sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Opinião | "Duplo crime" de Tess Gerritsen (Rizzoli & Isles #4)

Duplo Crime (Jane Rizzoli & Maura Isles, #4)
Classificação: 5 Estrelas

Quando este livro me chegou às mãos fiquei logo entusiasmada para o começar a ler. É uma série da qual gosto particularmente. É uma série policial, misturada com boas doses de suspense e mistério. Tenho um fascínio especial pelas análises aos locais de crime, a investigação criminal e o detalhe técnico da descrição das autópsias. Estas são características muito particulares desta série e reconheço que poderão não ser do agrado de todos os leitores.

É ingrato escrever uma opinião para este livro. Tenho de ter cuidado naquilo que escrevo, pois até aquilo que me parecem simples pormenores, poderão estragar a leitura de quem pega nestes livros para ler. Penso que, o grande interesse deste género de livro é saber o menos possível e aventurar-se na leitura.

Este é o quarto livro da série e dirige o seu foco para a personagem da Maura. No fundo, todas as coisas que irão acontecer, terão como ponto de partida a vida passada de Maura.
Neste enorme foco sobre a médica-legista, a nossa polícia Jane Rizzoli acaba por ir para segundo plano. Fiquei um pouco triste porque queria ter acompanhado mais da sua vida pessoal e de como esta a lidar com todos os desafios que descobri nos livros anteriores.

Achei muito interessante como as coisas foram emergindo. Consegui ficar presa a tudo e a minha curiosidade aumentava a cada página lida. E o mais cativante de tudo é descobrir a forma engenhosa como, a partir de um crime, se desenlaça uma teia de situações que me deixaram rendida à mestria e inteligência da autora para tecer uma história assim.

A cada livro que leio da série, reforço o meu gosto por ela. Com este meu gosto crescente, tenho uma enorme vontade de conhecer mais livros.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Palavras Memoráveis


Demorei muito tempo a aceitar que a vida era muito mais complexa do que eu ou do que as minhas decisões boas ou más. Que era impossível saber como as minhas decisões afetariam o futuro. 
S. D. Robertson, Tempo de dizer adeus

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Divulgação | "Anita Garibaldi" de Thales Guaracy





















Anita Garibaldi é a nova aposta da editora Castor de Papel/4 Estações.
É um livro que nos retrata um história real de uma revolucionária que teve uma vida cheia de entusiasmos, coragem, rebeldia. 
Eu tenho um gosto particular por livros que nos apresentam personagens que outrora foram reais, que existiram. Para mim é sempre apaixonante descobrir mulheres cheias de garra e coragem, que desafiaram os possíveis e os impossíveis. Parece-me que Anita era uma dessas mulheres extraordinárias que desafiam tudo e todos aqueles que se lhe atravessem pelo caminho.

Quem está curioso/a para conhecer melhor esta mulher? 




sábado, 13 de janeiro de 2018

Por detrás da tela | "O estranho caso de Benjamin Button" (2008)

Classificação: 7/10 Estrelas

Este filme estava na minha lista de filmes para ver há imenso tempo. Estava com muita curiosidade para ver como todo o enredo se desenvolve. 
Assim, aproveitei o facto de ele ter passado na Sic, no fim-de-semana passado e vi o filme.

Pegando numa visão geral, posso dizer que gostei bastante do filme. Tem originalidade, um enredo coeso e cativante e uma relação interessante entre as personagens e os acontecimentos. No fundo, penso que reúne os ingredientes essenciais para para me deixar presa ao filme e não adormecer.

Relativamente ao desempenho das personagens, Brad Pitt esteve muito bem no papel de Benjamin. Acho que as características da personagem, a carga emocional e o excelente trabalho de caracterização lhe assentaram de uma forma única e realista. Já a personagem Daisy, interpretada pela Cate Blanchett, não me convenceu. Não é uma atriz que se expresse bem em termos emocionais, faltando-lhe aquele brilho especial que a tornasse numa personagem memorável. A personagem em si tem um papel relevante, mas a forma como ela se desenvolveu pareceu-me um pouco artificial. Senti falta de algo que a tornasse humana aos meus olhos. Acho que foi a primeira vez que a vi num filme, mas tenho curiosidade em ver mais trabalhos dela no sentido de constatar se esta frieza interpretativa está inerente ao enredo ou é algo que já faz parte dela. 

