A mulher do viajante no tempo (Audrey Niffenegger)
Desatamos os dois a rir ao mesmo tempo e depois a dançar até cairmos no sofá ofegantes. Olho para Henry e surpreende-me que, a nível celular seja tão diferente, tão outro, quando é apenas um homem de camisa branca com os bicos do colarinho presos por botões e um casaco de lã grosso, cujas mãos transmitem às minhas a sensação de pele e osso, um homem que sorri exactamente como um ser humano. Eu sempre soube que ele era diferente, que importância tem isso? Algumas letras de código?
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Inclina-se e abraça-me cuidadosamente. A sua barba crescida arranha a minha cara e sinto-me em carne viva, não na pele, mas dentro de mim, profundamente dentro de mim, abre-se uma ferida e o rosto de Henry está molhado - mas com lágrimas de quem?
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Clare, quero dizer-te, de novo, que te amo. O nosso amor foi o fio para me guiar no labirinto, a rede debaixo do homem que caminha no arame, a única coisa real desta minha estranha vida em que pude confiar. Esta noite sinto que o meu amor por ti tem mais densidade neste mundo do que eu próprio: como se ele pudesse permanecer depois de mim e envolver-te, suster-te, amparar-te.
Gostei muito das passagens! *-*
ResponderEliminarParece um livro mesmo interessante! :)