sábado, 22 de abril de 2017

Opinião | "Eleanor & Park" de Rainbow Rowell

Eleanor & Park
Classificação: 4 Estrelas

Eleanor & Park foi uma agradável surpresa. Comecei a ler sem qualquer tipo de expetativas. A minha experiência anterior com a autora não tinha sido muito boa, portanto parti para a leitura com a mente livre. E, sem querer, fui apanhada numa teia de um amor simples, com muita complexidade à mistura.

O início da leitura não estava a ser nada de especial. Aliás, acabei por ativar as más recordações que restavam do Fangirl e dei por mim a pensar se isto não muda de plano eu desisto de ler esta autora, pois não me consigo deixar cativar pelas palavras dela. Contudo, as coisas mudaram. A minha experiência com a leitura é a verdadeira metáfora da relação entre Eleanor e Park. A minha ligação ao livro e às personagens cresceu à medida que eles se iam conhecendo e me iam dando um bocadinho mais deles. Quando o click entre eles aconteceu eu já estava rendida à capacidade que aqueles jovens tinham de se adaptar às adversidades e à capacidade de olhar no coração um do outro. No fundo, esta experiência de leitura muda com as personagens e com as situações. 

É uma estória tão simples, mas muito cheia de significados. A inocência de um primeiro amor, a descoberta de ligações especiais e a sobrevivência a meios agrestes, está impressa em cada passagem do livro que somos convidados a ler. É nesta interligação de situações que residem emoções realistas que passam por momentos de romance, de drama, de amizade, mas sem serem lamechas ou exagerados. Foi fácil para mim ir sentindo aquilo que as personagens viviam e isso deve-se à mestria da autora em nos contar os pormenores que fazem toda a diferença naquilo que unirá Eleanor e Park. 

Apesar de ter gostado imenso do livro e de, neste momento, sentir um enorme vazio por ter terminado a leitura e ter ficado com aquele final gravado na minha cabeça, não lhe consigo dar a classificação máxima porque senti que faltou ali qualquer coisa (que ainda não consigo explicar) para me arrebatar completamente. 
A estrutura do livro e o rumo da narrativa deixaram-me a pensar que foi tudo propositado de modo a ser dirigido a um público mais jovem. Assim, penso que a autora deixou muito espaço à nossa imaginação e que começa desde logo com a relação entre a Eleanor e o padrasto. 
Neste livro é também abordado um assunto que sempre me fez pensar e para o qual ainda não consegui elaborar uma explicação lógica e coerente aos meus olhos. Frequentemente me pergunto como é que uma mãe consegue abdicar do bem estar dos filhos em detrimento de uma relação doentia com um homem? A psicologia dá-me muitas respostas, porém o meu coração e a minha sensibilidade oferecem uma grande resistência na sua aceitação. Daí ter desenvolvido um pequeno ódio em relação a Sabrina (mãe de Eleanor). E é aqui que eu gostava de ver um final mais claro, o que é que de facto aconteceu à Sabrina e à sua família. 

Em relação ao final da Eleanor e do Park fez-me todo o sentido. Um amor assim, muito idealizado, muito sofrido, muito sentido enquadra-se na forma como a autora decidiu terminar a estória deles. Talvez não seja do agrado da maioria dos leitores, porém eu considero-o adequado e que torna aquela estória de amor ainda mais especial. Cada momento relatado nas últimas páginas contribui ainda mais para as minhas reflexões e imagens mentais de o que é que aconteceu a seguir. Como é que estarão a Eleanor e o Park na atualidade, passados cerca de 30 anos? Tenho imensa curiosidade e já imaginei uns quantos cenários.

Bem... Esta minha experiência tornou-me bipolar em relação a autora. Tenho de um lado um livro que não gostei e de outro que quase me encheu por completo. Tal situação não me permite elaborar uma opinião sólida em relação à minha experiência com ela. Terá de ser um próximo livro a contribuir para a minha decisão. 

quinta-feira, 20 de abril de 2017

TAG | Rapid Fire Book Tag

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Já não respondia a uma Tag há algum tempo, por isso está na altura de responder a uma.
Vi esta tag no blog da Tita, O prazer das coisas
O original pertence aqui.

