sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Palavras Memoráveis


Matar não quer dizer a gente pegar no revólver de Buck Jones e fazer bum! Não é isso. A gente mata no coração. Vai deixando de querer bem. E um dia a pessoa morreu.

José Mauro de Vasconcelos, Meu pé de laranja lima

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Opinião | "Uma nova esperança" de Colleen Hoover (Hopeless #2)

Uma Nova Esperança (Hopeless, #2)
Classificação: 4 Estrelas

Colleen Hoover costuma ser sempre uma aposta certeira. É uma autora que tem magia diferente no que toca à combinação de palavras e construção de diálogos. Ela consegue encaixar muito bem os acontecimentos, preenchendo-os com uma narrativa apelativa, diálogos marcados pelas emoções e narrativas bem realistas.

Uma nova esperança é o segundo volume da série Hopeless. Apesar de não ter lido o livro anterior em nada interferiu para a minha compreensão do factos. Aliás só fiquei com mais curiosidade para saber e conhecer melhor toda a história em volta da Sky -  é que houve ali umas passagens que não me convenceram e não me pareceram muito realistas.

Uma das grandes características dos livros desta autora é a sua capacidade de usar palavras e construir diálogos portadores de uma sensibilidade e emotividade que conseguem chegar até mim de uma forma especial.
Na minha opinião, é esta capacidade de tornar as emoções tão reais que me deixa presa ao livro.

Nós aqui acedemos a todos os acontecimentos através dos olhos de Holder, um jovem que se vê com muitas feridas para cicatrizar. A relação que ele vai construindo com a Sky é de cortar a respiração. O jogo de palavras que Colleen Hoover usa para descrever tudo deixou-me muito presa à narrativa e ao que se iria seguir com estes dois.

Até ao momento foi o livro menos satisfatório que li da Colleen Hoover. Apesar de ter gostado bastante, ficaram ali umas coisas que não me convenceram e que achei que foram mal conduzidas.
Porém, penso que só com a leitura do primeiro volume me vou inteirar da situação.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Opinião | Livros infantis de Fabíola Lopes


Vou fazer um único post de opinião a estes três livros infantis, porque se o fizesse individualmente iriam ficar post muito pequeninos.

Aqui estão três livros, com textos dirigidos aos mais pequenos. 
Achei muito engraçado que o livro O que há nas mãos da minha avó / O que há nas mãos do meu avô é dois em um, ou seja, no mesmo livro temos duas capas e duas histórias, é só virar o livro.

Cada um deles aborda as temáticas de forma engraçada e lúdica para as crianças. Os textos, em alguns momentos, rimam tornando a leitura divertida e engraçada para se fazer em grupo. 
Destaco, também, como aspeto positivo a presença de atividades para as crianças no final de cada livro. Na minha perpetiva é algo interessante pois poderá contribuir para uma maior ligação das crianças às narrativas e proporcionar um envolvimento diferente com a leitura.

Classificação: 
O que há na barriga do meu pai - 3 estrelas
O que há nos cabelos da minha mãe- 3 estrelas
O que há nas mãos da minha avó / O que há nas mãos do meu avô - 3  estrelas

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Motivos]


Para este desafio, a minha última leitura foi bem rápida o que fez com logo de seguida conseguisse enviar mais um livro à Denise.

Desta vez escolhi:

Reencontro com o Amor

Reencontro com o amor de Melissa Pimentel

Escolhi este livro porque me pareceu ser uma boa leitura para entreter durante estes dias mais quentes. 
Com uma narrativa leve e descontraída pareceu-me uma leitura que a Denise andava a precisar.

Não se esqueças de passar pelo blog Quando se abre um livro para conhecerem as reações da Denise.

domingo, 13 de agosto de 2017

Passatempo | "A fronteira do perpétuo" - Resultado

A vencedora está escolhida.
Irei enviar um e-mail a solicitar a morada.

a Rafflecopter giveaway

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Desafio]


Aqui fica a minha resposta ao desafio proposto para o livro Se eu fosse tua de Meredith Russo.

Se Eu Fosse Tua

Grupo de leitura

És convidada para ir a uma escola, a uma reunião de um grupo de leitura, organizada por alunos do secundário. Pedem-te que escolhas um livro e que fales um pouco dele para os jovens.

Escolheste o livro “Se Eu Fosse Tua”. O que dirias a estes estudantes, no sentido de os cativar para a leitura e discussão deste romance juvenil?

Há livros que guardam uma mensagem importante e que nos deixam algum espaço para pensar sobre os assuntos que tratam.

Desta vez, para este grupo de leitura, escolhi o livro Se eu fosse tua de Meredith Russo. É um livro que trata um tema ainda muito pouco falado e refletido: a transexualidade. 

Gostaria que, ao longo da leitura, fossem registando:
  • Os sentimentos que a leitura, ou determinada passagem provoca em vocês.
  • Reflexões acerca do comportamento das personagens e de como as coisas se vão desenvolvendo. – é um livro com personagens da vossa idade, com interesses semelhantes e que, com alguma probabilidade, vocês se irão identificar com algumas coisas.
  • Para o fim da leitura apontem situações que gostariam de reforçar. 
Quando nos encontrarmos da próxima vez para debater um livro eu irei dinamizar um debate acerca da sexualidade, transexualidade, bissexualidade e homossexualidade onde terão de representar pois assumirão a posição das personagens que fazem parte do livro.

