segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

[Opinião] O passado que seremos


O Passado que Seremos

Autora: Inês Botelho
Ano: 2010
Editora: Porto Editora
Número de páginas: 208 páginas
Classificação: 1 Estrelas

Sinopse
Elisa e Alexandre conhecem-se num fim-de-semana no Caramulo. São ambos jovens, pertencem a círculos diferentes, vêem o mundo de perspectivas quase sempre opostas – e, no entanto, parecem incapazes de escapar à atracção que lentamente os envolve. Com avanços e recuos, iniciam então uma relação que não entendem e questionam. Mas que os marcará para sempre.
Elisa tem medo da lua e das janelas sem cortinas. Pensa de mais e quer entender o mundo nas suas múltiplas facetas. Alexandre, pelo contrário, avança sem grandes reflexões, preocupado em aproveitar cada momento do presente antes que as responsabilidades o amarrem.
Romance de iniciação à idade adulta, O Passado Que Seremos dá-nos o(s) retrato(s) de uma geração e dos caminhos onde procura encontrar a “sua” verdade.

Opinião
Esta foi a minha estreia com Inês Botelho e não foi um bom começo. Não foi uma boa leitura!

O Passado que seremos traz-nos a história de Elisa e Alexandre. Eles são dois jovens provenientes de mundos e famílias diferentes. O meu desagrado para com este livro não está relacionado com o conteúdo da história, mas sim com o tipo de escrita da autora e a forma usada para conduzir os acontecimentos.

A história é narrada na primeira pessoa, quer pela Elisa, quer pelo Alexandre. Porém, não é dada essa indicação ao leitor. Eu só me apercebia de quem estava a narrar depois de ler algumas linhas. Sei que é uma forma diferente de nos apresentar as coisas, mas para mim, o início foi muito complicado. Tornava-se confuso tentar descobrir a quem pertencia determinado capítulo.

Inês Botelho usa um tipo de escrita muito próprio. Por vezes, sentia que ela usava um amontoado de palavras para explicar acontecimentos mais simples. Pessoalmente, não me identifico muito com este estilo. Complica a narrativa, dificulta a compreensão da história e não me motiva para a leitura. Senti-me a arrastar ao longo daquelas páginas, algumas vezes perdidas na complexidade das frases usadas para descrever os acontecimentos. 

Depois desta experiência com Inês Botelho não fiquei com muita vontade de ler outras obras da escritora. Fiquei um pouco desiludida, pois tinha lido opiniões positivas às obras da escritora e a esta em particular.

E vocês, já leram obras de Inês Botelho? O que é que acharam?

Boas leituras e deixam-se invadir pela palavras.

4 comentários:

  1. Olá! Eu sou uma grande fã da Inês Botelho no que diz respeito à sua trilogia O Ceptro de Aerzis. Já os livros que li depois disso (este e penso que um outro, ou terá sido só este?) detestei. Tudo bem que a trilogia é mais infantil, é uma obra onde a autora foi evoluindo, mas gostei muito mais dela do que o que li posteriormente...
    Beijinho

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    1. Olá :)
      Eu li muitas coisas boas acerca dessa trilogia. E muita gente a adora devido a ela. Eu não li a trilogia e este foi o primeiro (e quase de certeza) o último livro que leio da autora. Detestei o livro e demorei imenso tempo a lê-lo. Ela tem uma forma de escrever muito própria e que não cativa. Não gostei de toda da forma como ela conta a história.
      Beijinhos

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  2. Como já tinha comentado contigo, desta autora já li há vários anos a trilogia O Ceptro de Aerzis e, na altura, gostei bastante. Como já não me lembrava do estilo de escrita, fui à estante verificar num dos livros e a escrita parece bem mais simples e mais adequada ao público juvenil.
    Se algum dia quiseres dar uma nova oportunidade à autora, acho que podes experimentar esta trilogia :)

    Beijinhos

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    1. Pois, talvez ela tenha decido inovar com os livros para um público mais velho.
      Obrigada. Não tenho muito interesse em voltar a ler alguma coisa dela. Pelo menos nos anos mais próximos, não me vejo a fazer isso.

      Beijinhos

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Obrigada pelo tempo que dedicaste à minha publicação!