Aqui ficam as questões e as respetivas respostas. 

1. Ebook ou livro físico?
Livro físico. Apesar de reconhecer as vantagens dos ebooks e de me ir relacionando bem com eles, o prazer de ler um livro físico é inabalável.

2. Paperback ou hardback?
Paperback. O único motivo é apenas porque são mais fáceis de manusear e não cansam tanto os braços quando falamos de livros mais pesados.

3. Loja online ou loja física?
Loja física. Nunca comprei um livro numa loja online (bem, eu também não compro assim muitos livros). 

4. Trilogias ou séries?
Trilogias. Por vezes as séries tornam-se demasiado extensas e acabamos por nos perdermos na imensidão de acontecimentos e personagens. Poderá, também, acontecer que os livros já não venham acrescentar muito.

5. Heróis ou vilões?
Vilões. Um vilão bem construído dá uma tonalidade especial à narrativa.

6. Um livro que queres que toda a gente leia.
A criança que não queria falar de Torey Hayden. Infelizmente nem todas as crianças vivem uma infância feliz e cor-de-rosa. Todos nós devíamos conhecer estes lados mais negros da infância para ajudar a evitá-los. 

7. Recomenda um livro subvalorizado
O primeiro dia de Marc Levy. Tem uma classificação de 3.77 no goodreads, mas acho que merecia mais. Reconheço que não é um livro que agrade a toda a gente, mas acho que as pessoas não conseguem ver a qualidade que mora naquelas páginas.

8. O último livro que terminaste de ler?
Soberba Ilusão de Andreia Ferreira (provavelmente, quando esta Tag for publicada será outro)

9. O último livro que compraste?
A luz entre oceanos de M. L. Stedman.

10. A coisa mais esquisita que já usaste como marcador de livros?
Bilhete de autocarro.

11. Livros usados: sim ou não?
Sim, sim e mil vezes sim. Não tenho nada contra livros usados, aliás acho que todos eles devem guardar estórias bem interessantes. 

12. Top 3 de Géneros preferidos
Romance contemporâneo, Romance histórico e Policial.

13. Emprestado ou comprado?
Emprestado. Leio muitos livros emprestados e da biblioteca. Não me faz a mínima confusão porque ando a procurar ser menos agarrada às coisas materiais. Se acontecer gostar muito de um livro que li através de empréstimo tento arranjá-lo em segunda mão ou através de uma troca.

14. Personagens ou enredo?
Ambos. Não consigo escolher porque um condiciona o outro e se não existir harmonia entre estes dois elementos o livro acaba por ser menos interessante.

15. Livros longos ou curtos?
Longos. Fazem-me mergulhar mais fundo nos acontecimentos e nas personagens.

16. Capítulos longos ou curtos?
Curtos. É mais fácil para não nos perdermos nos acontecimentos.

17. Nomeia os três primeiros livros de que te lembrares.
A filha da minha melhor amiga de Dorothy Koomson
O grande amor da minha vida de Paullina Simons
O funeral da nossa mãe de Célia Loureiro 

18. Livros que te façam rir ou livros que te façam chorar?
Que me façam rir e chorar porque ambas as emoções devem fazer parte das nossas vivências.

19. O mundo real ou mundos fictícios?
Mundo real. Eu e a fantasia não nos entendemos muito bem. 

20. Audiobooks: sim ou não?
Não... Facilmente me desligo do que estou a ouvir.

21. Costumas julgar o livro pela capa?
Geralmente não. Aliás, por vezes as capas passam-se ao lado, a não ser claro aqueles que parecem verdadeiras obras de arte ao ponto de as querermos emoldurar. 

