domingo, 22 de abril de 2018

Passatempo | "O ano francês" de Daniela Rodrigues

O Ano Francês

Hoje tenho um passatempo para vocês. 
Com o apoio da Chiado Editora, irei sortear o livro O ano francês.
O livro é de uma autora portuguesa e, para quem desconhece a autora, tem aqui uma boa oportunidade para ficar a conhecê-la. 
Podem participar até às 23:59 do dia 15 de maio.

Regras:
  1. Preencher o formulário
  2. Ser seguidor deste blog 
  3. Fazer um gosto na página do Por detrás das palavras
  4. Fazer um gosto na página da Editora
  5. Só é permitida uma participação por pessoa.
  6. O passatempo é válido para Portugal Continental e Ilhas.

sábado, 21 de abril de 2018

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Os motivos]


São tantos os livros que quero partilhar com a Denise que este mês não sabia o que lhe enviar primeiro. 
Então coloquei a escolha no lado dela. Fui à estante, seleccionei os livros que tinha em mente enviar-lhe, retirei uma frase de cada um deles e ela escolheu a frase que mais a interessava.

A frase escolhida foi:

Sinto o coração a pesar-me dentro do peito: demasiado angustiado para bater, mas desejoso de escapar. Sentamo-nos a um canto da mesa, ela à cabeceira, eu à esquerda dela. (p.184)

Esta frase pertence ao livro....
Os Muitos Nomes do Amor
Os muitos nomes do amor
Dorothy Koomson

Espero que a Denise goste do livro e que seja uma boa leitura, ao nível daquelas que a autora já noa habituou.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Palavras Memoráveis



Porque o amor, como a vida, não é apenas sobre duas pessoas cujos mundos se encontram. Trata-se das suas raízes, das suas experiências, das suas culturas também.
Rosanna Ley, Regresso a Mandalay

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Opinião | "Confissões" de Kanae Minato

Confissões
Classificação: 3 Estrelas

Confissões foi o último livro enviado pela Denise para o nosso Empréstimo Surpresa. Parti para a leitura sem criar expetativas, apenas sabia que era um livro que ela tinha adoro e que a surpreendeu. Quando terminei a leitura fiquei sem saber o que escrever acerca do livro e sem saber que classificação lhe dar. Foi um leitura que me provocou sensações estranhas e no meio dessa estranheza fiquei bastante indecisa sem saber muito bem o que fazer. 

Começando por uma análise mais global, acho que a forma como foi escrito, a escolha das personagens a quem foi dada a voz e toda a sequência que se foi instalando. Contudo, em certos aspetos torna-se repetitivo e cheguei a sentir-me aborrecida por, em alguns momentos, ter de ler novamente sobre a mesma situação.
A linguagem é simples e a escrita bastante acessível. 

Relativamente à narrativa senti-me estranha ao lê-la. Não tenho filhos e só consigo imaginar aquilo que Moriguchi sentiu ao perder a filha, contudo não sei até que ponto é que forma que ela usou para vingar a morte da filha seja legítima ou se até não está a usar uma vingança infantil. Assustei-me com a frieza dela e com a forma calculista para desenhar tal plano pouco tempo depois de sentir uma dor tão atroz.

Relativamente aos pré-adolescentes que vão ganhando protagonismo, acho que há certas coisas que me pareceram demasiado à frente para miúdos de 12/13 anos, que se inserem num padrão de desenvolvimento mais ou menos normal. Excetuando um deles que foi bastante estimulado pela mãe, os outros pareceram-me alunos que respeitavam os padrões normais, com maior ou menos apetência para as tarefas escolares. Estes aspetos fizeram-me olhar para eles com alguma desconfiança.

O final acabou por me surpreender um bocadinho. Contudo achei que foi tudo demasiado ficcional. Senti falta de qualquer coisa que me fizesse acreditar em tudo aquilo que aconteceu com aquelas personagens. 

Nunca me senti ligada ao livro, em nenhum momento me emocionei ou me senti incomodada com os acontecimentos. Não achei que fosse um mau livro, considero que foi apenas um livro que cumpriu a sua função de entreter mas não deixou qualquer tipo de marcas. Talvez não tenha funcionado muito bem comigo, o que acaba por ser curioso. Achei este livro bastante racional, o que poderia fazer um click positivo com a racionalidade que vive dentro de mim, mas tal não aconteceu. Bem... talvez a dose entre razão e emoção não estivesse no equilíbrio perfeito afastando-se da minha mente emotivo-relacional. 

sábado, 14 de abril de 2018

Opinião | "Aquele beijo" de Julia Quinn (Bridgertons #7)

Aquele Beijo (Bridgertons #7)
Classificação: 4 Estrelas

Estou triste!!!! Só me falta conhecer a história de um irmão Bridgerton. Estes livros são tão agradáveis que torna difícil a despedida.

