quarta-feira, 5 de março de 2014

[Opinião] Nas Asas do Amor (Asas da Glória # 1)


Nas Asas do Amor  (Asas de Glória, #1)

Autora: Sarah Sundin
Ano: 2012
Editora: Quinta Essência
Número de páginas: 456 páginas
Classificação: 4 Estrelas

Sinopse
Allie nunca foi suficientemente bonita para agradar à sua deslumbrante mãe, por isso fará qualquer coisa para ter a sua aprovação: até casar com um homem que não ama. Enquanto Allie quase se resigna ao seu destino, o tenente Walter Novak - destemido na cabina de pilotagem, mas sem jeito para as mulheres - vai a casa na sua última licença antes de ser enviado para a Europa, combater pela Royal Air Force durante a Segunda Guerra Mundial.
Walt e Allie conhecem-se e o seu amor pela música junta-os, fazendo-os começar uma correspondência que mudará as suas vidas. Enquanto as cartas vão e vêm entre a base de bombardeiros de Walt, em Inglaterra, e a mansão de Allie, a amizade que cresce entre os dois une-os. Mas serão eles capazes de resolver os segredos, compromissos e expectativas que os separaram?

Opinião
Este é o primeiro livro da série Asas da Glória e conta-nos uma história de amor entre Allie e Walt.

Allie, uma jovem oriunda de uma família rica, sente-se insatisfeita com a sua vida, mas o casamento da sua melhor amiga marca-a de uma forma especial.
Walt é um jovem que apesar das suas qualidades não consegue conquistar uma mulher solteira. O seu único defeito é o recurso a "mentiras piedosas" para não ser gozado pelos amigos.

Allie e Walt aproximaram-se no início do livro e desde cedo que aquilo que sentem um pelo outro apresenta uma intensidade que não passa despercebida ao leitor. Porém ao longo de todo o livro eles vão manter o amor que sentem guardado em cada um dos seus corações sem o partilharem. 

Eu gostei muito do livro. Fiquei encantada com a história de amor, cativou-me a forma que autora usou para contar a história. Porém houve alguns aspectos que me impediram de dar uma pontuação mais elevada.
  1. Má construção de alguns diálogos - Não sei se isto se deve à tradução ou se já se verificava no livro original, mas haviam diálogos que estavam confusos. Por exemplo, nas últimas páginas do livro há uma fala que é dita por Walt - segundo o que lá está escrito - mas pelo contexto do diálogo e da situação deveria ter sido outra pessoa a dizê-la. Os diálogos da parte inicial também têm algumas partes confusas.
  2. Excesso de descrições dos cenários de Guerra e dos aviões - eu não percebo nada acerca do funcionamento de aviões, mas não foi com o livro que fiquei a perceber. Só contribuíram para arrastar a narrativa e por vezes deixaram-me verdadeiramente confusa, sem saber se aquilo que estava acontecer era com o avião em terra ou no ar.
  3. Queria ter visto mais das cartas trocadas entre Allie e Wall (Queria tanto ler a última carta que Allie escreveu a Walt).
  4. Excesso de referências religiosas - penso que foram usadas em demasia e não gostei da forma como Allie encarava a religião. 
O final, apesar de ser aquele que o leitor espera, é bom de ler. Bastante agradável e querido. As declarações que Allie e Walt fazem um ao outro são muito bonitas e reflectem os erros que ambos cometeram que os impossibilitou de viverem o amor mais cedo. 

Boas leituras e deixem-se invadir pelas palavras. 

4 comentários:

  1. concordo em tudo com aquilo que escreves-te. esta trilogia para mim teve altos e baixos, a parte religiosa por vezes é excessiva, mas é uma caracteristica dos romances cristãos
    bjs

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    1. Obrigada, Susana :). Eu vou ver se arranjo os volumes seguintes porque no geral até gostei dos livros. Faz sentido a presença de aspectos religiosos sendo romances cristãos, mas mesmo assim poderia ser em menor quantidade.

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  2. Olá Silvana. :)

    Também já li esta obra e concordo com os pontos negativos que apontas, especialmente no que à religião diz respeito, penso que a autora nos tenta "vender", de certo modo, as suas convicções nesta obra, o que não me agradou muito e também gostava de ter visto mais cartas, pois ansiava realmente a correspondência entre ambos.

    Beijinhos

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    1. Olá Rita,

      É verdade, parece mesmo que a autora nos está a "vender" as convicções dela.
      Sim, que devorava páginas na ânsia de ler as cartas e depois... foram muito poucas para aquilo que queria.
      Beijinhos

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Obrigada pelo tempo que dedicaste à minha publicação!