sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Opinião | "A Aia" de Eça de Queirós

A Aia
Classificação: 4 Estrelas

Em Setembro decidi ler um conto que li, pela primeira vez, há mais de 17 anos. 
É um conto envolto em boas memórias. E essas boas memórias diziam-me que tinha gostado. Por vezes, as nossas memórias são enganadoras, por isso é sempre bom fazer uma atualização da leitura. Neste caso, as memórias não estavam erradas. Voltei a gostar muito do conto e da sua mensagem.

A escrita deste conto é muito simples, porém acompanha uma história bastante forte. É um conto sobre lealdade e sacrifício. Um conto onde o altruísmo prevalece perante as necessidades pessoais.

Esta leitura fez-me pensar no facto de que eu leio muito pouco Eça de Queirós. Gostei tanto do pouco que já li, que me sinto quase na obrigação de ler mais. Uma situação a mudar nos próximos tempos. 

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Divulgação | "O Silêncio da Chuva de Verão" de Dinah Jefferies


Quem nunca se sentiu fascinado pelas cores e pelos aromas da Índia? Quem nunca se sentiu interessado em conhecer a cultura indiana?
Eu sou uma curiosa leitora sobre tudo o que envolve a cultura e os costumes indianos e por isso procuro sempre ler os livros que me transportam em parte para essa realidade.

O Silêncio da Chuva de Verão é mais um passaporte para a Índia e para os aspetos culturais que a envolve. Já iniciei o livro e, apesar de andar a ler menos do que aquilo que eu desejaria, estou a gostar bastante. A cultura, aquele mundo de sons, cheiros e cores vibrante, está a chegar-me de forma faseada e muito bem articulada pelas mãos da autora.
É a minha estreia com Dinah Jefferies, por isso vou na expetativa de juntar mais uma autora na minha lista de escritores preferidos. Já li imensas coisas positivas acerca dos livros dela e das suas histórias encantadoras. 

Quem já leu livros desta autora, o que é que me podem adiantar?

Deixo-vos a sinopse! Espero ter despertado a vossa curiosidade!!

***

Sinopse
«Tens de ser assolada pelo amor para o conheceres verdadeiramente.»

Rajputana, Índia, 1930. Desde a morte do marido que a jovem inglesa Eliza vive para a fotografia. Determinada a estabelecer o seu nome, ela aceita um convite do governo britânico para retratar a vida da família real indiana no Estado de Juraipore, de forma a enaltecer a influência da Coroa Britânica.

No palácio real, Eliza conhece Jayant, irmão mais novo do marajá, que a leva a conhecer uma terra marcada por contrastes: de um lado, paisagens de beleza incomparável e uma cultura rica e vibrante, e do outro, a mais devastadora das misérias.

Durante a viagem, Eliza desperta Jayant para a pobreza do povo indiano, ao mesmo tempo que ele lhe mostra a face negra do domínio britânico na Índia. Até que, numa revelação quase kármica, os dois descobrem que estão profundamente ligados e apaixonamse.

Mas com a família real e os britânicos a oporem-se à sua relação, conseguirão Eliza e Jayant libertar-se das obrigações e cumprir o seu destino?

Sobre a autora
Dinah Jefferies nasceu na Malásia e mudou-se para Inglaterra com 9 anos. Estudou na Birmingham School of Art e, mais tarde, na Ulster University, onde se formou em Literatura Inglesa.
Autora bestseller do Sunday Times, colabora com alguns jornais, entre eles o Guardian. Os seus livros estão publicados em 25 países, e este número continua a crescer.
Depois de ter vivido em Itália e em Espanha, regressou a Inglaterra, onde vive com o seu marido e o seu cão, e passa os dias a escrever e a desfrutar dos tempos livres com os netos.
Saiba mais sobre a autora em: www.dinahjefferies.com

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Opinião | "A Sereia de Brighton" de Dorothy Koomson


Classificação: 5 Estrelas

Quando pego num livro da Dorothy Koomson sei, à partida, que me trará bons momentos de leitura. Gosto tanto da sua faceta romântica como de ser surpreendida por todo as outras facetas que ela tem vindo a assumir. Sinto que é uma escritora em constante crescimento, que abraça diferentes histórias e diferentes formas de as contar.