O sétimo livro da série conta-nos a história de Hyacinth, a irmã mais nova deste clã, e Gareth St. Clair. Os livros anteriores já me tinham espicaçado a curiosidade relativamente a esta Bridgerton. O que me ficou de leituras anteriores é que estamos na presença de uma miúda cheia de personalidade, com a resposta certeira e preparada a disparar daquela boca e com uma enorme vontade de viver. Este livro veio confirmar aquilo que já pensava dela. Para além destas características sobressai o seu espírito aventureiro e uma vontade incrível de viver e sentir tudo de todas as formas que lhe sejam permitidas. É uma mulher diferente daquelas que desfilam na sociedade Londrina, pois desafia as leis do recato feminino e as tarefas e comportamentos que devem ter as mulheres da alta sociedade. 

Fartei-me de rir com a Lady Dunbury, com a conversa entre Anthony e Gareth, da forma como George se referia a Gareth e do jeito um pouco desajeito de Haycinth para lidar com o amor.

Não foi dos meus preferidos da série. O final deixou-me um pouco furiosa e senti falta de acontecimentos mais marcantes entre Haycinth e Gareth. Apesar de reconhecer, sem qualquer dúvida, e de transparecer no livro de que eles são perfeitos um para o outro eu precisa de mais algum conflito e dinamismo entre os dois. Precisa de interações que fizessem com que a leitura se tornasse mais marcante para mim. 

Estando quase no final da série, dá para perceber que Julia Quinn oferece-nos sempre leituras agradáveis e divertidas. É uma autora que se mantém fiel a si mesma e ao seu estilo de escrita. 
Eu sou fã desta família e de todas as personagens que, através deles foram arrastadas para estas páginas. Quero continuar a acompanhar o trabalho desta escritora e só espero continuar a encontrar a originalidade, as histórias marcantes e com aquele toque de amor tão especial que me deixa mais feliz quando termino a leitura. No fundo, para mim, é um livro que ajuda a aliviar a carga cinzenta que, muitas vezes, tem pairado sobre mim. 

quinta-feira, 12 de abril de 2018

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Opinião | "À morte ninguém escapa" de M. J. Arlidge (Helen Grace #2)

À Morte Ninguém Escapa (Helen Grace #2)
Classificação: 4 Estrelas

Trouxe este livro da biblioteca na expetativa de me cruzar com um bom policial. Quando cheguei a casa e fui ver o Goodreads fiquei triste por ver que era o segundo volume de uma série. Gosto de ler séries por ordem mas, geralmente, acontece-me sempre o inverso. Como era um policial achei que começar no segundo volume não iria interferir muito na minha compreensão da história. E, de facto, foi isso que sucedeu. Consegui compreender tudo apenas ficando a frustração de não saber tudo, de forma pormenorizada, sobre as personagens residentes, ou seja, aquelas que já tinham um passado descrito no volume anterior.

Toda a equipa da polícia tem um história passada que me pareceu ter sido muito bem explorada no livro anterior. Contudo, ao longo do livro vão sendo dadas algumas informações que nos ajudam a contextualizar as situações e os comportamentos das personagens, o que nos ajuda a perceber em que medida as relações na equipa estabelecem neste livro, tendo em conta as suas vivências anteriores.
Portanto, se não têm o livro anterior e estão a hesitar na leitura deste, podem avançar sem medo de ficarem sem perceber o que vive nestas páginas. Aquilo que de certeza irão sentir, tal como eu, é um vontade exacerbada de ler o volume anterior. Só para ter a certeza de que não vos escapa nada deste universo.

Helen Grace é uma detetive e uma personagem de destaque. Achei-a uma mulher complexa e interessante que, tal como a cebola, se reveste de imensas camadas para o leitor ir descobrindo aos poucos. Ao contrário da cebola, que já sabemos o que vamos encontrar, com a Helen cada nova camada desvendada é uma surpresa. Fiquei fã dela, da sua inteligência e da sua capacidade de resiliência. Parece ter um feitio e uma energia muito peculiares, mas também isso a tornou interessante ao meu olhar. Não posso, também, deixar de destacar Charlie e Steve, que me fizeram pensar nas escolhas que temos que fazer na vida e que ganhos ou perdas essas escolhas implicam. O Tony e Nicole que me mostraram que o amor e a dedicação assumem diferentes formas e que não têm limites, mesmo quando as nossas fragilidades nos começam a pregar partidas, conduzindo-nos a um conjunto inexplicável de sarilhos e de erros.

Relativamente aos crimes que nos vão sendo apresentados nestas páginas, inicialmente pareceram-me simplistas, fazendo-me esperar um desfecho pouco intenso, pouco cativante e muito diferente daquilo que encontrei. Felizmente, fui engana e os meus preconceitos foram completamente destruídos. À medida que avançava na leitura e que os acontecimentos e as descobertas iam sendo reveladas, tudo se foi adensando no sentido de me baralhar as ideias e me mostrarem que a realidade poderá ter diferentes formas de ser construída, olhada e apreendida.

Sofri com o desfecho do livro. Tenho a certeza que a Helen queria algo diferente, mas a sua chefe não tinha uma sensibilidade nem um tacto especial para lidar com as pessoas. Sofri pela Carrie e espero que ela se assuma perante a vida e que não fique refém do medo e da opressão.
Parece-me ser uma série de grande qualidade e que eu quero acompanhar.