segunda-feira, 4 de novembro de 2013

O último livro [Opinião]


O último livro

Autor: Zoran Živković
Ano: 2011
Editora: Cavalo de Ferro
Número de Páginas: 238 páginas
Classificação: 1 Estrela
Desafio: De A a Z...

Sinopse
Uma série de mortes misteriosas na Livraria Papyrus conduz o inspector Dejan Lukic, aficionado por literatura, a uma investigação. Aqui ele encontra a atraente proprietária, Vera Gavrilovic, e descobre que a única relação existente entre as vítimas é o facto de momentos antes das suas mortes estarem a ler o mesmo livro – O Último Livro.

Com a multiplicação do número de mortes aparentemente sem explicação, envolvem-se no caso a Agência de Segurança Nacional – uma seita secreta e apocalíptica, e um exótico salão de chá; ao mesmo tempo a crescente ligação entre Dejan e Vera é ameaçada por pesadelos e uma eminente sensação de perigo. Estará um louco apaixonado por literatura à solta, assassinando leitores de acordo com o método apresentado em O Nome da Rosa?

Numa corrida contra o tempo, o inspector Lukic precisa de descobrir o segredo do Último Livro e também porque sente que já leu algures tudo o que lhe está a acontecer. O desenlace extraordinário revela verdades escondidas sobre o choque de diferentes realidades, e o incrível poder da imaginação.

Opinião
Andava eu na biblioteca à procura de um livro para o meu desafio de A a Z quando me deparei com este livro. Li a sinopse e os comentários na contracapa do livro e pensei que estaria aqui uma boa leitura. Um polícia amante de literatura, uma livraria como local do crime e um livro letal são o ponto de partida do autor para a construção do enredo. Infelizmente, o livro revelou-se uma verdadeira decepção: narrativa pouco desenvolvida, personagens pouco dinâmicas e pouco complexas, falhas ao nível da construção frásica, falhas na pontuação e um final incompreensível.

Começando pela narrativa, posso dizer que o autor simplesmente se limita a contar os factos sem se preocupar em acrescentar descrições que tornem o texto mais rico e que criem mais mistério. Há mortes. Há teorias. Há procura. Falta é a profundidade na exploração dos factos e dos cenários da morte, falta a construção de uma sequência narrativa mais lógica e cativante. 

O romance entre Djan (inspector da polícia) e Vera (gerente da livraria) é muito básico. Não me senti encantada por estes dois e são poucos os momentos do livro que façam referência aos seus sentimentos. Tudo é escrito muito a correr e dá a sensação que o autor queria terminar o livro o mais depressa possível.

O final do livro fez-me sentir ignorante!!! Percebi mais ou menos o desenlace do mistério em torno das mortes e do tão falado Último Livro, mas não fez qualquer sentido para mim. É tudo muito vazio e com sentido ambíguo. Pior do que isto, só a última página do livro onde ainda estou para descobrir o que se passou ali entre o Djan e a Vera. 

A escrita é pouco envolvente. Penso que um escritor deve tentar seduzir o leitor pelas palavras e pela forma como as conjuga de modo a livro num todo coerente e interessante. Neste livro, o escritor esqueceu este aspecto da sedução e limitou-se a apresentar factos sem os aprofundar o suficiente. Pode parecer ridículo, mas houve alturas em que parece que estava a ler um livro escrito por tópicos. 

Este livro faz inúmeras referência ao livro O nome da rosa. Nunca li o livro mas pelas indicações que iam surgindo ao longo da história fiquei com a ideia que havia aspectos em comum com este livro, porém a forma como as coisas terminam é diferente.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Obrigada pelo tempo que dedicaste à minha publicação!