Espero que fiquem entusiasmados com a leitura.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Opinião | "Se eu fosse tua" de Meredith Russo

 Se Eu Fosse Tua
Classificação: 2 Estrelas

Se eu fosse tua foi um livro que, quando saiu, não me despertou grande atenção nem espicaçou a minha curiosidade. Assim que ele me chegou aqui a casa pelas mãos da Denise, li a sinopse e achei que o tema era suficientemente forte para o livro me "encher as medidas". Infelizmente, ficou um bocadinho aquém da sua potencialidade.

Amanda é uma jovem que vivia num corpo que estava longe de corresponder aos seus sentimentos mais profundos. Munida de toda a sua coragem embarca numa mudança de sexo. Deixa de ser o Andrew e passa a ser a Amanda.
Dada toda a complexidade que este processo acarreta eu senti falta de alguma profundidade psicológica. Na minha opinião, a autora não "mexeu na ferida" de forma profunda e esgotante de modo a fazer-me sentir todos os medos, ansiedade, insegurança, sofrimento que trespassou cada um dos dias desta jovem e dos seus pais. 
Dada a força e a inovação da temática, o livro merecia ter ido mais longe. Eu precisava de entrar bem mais a fundo no mundo interior da Amanda para sentir como ela, para a acompanhar neste processo de transformação exterior, interior e de relação com o próximo. 
Apesar de saber de períodos de grande sofrimento para a Amanda, esse sofrimento não chegou até mim. Penso que não consegue sair daquelas páginas e desprender-se das palavras que são usadas para nos narrar os acontecimentos.

Em relação a todos os acontecimento que contribuem para a construção da narrativa, penso que também carecem de algumas novidades e desenvolvimentos que saíssem do padrão normal que é utilizado na construção destes livros. 
A dada altura já estava aborrecida com a quantidade de vezes que a palavras "linda" aparecia. Irritou-me esta pobreza de vocabulário para caracterizar uma personagem. Eu consigo perceber a importância do aspeto físico para a Amanda, mas será que não a conseguíamos de definir recorrendo a outros aspetos? Ela era muito mais que invólucro físico que a dava a conhecer ao mundo. 

Apesar desta minha visão mais descontente com este livro, quero destacar a importância de personagens como a Amanda. É de valorizar este aspeto inovador e que, até ao momento, eu nunca tinha lido nenhum livro que se dedicasse a abordar as questões de transgénero e toda a descriminação que, infelizmente, ainda existe relativamente a estes assuntos.
Por esta razão, este seria um excelente livro para discutir as relações interpessoais, a descriminação, o bullying e a importância de aceitarmos e sabermos lidar com as diferenças.

Palavras Memoráveis


Quando sentimos tão rapidamente tamanha empatia por alguém e tiramos tamanho carinho do seu beijo, não nos é fácil esquecê-lo, mesmo que nos tenha feito algum mal.

Colleen Hoover, Confesso

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Por detrás do autor | Teresa Poças



Hoje trago-vos mais uma entrevista. Desta vez é à autora Teresa Poças, que escreveu o livro de poesia A fronteira do perpétuo publicado pela Editorial Novembro.


Teresa Poças nasceu em 1996 e é natural da freguesia de Melres, Gondomar, onde viveu toda a sua infância e adolescência.

Wook.pt - Teresa Poças
Dotada de uma mente poética que desconhecia, desde cedo começou a ler e a escrever. Sentiu-se compreendida quando leu o seu primeiro poema. Percebeu como poderia expressar a sua essência quando leu as metáforas de Sophia de Mello Breyner: as coisas não eram só coisas. Depois de muitos rascunhos, encontrou o seu estilo próprio e, aos 14 anos, publicou o seu primeiro livro, Imensidão do Vazio.

Na simplicidade de uma pré-adolescente, espelhou-se a si própria de forma genuína: um mineral em bruto, talvez um dia um diamante. A pedra foi ganhando resistência e, após um longo período afastada da escrita – uma fase Caeiriana da sua vida –, voltou a sentir necessidade de se expressar, concluindo uma obra que reflete a entrada na idade adulta e a consolidação de si própria. 

A fronteira do perpétuo é uma das muitas fronteiras que terá de ultrapassar ao longo da sua vida. Foi escrita durante o seu secundário e o seu último ano de faculdade, incluindo uma passagem pela Dinamarca durante 4 meses. 

Atualmente, estuda Gestão na Universidade Católica Portuguesa e tem o sonho de usar a poesia em áreas diversas: afinal, não foi Pessoa que escreveu o primeiro slogan da Coca-Cola? (Biografia retirada do site Wook).