22. Adaptações para cinema ou adaptações para TV?
Para cinema. Não costumo ver muitas séries, elas ocupam imenso tempo.

23. Um filme ou série que preferiste ao livro?
O véu pintado. Adorei o filme, mas tive algumas dificuldades na leitura do livro.

24. Séries ou livros individuais?
Livros individuais. As séries é sempre uma complicação para quem vive dos livros da biblioteca. Ou não têm os volumes pela ordem correta, ou só têm até determinado volume.... Sem dúvida que os livros individuais são os meus preferidos.

Palavras Memoráveis

Não consigo explicar porquê, sei que não faz sentido nenhum, mas, quando não nos lembramos do que fizemos, começamos a tentar preencher as lacunas, e passa-nos pela cabeça toda a espécie de coisas horríveis.
Paula Hawkings, A Rapariga no Comboio

terça-feira, 18 de abril de 2017

ACMA | Hobbies e Saúde Mental


Recentemente, decidi aderir a um projeto bastante interessante que fiquei a conhecer aqui na blogosfera: denomina-se A Cultura Mora Aqui e reúne um conjunto diversificado de bloggers e youtubers que todos os meses recebem um tema para desenvolver, ficando ao seu critério participar ou não nesse mês. 

Eu apanhei um tema transversal aos meses de março e abril. Contactei a Ju, do blog Cor Sem Fim, o cérebro desta iniciativa, no final de março e comprometi-me a abraçar o tema que estava em curso.

Desta forma, o tema escolhido foram os hobbies. Penso que seja um assunto muito vasto e comum a todos os humanos. Dada a sua vastidão, poderia escrever sobre qualquer coisa. Contudo, decidi fazê-lo acerca da relação entre hobbies e saúde mental.

Normalmente, todos nós encaramos os hobbies como aquelas atividades que, para além de preencher os nossos tempos livres, funcionam como uma alternativa aos empregos, que nos tornam o dia preenchido e cheio de responsabilidades. Assim, gosto de olhar para eles como uma espécie de libertação mental, como se fosse uma aspiração central do nosso meio interior, do nosso pensamento, do nosso consciente e subconsciente. 

Geralmente, os hobbies são uma enorme fonte de prazer para quem os pratica. Estes podem passar pela leitura, pelos trabalhos manuais, pelo exercício físico. No fundo, são um conjunto infinito de atividades que fazemos por prazer, que nos proporcionam um enorme bem-estar, que favorecem a nossa autoestima (pois, por norma, sentimo-nos realizados e competentes nos nossos hobbies) e que nos permitem desligar de aspetos negativos, de sentimentos de tristeza, de falta de motivação. Penso que, em muitos casos, os hobbies são uma espécie de antidepressivo natural, que nos ativam de forma positiva e que facilitam a forma como encaramos os desafios mais intensos do nosso dia-a-dia.

Sinto que as preocupações com a saúde mental nos países desenvolvidos têm tendência a aumentar. O estilo de vida intenso, os problemas sociais e a forma como decidimos viver a nossa vida poderão ser elementos que destabilizem o nosso equilíbrio emocional, fragilizando a nossa saúde mental e, consequentemente, conduzindo-nos a determinadas perturbações mentais. Assim, torna-se urgente sensibilizar as populações para estes aspetos e incentivá-las à adoção de atividades de tempos livros que as fortaleçam enquanto pessoas. Em jeito de conclusão, quero destacar que, dado todos os aspetos que mencionei anteriormente, os hobbies poderão ser um fator protetor na manutenção de uma saúde mental sólida, que nos tornam pessoas resilientes e capazes.

Se quiserem fazer parte deste projeto basta falarem com a Ju, através do seguinte email, acma.cultura@gmail.com. O projeto também está presente no facebook, através da página que podem consultar aqui.


