quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

[Opinião] O perfume


O Perfume - História de um Assassino

Autor:  Patrick Süskind
Ano: 2006
Editora: Editorial Presença
Número de páginas: 276 páginas
Classificação: 2 Estrelas

Sinopse
Esta estranha história passa-se no século XVIII e é fruto de um extraordinário trabalho de reconstituição histórica que consegue captar plenamente os ambientes da época tal como as mentalidades. O protagonista é um artesão especializado no ofício de perfumista, e essa arte constitui para ele – nascido no meio dos nauseabundos odores de um mercado de rua – uma alquímica busca do Absoluto. O perfume supremo será para ele uma forma de alcançar o Belo e, nessa demanda nada o detém, nem mesmo os crimes mais hediondos, que fazem dele um ser monstruoso aos nossos olhos. Jean-Baptiste Grenouille possui no entanto uma incorrupta pureza que exerce um forte fascínio sobre o leitor. O Perfume, publicado em 1985, de um autor então quase desconhecido, foi considerado um dos mais importantes romances da década e nunca mais deixou de ser reeditado desde então, totalizando os 4 milhões de exemplares vendidos, só na Alemanha, e 15 milhões em países estrangeiros. Foi traduzido em 42 línguas. Este fenómeno transformou-o num dos mais importantes livros de culto de sempre. Em 2006, O Perfume passa a ser uma longa-metragem inspirada no romance de Patrick Süskind.

Opinião
Sei que este livro conquistou muita gente e li imensas críticas positivas acerca dele. Porém, tal não aconteceu comigo. Aliás, este foi um livro que me fez ver até que ponto as expectativas podem arruinar uma leitura.

O que é que eu esperava do livro? Bem pelo título e pela sinopse esperava assistir a uma história em que as cenas de crimes me dessem volta ao estômago. Esperava um assassino em série com uma personalidade maquiavélica. Contudo, aquilo com que me deparei está um pouco longe daquilo que eu tinha idealizado.

Começando pelos aspectos mais relacionados com o crime, eles existem mas carecem de detalhes, assim como falta maior complexidade nas intenções do nosso criminoso. Elas acabam por estar presentes, mas um pouco camufladas. Apelando um pouco à nossa imaginação, nós conseguimos criar algo mais complexo e psicopatológico, mas na minha opinião torna o livro pobre. Senti falta de situações mais intensas, de teorias mais rebuscadas...Senti falta de uma narrativa mais cativante e envolvente.

Reconheço a originalidade nos pontos chave do livro e às várias coisas ligadas aos odores. Contudo, a forma como estes aspectos foram desenvolvidos não me convenceu.

É um livro em que a narrativa evolui de forma muito lenta. Penso que o autor se perdeu em dar informações que não acrescentam nada ao livro, nem à história em si.

Existe um aspecto entre as relações pai-filha, filha esta que é a última vítima de Grenoille que me causou uma certa repulsa. Dá a entender os desejos incestuosos do pai e isso marcou-me pela negativa.

Aqueles que gostaram do livro, que aspectos positivos têm para descrever este livro?

Boas leituras e deixem-se invadir pelas palavras.

14 comentários:

  1. Eu também não me apaixonei nada pelo livro...

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    1. :) Finalmente alguém que partilha um pouco do meu sentimento em relação ao livro. Só vejo pessoas a adorá-lo, mas achei-o tão aborrecido.

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  2. Oh pensei que até fosse um livro profundo até é essa maneira que abordaram o filme (não que tenha gostado realmente) mas tenho de tirar as conclusões por mim :)

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    1. Podes ter uma visão diferente da minha, Marta. Por isso se queres ler não o deixes de fazer por causa da minha opinião. Eu de facto achei o livro aborrecido e não me parece que vá ver o filme.

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  3. Nunca li, mas até tinha expetativas elevadas... :o

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    1. Mas não o deixes de fazer. A tua opinião pode ser muito diferente da minha. Aliás muita gente adora este livro... Bjs

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  4. Eu gostei muito do livro! Infelizmente já li a uns bons anos e já não te sei dizer todos os aspectos positivos que me fizeram gostar tanto dele. Mas a história em si, a busca dele pelos perfumes e o que ele fez para encontrar um perfume cada vez melhor, mas principalmente a referência sempre aos odores, quando lemos um livro são outras características que são apontadas e não os odores.
    De uma coisa que eu nunca me esqueço, foi quando a outra rapariga disse que os bebés cheiravam a caramelo :)

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    1. Para mim o livro foi extremamente aborrecido! Como disse na minha opinião, a questão dos odores é original, mas não foi mal explorado. Há coisas no livro que nem precisavam de lá estar.
      Tive imensa pena de não ter gostado. :(

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  5. Eu já li o livro há imenso tempo e portanto não me recordo bem dos aspetos positivos que me fizeram adorá-lo. Mas o que me marcou mais foram os adores, aquela sensação de estarmos lá, de parecer que estávamos a sentir todos esses odores. :)

    Tenho pena que não tenhas gostado muito, mas também é bom não gostarmos todos do mesmo. As expectativas é que estragam tudo xD

    beijinhos

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    1. Concordo, ainda bem que há pessoas com gostos diferentes e com perspectivas diferentes! É isso que dá cor à vida.
      Confesso que tive mesmo muita pena de não gostar devido ao entusiasmo que vi noutras pessoas.

      Beijinhos

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  6. Viva,

    Já li à um tempinho mas assim aquilo que mais me marca é o talento e a complexidade do personagem, não me arrebatou mas foi uma leitura agradável sem duvida ;)

    Bjs

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    1. Olá Fiacha,

      Obrigada por partilhares a tua visão. Também reconheço alguma originalidade no livro, a forma como o autor a usou é que não me arrebatou. Mais leituras virão :).

      Bjs

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  7. Por vezes o blog gosta de nos fazer umas partidas e sem razão não publicou o comentário da Catarina R. Aqui fica:

    "Eu já o li há imenso tempo e lembro-me que gostei (classificação entre 3 e 4 estrelas) mas concordo contigo que há partes muito aborrecidas. Lembro-me que fiquei muito tempo presa na parte da caverna, parecia que ele nunca mais saía de lá:P Gostei da simbologia e das descrições dos odores mas não sei se gostaria assim tanto se o lesse hoje. Um livro dos tempos em que eu ia à biblioteca:) Beijos "

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    1. Nem me fales da parte da caverna :P . Lia meia dúzia de frases e já estava com sono. Parecia que nunca mais avançava.
      Este por acaso é emprestado... Mas penso que também existe na biblioteca que frequento.
      Beijinhos

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Obrigada pelo tempo que dedicaste à minha publicação!