A Sereia de Brighton, o seu livro mais recente, é um exemplo extraordinário da sua versatilidade enquanto escritora. As primeiras páginas deixaram-me muito intrigada, despertando em mim o interesse ao mesmo tempo que fortalecia a minha ligação ao livro e às personagens. Dei por mim muito envolvida com tudo o que ia acontecendo, tão envolvida ao ponto de me mexer com os nervos de uma forma muito particular. Isto aconteceu porque a estava tudo tão bem construídos que me estava a enervar o facto de não ter certezas de nada, de estar a desconfiar de tudo e de todos ao mesmo tempo que a angústia de não saber o que é que realmente tinha acontecido tomava conta dos meus pensamentos.

Dorothy Koomson superou-se em cada página, em cada reviravolta da história e na forma como escolheu contá-la. Poderia ser mais uma simples história de duas adolescentes negras que descobrem uma mulher morta numa praia e que têm de lidar com muitos problemas depois disso, em particular sentirem na pela o racismo. Mas a autora vê mais longe e consegue inserir elementos inovadores, situações inesperadas e personagens que não são categoricamente boas ou más. Aliás todas as personagens são complexas e dento deles existe um conjunto de emoções, vivências e personalidades muito diversificados. Esta particularidade intrigou-me, deixou-me a pensar na forma como somos capazes de construir uma identidade capaz de cegar os outros. Afinal de contas a natureza humana e complexa e dá-nos a capacidade de nos reinventarmos de forma positiva ou negativa. E aqui a autora consegue fazer isso de uma forma muito interessante, as personagens são mais do que aquilo que elas nos permitem ver.

Não vou destacar nenhuma personagem em particular, porque o meu prazer nesta leitura residiu muito em descobri-las, em conhecer cada uma das suas camadas e em aceder a sua essência real. Na minha opinião, quanto menos soubermos delas e do livro no geral maior será o nosso grau de surpresa. E apesar das minhas desconfianças (que no fim até se vieram a revelar corretas) o meu grau de confusão era tanto que simplesmente me rendi a condição de leitora que procura conhecer aquilo que a escritora tem para nos oferecer.

O fim não foi aquilo que mais desejei, mas depois de tudo o que aconteceu sei que não poderia ser diferente. Por isso, este livro não foi aquilo que o meu lado emocional desejaria, mas foi aquilo que o meu lado realista acredita ser o mais acertado e o mais correto perante as circunstâncias que conhecemos ao longo do livro.

Nota: Este livro foi-me disponibilizado pela editora em troca de uma opinião honesta.

domingo, 14 de outubro de 2018

Palavras Memoráveis


A vida é perda; frequente, habitual. A perda também não segue um padrão. Apenas sobrevivemos a ela memorizando como se faz. 

Jill Alexander Essbaum, Uma boa mulher

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Visões #4 | Como morrem os sonhos?



Muitos dizem que os sonhos são um motor da vida, uma espécie de energia que nos empurra ao longo do caminho. É bom sonhar! É bom pensar em coisas boas que gostaríamos de alcançar ao longo da nossa vida. Acredito que eles possam ser uma espécie de "aspiração central" da nossa mente. Porém, há alturas na nossa vida que eles simplesmente se desvanecessem no meio de tanta coisa que deixa de funcionar na nossa vida.

Sempre me classifiquei como uma sonhadora. Há 10 anos atrás sonhava em terminar o curso e encontrar um emprego que me deixasse feliz. Sonhava em conhecer outras paragens, em conhecer pessoas que me acrescentassem coisas positivas, sonhava com independência, sonhava em fazer a diferença, sonhava em escrever histórias... Mas pelo caminho dos últimos anos esses sonhos foram arrefecendo e morrendo aos poucos. 

Eles foram morrendo. As coisas foram tomando outros rumos, regredi em algumas coisas que já tinha conquistado, as prioridades foram-se alterando e, no meio de todas as coisas menos boas, os sonhos foram ficando para traz. Hoje estão mortos! Talvez porque a esperança em obter coisas melhores também esteja muito, muito baixa. Talvez porque passei a ser mais racional e realista. Talvez porque deixei de acreditar e de confiar no mundo e nos outros. Tive de perder muitas coisas para hoje ter outras. Talvez em termos de quantidade (perdas vs ganhos) esteja com saldo negativo, porém tive ganhos que me fizeram crescer como pessoa. Mas os sonhos, esses, não entram na equação. Neste momento estão mesmo mortos. 