*****
Por detrás das palavras (PDDP) - É uma jovem escritora portuguesa que está a dar os primeiros passos no mundo literário. Quem é a Teresa enquanto pessoa comum e a Teresa enquanto escritora? Em que se completam essas duas facetas?
Teresa Poças (TP) - Terminei a licenciatura em gestão na Universidade Católica Portuguesa do Porto este mês de Julho e vou começar o mestrado em Marketing Estratégico na Católica Lisbon em Setembro deste ano. Perguntam-me muitas vezes porquê estudar gestão, sendo eu uma pessoa ligada à literatura. Admito que muitas das cadeiras mais técnicas me aborreceram, mas sou uma pessoa muito ligada ao mundo, à sociedade e ao funcionamento dos seus grupos e instituições e achei que gestão me poderia dar um conhecimento abrangente sobre esses tópicos, algo que se verificou. Acredito que esse meu lado mais concreto, realista e racional é o que diferencia a minha poesia. Ao mesmo tempo, tenho um lado bastante irreal em mim. Vejo mais nas coisas do que apenas elas mesmas porque sinto bastante tudo o que acontece e procuro significado nos pequenos pormenores da vida. Talvez porque acredito que a vida tem de ser mais do que aquilo que é e a única forma de o ser é atribuirmos o nosso próprio significado às coisas. Ao longo deste livro, está bastante claro a conjugação desses meus dois lados, um mais concreto, outro mais subjetivo, e os próprios conflitos que enquanto pessoa ultrapasso por os ter a ambos dentro de mim e é essa conjugação que me caracteriza enquanto escritora, nomeadamente enquanto poetisa e sujeito poético.

PDDP  -Como é que foram os seus primeiros passos na escrita? Quais as suas inspirações? O que é que a fascina?
TP - Eu digo isto na minha biografia: Senti-me compreendida no momento em que li o meu primeiro poema. Percebi de imediato que seria através daquele formato que me iria poder expressar. Sempre me fascinou a existência do eu e da alma, o conflito entre os sentimentos e a razão e a nossa capacidade de os controlar. Os meus primeiros poemas foram bastante focados nessas questões, de uma forma muito pura e genuína, de quem está ainda a construir a sua personalidade e a descobrir o mundo que o rodeia. Comecei por ler bastante sophia de mello Breyner, incluindo a sua poesia, porque ficava fascinada com as suas metáforas. Como disse antes, para mim, uma coisa não é só uma coisa e comecei a fazer várias associações entre vários objetos, sistemas, situações, grupos, elementos naturais e a usá-las para descrever melhor a complexidade da mente humana e dos seus respetivos comportamentos. Atualmente, tenho escrito uma poesia mais concreta, mais realista, talvez na procura da verdade, da disciplina do pensamento.

PDDP - A fronteira do perpétuo é o seu primeiro livro publicado. O que é que os leitores poderão encontrar neste livro?
TP - Neste livro os leitores poderão encontrar um pedaço de mim e da minha perspetiva do mundo e da sociedade. É um livro muito direto, apesar de toda a subjetividade intrínseca na linguagem poética. É um livro honesto, puro, muito sentido e ao mesmo tempo com alguma racionalidade.

PDDP - O que é que a inspirou na escrita deste livro? Quais os pontos mais fáceis e os pontos mais difíceis durante o processo de escrita deste livro?
TP - Perguntam-me muitas vezes como obtenho inspiração e em tom de brincadeira costumo responder: às vezes preferia não a ter. Por vezes forço-me a parar de escrever porque não quero pensar sobre as coisas ou ter os sentimentos tão à flor da pele. Mas é engraçado que consigo prever quando vou escrever um poema. Há um estado característico que me leva isso e normalmente é quando não consigo explicar o que sinto através de um discurso narrativo. Há sentimentos, situações e momentos que precisam de algo mais alto para os descrever e só a poesia é capaz de o fazer.

PDDP - Achei interessante a forma como dividiu os poemas ao longo do livro, distribuindo-os por seis partes e tendo em conta os pronomes pessoais. Pode explicar-nos um pouco os motivos que a levaram a fazer esta divisão? Tem algum significado especial?
TP - A separação dos capítulos é talvez aquilo de que mais me orgulho neste livro. Enquanto procurava um nome para cada uma das partes percebi que as podia dividir pelos pronomes pessoais e penso que muitos outros livros de poesia poderiam ser divididos da mesma forma. Afinal, a poesia baseia-se na definição do sujeito poético e nas suas várias dimensões enquanto ser social, ser pensante, que se situa em vários espaços, em relação consigo próprio, com o mundo, com a sociedade e com os que os rodeiam.

PDDP - Quais são os temas gerais que podemos encontrar nos poemas deste livro? Há algum tema em particular que lhe desperte maior interesse ou pelo qual tem um carinho especial?
TP - Os temas predominantes neste livro são a crítica social, a definição do “eu”, a procura de uma filosofia de vida ideal, a transição para a fase adulta e o amor.