Lista de criadores:

domingo, 16 de abril de 2017

Por detrás da tela | Fixing Luka (2011)


Classificação: 8/10 estrelas

Fixing Luka é uma curta metragem que nos dá a conhecer a relação de uma menina com o seu irmão autista. 
Ao longo da pelicula, assistimos a forma como Lucy olha para os comportamentos característicos do irmão e de como a isso a deixa triste e frustrada. Perante tais sentimentos, e assistindo a uma situação especial com o seu irmão, ela foge de casa  e acaba por encontrar, num casebre, aquilo que pensa ser a solução para a mudança do seu irmão.

É muito enternecedor assistir à relação entre as duas crianças e, num momento mais final com mãe. Penso que passa uma mensagem muito importante acerca do autismo e quanto estas crianças/pessoas são especiais. Sentimentos de impotência, de frustração, de alguma tristeza estão muito bem apresentados neste pequeno filme e passam uma mensagem realista e que permite uma fácil identificação com todos os personagens. 

A metáfora das chaves e da nossa mente está fenomenal. Muito bem conseguida.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Opinião | "Soberba Ilusão" de Andreia Ferreira (Trilogia Soberba #3)

Soberba Ilusão (Trilogia Soberba, #3)
Classificação: 2 Estrelas

Soberba ilusão não é um livro que se encaixe nos meus gostos literários. Li os dois primeiros, mas muito pouco me ficou das personagens e da narrativa, o que tornou difícil esta leitura. Gostava de dar mais, mas a minha falta de simpatia para com a estória não me permite. 

Para quem gosta mais do género ligado à fantasia, aos anjos e vampiros penso que esta trilogia será uma excelente aposta. Posso dizer que, esta trilogia, termina num livro estruturalmente melhor que os seus antecessores, nota-se uma preocupação da autora em criar um fio condutor perceptível e pautado por momentos que prendem o leitor. 
É um livro bem escrito, bem estruturado e que dá um final muito bom a esta série. Apesar de tudo eu gostei muito do final. Terminou de uma forma interessante e que nos faz pensar sobre a vida das personagens após certos acontecimentos.

Contudo, não consegui criar muitas ligações com o livro, mas não se deixem levar totalmente pela minha opinião. E, se gostam de fantasia, apostem nos livros e, acima de tudo, apoiem a literatura nacional e os talentos que vão surgindo. Quem me segue, já vai conhecendo um bocadinho os meus gostos e sabe que este tipo de livros não se encaixa nas minhas preferências de leitura. 

Acreditem que é muito difícil escrever que não gostamos de um livro que nos foi oferecido pela própria autora e que conhecemos pessoalmente. 
Foi um livro que me foi entregue em mãos pela Andreia (a quem agradeço a oferta, mais uma vez). Depois deste encontro, já me voltei a encontrar com ela e tivemos uma conversa agradável. A Andreia é esforçada, curiosa e, quando não sabe procura informar-se e dar o melhor que pode ao seu trabalho. Por tudo isto, é muito complicado não classificar melhor o livro. Se fosse pela escritora trabalhadora e empenhada que conheci, merecia mais. Acho que a Andreia já estava um bocadinho à espera, mas como já lhe disse, conhecendo um trabalho dela que é posterior a esta trilogia e que achei com uma narrativa bem mais interessante, não consigo dar uma classificação maior a este. 

Acima de tudo, desejo imenso sucesso à Andreia e espero que ela saía mais da sua "zona de conforto" (livros deste género) e nos mostre a versatilidade na construção de novas narrativas. 

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Palavras Memoráveis


A verdade é que fiquei mais triste, e a tristeza às tantas acaba por se tornar aborrecida, tanto para a pessoa triste como para toda a gente que a rodeia.

Paula Hawkings, A Rapariga no Comboio

terça-feira, 11 de abril de 2017

Opinião | "Para sempre não é muito tempo" de Carolina Pascoal

Para Sempre não é muito tempo
Classificação: 1 Estrela

Para mim, está será uma das opiniões mais difíceis de escrever porque me deparei com um livro de um nível bastante inferior ao que estou acostumada. Torna-se ainda mais difícil porque é o primeiro livro da escritora e não deve ser nada agradável assistirmos a um impacto negativo nos leitores logo ao primeiro livro.