São as pedras que encontramos no caminho da nossa vida que apedrejam os sonhos e os matam, ou os colocam num permanente estado de coma à espera daquele rasgo de mudança que os faça renascer. Estou neste limbo... Numa corrida por mudanças. Mas a angustia está cá, porque a passagem do tempo não perdoa e isso faz-nos perder a força. Sei que sou muito exigente comigo própria, mas haverá mal em querer mudanças positivas na nossa vida e na nossa forma de viver? Quão longo é o caminho para alcançar aquele nível que faça com que os meus sonhos renasçam? Gostaria de ter mais resposta para a incerteza do futuro que se estende à minha frente. Queria que os meus sonhos voltassem ao ativo e me empurrassem para a frente. 
Hoje faço anos. Hoje abre-se um novo ciclo da minha vida. Será que vou ter os meus sonhos de volta? Será que os conseguirei fazer renascer das cinzas? Eu quero muito que eles voltem.  

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

TAG | Get to know me

Gosto sempre de arranjar umas Tags novas para responder. 
Já não me lembro muito bem onde vi esta TAG, mas penso que quem a criou foi a Beatriz (caso esteja errada, por favor, avisem-me que eu faço logo a alteração).
Esta é uma boa forma de me ficarem a conhecer um pouco melhor...
.

Perguntas: 

1 | Disciplina favorita no secundário? 
Aqui esta uma pergunta difícil. Eu gostava de três em particular: Biologia, Português e Filosofia. Isto é o reflexo da minha indecisão entre as letras e as ciências.

2 | Consegues tocar com a língua no nariz? 
Só com um grande, grande esforço.

3 | Rede social favorita? 
Sem dúvida, Goodreads. Perco-me a ver os livros, as classificações e a ler algumas opiniões.

4  |O melhor da tua vida neste momento? 
A sensação de que daqui a pouco estou a terminar algo que exigiu muito de mim nos últimos quatro anos.

5 | Cantas no chuveiro? 
Não, não canto. Adoro o silêncio e a possibilidade de relaxar ao som da água a cair.

6 | Tens tatuagens? 
Não tenho e não penso em fazê-las. Gosto daquelas mais simples e discretas, mas não as gostaria de ver no meu corpo.

7 | Quantos países já visitaste? 
Já fui a cidades de dois países: Espanha e França.

8 | Tens alguma alergia? 
Até Julho passado diria que não tinha nenhuma. Infelizmente, no final do mês de Julho conheci o verdadeiro desespero de uma alergia ao pó do milho. Valeu uma visita ao hospital, uma injeção e um fim-de-semana que deu para colocar os sonos em dia. A injeção e a medicação prescrita foram uns valentes indutores do sono.

9 | O que te assusta ao envelhecer? 
A perda de capacidades cognitivas, a perda da independência, a solidão e os maus tratos. Infelizmente, vivemos num país que trata muito mal os seus idoso.

10 | Gostavas de viver fora?
Até há uns anos atrás diria que não. Hoje digo que sim, que gostaria de ter esta experiência de forma a valorizar-me e a enriquecer-me. Seria uma excelente aventura. 

11 | Quantos dias aguentarias em solitária? 
Vário dias. Se tivesse livros para ler, material de ponto cruz e a possibilidade de ver filmes aguentaria imenso tempo. Gosto do tempo que passo comigo mesma, a fazer as coisas que mais gosto.

12 | Sabor preferido de chá? 
Acho que nunca provei o verdadeiro chá, mas adoro infusões. Eu bebo qualquer uma. No verão adoro uma boa infusão de menta bem fresca e no inverno maça-canela, cidreira, tília, camomila... Vou variando e bebo imenso.

13 | O que está debaixo da tua cama? 
Não costumo ter lá nada.

14 | Algo que gostavas de ser dotado a fazer? 
A falar línguas. Tenho alguma dificuldade em expressar-me verbalmente noutras línguas.

15 | Qual a primeira app que abres quando acordas? 
Nenhuma. Só pego no telemóvel bem depois de tomar o pequeno-almoço e fazer outras coisas importantes para dar início ao meu dia.

16 | Tens medo de alturas? 
Não me sinto muito confortável e tenho vertigens. Mas depois faço coisas incongruentes com este meu receio, como fazer slide por cima de uma barragem. E sabem o que é pior? Adorei a experiência de "sobrevoar" a barragem. 