PDDP - No poema Rede escreveu que “Não me quero arrepender de deitar um vestido ao lixo/ Quando encontrar os sapatos perfeitos para ele”. Fazendo um pequeno paralelismo com um livro, quais serão os leitores ideias para este livro? No fundo, que leitores não desistirão deste livro?
TP - Apesar de estudar gestão e de começar o mestrado em marketing estratégico já em setembro, nunca pensei nos leitores ideias para este livro. Não o escrevi com a intenção de me dirigir a um target específico até porque a poesia tem inúmeros interpretações possíveis e pode fazer sentido em diversos momentos da vida de um mesmo indivíduo. No entanto, penso que obviamente o público mais jovem, a partir dos 20 anos, irá sentir naturalmente uma forte ligação com a obra pelos temas abordados e pela forma como são abordados. Como disse, a minha poesia é bastante direta e tem traços claros da minha juventude e de espírito aventureiro associado a esta fase da minha vida. Para além disso, muitos dos poemas refletem a descoberta das várias dimensões da vida: o amor, as amizades verdadeiras, os sonhos, o “eu” enquanto ser social, entre outros. No entanto, é um livro que faz sentido ler noutras idades porque expressa os sentimentos humanos de forma crua e já muitas pessoas mais velhas me disseram: já tinha sentido isto, mas nunca tinha conseguido exprimir desta forma. É um livro muito jovem, mas ao mesmo tempo com pensamentos muito claros e definidos e por isso penso que faz sentido para várias idades.

PDDP - Em termos futuros, o que é que a Teresa espera conquistar relativamente ao mundo literário? Quer-se aventurar por outros géneros? Quais serão os eleitos?
TP - Não desenhei a minha carreira a nível literário, mas sonho com um mundo mais pensante, com mais sentimentos e mais poético. Penso que a poesia nos pode ajudar em vários momentos da nossa vida a pensarmos no que queremos para nós próprios e no caminho mais certo a percorrer. Não porque a poesia contenha respostas, mas porque nos faz pensar e porque vai até ao centro de várias questões, de forma filtrada, sem espinhos. É por isso que não escrevo com palavras complexas porque o importante para mim é a mensagem e a intensidade com que a mesma é passada.

Deixo aqui o meu profundo agradecimento à Teresa Poças pela amabilidade e disponibilidade em responder às minhas questões.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Divulgação | Livros Infantis da Editorial Novembro

Hoje venho divulgar um conjunto de livros infantis muito bonitos e que tenho a certeza que farão as delicias das crianças.


Estes três livros são da autoria de Fabíola Lopes que escolheu o público infantil para partilhar as suas palavras.

O que há na barriga do meu pai

O que há nas mãos da minha avó / O que há nas mãos do meu avô

Estes livros são um verdadeiro dois em um. No mesmo livro podemos perder-nos no abraço carinhoso do avô e sentir o cheiros dos cozinhados especiais da avó.

O que há nos cabelos da minha mãe

As história que habitam estas páginas são muito simples e ainda têm umas pequenas surpresas no final que são extremamente úteis para, por exemplo, trabalhar as expressões.
As ilustrações são muito bonitas e apelativas. Ficam aqui algumas...



Espero que gostem...

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Opinião | "Mar de papoilas" de Amitav Ghosh (Ibis Trilogy #1)

Mar de Papoilas

Classificação: 1 Estrela

Mar de papoilas estava esquecido na estante há imenso tempo. Por algum motivo que eu não consigo explicar, era uma leitura que ia sempre adiando (talvez pressentisse que o livro não era para mim).
Parti esperançada para esta leitura porque: 1) era um romance histórico e 2) foi finalista do Man Booker Prize 2008. 

Infelizmente foi das leituras mais penosas que fiz este ano. 
Neste livro, o autor entrelaça diferentes personagens, cada uma com a sua história pessoal, mas todas têm algo em comum. É este aspeto comum que condicionará a vida de todas elas e a forma como tudo se desenvolve.

Apesar de achar a premissa do livro bastante interessante, a forma como foi contada e desenvolvida é extremamente aborrecida. Há partes que foram dolorosas de ler para mim. A sensação que tinha era que lia, lia, lia e a narrativa pouco avançava. 
Da minha perspetiva, este livro é povoado de boas personagens. Todas elas têm um carácter muito particular e as coisas que passam deixam-lhes marcar. Porém, a narrativa não consegue extrapolar toda esta potencialidade. Optando por escolher um modo lento de nos apresentar os acontecimentos fez com que me sentisse muito aborrecida e com ânsia de ver o livro a chegar ao fim. Eram tantos pormenores, tantas cenas encaixadas que pouco interesse ofereciam que a dimensão das personagens acabou engolida por estes mesmos acontecimentos.

Só depois ter lido o livro é que percebi que ele é o primeiro de uma série. Fiquei fula com aquele final, mesmo agora sabendo que é uma série acho que poderiam ter oferecido um pouco mais ao leitor. Termina tudo de uma forma muito pouco conclusiva. Compreendo que se tenham de deixar pontas soltas, só no caso deste livro acho que o autor foi ao extremo.

Sei que é um livro que facilmente vai cair no esquecimento. Daqui a umas semanas se me perguntarem sobre ele eu pouco irei conseguir indicar.
Talvez as pessoas que tenham mais paciência para grandes momentos de descrição e narrativas que se arrastam por páginas e páginas sem que algo de significativo aconteça, poderá gostar mais deste livro do que eu.