Começo por apontar dois aspetos que gostei: a capa e a cidade onde se desenvolver a narrativa. Relativamente à capa, acho que está bem conseguida e é apelativa. Coimbra é a cidade que serve como pano de fundo à maioria dos acontecimentos desta estória. É uma cidade que eu conheço muito bem e pela qual tenho um carinho enorme. Por tudo isto, foi muito bom revisitar alguns cantos da cidade que nunca morre no coração de por quem lá passou.

Os problemas deste livro são vários, infelizmente, passo a enumerá-los:
  1. O desenvolvimento da narrativa - da minha perspetiva a estória que nos é narrada é extremamente pobre, cheia de expressões clichés e com pinceladas de psicologia que não dignificam a formação que a autora teve (falo por conhecimento de causa). Não interessa ao leitor os chavões da psicologia, nem as metáforas, nem as reflexões que devem ser circunscritas a um contexto de terapia. Seria muito mais interessante usar os conhecimentos de psicologia para fazer crescer a narrativa em acontecimentos, mostrar-nos personagens com pensamentos e comportamentos complexos... No fundo aplicar o conhecimento e não transmiti-lo.
  2. Os personagens - todos eles muito pobres, demasiado artificiais e nada reais aos meus olhos. Não me identifiquei com nenhuma personagem. Demasiada futilidade em algumas, comportamentos improváveis, uma caracterização medíocre e demasiada infantilidade em pessoas de quem já se exigia alguma maturidade dado o contexto socioeconómico em que se encontravam. Precisavam de estar à altura. 
  3. Diálogos - muito, muito pobres. Somos confrontados com a ausência de descrições coerentes das expressões das personagens e dos seus comportamentos. As conversas de Leonor com a prima do Porto fizeram-me revirar os olhos devido ao discurso estupidificado e sem nexo algum. Uma partilha de psicologia barata que em nada abona à nossa perceção da narrativa. 
  4. O início e o fim do livro - o início pareceu um daqueles chavões de cinema que em nada ajudam no estabelecimento da relação entre os leitores e as personagens que habitam aquelas páginas. Eu precisava que a escritora me apresentasse sentimentos, que colocasse a nu o interior de um homem que já não sabia como viver. E o fim, para mim, foi o pior que a autora poderia ter escolhido. Penso que não revela crescimento das personagens, não nos traz nada de novo e, simplesmente, é aquilo que logo no início achamos que vai acontecer, ou seja, é tudo demasiado previsível.   
Quero, com esta opinião, possibilitar à escritora uma reflexão sobre este seu primeiro trabalho. Talvez não fosse má ideia entregar o manuscrito, antes de publicá-lo, a um ou dois leitores-beta. Se é algo que pretende fazer ao longo da sua vida, acho que se deve ler vários livros, de géneros diferentes e absorver a mecânica da escrita e da construção da narrativa. Tornar-se mais observadora daquilo que a rodeia e não cair na tentação de nos contar uma estória e sim de nos mostrar as personagens, de nos mostrar os seus comportamentos, sentimentos, dilemas. Contar é diferente de mostrar e aquilo que nos cativa enquanto leitores é quando o escritor nos mostra o que está para além das palavras imprimidas naquelas páginas.

Nota: Este livro foi-me cedido pela editora em troca de uma opinião honesta.

sábado, 8 de abril de 2017

Por detrás da tela | Mulher Infiel (2015)

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Classificação: 3/10 Estrelas

Há umas semanas atrás apanhei este filme na TV. Estava a passar na SIC e o início interessou-me. Infelizmente, foi só mesmo o início. O desenvolvimento do filme é muito pobre, as interpretações deixam muito a desejar e dei por mim a revirar os olhos perante algumas cenas.

