quarta-feira, 11 de junho de 2014

[Opinião] A Filha da Profecia (Sevenwaters #3)


A Filha da Profecia (Trilogia de Sevenwaters, #3)

Autor: Juliet Marillier
Ano: 2002
Editora: Bertrand
Número de páginas: 480 páginas
Classificação: 4 Estrelas

Sinopse
Fainne foi criada numa enseada isolada na costa de Kerry, com uma infância dominada pela solidão. Mas o pai, filho exilado de Sevenwaters, ensina-lhe tudo o que sabe sobre as artes mágicas. Esta existência pacífica será ameaçada em breve, e a vida de Fainne jamais será a mesma, quando a avó, a temida feiticeira Lady Oonagh, se impõe na sua vida. Com a perversidade que a caracteriza, a feiticeira conta a Fainne que tem um legado terrível: o sangue de uma linhagem maldita de feiticeiros e foras-da-lei, incutindo nela um sentimento de ódio profundo e, ao mesmo tempo, a execução de uma tarefa que deixa a jovem aterrorizada. Enviada para Sevenwaters, com objectivo de destruí-la, vai usar todos os seus poderes mágicos, para impedir o cumprimento de uma profecia.

Opinião
Há imenso tempo que queria ler este livro. Depois de ter terminado o segundo volume da série queria saber que rumo iram tomar as coisas e as personagens.

É uma boa leitura e facilmente nos sentimos envolvidos em toda a história. Em tudo aquilo que as personagens têm para nos oferecer. Mas, para mim, não teve o mesmo poder que os livros anteriores. E penso que o meu desencanto advém da forma como o livro terminou.

Fainne é a narradora deste livro e aquela que assume o papel central no desenrolar dos acontecimentos. Ela é neta de Sorcha (A filha da floresta) e filha de Niamh (O filho das sombras). É uma personagem muito forte, tal como as personagens femininas dos livros anterior, porém consegue reunir qualidades que ultrapassam todas as mulheres da sua família. Gostei da Fainne e da sua amizade com Darragh. Uma amizade muito inocente e forte que desde o início fez transparecer a força sentimental que liga estes dois. É uma amizade que nos chega ao coração, que nos emociona. E tudo isto se deve à forma brilhante como a escritora dá a conhecer os factos. Não é difícil ao leitor deixar-se encantar por Darragah. Um jovem de espírito livro, que respeita a natureza e com uma enorme vontade de proteger quem mais ama.

Tal como nos livros anteriores, a criatividade da escrita está presente em cada pedaço do livro. A forma como ela entrelaça magia, lendas, personagens, amizade e amor, faz com que a suas histórias sejam um conforto e uma forma de sairmos da nossa realidade. 

Como já referi anteriormente, o final do livro foi o que me deixou um bocadinho desiludida. Senti que foi um pouco apressado. O essencial foi transmitido, terminando de forma coerente e interessante, mas as personagens, todas eles, tornaram-se uma companhia tão agradável que eu gostaria de saber mais sobre como é que elas ficaram depois de todos aqueles acontecimentos. Queria saber mais de Liadam e da sua família. Assim como como de Sean e as suas promissoras filhas. E quanto à Fanine, acho que ela não merecia uma responsabilidade final tão grande. Eu não quero explicar-me muito mais, porque teria se spoilar o final todo, mas achei injusto que depois de tudo o que ela passou tivesse de ficar a viver daquela maneira (mesmo sabendo que ela gostava de um pouco de solidão, acho que ele merecia uma maior abertura com o exteior).

Sei que a série ainda não terminou e tenho uma grande curiosidade pelos volumes seguintes, principalmente por já sabes que são dedicados às promissoras filhas de Sean.

Deixem-se invadir pelas palavras e boas leituras. 

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