que estamos a ler dois livros. E depois os erros ortográficos que são bastante significativos. Desde logo, estes aspetos quebram o ritmo de leitura. 

Em relação ao enredo, este é pobre em termos de aspetos essenciais para a nossa compreensão da estória. A autora "perde-se" com reflexões paralelas que, em alguns casos, tornam a leitura um pouco aborrecida. Este aborrecimento advém do facto de estarmos a ler algo que não nos ajuda em nada para a compreensão da narrativa, nem para conhecer melhor as personagens que povoam aquelas páginas. 

Há situações relacionados com as personagens e com as relações que elas estabelecem que, aos meus olhos, pareceram forçadas. Não me soaram naturais, fluídas e que encaixam bem umas com as outras. Os diálogos também mereciam mais investimento. Era importante para mim sentir que estava a ver a cena. Desejei muito que autora me mostrasse as coisas, em vez de, simplesmente, mas contar. Queria envolvência, queria ver sentimentos a nascerem e a cruzarem-se em momentos de romance e conflito. 

No seguimento do que já escrevi, vem a minha impressão relativamente às personagens. A Sara precisava de se mostrar mais adulta e madura. Em certas ocasiões parecia mais uma adolescente do que uma jovem adulta. Hélio e Cláudio mereciam uma melhor apresentação e contextualização do seu papel e função na narrativa. 

Fico triste por não oferecer palavras melhores à Vanessa. Antes de publicar a opinião "falei" abertamente com ela e esmiucei muito mais sobre os pontos negativos do livro. Ela foi de uma humildade louvável. "Ouviu" e partilhou comigo a sua visão sobre o livro. Tendo em contas estas qualidades, queria ter palavras mais inspiradoras para descrever esta minha experiência com o livro. Porém, eu considero que devemos sempre ser honestos com aquilo que escrevemos sobre os livros que lemos. Só assim passamos uma visão verdadeira e conseguimos ajudar os autores que ainda estão a iniciar o seu percurso. 
Desejo muito que a Vanessa não fique por aqui e que cresça enquanto escritora. E que nós estejamos aqui para assistir. 


quinta-feira, 4 de maio de 2017

Palavras Memoráveis


Lembro-me muito bem porque, na prisão, quando me sentia muito triste, evocava as recordações como quem folheia um livro, detendo-me nos pormenores...

Margaret Mitchell, E tudo o vento levou - volume 2

terça-feira, 2 de maio de 2017

A minha experiência com... | Marc Levy


Depois de muito tempo, cá venho eu escrever sobre mais uma das minhas experiências com um escritor. 
Mais uma vez a minha escolha recaiu sobre um homem, de seu nome Marc Levy. Não sei se é um autor muito lido dentro da comunidade literária, porém cruzo-me com poucas opiniões aos livros dele. 

Marc Levy é um escritor francês muitos exemplares vendidos e com livros adaptados ao cinema. Da minha experiência de leitura e da conversa com poucas pessoas que leram algum livro do autor ou se gosta imenso da escrita ou não se gosta. 
Este autor tem uma forma muito própria e original para contar as suas estórias. Eu gosto imenso dos livros deles e das narrativas que constrói. Até agora nunca me senti desiludido com nenhuma das suas obras. Gosto da simplicidade das personagens, da sensibilidade impressa em cada palavras e da forma harmoniosa como encaixa tudo de forma a construir uma narrativa apelativa e interessante. Tudo isto é pincelado com uma escrita a roçar o poético. 

Como é que descobri o autor? Por mero acaso. Em Agosto de 2012 andava eu perdida nas estantes da biblioteca municipal da minha zona a escolher livros para levar para ler nuns dias de férias que ia passar em Coimbra. Acabei por pegar, num livro do autor: A primeira noite. Já no balcão onde se efetuam as reservas, o bibliotecário alertou-me para este livro ser a continuação do livro O primeiro dia. Aconselhou-me a ler pela ordem correta e assegurou-me que eram bons e que quase que apostava que eu ia adorar (já era/é hábito este bibliotecário me dar sugestões e acerta sempre).Voltei a subir à sala de leitura e peguei no livro que me faltava. Trouxe os dois e foram das melhores leituras daquele ano. São livros soberbos que me ficaram na memória. 

Até ao momento estão publicados 12 livros em Portugal. Destes 12 livros eu já li 5 livros. Aqui ficam eles.

Livros publicados
  1. O ladrão de sombras (2011, 2013)
  2. Se pudesse voltar atrás (2013)
  3. As coisas que nunca dissemos (2012)
  4. A estranha viagem do Senhor Daldry (2012)
  5. Voltar a encontrar-te (2011)
  6. Meus amigos, meus amores (2011)
  7. O primeiro dia (2010)
  8. A primeira noite (2010)
  9. E se fosse verdade (2000 com o título Enquanto estiveres aí, 2008, 2010)
  10. Sete dias para a eternidade (2010)
  11. A próxima vez (2005, 2010)
  12. Os filhos da liberdade (2009)
Livros lidos
  1. O primeiro dia (5 estrelas)
  2. A primeira noite (5 estrelas)
  3. E se fosse verdade (4 estrelas)
  4. A estranha viagem do Senhor Daldry (4 estrelas)
  5. O ladrão de sombras (4 estrelas)

Foram todos leituras muito boas, mas os que li em primeiro marcaram-me de uma maneira especial.O último livro que li, O ladrão de sombras, é o mais ternurento de todos e que gostei imenso (só não levou as 5 estrelas por dois pequenos aspetos), fica mesmo no coração. 

Para ler...
É óbvio que quero ler todos os que me faltam, mas o prioritário é A próxima vez que já está na minha estante há algum tempo à espera da sua vez.

Agora desse lado, conhecem o autor? O que é que já leram dele? Gostaram?
Partilhem comigo a vossa experiência com este escritor. 
Quem nunca leu, espero que tenham ficado com vontade de conhecer algo dele. 

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Divulgação | "Tempo de dizer adeus" de S. D. Robertson

Autor: S. D. Robertson
Editora: HarperCollins
Preço: 16.82€
Número de páginas: 320 páginas

Sinopse
Como abandonas a pessoa que mais amas?
Com seis anos, Ella, a filha de Will Curtis, sabe que o pai nunca a abandonará. Afinal, ele prometera-lho quando a mãe morrera.
E fará tudo o que lhe for possível para manter a sua palavra. O que Will não sabe é que a promessa que fez à filha pode ser mais difícil de cumprir do que imaginava.
Quando confrontado com uma decisão impossível, Will descobre que a opção mais óbvia pode não ser a correta. Mas o futuro está cheio de surpresas inesperadas.
E pai e filha estão prestes a embarcar juntos numa viagem inesquecível ...

O autor
S. D. Robertson formou-se na Universidade de Manchester, trabalhou como vendedor porta-a-porta, limpou comboios, lavou louça em restaurantes, foi técnico de rede de telemóveis e coordenador de férias. Stuart viveu em países tão diferentes como a França, a Holanda ou a Austrália, mas, atualmente, reside no Reino Unido. Vive numa pequena cidade perto de Manchester com a esposa e a filha. Também tem um gato, Bernard, que gosta de distraí-lo partindo coisas quando está a escrever.

O que é que espero deste livro
O título, a capa e a sinopse deste livro atraíram-me quase de imediato. Eu adoro ler livros com personagens infantis. Quando as coisas são bem construídas somos brindados com muitas emoções e ficamos maravilhados com as crianças que habitam as páginas dessas histórias.
Não sei o que é me espera no livro, mas acima de tudo quero encontrar sentimentos e uma relação positiva entre a menina e o seu pai.