Palavras Memoráveis


A minha mãe diz que há pessoas que aparecem na nossa vida e que acabamos por conhecer, e há pessoas que aparecem na nossa vida mas que já conhecemos.
Colleen Hoover, Confesso

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Por detrás da tela | "Sing" (2016)


Classificação: 8/10 Estrelas

Quem me vai acompanhando por aqui já se deve ter apercebido que sou fã de filmes de animação. Tento ver tantos quanto me for possível porque me colocam de bom humor, enchem-me de esperança e de energias positivas. Nem sempre acontece, pois há filmes de animação que não me passam esse tipo de mensagens, ou são aborrecidos ou não me cativam.
Sing pertence à categoria dos filmes que me fazem bem. É um filme cheio de esperança que nos mostra formas diferentes de lidar com a adversidade, inspiram-nos a lutar pelos nossos sonhos e aquilo em que acreditamos, para além de pincelar tudo isto com enormes doses de bom humor e diversão.

Buster Moon é um coala, dono de um teatro (o seu grande sonho e pelo qual o pai lutou imenso) que está a passar por grandes dificuldades. De forma a ultrapassar a crise económica, Buster decide lançar um concurso de talentos para quem saiba cantar. 
É muito bom ir descobrindo o contexto de todos aqueles que têm o sonho de cantar e de mostrar a sua voz. É nesta descoberta que encontrei grandes alegrias. Apesar das vidas difíceis de muitas das personagens, todos têm em comum o sonho de cantar, e é com base nesse sonho que se desafiam a ultrapassar as barreiras que os impedem de lá chegar. 

Este filme é uma excelente companhia e que passa uma mensagem importante de resistência perante as adversidades. 
Na minha opinião é ideal para os graúdos verem na companhia dos miúdos e se deliciarem com as particularidades de cada uma das personagens que embeleza esta história.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Julho | Quem chegou?

Mais um mês que terminou e que com ele chegaram mais alguns livrinho aqui à minha estante.
Cá estão eles?

Biblioteca

Frágil

Este mês de Agosto decidi integrar o projeto Um ano com a Jodi dinamizado pela Isaura do blog Jardim de Mil Histórias, a Dora do Canal Books and Movies e a Elisa do blog A Miúda Geek. Este projeto consiste em ler um livro da autora Jodi Picoult por mês e que é escolhido pelas responsáveis pelo projeto. Já queria ter participado em edições anteriores, mas nunca conseguia ter o livro disponível na biblioteca. Foi desta que consegui. Espero gostar do livro. 

Empréstimo

Se Eu Fosse Tua

Durante este mês recebi mais um livro enviado pela Denise para o nosso projeto conjunto do Empréstimo Surpresa. Já está lido e em breve publicarei a opinião.

Troca
Elementos secretos

Andava a "namorar" este livro há algum tempo. Gostei da temática e queria lê-lo antes de ver o filme.

Ofertas
Reencontro com o Amor

Aqui fica o meu enorme agradecimento à Editora Topseller pela oportunidade de ler um livro muito divertido.

A fronteira do perpétuo 

Deixo aqui o meu agradecimento à Editorial Novembro pela possibilidade de conhecer duas novas autoras portuguesas. 

Maresia e Fortuna

Por fim, deixo aqui um livro que foi uma oferta da autora Andreia Ferreira. 

domingo, 30 de julho de 2017

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Livro Recebido]


Acabei de receber mais um livro da Denise. 

O livro que ela escolheu para mim foi:


Se eu fosse tu
Meredith Russo

Não conhecia a autora, mas já tinha visto o livro aqui pela blogoesfera. 
Não tinha qualquer sentimento em relação ao livro, ou seja, nem estava desinteressada nem interessada. 
Acabou por ser uma surpresa porque não sabia que livro iria receber.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Palavras Memoráveis


A minha vida consiste em descer um elevador que só desce. E por mais rápido e por mais que corra, não saio do mesmo sítio deambulando, chegando a lado nenhum. 

Colleen Hoover, Confesso

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Palavras Memoráveis



- (...) Como é que ainda tens fé na humanidade depois de leres estas coisas? Ainda por cima todos os dias!
- (...) Na verdade, até me trazem mais respeito pelas pessoas, já que todos nós temos esta capacidade incrível de nos escondermos por trás de uma fachada. Especialmente ao interagir com os que nos são mais próximos.
Colleen Hoover, Confesso

Passatempo | "A fronteira do perpétuo" de Teresa Poças


Terminei a leitura e este livro procura agora uma nova casa.
Assim, com o apoio da Editorial Novembro, tenho um passatempo para vocês.

O passatempo estará ativo até às 23:59 do dia 11 de Agosto e as regras são as seguintes:


  1. Só é valida uma participação por pessoa/e-mail
  2. Conseguirão entradas extra se seguirem o blog e a página do facebook do blog.
  3. O livro será enviado por mim, mas não me responsabilizo por um eventual extravio dos correios. 
  4. Passatempo válido para Potugal Continental e Ilhas.

Boa sorte a todos!