17 | És boa cozinheira? 
Modéstia à parte, até me safo bem na cozinha. Prefiro cozinhar sobremesas, pois sou mais de doces do que salgados. 

18 | Qual a tua forma favorita de passar o tempo?
Ler, ver filmes e fazer ponto cruz.  

19 | Tipo favorito de roupa? 
Quanto mais prática melhor. Calças de ganga, camisolas e blusas práticas são peças fundamentais para mim. Não uso saltos altos, não consigo andar devido a um problema ósseo. Por isso, adoro sapatilhas, sabrinas e sandálias. Não sou muito fã de botas.

20 | Cor favorita?
 Eu tenho um problema com cores, tenho dificuldade em escolher aquela que gosto mais. Mas se me estivessem a apontar uma arma à cabeça diria que azul.

21 | Atriz favorita? 
Sandra Bulllock.

22 | Os teus avós ainda estão casados? 
Infelizmente só tenho a minha avó materna. Os meu avôs morreram em 2007, e a minha avó paterna em 2016.

23 | TV Show favorito? 
Gosto de ver televisão para "desligar" o cérebro. Então procuro programas sem grande conteúdo inteletual do género "Say yes to the dress", "Married at first side"... Mas depois vem o contraste, gosto muito de ver as reportagens e documentários... Tudo depende do estado de espírito.

24 | Tipo de música favorita?  
Não tenho tipo de música favorita. Tenho músicas que gosto e músicas que não gosto. Por isso consigo-vos dar exemplos de música clássica, pop, rock... O que me interessa é a sonoridade, a letra... Aquilo que a música me faz sentir.

25 | Se pudesses fazer voluntariado o que farias? 
Continuaria o meu voluntariado anterior no canil municipal.

26 | Que problemas achas mais problemáticos? 
Sou muito sensível às problemáticas sociais. A violência que parece pairar sobre a cabeça de toda a gente, o desrespeito nas redes sociais, a falta de empatia, os maus-tratos contra crianças e idoso. Para além disso sou muito sensível às questões ambientais e a forma como gerimos os nossos recursos. Ainda hoje me revoltava interiormente com um comportamento do vizinho que, durante meia hora, usou  mangueira para lavar a estrada. Estiveram em obras e falta colocar o alcatrão. Os carros a passar fazem algum pó, mas acho desnecessário gastar tanta água com uma coisa destas. 

27 | De 1 a 10 como avalias a tua condução? 
Eu não gosto particularmente de conduzir. Talvez um 8.

28 | Cardio ou pesos? 
Cardio.

29 | Se tivesses 1 ano de vida o que farias? 
Queria estar um pouco com todas as pessoas que me são queridas e vivem fisicamente distantes de mim. Escolhia os livros não lidos das escritoras que me aquecem o coração. Relia o livro O grande amor da minha vida para que o meu coração se enchesse daquele amor avassalador entre Tatiana e Alexander. Escolhia alguns dos filmes que quero muito ver e escrevia uma carta a todas as pessoas por quem sinto uma enorme gratidão por todas as vezes que me deram a mão e me ajudaram a levantar do chão poeirento onde eu caia. 

30 | Se pudesses dar um conselho ao teu “eu mais novo” qual seria? 
Usa mais a razão do que a emoção para fazeres as tuas escolhas...

31 | Se pudesses salvar apenas um qual seria - Humanidade ou Planeta Terra? 
A Humanidade. Acho que ao salvar a Humanidade estaria a salvar o Planeta Terra.

32 | Pepsi ou Coca-Cola? 
Nenhuma das duas bebidas. Não bebo refrigerantes. 

33 | Preferias ser um génio ou rico?
Génio. Há coisas que o dinheiro não compra. 

34 |Skydive ou Bungee Jumping? 
Bungee Jumping... Mais uma vez a minha incongruência vem ao de cima. Não lido muito bem com as alturas, mas gostava de experimentar a adrenalina deste salto.

35 | És uma pessoa de manhãs ou noites?
Depende do meu nível de stress e de ansiedade. Consigo funcionar nos dois momentos, tudo depende da exigência que me é colocada em frente.

