segunda-feira, 7 de julho de 2014

[Opinião] Sozinhos na Ilha (On the Island # 1)


Sozinhos na Ilha

Autor: Tracy Gravis Grave
Ano:2013
Editora: Asa
Número de Páginas: 321 páginas (e-book)
Classificação: 5 Estrelas

Sinopse
Uma ilha deserta plena de sol, vegetação luxuriante e mar cristalino é um cenário de sonho. Ou talvez não... Anna Emerson decide quebrar a sua rotina e deixar Chicago para dar aulas numa ilha tropical. Por seu lado, T. J. Callahan só quer voltar a ter uma vida normal após a sua luta contra o cancro. Mas os pais empurram-no para umas férias num destino exótico. Anna e T. J. estão a sobrevoar as ilhas das Maldivas a bordo de um pequeno avião quando o impensável acontece: o aparelho despenha-se no mar infestado de tubarões. Conseguem chegar a uma ilha deserta. Sãos e salvos, festejam e aguardam, convictos de que serão encontrados em breve. Ao início, preocupam-se apenas com a sobrevivência imediata e imaginam como será contar tamanha aventura aos amigos. Nunca a citadina Anna se imaginou a caçar para comer. T. J. dá por si a lutar com um tubarão e a ser acolhido por simpáticos golfinhos. Os dois jovens descobrem-se timidamente e exploram a ilha. Mas à medida que os dias se transformam em semanas, e depois em meses, as hipóteses de serem salvos são cada vez menores. Ambos têm sonhos por cumprir e vidas por retomar, e é cada vez mais difícil evitar a grande questão: conseguirão um dia sair daquela ilha?

Opinião
A leitura das primeiras páginas fez-me duvidar das inúmeras opiniões positivas que eu tinha lido acerca do livro. Há certos aspectos nestas primeiras páginas que não fazem sentido, como por exemplo a mala da Anna andar à deriva no mar durante dias, levar com a chuva e chegar até à ilha com uma agenda e tampões intactos. É certo que não faz muito sentido e deixou-me na dúvida acerca da qualidade deste livro. Porém, à medida que fui avançando na leitura, o encanto começou a concentrar-se nas personalidades de Anna e T.J., na forma como interagiam e na forma como foram construindo a sua relação. E isso sim, captou toda a minha atenção e encantou-me.

Foi muito difícil sobreviver na ilha. O T.J. sempre se revelou psicologicamente mais forte do que a Anna, ajudando-a imenso a suportar o desespero que se ia instalando.

Inevitavelmente apaixonam-se. Cronologicamente, Anna e T.J. têm uma diferença de idades de 13 anos, mas T.J. amadurece tanto naquela ilha que esta diferença de idades começa a aparecer esbatida aos olhos do leitor. T.J. mostra-se adulto, capaz de lidar com as adversidades ao mesmo tempo que mostra um espírito livre e consciente.
É um romance muito bonito, com diálogos bem construídos e que deixam os leitores a pensar nas palavras que vão sendo trocadas entre eles, assim como aquilo que é dito nas entrelinhas.

É uma leitura dinâmica, com o texto narrado nas vozes de T.J. e de Anna que torna a narrativa fluída e cativante. Facilmente me deixei levar pela ânsia de saber mais sobre o que iria acontecer e até onde eles iriam chegar.

Alguns acontecimentos são previsíveis, contudo a forma como as personagens interagem conseguem surpreender em determinados momentos.

É um livro emotivo e que me transmitiu uma coisa importante: Nunca devemos perder a esperança. O T.J. e a Anna apesar de tudo nunca a perderam. Apoiaram-se um no outro e na pequena (grande) felicidade que proporcionavam um ao outro. E com essa esperança conseguiram transformar dois mundos diferentes, num mundo só deles.

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