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Opinião | "A fronteira do perpétuo" de Teresa Poças


Classificação: 2 Estrelas

Li este livro a convite da Editorial Novembro. Acedi ao pedido porque é um livro de poesia e fiquei logo curiosa por ler os poemas. 
Eu gosto muito de ler poesia, apesar de não o fazer com grande frequência. Para mim, a poesia é uma expressão de sensibilidade. Acaba por ser um jogo de palavras que guarda muitos sentimentos e deixa transparecer a sensibilidade de quem escreve.

A fronteira do perpétuo consegue reunir poemas onde as palavras se arranjam de forma a transmitir os mais variados sentimentos. Apesar de, aparentemente, a maioria dos poemas tentar transmitir sentimentos ligados à solidão e a sentimentos mais negativos, em alguns deles eu consegui vislumbrar a esperança e vontade de ser diferente. No fundo, é como se, em alguns poemas, transparecesse a ideia de que o sofrimento é finito e que há outras coisas para além dele. 

Neste livro encontramos poemas que convidam à reflexão:

"A batalha mais difícil é sempre aquela que criamos com nós mesmos
Porque a guerra que declaramos aos outros,
Mesmo que perdida,
Nunca é culpa nossa"
(excerto de Autoadversário, p.63)

Este pequeno excerto remete-nos para as batalhas que travamos com nós próprios e com os outros, ao mesmo tempo que nos convida a olhar para estas batalhas do nosso ponto de vista. Sendo nós a criá-las, quer connosco quer com os outros, temos tendência a encontrar um "bode expiatório". 

Houve alguns poemas que não me parecem ter uma escrita e uma estrutura tão poética, daí não ter atribuído uma classificação mais alta. 
Foi uma leitura agradável, ajudou-me a relaxar e a desanuviar de uma leitura mais densa que me está a custar terminar.

Espero que a autora nos possa brindar, num futuro próximo, com poemas mais complexos ou até mesmo com um texto narrativo. 

Nota: Este livro foi-me cedido pela editora em troca de uma opinião honesta.
Uma leitura com o apoio da:

domingo, 23 de julho de 2017

Divulgação | "A fronteira do perpétuo" de Teresa Poças


A fronteira do perpétuo é um livro de poesia, escrito pela jovem autora portuguesa Teresa Poças. 

Foi recentemente publicado pela Editorial Novembro e reúne um conjunto de textos poéticos escritos pela Teresa Poças entre o secundário e o seu último ano de universidade. 

Sobre o livro

«Em A Fronteira do Perpétuo, encontramos esta (…) consciência de um mundo contemporâneo com os seus excessos: o ruído, a ferocidade do consumismo, a impossibilidade do silêncio. (…) É, portanto, a percepção do vazio (…) que emerge nestes poemas de Teresa Poças, com a força vulcânica de uma voz jovem que deseja ainda encontrar aquela equação perfeita, aquela página limpa, onde as palavras redimem do vazio e abrem caminho para o perpétuo. O eu, que estabelece relação com eles, nós, vós, tu, parece dividir-se entre o que vê e o que pensa. Divide-se, mas não se fragmenta. O eu revela, como ponto de partida, a consciência de uma espécie de ruído, provocado pelo excesso de conhecimento das sociedades humanas, para, logo de seguida, se proteger, em objectos concretos. Esses pormenores, que sabe ser o que importa, situam-nos em elementos unificadores da dispersão do pensamento: o amor genuíno, longe das peias convencionais; a música que restaura a beleza do mundo e os silêncios plenos de promessas. (…)» 
Conceição Brandão in Prefácio

Preço: 12,00€
Autor: Teresa Poças
Pode adquiri-lo aqui

sábado, 22 de julho de 2017

Por detrás da tela | "Dirty dancing - Dança comigo (2017)

Classificação: 6/10 Estrelas

Dirty dancing é a versão atualizada do filme com o mesmo nome que foi exibido em 1987. Eu gosto muito da versão original, por isso quando vi que ia passar na televisão um remake fiquei logo muito curiosa para ver.

Esta versão atual está quase igual à versão original. Mudam apenas pequenos pormenores, mas os traços que servem de fio condutor à trama estão lá todos. Apesar de ter gostado, não consegui sentir o mesmo encanto do filme original. Nesta versão falta uma certa química aos atores que fazem de par romântico. Não passou para mim aquela faísca especial que passava entre Patrick Swayze e Jennifer Grey. 
A ligação entre eles é pobre, pouco expressiva e não passou para mim aquela ligação energética que a versão original passava. Mesmo nos momentos de dança, nesta versão original senti a Babe muito presa, pouco à vontade e sem ligação nenhuma à música e aos movimentos (mesmo depois de aprender). Na versão original, por exemplo, a dança final foi muito mais fluída e não me pareceu tão forçada como nesta nova versão.

Em termos de cenários e qualidade de imagens posso dizer que gostei muito, a banda sonora também (é a mesma do filme original). 