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Opinião | "A materna doçura" de Possidónio Cachapa

A Materna Doçura
Classificação: 1 Estrela

A materna doçura marca a minha estreia com o autor Possidónio Cachapa. No Goodreads, este livro tem classificações variadas. Porém, mais de metade, correspondem a uma classificação de 4 estrelas. Em média apresenta uma classificação razoável, 3.65, daí eu estar à espera de uma leitura, no mínimo, satisfatória. Infelizmente foi, para mim, uma leitura difícil porque nada nesta história fazia com que o meu interesse crescesse.

A minha leitura foi um misto de frustrações. Senti-me, muitas vezes, perdida. Perdida numa narrativa confusa, pois em algumas situações não encontrei elo de ligação entre alguns acontecimentos. Ao mesmo tempo que me afundava na confusão, a minha atenção diminuía ao ponto e ter de voltar atrás para reler passagens que já tinha lido. 

Para além do sentimento de confusão, foi o sentimento de nojo. Senti-me algo enjoada com um comportamento próprio do Sacha e o seu interesse num tipo estranho de pornografia. Isto causou-me uma enorme repulsa. Até consigo compreender as origens de tal interesse, mas a forma fria e pouco profunda como o autor foi expondo toda a situação foi motivo de grande insatisfação para mim.

Um aspeto que gostei, em alguns momentos deste livro, foi a escrita. Houve alturas do livro em que a escrita era agradável e bonita. O autor conjugava bem as palavras e isso tornou a leitura menos penosa.

Sei que existe, pelo menos, mais uma obra do autor. Como em alguns momentos da leitura gostei da escrita, pretendo dar mais uma oportunidade ao autor. 
Para quem já leu outros trabalhos do autor, o que é que têm a dizer? 

domingo, 7 de outubro de 2018

Palavras Memoráveis


Os fantasmas (...) não são sempre os espíritos dos mortos humanos que ficam presos na Terra. Um fantasma pode ser a sensação que fica depois de uma ação que desempenhámos, mas em relação à qual nos sentimos mal. Ou a ação em si mesma. Algo que fizemos ou somos e ao qual não conseguimos escapar.
Jill Alexander Essbaum, Uma boa mulher

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Por detrás da tela | "Julie & Julia" (2009)

Classificação: 8 Estrelas


Quando vi o resumo sobre a história deste filme, pareceu-me uma boa escolha para uma tarde de domingo. A minha intuição funcionou e, de facto, tive a oportunidade de ver um filme divertido e que me transmitiu muitas emoções positivas. 

A ação do filme é narrada em dois momentos temporais: um no pós Segunda Guerra Mundial e outro na década de 2000. São as receitas e o gosto culinário que ligam duas personagens que vivem em momentos temporais diferentes. A Julie é fã das receitas que a Julia publicou no passado. Julie acabou por ficar um pouco obcecada com a vida de Julia, eu achei engraçado ver isso. Até que ponto é que nos deixamos absorver pelas pessoas que, apesar de não conhecermos, admiramos? Foi engraçado ver essas reações na Julie que, descontente com a sua vida e sem um emprego que a satisfaça, se atira num objetivo que acaba por lhe mudar um pouco a sua vida e a forma como olha para as pessoas à sua volta.

Ao longo do filme acompanhei o paralelismo existente entre as história de Julie e Julia. Ao mesmo tempo que me divertia com o modo peculiar de Julia, entusiasmava-me com os projetos que Julie decidia abraçar e, pela primeira vez na vida, terminar. 

O final apanhou-me um pouco desprevenida. Foi abrupto e eu esperava algo mais intenso que me permitisse sedimentar a boa relação que estava a ter com o filme. Para mim, ficou demasiado em aberto. Fiquei frustrada e gostaria de ter visto mais. Apesar desta minha frustração final, gostei do filme, diverti-me e encheu-me o coração. Portanto, cumpriu a sua função.

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Português no Masculino | Outubro

Este mês vou atirar-me, novamente, num novo autor português.
Queria uma leitura leve, fluída e rápida e parece-me que a encontrei.

O autor é...
Resultado de imagem para José Manuel Saraiva
José Manuel Saraiva

Quanto ao livro, dado aquilo que procurava, trouxe da biblioteca o seguinte:
A Terra Toda
A Terra Toda

Desse lado, alguém conhece o autor e a sua obra? 
O que me podem dizer sobre ele e sobre os seus livros?