sexta-feira, 4 de abril de 2014

[Opinião] Almas Cinzentas


Almas Cinzentas

Autor: Philippe Claudel
Ano: 2004
Editora: Asa
Número de páginas: 192 páginas
Classificação: 2 Estrelas

Sinopse
Inverno de 1917. Numa pequena povoação da Lorena, a poucos quilómetros do campo de batalha onde decorre uma das maiores carnificinas da história da Europa, é descoberto o cadáver de uma menina de dez anos. O assassino é encontrado na figura de um jovem desertor que é imediatamente executado, ainda que uma testemunha diga que viu a criança encontrar-se com o insondável Procurador da terra na noite do crime.
Muitos anos depois, vai ser o polícia da aldeia, que desde o início duvidara da culpa atribuída ao rapaz, a relembrar o dia do crime e a cadeia de acontecimentos que o precederam e que se lhe seguiram. Uma história que termina com a tomada de consciência de que, na fronteira entre o bem e o mal, todos somos a um tempo culpados e inocentes, justos e injustos, almas cinzentas e atormentadas.

Opinião
Esta foi uma leitura muito estranha. Tão estranha que nem sei o que hei-de escrever sobre o livro. 
É um livro com uma densidade de conteúdo muito característica o que me dificultou a leitura e a compreensão dos factos que envolvem toda a história do livro. A forma como está escrito confundiu-me acerca da localização temporal da acção. Andei completamente perdida no tempo (li na sinopse que a acção decorre alguns anos depois de um crime ter acontecido, porém eu não me consegui aperceber disso ao longo do livro - confesso que foi algo estranho, para mim a acção do livro realizou-no na mesma altura e não houve um avanço no tempo).

Como me é muito difícil fazer esta opinião vou optar por dizer o que gostei no livro e que me fez dar-lhe duas estrelas (estive mesmo para lhe dar uma):
  • A capa - Adora-a! A cor e o jogo de imagens é hipnotizante.
  • A reflexão acerca dos humanos - Gosto particularmente de um diálogo em que passa a mensagem de que o seu humano não é preto nem branco e sim cinzento. Um meio termo que o faz adaptar-se ao mundo e às situações. Que nos torna diferentes uns dos outros
  • O final - não estava nada à espera daquilo que aconteceu. Depois de ter sabido de determinado acontecimento no livro, ele ficou "apagado" até ao final e eu andei a pensar nesse acontecimento, pois queria saber o que é que tinha acontecido. Quando li o final fiquei sem palavras. Não esperava nada daquilo que aconteceu. Ao mesmo tempo que me apanhou de surpresa, também me deixou pensativa e me fez olhar para o polícia de uma forma diferente. Acho que nenhum leitor consegue imaginar a complexidade daquela alma. Uma personagem extremamente rica que até merecia mais no livro.
Não tenho mais nada para dizer acerca do livro, mas gostava de receber comentários de quem já leu o livro e gostou. Gostava de saber qual a experiência dessas pessoas com o livro e que aspectos fizeram com que gostassem do livro. 

Boas leituras e deixem-se invadir pelas palavras.

2 comentários:

  1. Gostei muito deste livro. Já o li há cerca de oito anos mas tenho-o presente. Primeiro, pela qualidade da escrita - fiquei fã do escritor - depois pela história que me pareceu muito bem pensada e contada. O título é muito adequado.

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    Respostas
    1. Obrigada pela tua opinião :)
      Eu não fiquei nada fã da escrita! (Começo a pensar que sou das poucas pessoas que não gostou)
      Numa coisa concordo contigo: a adequação do título.

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Obrigada pelo tempo que dedicaste à minha publicação!