Parece-me que ver remakes pode ser um pouco perigoso para mim. Acho que se tiver uma ligação muito especial à versão original vai ser difícil deixar-me encantar pela versão mais recente.
Apesar de não ter adorado, foi bom ver de novo esta estória em personagens com características e formas de representar diferentes.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Opinião | "Reencontro com o amor" de Melissa Pimentel

Reencontro com o Amor
Classificação: 3 Estrelas

Reencontro com o amor é a minha estreia com a autora Melissa Pimentel e foi uma leitura, tal como prometia, bastante divertida.
Sempre gostei de livros onde a temática central passasse pelo reencontro de amores do passado. Sinto que, nestas narrativas, há uma mística especial a ligar as personagens e todo o enredo que é construído à volta deles. 

Neste livro assistimos ao reencontro entre Ethan e Ruby. Após dez anos de terem terminado o namoro, um casamento promove o reencontro. Estava muito curiosa por ver como tudo se iria processar. Apesar de ter gostado do reencontro entre eles senti falta de mais momentos de interação entre eles. Mesmo a conversa final foi muito unidirecional, ou seja, praticamente falou a Ruby e o Ethan também precisa de espaço para que a ligação entre eles fosse sentida de forma mais sólida.

Intercalado com os momentos presentes surgem capítulos com o passado de Ethan e Ruby. Foi a parte que mais que gostei e que sempre desesperei por mais. Conhecer como tudo começou entre eles foi muito importante para perceber o que é que os unia. Não senti um química instantânea. Foi mais um sentimento de que o amor vai crescendo aos poucos, onde cada um ia dando um pouco mais de si ao outro. Foi bonito ler estas partes, porém gostaria que tivessem sido mais aprofundadas e me tivessem oferecido mais deles os dois.

A irmã de Ruby estava bastante bem caracterizada, tão bem ao ponto de eu a odiar e não perceber como é que elas duas poderiam ser irmãs. É uma pessoa demasiado fútil para os meus gostos, com comportamentos demasiado infantis para a idade, mas que acaba por ter um papel relativamente importante no desenrolar da ação. 

Este é daqueles livros que nos diverte e descontrai. Um livro que consegue reunir diversão e romance torna-se numa leitura agradável e, em certos momentos da narrativa, bastante compulsiva. 
Para todos os leitores que gostem de um livro como companhia de praia atrevo a dizer que este é o livro ideal. O seu tom descontraído e o facto de ser detentor de uma narrativa simples torna-o um bom companheiro para diferentes locais, podendo eles ser mais barulhentos ou mais calmos. 
É um livro que sabe aos dias descomplicados do verão. 

Nota: Este livro foi-me cedido pela editora em troca de uma opinião honesta.
Uma leitura com o apoio da:

Palavras Memoráveis


Cada um de nós transporta na pele o mapa das nossas vidas, na forma como caminhamos, até ao modo como crescemos.
Kiran Millwood Hargrave, A rapariga que lia as estrelas

terça-feira, 18 de julho de 2017

ACMA | Um livro para a praia e um filme para o sofá


A Cultura Mora Aqui é um projeto em que um conjunto diversificado de bloggers e youtubers recebe, todos os meses, um tema para desenvolver, ficando ao seu critério participar ou não.
Durante os próximos meses, o projeto irá assumir contornos ligeiramente diferentes. Assim, por cada duas semanas, haverá um tema a ser desenvolvido.

Para o período de tempo entre 15 e 31 de julho é-nos pedido para falar sobre Filmes, séries e livros relacionados com o tema VERÃO.
Como já devem ter reparado pela imagem, eu irei falar de um filme e de um livro. Não irei colocar uma série porque não sou a pessoa mais indicada para o fazer. A minha cultura em séries é nula. As poucas que conheço ou já acompanhei não estão relacionadas com o verão, por isso fico-me por estas duas sugestões.

Sozinhos na ilha de Tracey Garvis Graves
Li este livro em 2014, precisamente no verão e gostei muito da leitura. 
A maior parte da ação narrativa deste livro decorre numa ilha deserta, onde o sol, a praia e o calor abundam durante todo o ano. É um livro onde o amor acaba por ter a tónica central, sem surpreender o leitor. No fundo, acho que à medida que se vai lendo o livro sabemos como vai terminar o livro, mas isso não retira o prazer da leitura.
É um livro com um tom mais descontraído, fácil de ler e que se assume como uma excelente companhia para a praia. 

Podem ler a minha opinião ao livro clicando aqui.

A melodia do adeus
Neste filme, Veronica e o irmão vão passar as férias de verão com pai que já não veem com tanta frequência, uma vez que após o divórcio foi viver para uma região diferente.
Este filme é uma adaptação do livro de Nicholas Sparks com o mesmo nome, portanto, para quem já conhece a fórmula deste autor, sabe que o que vai encontrar. 
Assim, A melodia do adeus traz-nos uma estória com muito drama, amor, superação e reconciliação. Um filme ideal para ver no sofá, naqueles dias em que a chuva decide vir cumprimentar o verão ajudando-o a tornar-se mais fresco.

Se quiserem fazer parte deste projeto, basta falarem com a Ju, através do seguinte email, acma.cultura@gmail.com. O projeto também está presente no facebook, através da página que podem consultar aqui.

