sábado, 2 de agosto de 2014

[Opinião] Eterna Paixão


Eterna Paixão

Autor: Gwyn Cready
Ano: 2011
Editora: Livros d'Hoje
Número de páginas: 400 páginas
Classificação: 2 Estrelas

Sinopse
A historiadora de arte Campbell Stratford está prestes a afirmar-se no mundo da Arte tornando-se na nova directora executiva do famoso Carnegie Museum of Art, em Pittsburg. Para que tal aconteça está dependente do contrato de um livro.
Tendo em conta que o seu grande amor no mundo da arte são os artistas do século XVII, Cam resolve escrever uma fictografia - biografia ficcionada - escandalosamente sexy e reveladora, sobre um dos importantes artistas desse período, Anthony Van Dyck.
Decide fazer algumas pesquisas na Internet para tomar conhecimento de factos reais que pretende entrosar com a ficção e é fortuitamente "enviada", como se de uma máquina do tempo se tratasse, para o ateliê de um outro artista menor, Sir Peter Lely, um pintor da corte, por quem decide ser retratada e com quem se envolve numa noite de arrebatadora paixão, quando o seu intuito é descobrir como é possível a mudança temporal.
O Grémio Executivo que tem como função supervisionar as almas de artistas já falecidos, quando toma conhecimento da intenção de um livro escandaloso que está a ser escrito por alguém no século XXI, faz planos para impedir a sua publicação, e o seu intermediário é o playboy Lely.
Campbell regressa a casa e descobre a traição, mas antes que se possa virar contra o seu amante, Sir Peter aparece de surpresa no futuro e transforma a sua vida no século XXI num verdadeiro caos.

Opinião
A primeira palavras que me vem à cabeça para classificar este livro é: confusão. Uma história com um início um pouco desorganizado, falta de uma apresentação coerente de aspectos importantes, um final um pouco apressado onde apesar de conclusivo ficou uma ponta solta, ponta esta que está associada a grande parte do conteúdo do livro.

A própria sinopse dá a entender que as coisas vão decorrer de uma forma e quando lemos o livros não é bem assim. Por exemplo, na sinopse está escrito que Peter aparece de surpresa no futuro e transforma a sua [a de Cam] vida no século XXI num verdadeiro caos", isto só acontece mais no final do livro, porque o Peter no futuro surge muito poucas vezes em interacção com Cam. Por acaso acho que seria mais interessante mostrar um pouco mais do caos entre Cam e Peter, assim como, mostrar um pouco mais do caos interior de Peter, afinal de contas a civilização moderna para um homem que vem do século XVII causa alguma estranheza e a autora aproveitou pouco esse aspecto.

Jacket, que ao longo da narrativa passa de ex-noivo a noivo e de volta a ex-noivo de Cam, é das personagens masculinas mais insípidas do mundo literário com quem já me cruzei. Sem personalidade, pouca emoção na sua ligação com as outras personagens e depois é um grande traidor e a sua última traição não chega a ser descoberta por Cam, o que achei muito mal.

Anastasia é a má da fita, mas é um vilã pouco interessante. Não acrescenta assim muito à história porque lhe falta uma personalidade mais forte e uma atitude mais confiante.

Por fim, posso dizer que este é daqueles livros que não deixa marcas. Não tem os ingredientes necessários que o tornem uma leitura inesquecível.

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