quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Opinião | "Estrada vermelha, estrada de sangue" de Moira Young (Dust Land # 1)

Estrada Vermelha, Estrada de Sangue (Dust Lands, #1)

Classificação: 2 Estrelas

De vez enquanto lá me aventuro por um género que não me cativa. Isto pode ser por iniciativa própria (ter na estante ou trazer da biblioteca) ou por intermédio de outras pessoas (empréstimo). Estrada vermelha, estrada de sangue estava na minha estante e já há algum tempo que esperava a sua vez de ser lido. 
Quem vai acompanhando as minhas opiniões aqui neste humilde espaço, sabe das minhas dificuldades com o género fantástico. Este livro é mais um daqueles que me custou ler porque senti dificuldades em me ligar à história e às personagens.

Começando por escrever acerca da forma como o livro está escrito, posso expressar que a forma como a narrativa está estruturada dificulta imenso a leitura. Em primeiro lugar não há pontuação que nos indique a presença de diálogos; em segundo, existem vocábulos que não me parecem as melhores escolas, e que aparecem constantemente repetidos revelando uma pobreza no vocabulário usado: por fim, o facto de ser narrado na primeira pessoa vai tornando as coisas mais aborrecidas. 
Recentemente li numa opinião no goodreads que isto se devia a uma espécie de característica na forma de falar na personagem, mas não me convence. Ainda mais se estamos a falar de um livro futurista e tendo em conta nos nossos avanços, não faz sentido um recuo na forma das pessoas se expressarem e de não chamarem os objetos pelos verdadeiros nomes. 

As personagens e a história, do meu ponto de vista, não oferecem nada de extraordinário.
A narrativa tem alguns elementos indicadores de criatividade mas são pouco desenvolvidos e pouco explorados. O desenrolar dos acontecimentos é, por vezes, bastante aborrecido. 

Não gostei de nenhuma personagem em particular. Não senti espaço na narrativa para que as personagens crescessem e se mostrassem dimensionais aos meus olhos, Acho que isto poderá dever-se ao facto de termos acesso a elas apenas pelos olhos da Saba, que é a narradora. Apesar de conhecermos um pouco do comportamento de cada uma delas, tudo se dissolve nas opiniões e formas de ver da Saba.

Talvez quem se identifique mais com este género consiga fazer uma leitura completamente diferente da minha. Por isso, convido as pessoas que já leram este livro a deixar nos comentário a sua visão. 
Boas leituras!

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