Lista de criadores:

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Divulgação | "Reencontro com o amor" de Melissa Pimentel


Sinopse
Ruby e Ethan eram perfeitos um para o outro…

Dez anos depois de se separar de Ethan, Ruby continua solteira e obcecada com a sua carreira e a vida agitada de Manhattan. Mas com a data do casamento da sua irmã a aproximar-se, Ruby terá de prescindir de uns dias da sua vida ocupada para viajar até Inglaterra.

Contudo, ausentar-se do emprego e dispor de uns dias para uma viagem não é o único problema de Ruby — Piper vai casar-se com o melhor amigo de Ethan, pelo que também este estará presente no evento.

À medida que o grande dia se aproxima, e enquanto ajuda nos preparativos para o casamento, Ruby terá de perceber se a escolha que fez no passado foi a correta. Passada uma década, poderão Ruby e Ethan retomar a sua história de amor?

Uma história apaixonante e muito divertida sobre o amor e o reencontro, que prova que existe sempre uma segunda oportunidade para ser feliz.

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Eu gosto de romances. Gosto ainda mais quando são sobre amores passados que se reencontram num futuro. Devido a estes factos, este livro é excelente para mim.
Tem uma capa bastante apelativas. A conjugação de cores é bastante bonita e a forma como construíram a imagem tendo em conta a temática do livro ficou muito adequada. 

Espero encontrar um romance leve, divertido e com personagens que nos façam querer saltar para dento daquelas páginas.

Estou curiosa para descobrir o interior deste livro.
E a vocês, que sentimentos vos despertam?

domingo, 16 de julho de 2017

Opinião | "Se isto é um homem" de Primo Levi

Se Isto é um Homem
Classificação: 4 Estrelas

Há muito tempo que a leitura do livro Se isto é um homem era algo que eu queria fazer. Queria muito lê-lo pela temática que aborda (a vida num campo de concentração) e pelo facto de ser um livro onde o autor conta a sua própria experiência.

É um livro duro. Um relato de nos fazer arrepiar, de me deixar sem palavras (que palavras poderão ser usadas para descrever tamanha crueldade?). 
A experiência de leitura é indescritível. À medida que avançamos nas páginas, a dureza das situações começa a entranhar-se na nossa mente e começamos a sentir um pouco do sofrimento daqueles para quem o sofrimento se tornou a "ração" diária, um dado adquirido. 

Sempre que leio livros que abordam a temática do Holocausto, questiono-me acerca do que é que passaria pela cabeça dos muito militares que coordenavam os campos, que recolhiam as pessoas, que espalhavam terror só por existirem. Haveria alguém com um mínimo de humanismo? Terá havido militares piedoso? O que é que lhes passava pela cabeça? 
Sei que deve ter sido grande a lavagem cerebral das SS nazistas, mas como é que possível deixarem morrer sentimentos de compaixão, de empatia nos seus corações?

Não consigo sentir a totalidade do sofrimento de Primo Levi. Consigo imaginá-la, consigo ficar revoltava e fico ainda mais por saber que foi algo que marcou toda a sua vida. 
Estas pessoas que vivenciaram a dureza e a crueldade de um campo de concentração não trazem apenas a tatuagem com o número de identificação do campo. Trazem tatuadas em cada célula do seu corpo os sentimentos mais negros que um ser humano poderá ser convidado a viver.

Este livro deveria ser de leitura obrigatória para que nunca seja esquecido aquilo que o ser humano foi capaz de fazer a outro ser humano.
O Holocausto existiu. Milhares de pessoas morreram e sofreram horrores às mãos de quem se achava capaz de controlar o mundo. As pessoas que viveram durante estes anos irão desaparecer. Cabe-nos não deixar que o assunto morra e que o mundo se esqueça do horror que foram aqueles anos. É preciso lembrar para evitar que tudo aconteça novamente.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Por detrás da tela | "Perseguição Escaldante" (2015)

Classificação: 4/10 Estrelas

Perseguição Escaldante serve apenas para entreter num momento de tédio e, mesmo assim, teremos de nos manter minimamente interessados para não morrer de tédio durante o filme. 
Tem alguma ação e procura fazer um pouco de comédia com situações caricatas e inesperadas. Porém, eu não achei muito cómico. Aliás, em alguns momento considero que o filme foi bem aborrecido. 

A ação que procuraram gerar durante o filme também não foi muito eficaz porque acabava sempre por me levar às mesmas situações. Faltou algo que tornasse o filme inesperado, cativante e que, efetivamente, me prendesse ao ecrã. 

É um filme com uma trama simples: uma agente da polícia que tem de proteger uma testemunha e levá-la até à cidade onde irá decorrer o julgamento. Pelo meio, a agente descobre coisas sobre a sua equipa de polícia que a irão fazer  brilhar. 
Algumas partes cómicas estão relacionadas com ela, uma vez que é um pouco desajeitada. 

É um filme que não vai deixar qualquer marca em mim e tenho a certeza que daqui a uns dias não me vou lembrar de nada.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Palavras Memoráveis


Confissões destas parecem muito mais fáceis no escuro, onde não temos de ver o olhar piedoso na cara de outra pessoa, um olhar de algum modo nos faz sentir pior, ainda que o propósito seja o oposto.
Mary Kubica, Verdade Escondida