domingo, 2 de outubro de 2011

A(braços) com a vida!

A rubrica mensal A(braços) com a vida pretende dar a conhecer aos leitores a vida e obra de diferentes autores. Ao longo do mês irei postar aspectos que nos permitam conhecer melhor determinados autores!

Para este mês seleccionei uma poetisa portuguesa! É das minhas perferidas, e possui um vida repleta de aspectos interessantes e, muitos deles estão patentes ao longo da sua vasta obra! Assim, ao longo deste mês iremos estar a(braços) com a vida de Florbela Espanca!


Florbela Espanca (1984 - 1930) possui uma vasta obra: escreveu poesia, contos, um diário... Traduziu diferentes obras e, ainda, colaborou em jornais e revistas de índole diversa! Apesar desta vasta actividade é com a sua poesia que se torna conhecida! Desta forma, termino este primeiro post com o poema mais conhecido da autora, é que constitui a letra de uma música!

Ser poeta
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma e sangue e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!


Curiosidade: Este poema é retira do livro Charneca em Flor livro que Florbela organizou e acompanhou durante a edição de Guido Battelli (professor regente do Curso História da Literatura Italiana da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra) lhe conseguiu em Coimbra depois de ter conhecido os seus poemas através de um jornal. Florbela chegou mesmo a rever muitas das provas tipográficas, mas suicidou-se (08-12-1930) antes da sua publicação (Janeiro de 1931). (Florbela Espanca, Poesia completa - Publicações Dom Queixote, 6 ed. 2007).

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