terça-feira, 25 de junho de 2013

A mulher do viajante no tempo [Opinião]


A Mulher do Viajante no Tempo

Autor: Audrey Niffenegger
Ano: 2004
Editora: Editorial Presença
Número de páginas: 481 páginas
Classificação: 5 Estrelas
Desafio: De A a Z...

Sinopse
Audrey Niffenegger estreia-se na ficção com um primeiro romance prodigioso que foi distinguido com o British Book Award 2006. Revelando uma concepção inovadora do fenómeno da viagem temporal, cria um enredo arrebatador, que alia a riqueza emocional a um apurado sentido de suspense. Este livro é, antes de mais, uma celebração do poder do amor sobre a tirania inflexível do tempo que para Henry assume contornos estranhamente inusitados - Cronos preparou-lhe um armadilha caprichosa que o faz viajar a seu bel-prazer para uma data e um local inesperados. A Claire, sua mulher e seu grande amor, resta o papel de Penélope, de uma Penélope eternamente reiterada a cada nova partida de Henry. Quando se encontram pela primeira vez, ela é uma jovem estudante de artes plásticas e ele um intrépido bibliotecário de vinte e oito anos. Claire já o conhecia desde os seis anos... Henry acabava de a conhecer... Estranho?! Poderia parecer, não fosse a mestria de Audrey para tecer os fios do tempo com um espantosa clareza. Uma obra inesquecível, que retrata a luta pela sobrevivência do amor no oceano alteroso do tempo.

Opinião
A mulher do viajante no tempo é um livro onde a criatividade habita em cada uma das páginas que o constitui. O início da leitura foi estranho no meu caso, porque estava a pensar de uma forma lógica e racional de tudo aquilo que ia lendo. Está procura por uma explicação lógica só atrapalhou e fez pensar que esta não era a maneira de encarar esta leitura. Assim, deixei a lógica de lado e procurei apreciar a leitura absorvendo cada palavra, cada acontecimento significativo, cada frase intensa e cheia de significado e aí sim... entrei num espiral emocional que me deixou rendida ao livro.

Henry viaja no tempo... Vai a diferentes datas do seu passado e do seu futuro (mais passado). Numa dessas  viagens vai ao encontro de Claire, aquela que no futuro se torna o seu grande amor. De todas estas idas e voltas pela linha do tempo só me interrogo o porquê de nunca haver referência a um episódio da adolescência de Henry. É um período significativo na vida do seu humano, marcado por mudanças, revoltas, conquistas... Daí é estranho não haver referência a esta fase da vida de Henry. 

O amor entre Henry e Claire que se vai desenhado ao longo das páginas, conquista-nos pela forma simples como ele começa. Conquista-nos pela intensidade dos acontecimentos que o vão moldando, tornando-o num amor puro e cheio de significado.
Há determinadas fases da vida deste amor que são profundamente emocionantes. Lutas que eles têm de travar, discussões necessárias ao bom entendimento, momentos de amor que fazem com que cada lágrima derramada nos momentos de maior tensão seja apenas mais uma prova do amor incondicional que os une. É um linda história de amor, simples e sem floreados construída de uma forma capaz de "atacar" os corações mais frios.

O final deixa-nos a querer mais... Acaba tão depressa. Ficamos com a sensação de que há mais para saber, há mais para contar... Afinal, um grande amor resiste à passagem do tempo, imprime no coração um sentimento de pertença que aumenta a cada batida, que permanece mesmo quando essas batidas esmorecem e desaparecem.

Encarem a leitura deste livro com um espírito aberto. Olhem para ele como uma forma criativa de narrar acontecimentos, sensações, emoções, realidades... Uma verdadeira viagem no tempo também para o leitor. 
O facto de ser narrado na primeira pessoa, e pelos dois pontos de vista, Claire e Henry, torna o livro mais dinâmico e cativante. Acho que pode ser um bom livro para ler a dois (para quem goste de partilhar o momento de leitura).

Para quem já leu o livro, não acham que poderia vir agora um livro com o título O amor da viajante no tempo? Não seria uma boa forma de dar continuidade a uma história inacabada!!

Há um filme baseado no livro, que vi no domingo passado e que em breve irei comentar.

Deixem-se invadir pelas palavras!
Boas leituras.
Silvana

4 comentários:

  1. Oh, deve ser lindo!! Quero muito ler e depois ver o filme! *-*

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    1. É muito bonito Carolina!! O filme não me conseguiu tocar tanto, mas o livro fez-me chorar! =)

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  2. Já li o livro e vi o filme e gosto bastante dos dois:) Sim, acho que podiam dar continuação!:p Beijos

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    1. :) O livro tocou-me mais, confesso! Catarina, temos de encomendar a continuação à autora :)!! beijinhos

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Obrigada pelo tempo que dedicaste à minha publicação!