quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Palavras Memoráveis


Livro: A Sombra do Vento
Carlos Ruiz Zafón

Cada livro, cada volume que vês, tem alma. A alma de quem o escreveu e a alma dos que o leram e viveram e sonharam com ele. Cada vez que um livro muda de mãos , cada vez que alguém desliza o olhar pelas suas páginas, o seu espírito cresce e torna-se forte.


Não conhecia o prazer de ler, de explorar portas que se nos abrem na alma, de nos abandonarmos à imaginação, à beleza e ao mistério da ficção e da linguagem.


Uma das armadilhas da infância é que não é preciso compreender para sentir. Na altura em que a razão é capaz de compreender o sucedido, as feridas no coração já são demasiado profundas.


Alguém disse uma vez que no momento em que paramos a pensar se gostamos de alguém, já deixamos de gostar dessa pessoa para sempre.


Os livros são espelhos: só se vê neles o que a pessoa tem dentro.


No dia em que eu morrer, tudo será teu, Julián. Menos os sonhos.


E conserva os teus sonhos. Nunca se sabe quando irás precisar deles.


Falar é de ignorante; calar é de cobarde; ouvir é de sábios.


- Poderia dizer à senhora que é o coração, mas o que o mata é a solidão. As recordações são piores do que as balas. 


Bea diz que a arte de ler está a morrer muito lentamente, que é um ritual íntimo, que um livro é um espelho e que só podemos encontrar nele o que já temos dentro, que ao ler aplicamos a mente e alma, e que estes são bens cada dia mais escassos. 

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