O filme é longo, mas não aborrece. A curiosidade vai aumentando ao longo do desenrolar dos acontecimentos, assistimos ao "crescimento" das personagens ao longo do seu ciclo de vida e isso é muito satisfatório. Penso que a única pessoa que acabou por ficar despercebida mais para o final do filme foi a irmã de Benjamin, filha biológica dos pais adotivos de Benjamin. 

2018 começou muito bem em termos cinematográficos. Um filme que, de certeza, me ficará na memória.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Português no masculino | Autor de Janeiro

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Afonso Cruz

O autor que eu escolhi para ler durante o mês de Janeiro foi Afonso Cruz. 
Vou ler o livro A Boneca de Kokoschka. Vou iniciar a leitura segunda-feira. Se alguém se quiser juntar a mim, só têm de deixar um comentário. 

A Boneca De Kokoschka

A minha experiência de leitura das obras do autor é muito escassa. Li apenas um conto, mas foi há tanto tempo que já não me lembro muito bem com que impressão fiquei. 
Pelo que vou vendo na blogoesfera, Afonso Cruz é um autora que reúne o consenso por parte dos leitores. Cruzo-me com muitas opiniões positivas ao seu trabalho daí estar com expetativas bastante positivas em relação a esta leitura.

Qual é a vossa opinião acerca deste autora?
Que outras obras me recomendam?

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Palavras Memoráveis


- (...) Não me arrependo do que fiz. Não gosto de arrependimentos. Não têm sentido. O importante depois de tomares uma decisão é seres fiel a ela.
S. D. Robert, Tempo de dizer adeus

Opinião | "És o meu destino" de Lesley Pearse (Belle #3)

És o Meu Destino (Belle #3)
Classificação: 5 Estrelas

Nota: Esta opinião contém spoilers relativamente aos livros anteriores da série. 

Os livros têm aquele poder especial de nos proporcionar sensações diversas. Há livros que nos despertam sorrisos, outros que nos levam às lágrimas, outros que nos deixam zangados, outros que são uma grande fonte de indiferença... E depois há os livros da Lesley Pearse que me oferecem todas estas sensações num único livro. 

Sou uma fã incondicional da autora. Vibro com as histórias dela, choro, sofro pelas personagens e amo-as como se fossem pessoas reais que me enchem o coração de sentimentos muito positivos. Andava desejosa por terminar a série Belle. Desde o primeiro livro que me apaixonei pelo misterioso Étienne e pela corajosa Belle. Queria saber como é que funcionavam eles enquanto casal. E não me desiludi!! Senti o amor entre eles em cada página em que eles apareciam e ainda me apaixonei mais por este homem de um olhar que pode ser frio e caloroso ao mesmo tempo. 

Mas a personagem central deste livro é Mariette, filha de Étienne e Belle. Nas primeiras páginas do livro, estava muito irritada com esta jovem. Era de uma rebeldia aterradora e que deixava os pais muito preocupados. Porém à medida que o livro foi avançando e estas personagens foram engolidas pela Segunda Guerra Mundial, assisti a um crescimento ímpar desta jovem. Ela passa por grandes desafios. Foram tão intenso e tão bem escritos que não consegui evitar as lágrimas. 

Quem se atreve a "mergulhar" nestes livros sabe que vai encontrar drama, muito drama. Sei que, muitas vezes, os livros desta autora são criticados por isso mesmo. Eu não sinto que as situações dramáticas são exageradas ou descontextualizadas. Consigo ver tanto realismo, tanto sentimento, tanta empatia na forma como a Lesley escreve, que o drama surge de forma natural e apelativo ao leitor. 

Senti-me em casa ao rever personagens antigas. Foi uma leitura que me encheu o coração e que cria em mim um comportamento antagónico. Se por um lado quero ler de forma desenfreada para conhecer o mais rapidamente possível a história e o desenrolar dos acontecimentos, por outro não quero que o livro acabe e me deixe a ressacar por mais e mais. 

Tenho plena consciência que este género de livros não agradará a toda a gente. Há particularidades que podem afastar os leitores sem paciência para os dramas ou para o romance. 
Este é um livro sensível, com muitos acontecimentos traumáticos, mas que possui também aventuras, romance e situações engraçadas. 

É uma série que, daqui a alguns anos quero reler e espero sentir as mesmas emoções que senti agora. 
Mesmo que tenham o pé atrás relativamente a livros com estas características, experimentam pelo menos um da autora. Ela tem uma escrita muito boa e fluída e pode ser que se deixem conquistar por ela e pelas personagens femininas cheias de força e de garra.