Basicamente, este filme dá-nos a conhecer uma mulher insatisfeita com o seu casamento que cede aos avanços de um sedutor barato e que esconde "fantasmas" de um passado. Estes fantasmas do passado também não foram muito claros.

Pessoalmente, penso que a temática e os assuntos que servem de base ao filme foram muito mal explorados e aproveitados. Porém, penso que se o rumo tomado na abordagem da estória fosse outro (e talvez com outros atores) poderíamos ter aqui um bom filme de suspense. 

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Palavras Memoráveis


De cada vez que estou prestes a apreender o momento, este volta a recuar ainda mais para as trevas, um pouco para lá do meu alcance.
Paula Hawkings, A Rapariga no Comboio


quarta-feira, 5 de abril de 2017

Opinião | "Perfeito para mim" de Jill Shalvis (Ceder Ridge #2)

Perfeito Para Mim (Cedar Ridge, #2)
Classificação: 3 Estrelas

Perfeito para mim é aquilo que eu chamo uma leitura de conforto. É leve, carinhoso, que apela ao nosso coração e nos faz sonhar com amores especiais. 
Apesar de ser o segundo livro de uma série e de eu não ter lido o anterior, posso dizer que dá para ler e entender tudo na perfeição. Assim, para quem não leu o anterior e quer apostar neste, podem fazê-lo pois vão conseguir compreender cada pedacinho da narrativa.

Neste livro conhecemos Hud e Bailey. Gostei muito dos dois apesar de achar que eles mereciam um pouco mais de romance. Começa tudo de uma forma muito física e com uma exploração muito superficial dos sentimentos que habitam no coração destes dois. Com o avançar da narrativa dá para perceber que eles estão lá, mas não são expressos nem nas suas interações nem através das palavras do narrador. 
Este aspeto leva-me a outro ponto do qual senti falta: a necessidade de termos mais interações sociais entre Hud e Bailey para conseguirmos ver os dois para além da sua ligação sexual. 

Adorei as descrições da estância de ski e da família de Hud. O toque de humor que todos os irmão imprimem à narrativa é sensacional e oferece-nos uma boa dose de bem estar. 
Bailey vai para a estância para pintar um mural... Digo-vos dadas as descrições só queria era uma imagem daquele mural. Pela minha imaginação deve ter ficado magnífico. 

A todos aqueles e aquelas que gostam de um romance bem cor-de-rosa, cheio de erotismo, com pinceladas de humor e drama este poderá ser um livro ideal para vocês.

Nota: Este livro foi-me cedido pela editora em troca de uma opinião honesta.


terça-feira, 4 de abril de 2017

Por detrás da tela | Piper (2016)

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Classificação: 10/10 Estrelas

Eu adoro ver curtas metragens de animação. Então, quando vi a publicidade desta tive logo que ir ver e foi uma excelente aposta.

Piper conta-nos a estória de um pequeno pássaro que tem de lutar contra algumas adversidades para conseguir alimentar-se.
É muito interessante assistir à persistência deste pequeno pássaro. 
Penso que a mensagem que está implícita em toda a narrativa é um excelente ponto de partida para reflexões e discussões em grupos de pessoas. Penso que também será um excelente filme para mostrarmos às crianças.

domingo, 2 de abril de 2017

Quem chegou? | Março

Mais um mês que terminou e é chegada a altura de fazer um balanço dos livros novos que chegaram.

Este mês foi mais contido e não foram muitas as chegadas, mas elas cá ficam.

Ofertas Editoras
Apenas um Desejo  Para Sempre não é muito tempo

Tenho de agradecer às editoras as ofertas. O primeiro livro já está lido e foi dos livros mais bonitos que já li este ano. O segundo é uma leitura em andamento e não está a ser assim muito agradável.

Biblioteca
Mil Sóis Resplandecentes

Um livro que já há muito tempo que quero ler. Leio coisas tão boas acerca dele que a minha curiosidade é imensa. Espero que corresponda às minhas expetativas.