quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Portefólio | Diário Pessoal 1



Na semana passada iniciei um curso sobre coaching. Já há algum tempo que andava interessada na temática e surgiu a oportunidade de fazer um online e de forma gratuita.
Até ao momento já fiz três módulos e estou a gostar, apesar de ainda me ser muito complicado integrar alguma informação. 

O coaching é fortemente influenciado pela psicologia positiva e como continuo numa fase mais negra estou com algumas dificuldades em integrar na minha cabeça esta perspetiva. 

Uma das atividades do curso é elaborar um diário pessoas com algumas reflexões. No final de cada módulo, deixam-nos algumas questões para refletirmos e escrevermos sobre elas. Assim, decidi enquadrar nas publicações do blog.

Estão à vontade para responder também.

Relativamente ao módulo 1 foram estas as questões:

O que é para ti a felicidade?
Pensa em ti, estás a passar por alguma crise, necessidade de mudança ou melhorar algo na tua vida?
No momento em que tens de tomar decisões, lutas ou foges?

Para mim, felicidade é uma sensação de bem-estar pleno em todas as áreas da tua vida. É sentires que pertences ao um lugar onde tenhas pessoas com quem possas partilhar momentos e situações. 
Para além disso, felicidade é quando te sentes intrinsecamente bem contigo próprio(a), onde aprecies a tua própria companhia. 
Penso que a felicidade é algo tão complexo que é complicado atingi-la de forma plena. Parece que haverá sempre alguma coisa que constituirá um entrave a essa plenitude.
Em muitos textos que lemos somos confrontados que a felicidade é o prazer com as pequenas coisas da vida. Contudo, muitas vezes me questiono: até que ponto é que elas são suficientes para preencher os vazios que outros elementos causam em ti próprio(a)?
Neste momento ando mesmo à procura dela. Parece-me que ela fugiu e se escondeu muito bem em alguma esquina da minha vida. Acho-a perita em esconder-se de mim, porque no momento em que parece que a estou quase a agarrar ela escorrega das minhas mãos como pequenos grãos de areia.

Neste preciso momento, aquilo que mais me angustia e mesmo esta necessidade de mudança e o melhorar algumas áreas da minha vida. O avançar da idade, a estagnação, o não alcançar de determinadas coisas que me fazem falta no sentido de manter a minha sanidade mental estão a dar cabo da minha resiliência e da minha capacidade de lutar. Sinto-me emocionalmente mais frágil, com menos motivação e farta de remar contra uma maré que teima em me empurrar constantemente para trás. Não está a ser nada fácil... Desde há cerca de 2/3 anos que as coisas teimam em não se manifestar de forma positiva. Não, não é tudo mau... Pelo meio há pequenas luzes de esperança que se vão mantendo a brilhar. São muito ténues, mas estão lá, só gostava que elas brilhassem mais e me invadissem de bem estar e realização.

Tomar decisões é, para mim, das coisas mais complicadas. Sou daquelas pessoas que pensa em prós, contras e coisas que tais. Não costumo fugir, fugir, mas reconheço que nem sempre dou luta (ou pelo menos a luta que merecia).  
Acima de tudo falta-me assertividade, confiança e auto-estima para enfrentar as questões mais pessoais. 

4 comentários:

  1. Olá Silvana,
    Gostei muito deste teu texto mais pessoal e posso dizer que me identifiquei contigo. Também estou a passar por uma altura menos boa, já há uns anitos, e também não é nada fácil tomar decisões.
    Falta de confiança e auto-estima * mete a mão no ar *
    Força Silvana!!
    Beijinhos

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    1. Olá Tita,

      Muito obrigada pelas palavras.
      No meu caso, as coisas pioraram em 2015. Em finais 2012 tomei uma decisão que condicionou a minha vida. Até 2014 estava positiva, como sempre fui. Para a frente era o caminho, sempre com esperança. Mas depois, esforças-te muito e as coisas não chegam e dói.
      Tenho fazer muita auto-análise (ainda por cima sou psicóloga) e, no fundo, tentar descortinar e desconstruir sentimentos.
      Havemos de superar, certo Tita?! Nada de esmorecer também.
      Muita força e energias positivas para ti.
      Um beijinho grande.

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    2. Obrigada Silvana!
      Comigo foi desde o meio 2012, foi quando fiquei desempregada. E uma pessoa acaba por ir ficando cada vez mais desmotivada.
      Mas sim, que venham essas energias positivas, para ambas =)
      Beijinhos

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    3. O mesmo problema e no mesmo ano :/. Entretanto regressei aos bancos da Universidade, novamente. Mas as coisas não têm sido muito fáceis.
      É isso mesmo. Força aí! Não podemos viver constantemente sobre a sombra de uma nuvem cinzenta, algum dia o sol nascerá e brilhará para nós também.
      Beijinhos

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Obrigada pelo tempo que dedicaste à minha publicação!