terça-feira, 31 de março de 2015

[Clube de Cinema] My Left Foot (Filme 2)



Vai ser muito difícil para mim falar deste filme. Queria dizer tanta coisa, mas ao mesmo tempo sinto que não tenho palavras que sejam suficientes para descrever aquilo que senti ao vê-lo. 

Para começar, quero realçar o brilhantismo do actor que desempenho o papel de Christy Brown. A forma como ele interpretou o papel revela muitas horas de pesquisa e observação. Foi perfeita a forma como ele lidou com as limitações físicas de uma pessoa com paralisia cerebral, as emoções que foi demonstrando ao longo do decorrer da história e a força com que tentou passar a mensagem de que ele conseguia chegar a onde muitos não acreditavam que ele iria chegar e conquistar.
No início do filme, somos deparados com a reacção paterna a deficiência de um filho e o luto que tem de ser feito pela ausência de um filho idealizado como perfeito. O pai deste filme esteve à altura do desafio conseguindo, por um lado, demonstrar o seu luto ao mesmo tempo que foi ganhando confiança e orgulho no seu filho. Mas, como bom exemplo do estereótipo masculino em relação à demonstração de afecto, não o verbalizava. Enquanto espectadores, vamos inferindo os seus sentimentos pelo seu comportamento.

A mãe uma verdadeira mãe... Cheia de filhos para cuidar, mas que sempre teve uma atenção especial para com Christy. 

Enquanto assistimos ao crescimento de Christy somos confrontados com um conjunto de aspectos que nos revelam o quanto uma pessoa com paralisia cerebral é normal e do quão se aproxima dos irmão e dos jovens da sua idade, enquanto uma pessoa que sente, que pensa e que revela uma inteligência especial e sensitiva. 
Apesar da informação que existe hoje em dia, ainda há pessoas que desvalorizam o potencial daqueles que sofrem paralisia cerebral. É uma doença em que a inteligência e a capacidade de raciocínio se mantêm intactos, a parte motora é que é afectada. Estas características foram bem visíveis ao longo do filme. 

Assim, conhecemos um Christy que sofre de uma doença, mas que é capaz de a superar com toda a sua força e energia. É alguém capaz de pintar, escrever, pensar, sentir e se apaixonar. Uma homem com sentido de humor e que sofre com a rejeição daqueles de quem gosta. 
Eu emocionei-me bastante com este filme, porque aqui se vê até que ponto o ser humano pode ir mais além e lutar contra as suas limitações. E nós, simples e normais mortais, vivemos muitas vezes na lamentação e quando olhamos para o lado, conhecemos sujeitos inspirados como o Christy que nos fazem sentir pequeninos.


Tudo é nada, por consequência, nada deve acabar.

Classificação:


2 comentários:

  1. Conseguiste transmitir na perfeição o que eu senti com o filme :) Foi mesmo muito bom

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. :) Que bom! Eu revi-me na opinião que escreveste também. Acho que é um balanço muito positivo este nosso segundo filme.

      Eliminar

Obrigada pelo tempo que dedicaste à minha publicação!